O nome da organização em português seria Grande Orquestra da Caridade de Natal. E segundo o site deles - http://www.en.wosp.org.pl/fundation/, em 15 anos já conseguiram 65 milhões de dólares. Caso para pensar, que já que fazem este evento por toda a Polónia, porque não fazê-lo por toda a União Europeia? Haveria muitos putos que agradeceriam. terça-feira, janeiro 16, 2007
Quem não tem coração?
O nome da organização em português seria Grande Orquestra da Caridade de Natal. E segundo o site deles - http://www.en.wosp.org.pl/fundation/, em 15 anos já conseguiram 65 milhões de dólares. Caso para pensar, que já que fazem este evento por toda a Polónia, porque não fazê-lo por toda a União Europeia? Haveria muitos putos que agradeceriam. sábado, janeiro 13, 2007
Quiosque
Sempre que passo por um quiosque, dou comigo a pensar como será o dia-a-dia de uma pessoa que trabalha num sítio destes. Passar dias, meses, anos a fio num espaço com um metro quadrado (dois se for um kiosk à rica) deverá moldar e bem a personalidade de uma pessoa. Com quem conversar, quando as pessoas que se dirigem a ela somente querem o cigarro, a revista, ou o carregamento de telemóvel? E o que fazer nos tempos mortos quando já se leram todas as revistas cor de rosa todas? Será que se emerge na literatura clássica? Dá-me que pensar e dá-me pena. Mas também só me dá pena por uns parcos segundos, porque depois lembro-me como passo eu o meu dia de trabalho, a olhar para um monitor 8h por dia, a teclar e a única vista que tenho (quando me deixam abrir as persianas) é o telhado de uma fábrica. Ao menos neste quiosque teria uma senhora vista: a praça central!
Senhora do quiosque 1 - Eu 0.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Triângulo vs Bola
Situação: vontade de ir mudar a água às azeitonas. Cenário: indicação de WC a 50m. Informação: WC bolinha e WC triângulozinho. O que raio é isto, é a reacção nº 1 que todos os estrangeiros terão ao ver isto. A reacção nº 2 será, ok, triângulo para baixo, portanto é a casa de banho das gajas.
Dedução errada. Afinal o triângulo é para os gajos e a bola identifica gajas. Lamento, mas não sei a razão de ser. Felizmente, estes sinais não surgem assim tantas vezes, mas para quem não sabia disto, interprete os sinais usando a lógica "normal", e depois escolha o oposto.
terça-feira, janeiro 09, 2007
Bica na Polónia - Co to jest?
Depois do relato do choque cultural com a água, era injusto não falar das bicas, cimbalino, expresso, o que se quiser chamar. Para começar, o expresso aqui é caro como o raio. Menos de € 1 é dificil, e a título de comparação, um bolo pequeno normalmente é mais barato.
Assim, é fácil de perceber que o polaco não tem muito o hábito de beber café. Mas quando bebe, e porque para a maior parte deles o café é muito forte, misturam um pouco de leite, ou heresia das heresias, água. Aliás, é normal que ao pedir um expresso, ele venha acompanhado por um pequeno copo (shot size) de água SEM gás.
Portanto, e tomando uma visão etnocentrista, o que percebo é: o cafézinho é muito fortezinho para ser bebido tal como sai da máquina. Mas, quando se trata de beber vodka, não há cá copozinho de água para ajudar. Para um português isto faz sentido? Não, não faz.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Água
Gazowana or Niegazowa, that it is the question.
Para mim, a resposta surge facilmente: SEM gás sff. O problema é que um português assume que quando se pede água, trazem água SEM gás. Aqui, não! Se não se disser que se quer água SEM gás, trazem-nos água COM gás. E por vezes, a garrafa diz SEM gás, mas afinal é COM gás, o que imediatamente me deixa SEM vontade de beber a porcaria da água.
Pior, quando num café se pede uma água SEM gás, 95% das vezes trazem água SEM gás sim senhores, mas têm de inventar: colocam a rodelazinha de limão dentro do copo. Será assim tão dificil compreender que por vezes uma pessoa apenas quer um copo de água, água normal. No gas, no lemon, just god damn water!
Para mim, a resposta surge facilmente: SEM gás sff. O problema é que um português assume que quando se pede água, trazem água SEM gás. Aqui, não! Se não se disser que se quer água SEM gás, trazem-nos água COM gás. E por vezes, a garrafa diz SEM gás, mas afinal é COM gás, o que imediatamente me deixa SEM vontade de beber a porcaria da água.
