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quinta-feira, julho 05, 2012

Provérbios polacos


Alguns provérbios polacos:
- Baba z wozu, koniom lżej. Mulher fora da carroça, mais fácil para os cavalos.
- Bez pracy nie ma kołaczy . O que em português é o nosso “quem não trabuca não manduca”.
- Gdzie kucharek sześć, tam nie ma co jeść. A tradução literal é que onde existem seis cozinheiros, não há nada para comer.
- Gdzie diabeł nie może, tam babę pośle. Onde o Diabo não consegue ir, ele manda uma mulher. Fica ao critério de cada um a sua interpretação para isto.
- Musi to na Rusi, w Polsce jak kto chce. Na Rússia é como tem de ser, na Polónia é como se quer. 
Na pochyłe drzewo wszystkie kozy skaczą. Todas as cabras saltam para cima das árvores tombadas.
- Nie od razu Kraków zbudowano. Cracóvia não foi construída num instante.
- Piękna miska jeść nie daje. Um prato bem decorado não alimenta.

E o melhor é o Gość w dom - Bóg w dom. Convidado na casa, Deus na casa.

quinta-feira, junho 23, 2011

Aprender polaco usando o Youtube

Não é algo que eu recomende como primeira opção, nem sequer como segunda ou terceira. Há mesmo que ter aulas, interagir com alguém nativo em polaco, ler livros, fazer exercícios........ enfim: estudar.
Em todo o caso, para quem prefira, aqui fica um link que encontrei no Youtube, num canal chamado " Solar Net TV, de magauchsein". Não tem só materiais relativos a polaco, mas fazendo um search só por polish dentro deste canal, estão lá alguns minutos que poderão ser úteis a quem queira pensar aprender polaco, esteja a aprender ou queira só fazer um refresh do pouco que sabe :). Aqui está um exemplo:

sexta-feira, junho 10, 2011

Diminuitivos em polaco

Para aqueles que já vivem ou viveram na Polónia, decerto reparam na variedade de diminuitivos que os polacos usam. Em abono da verdade, em Portugal também temos a nossa dose, pese embora julgue que com menos variedade. Por exemplo, uma Ana pode-se transformar em Aninha, Anocas, Anita. Ou uma Isabela numa Isabelinha, Bela, Belinha ou Belita.
Em polaco usam-se obviamente outros sons para os diminuitivos. A preferência recaí mais sobre sons como: "-usia, -unia, -sia, -nia, -eczka, -eńka". Por exemplo, uma Anna pode-se transformar numa  Ania, Anka, Anusia (ou Aniusia), Aneczka, Andzia, Anula ou Anulka. O meu nome favorito, Agnieszka, vira Aga, Agusia, Agniesia, Agnisia, Niusia ou Nisia. Katarzyna pode passar a Kasia, Kaśka, Kasieńka, Kasiunia, Kasiulka, Kasiuleczka, Kasiuneczka. Ou Małgorzata a Małgorzatka, Małgosia, Małgośka, Gosia, Gosieńka, Gosiunia ou Gosiula.
Para os homens, normalmente a terminação mais comum dos diminuitivos é "-ek". P.ex. Tomasz - Tomek, Piotr - Piotrek. Mas diminuitivos de gajos é algo a que nunca prestei muita atenção. 

quarta-feira, maio 12, 2010

Antroponímia II

Já por aqui foi dado um lamiré sobre os nomes dos polacos. Agora vou focar-me na sina que muitos deles carregam quando têm de dizer mesmo só o primeiro nome a um estrangeiro que não perceba patavina de polaco.
Um Władysław ou mesmo um Andrzej percebe-se que optem por transformar o seu nome em algo mais anglo-saxónico. Agora, como eu cheguei a ouvir pessoalmente, apresentarem-se como Peter (em vez de Piotr) ou Martin (Marcin) já é exagero. Já me bastou ter ouvido muitíssimas vezes a malta ter dito o meu nome mudando uma letrita no fim para aquilo soar a espanhol para ficar cheio de azia, quanto mais ser eu próprio a amputar o meu nome. Cruzes credo.
Ps: No caso de uma polaca, provavelmente um estrangeiro também não percebe muito bem o seu nome, mas aí já não é um problema linguístico, mas de desconcentração.

domingo, março 14, 2010

Toponímia na Polónia

A terriola nesta foto deve ser um dos equivalentes polacos à nossa Vila Real de Santo António, ie, terra com nome grande como o camandro. Lido agora, até é bastante fácil de pronunciar, algo que à data da foto nem por isso pois era um recém chegado na Polónia.
Isto lembra-me a dificuldade que tive nos primeiros dois meses para pronunciar o nome de uma rotunda onde passava todos os dias (duas vezes) chamada Rondo Grzegórzecka. Quase que dei em doido por essa minha incapacidade de aprendizagem.
Claro está que depois há os clássicos. Os fáceis Łódź ou Wrocław, mas que muitos Erasmus não conseguem aprender em 6 meses (ou quadros de empresas com vários anos de Polónia) como já testemunhei. Um intermédio como Szczecin. E claro, a famosa localidade de Szczebrzeszyn, cuja pronúncia (ou tentativa) para mim é o suficiente para poder avaliar o nível de polaco de um estrangeiro.

sábado, janeiro 16, 2010

Aparte linguístico

Quando fui para a Polónia, fui com a ilusão de pensar que ia melhorar o meu inglês pois estaria a trabalhar num ambiente multicultural e num país estrangeiro. Vão pensamento, pois cedo me apercebi que ia piorar. E piorou.
Agora que estou em Portugal, estou a sentir que o meu nível de português também pode ser afectado negativamente, pois são muitos os portugueses que falam/escrevem mal à brava. E não me estou a referir aos adolescentes k eskrevem usando linguagem das mensagens escritas. Um amigo de um amigo enviou-me uma apresentação dada em aula por um professor universitário (e de uma universidade com renome.....só em Portugal, claro). Passo a enunciar alguns exemplos do que refiro:
"...As equipas ou indivíduos, a representar cada uma dos ministérios, deve ser diferentes..."
"...de acordo com o acima mencionada..."
"...clarificar se devem funcionário ou outros interessados deve fazer verificação de informação..."
"...as premissas e que essa análise de fundamenta..."
E escuso-me de colocar aqui as falhas na acentuação. Assim não surpreende que os alunos jovens de hoje falem cada vez pior português. A culpa primária acredito que não seja deles, talvez seja dos professores que enfim....nem sequer sabem para eles próprios.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Polónia e a Língua Portuguesa

Numa discoteca, um pequeno excerto de uma conversa com uma polaca:
Eu: Pois, sou de Portugal.
Ela: Ai sim? Olha, sei dizer uma palavra em português.
Eu: Sabes? Qual?
Ela: Pila!
Eu: Ahah.
Ela: Eheh.
(.....)
Não cheguei a saber onde a rapariga aprendeu tão singela palavra, mas também não interessa, pois é sempre simpático ouvir português falado por esse mundo fora.

quinta-feira, março 22, 2007

Idiomas estrangeiros

Ainda sobre o tópico dos idiomas, é incrível a quantidade de anúncios que eu vejo por Cracóvia acerca de escolas de línguas. Naturalmente que as que têm mais saida são as de Inglês e Alemão. Se bem que o Espanhol também me parece bem popular, e se não estou erro, mais apreciado que o Italiano e Francês. Mesmo escolas com Polaco para estrangeiros já existem algumas, o que é sintomático da dinâmica que esta cidade tem, sendo eu um cliente dessas escolas.
Esta aposta nas línguas pode ter para mim várias explicações. A principal é