Pior, quando num café se pede uma água SEM gás, 95% das vezes trazem água SEM gás sim senhores, mas têm de inventar: colocam a rodelazinha de limão dentro do copo. Será assim tão dificil compreender que por vezes uma pessoa apenas quer um copo de água, água normal. No gas, no lemon, just god damn water!
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Viagens na terra de outros - Poznań
Traçando uma linha recta entre Varsóvia e Berlim, há uma cidade que é mais ao menos equidistante. Poznań, capital da região da Wielkopolska (Grande Polónia) com cerca de 600.000 habitantes. Fruto da sua localização geográfica assume-se como um importante polo de desenvolvimento, manifestando um forte cariz industrial, e alberga ainda as mais importantes feiras de negócios na Polónia.
Fruto da ocupação alemã, são bem visiveis as diferenças a nível da arquitectura, e até agora foi a cidade polaca onde estive com maior diversidade de estilos. Também esta cidade foi severamente castigada durante a II Guerra Mundial, pelo que por exemplo a praça central é totalmente reconstruída, e se não fosse por uma aberração arquitectónica soviética mesmo no meio, diria que era perfeita.
Apesar de ter mais ou menos a mesma população de Cracóvia, a sua organização é mais convencional, ou seja, o centro da cidade é mais alargado, o que me obrigou a caminhar um pouco mais. Também por aqui há estudantes a pontapés, mas turistas já não são tantos quanto isso (um fim de semana basta para ver os pontos mais óbvios). Pela noite, existem também uma dúzia de lugares interessantes a visitar, todos a menos de 15min a pé da praça central.
Como gosto de ir sempre a centros comerciais (excelente spot para compreender a cultura de uma cidade), um dos que estive - Stary Browar - surgiu da reconversão de parte das instalações de uma cervejeira, e para não ser exagerado, vou só dizer que é belo.
Como gosto de ir sempre a centros comerciais (excelente spot para compreender a cultura de uma cidade), um dos que estive - Stary Browar - surgiu da reconversão de parte das instalações de uma cervejeira, e para não ser exagerado, vou só dizer que é belo.
Mais info em http://www.poznan-life.com/.

quarta-feira, janeiro 03, 2007
Patinagem no gelo
Com o "Inverno" por aqui, já se vêem as pistas de gelo para a malta patinar um pouco. Eu ainda não experimentei, mas ficava bem contente se me conseguisse equilibrar desta forma passadas algumas horas.
E não é que seja impossivel fazer isto, mas em gajo, parece-me um pouco abichanado. Já em gaja é lindo.

Mas voltando à realidade, e sendo pragmático, acho que estou condenado a situações deste género por muito tempo, com a diferença que eu não tenho 7 anos de idade como este casalinho (e é ele que caiu ao chão!).
O objectivo final será conseguir fazer uma figura deste género. Exequível para mim? Duvidoso.
Mas voltando à realidade, e sendo pragmático, acho que estou condenado a situações deste género por muito tempo, com a diferença que eu não tenho 7 anos de idade como este casalinho (e é ele que caiu ao chão!).
terça-feira, janeiro 02, 2007
Comboios
Para viajar na Polónia recorro na maior parte das vezes ao comboio, basicamente por exclusão de partes. Evito andar de autocarro porque as técnicas de condução são demasiado arrojadas. Nunca usei voos domésticos porque basicamente sou teso e aviões a hélices não obrigado. Resta pois o comboio, que tem vários pontos positivos, como sejam:
1- é pontual;
2- permite aceder às principais cidades polacas (todavia muitas vezes tendo de mudar em Varsóvia);
3- com jeitinho, até sai barato usando duas opções:
A- Bilhete de fim de semana que por 99 polónios dá para andar em quase todos os comboios pelo país com número de vezes só limitado pelo número de horas de um fim de semana;
B- Super-Bilhete, que comprado com pelo menos uma semana de antecedência permite ter lugar a menos de metade do preço (número limitado de lugares);
Assim, por exemplo, consigo fazer 300km em 3 horas por menos de € 10. Não está mal.
Quanto a pontos negativos, espero pela oportunidade de andar em comboios regionais, e fazer alegres viagens de 100km em 2 horas e meia, para depois puder falar com mais conhecimento de causa. Mas já tenho alguma experiência de comboios regionais em Portugal, com malta da tropa e tudo, portanto sem medos. Mas até agora na Polónia foi sempre de Intercidades ou Internacional.
Curioso é o facto de existirem várias empresas consoante o tipo de comboio (internacional/intercidades, regional, carga). Em Portugal o prejuízo está todo oculto ou não numa única empresa.
segunda-feira, janeiro 01, 2007
No éter da rádio polaca
Em Portugal sou um ouvinte ávido de rádio, e não é pelo facto de ter mudado de país que alterei esse hábito.Mas azar dos diabos, existe uma triste semelhança entre o panorama radiofónico dos dois paises. Isto porque também aqui a rádio líder tem as letras RFM, mas dispostas de forma diferente: RMF - www.rmf.pl. Pior, aqui esta rádio tem uma audiência de 25%, com uma qualidade de selecção musical ao nível da RFM, e onde sabemos que podemos ouvir Celine Dion, Michael Bolton e outros de menor importância (mas igualmente maus).
Após alguma pesquisa, lá consegui encontrar duas rádios, mais ou menos, ao meu gosto. A rádio Trójka - http://www.polskieradio.pl/trojka/ , que é o que mais se aproxima por aqui ao conceito da portuguesa Antena 3, se bem que ouça mais jazz/blues.
A outra é a rádio de notícias cá do burgo, ao estilo da TSF de há uns 5 anos atrás, chamada TOK FM - http://serwisy.gazeta.pl/tokfm/0,0.html. Escusado será dizer que algumas (e sem referir percentagens) das notícias me passam ao lado por várias razões.
Saltitando pelas frequências, algumas das impressões que ficam é que passam mais música nacional, mais músicas antigas (p. ex. não é dificil ouvir "Final Countdown" - Europe), e menos rádios que em Portugal.
Ps: falha imperdoável a não referência à rádio Pin - http://www.radiopin.pl/, cuja selecção musical inclui bastante jazz, e alguns programas de informação de caracter financeiro/negócios. Obrigado pela ajuda, mas confesso que ainda não ouvi muito esta rádio. E consegui mencioná-la sem dizer que é uma rádio com pinta.
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Final de Ano
Existem várias razões pelas quais não vou passar o final de ano em Cracóvia, a saber:
1- já passo cá dias suficientes;
2- se tivesse a nevar/houvesse neve provavelmente as montanhas seriam uma boa opção;
3- e mais importante, caso ficasse por Cracóvia, provavelmente experimentaria ir para a molhada da festa na praça central, juntamente com o povão. Só tinha era de ter cuidado com mais uma magnífica tradição polaca que ocorre na passagem de ano, e que consiste em garrafas que são atiradas ao ar, ao acaso, como gesto festivo. Bonito! Vá-se lá saber porquê, todos os anos há palermas que não são capazes de se desviar das garrafas, e depois ficam com doi-dois.
A todos os leitores, boa passagem de ano, que o próximo ano seja ....yada yada yada...bla bla bla.... 

quarta-feira, dezembro 27, 2006
As escolhas do professor IV
Depois de 600 páginas sobre história da Europa, o passo óbvio passou por procurar um livro exclusivamente dedicado à Polónia. A escolha recaiu sobre "Heart of Europe - the past in Poland's present" de Norman Davies. Em pouco mais de 400 páginas, o autor consegue abordar de forma interessante e não demasiado complicada (isto se não se tentar pronunciar todos os nomes que vão surgindo) mais de 800 anos de história polaca. Este livro é a modos que uma versão compactada de uma outra obra mais completa deste autor (God's playground - 2 volumes) e é uma excelente base de partida para quem tiver curiosidade sobre a história de um país, que nos últimos duzentos anos é particularmente fascinante.
Como particularidade, refira-se que o autor narra os acontecimentos por ordem cronológica inversa (deve ter visto o filme Memento). Por exemplo, agora já consigo compreender um pouco melhor o conceito de Romantismo polaco, e é um pouco diferente do pre-conceito que tinha.
Para concluir, este é um livro de história fundamental, e quase de leitura obrigatória para quem queira saber um bocadinho sobre a Polónia, pois só olhando para trás, se pode perceber o presente e pensar no futuro.
Nota: sim, na parte final da última frase deste post está uma lapissade de primeira água. Mas nunca é demais enfatizar isto.
terça-feira, dezembro 26, 2006
Adenda (tradições) Natal
No post anterior faltou referência à tradição/crença mais curiosa do Natal polaco. Acredita-se que na noite de 24 para 25 os animais falam entre si usando vozes humanas.
Ora face a isto, várias questões me ocorrem. Quando começou esta crença? Será que foi inspirada nas fábulas de Esopo ou no bem mais tardio La Fontaine? E se sim, será que algum destes senhores afinal era polaco? E se nos outros países os animais não falam, isso estará relacionado com um sistema educativo diferente? Desconheço.
terça-feira, dezembro 19, 2006
Natal
Nesta altura, e uma vez que vou até meu país, minha terra, minhas gentes, meu Portugal passar uns dias, apenas aqui vão os votos de: "Wesołych Świąt i Szczęśliwego Nowego Roku".
Vou-me escusar a traduzir isto, porque não só é tão fácil de dizer como parece, como toda a gente percebe o que quer dizer.
Já agora, tradições de Natal por aqui: pôr doze pratos à mesa, comer peixe (por exemplo carpa), quem dá os presentes é o anjo ou a estrelinha, e fazem a festa de familia na noite de 24 para 25. Os dias 25 e 26 (que também é feriado!) servem como o prolongamento da festa. E quase que me esquecia, nesta noite recebem prendas, mesmo já tendo recebido prendas no dia 6 de Dezembro. Recebem portanto a dobrar. Lampeiros!
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Comezaina tuga em cracóvia
Por obra do acaso, lá foi possível descobrir um restaurante em Cracóvia que serve comida portuguesa. Frango no churrasco, bacalhau, sardinhas, sopa de caldo verde são alguns dos teasers deste restaurante, Piri-Piri de seu nome.
Ainda não fui lá, mas estou apenas a 24h de ir ver a interpretação polaca da gastronomia portuguesa. Sim, porque não me parece que o dono do restaurante seja o shor Manel, emigrante na Polónia vindo do Mogadouro. Desde já uma coisa é garantida: peixe fresco de mar é mentira. Mas também, dêem-me um frangozinho no churrasco picantezinho, e já fico bastante contente.
Depois de encontrar garrafeiras que vendem vinhos portugueses (a preços um tudo nada inflacionados), um restaurante português, só falta achar por aqui um Café Central que tenha ao fim de semana o Correio da Manhã para ler. Quem é ou foi emigrante sabe a importância destas coisas aparentemente tão popularuchas e provincianas.
Mais em www.piri.com.pl.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Espertalhona
Se Portugal tem como ilustres que receberam o Prémio Nobel um médico consagrado no estudo da lobotomia, e um escriba de inanidades sem respeitar regras básicas de pontuação, a Polónia está um pouco mais além. Por exemplo, a dona Marie Curie, ou Maria Skłodowska nasceu neste país. E segundo tive oportunidade de relembrar, a senhora era bastante esperta, tendo inclusive sido a primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel em áreas diferentes (Física e Química). Mais, há um elemento pertencente à tabela periódica cujo nome em português é Polónio, e que foi dado pela Mariazinha em homenagem às suas origens. Agora também é verdade que se tivesse permanecido numa Polónia ocupada pelos russos em vez de bazar para França para estudar, dificilmente ganharia um Prémio Nobel, quanto mais dois.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Viagens na terra de outros - Katowice
A cerca de uns 100km de Cracóvia de comboio ou auto-estrada (paga a preços de Portugal e em obras, mas uma das poucas na Polónia) está a cidade de Katowice. De origem bastante recente e ainda com um forte cariz industrial, alberga (mais polaco menos polaco) umas 320.000 pessoas. Fora dos destinos turísticos mais óbvios, além dos estudantes erasmus, é mais dificil ver estrangeirada por estas bandas. E isso é positivo, pois permite-nos aperceber como é uma cidade polaca "normal". Com um centro da cidade razoavelmente bem cuidado mas em obras, uma estação de comboios medonha, e uma praça central horripilante pela má convivência entre prédios do início do século XX e coisas dos anos 80 com lojas (à la Martim Moniz), visualmente parece pouco apelativa no primeiro contacto. Mas vale a pena insistir.

Em Katowice existe um parque da dimensão do Monsanto (ou maior) feito na segunda metade do século XX. Devo dizer que se não fosse pelas vistas que o Monsanto tem sobre Lisboa, diria que este parque mete o nosso no sapato. Zoo, parque de diversões, estádio de futebol, planetário, lagos, floresta, teleféricos, it got it all. Mesmo no Outono quando lá fui, e com um frio do camandro gostei. Em seu redor, a vista que marca a cidade, torres de uns 20 andares. Aliás, abundam pela cidade prédios impessoais de dimensões generosas. Todavia, há espaços verdes entre os mesmos (autarcas de Santo António dos Cavaleiros, Rio de Mouro, Odivelas aprendam).
Como já referi, e para não variar, também por aqui anda tudo em obras, culpa dos fundos europeus que é necessário estoirar...quer dizer, investir. Mais info em http://www.um.katowice.pl/en/

domingo, dezembro 10, 2006
Nem na Polónia tenho sossego no Natal
Serve o presente post somente para informar que à semelhança de Portugal, também na Polónia durante a época natalícia os centros comerciais são poluídos com músicas do George Michael. É que não há pachorra para isto, quer em Portugal, na Polónia ou em Júpiter. Coro infantil de Santo Amaro de Oeiras, por favor apostem na vossa internacionalização, e quem sabe comecem logo pela Polónia.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Cinema na Polónia
Já referi aqui a dificuldade que eu tenho em ver televisão polaca, e por isso mesmo uma das possiveis soluções podia passar por ir ao cinema. E as coisas no cinema melhoram significativamente, pois os filmes têm legendas em polaco, mas mantêm o som original.
Agora por vezes torna-se complicado saber qual o filme que vou ver por duas razões: primeiro não percebo a tradução do título e segundo nem sempre reconheço os nomes dos actores (ver foto).
terça-feira, novembro 28, 2006
Teimosia polaca vem de longe
Ao longo da minha vivência na Polónia, há algo que sinto ser um traço característico na personalidade destas gentes. A teimosia. Não me apetece concretizar o porquê desta minha ideia, mas pensando bem isso nem é muito surpreendente tendo em conta os seus antepassados.
Por exemplo, só um gajo bem teimoso é que se lembrava de no início do século XVI mandar o bitaite em forma de modelo de que é a Terra que afinal gira em torno do Sol. Pois é, o Mikolaj Kopernik (Copérnico) era polaco. Nos tempos livres lá conseguiu pôr em causa o modelo geocêntrico que a Igreja Católica tanto defendia. E sortudo como foi, na sua altura a Igreja Católica nem lhe chateou muito o juízo sobre estas ideias. Quem se lixou à grande umas dezenas de anos depois em torno destes assuntos foi o Galileu.
Por exemplo, só um gajo bem teimoso é que se lembrava de no início do século XVI mandar o bitaite em forma de modelo de que é a Terra que afinal gira em torno do Sol. Pois é, o Mikolaj Kopernik (Copérnico) era polaco. Nos tempos livres lá conseguiu pôr em causa o modelo geocêntrico que a Igreja Católica tanto defendia. E sortudo como foi, na sua altura a Igreja Católica nem lhe chateou muito o juízo sobre estas ideias. Quem se lixou à grande umas dezenas de anos depois em torno destes assuntos foi o Galileu.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Velharias nas estradas polacas
Prova do nível de desenvolvimento desta terra, é o facto de se verem por aqui veículos com esta idade.

E ainda bem.
domingo, novembro 26, 2006
sexta-feira, novembro 24, 2006
Wódka
quarta-feira, novembro 22, 2006
Solanum tuberosum
Europa Central, Polónia, agricultura, trigo, pão, vaca, bife, bife com batatas fritas. Mas para elaborado prato são necessários ingredientes da melhor qualidade, mas que até agora ainda não consegui encontrar. E o elo mais fraco reside inesperadamente na batata. Sim, não é nada fácil encontrar tubérculos de qualidade aqui por estas bandas. E eu permito-me tentar avançar com uma explicação mais detalhada das causas sociológicas (mais do que as agrícolas) que poderão originar a fraca qualidade da batata polaca. Sendo curto e grosso, o problema é a falta de paciência do agricultor polaco.
Concretizando as acusações, aqui vai: existem à venda na maioria dos supermercados batatas bastante pueris, que tudo bem que até dão jeito para fazer um assado no forno, mas não deixa de ser chocante o calibre diminuto que estas apresentam. Pior, as poucas batatas de tamanho minimamente decente para cortar em tiras apresentam imperfeições, resaltos, e podridão perfeitamente ultrajantes para os padrões de um ribatejano habituado a comer batata de qualidade. Isto para nem falar das que estão verdes e de toda a sujidade que ainda têm pois não foram devidamente lavadas.
Em suma, quem julgue que vem até à Polónia comer boa batata, ficará decerto desapontado, pois esta é uma batata ainda bastante naif, que recusa ser produzida de acordo com as mais recentes directivas da FAO, e que neste acto de rebeldia não merece mais do que nota 5 (numa escala de 0-20). Assim, está bom de ver que não há condições para fazer um bom do bife com batatas fritas, ou mesmo, o saudoso bitoque.
Em suma, quem julgue que vem até à Polónia comer boa batata, ficará decerto desapontado, pois esta é uma batata ainda bastante naif, que recusa ser produzida de acordo com as mais recentes directivas da FAO, e que neste acto de rebeldia não merece mais do que nota 5 (numa escala de 0-20). Assim, está bom de ver que não há condições para fazer um bom do bife com batatas fritas, ou mesmo, o saudoso bitoque.
terça-feira, novembro 21, 2006
As escolhas do professor III
Pessoalmente acho que é mais engraçado viajar sem nenhum guia de viagem, e descobrir por nós próprios. Mas também é verdade que um dos bons pode ajudar a poupar algum tempo e dinheiro. Antes de vir para a Polónia já tinha um guia de toda a Europa da colecção Rough Guides, e como em equipa vencedora não se mexe, lá comprei da mesma editora o livro referente só à Polónia. Como pontos fortes aponto a importância dada ao vocabulário polaco básico, e as explicações mais detalhadas sobre figuras/acontecimentos históricos/locais importantes. Regra geral as sugestões para restaurantes/bares batem certo (em termos de qualidade e custos). Mas também já me aconteceu ir à procura de um restaurante, estar na morada certa, mas o restaurante (já?) não existe. Em relação a discotecas é preciso mais atenção, pois são locais que mais rapidamente passam de moda. O ponto sempre importante da dormida também é abrangente, incluindo o belo do hostel com dormitórios (não badolhocos), até ao 4/5 estrelas com mística num qualquer centro histórico.
Outras opções de guias para a Polónia são o da Lonely Planet (não tão bom), Michelin Green Guide (boa opção) e para os não back-packers e que gostem de ver fotografias antes de chegar aos locais que vão ver há o da American Express. Ou então não comprem nenhum, e vão perguntando pelas coisas nos postos de turismo.
segunda-feira, novembro 20, 2006
Viagens na terra de outros - Wrocław

A uns 300 e picos km (pelo menos 4h de comboio) a noroeste de Cracóvia fica a cidade de Wrocław (foneticamente soa a Wrótsuaf, mais ou menos). Até ao final da II Guerra Mundial o seu nome era Breslau e fazia parte da Alemanha, mas fruto das trocas e baldrocas do retalhamento da Alemanha no pós-Guerra, passou a ser território polaco. Com mais de 500.000 habitantes é uma cidade em que se nota um maior dinamismo empresarial e que é um pouco menos interessante em termos turísticos que Cracóvia, estando todavia no top 5 das cidades mais importantes do país.
Nos guias turísticos é referenciada como a Veneza da Polónia (e quase que jurava que num que eu li, surgia como a Aveiro da Polónia), por causa de alguns canais que atravessam o centro da cidade. Já estive em Veneza e não é bem a mesma coisa. Faltam japoneses.
Como foi afectada/bombardeada/destruida parcialmente na última guerra, por exemplo os edifícios da bela praça central não são os originais, mas sim reconstruções. Perdeu-se um pouco da história, ganhou-se em beleza e em cor. E para não fugir à paisagem habitual das cidades polacas, anda em profundas obras (centro histórico inclusive), para aproveitar à última da hora os subsídios da UE.
Nos guias turísticos é referenciada como a Veneza da Polónia (e quase que jurava que num que eu li, surgia como a Aveiro da Polónia), por causa de alguns canais que atravessam o centro da cidade. Já estive em Veneza e não é bem a mesma coisa. Faltam japoneses.
Como foi afectada/bombardeada/destruida parcialmente na última guerra, por exemplo os edifícios da bela praça central não são os originais, mas sim reconstruções. Perdeu-se um pouco da história, ganhou-se em beleza e em cor. E para não fugir à paisagem habitual das cidades polacas, anda em profundas obras (centro histórico inclusive), para aproveitar à última da hora os subsídios da UE.
Só estive nesta cidade meio dia e noite, pelo que tenho de lá voltar, pois julgo que para a conhecer e aos arrabaldes bem, sejam necessários pelo menos uns 3 dias. Mais info em http://www.wroclaw-life.com/.
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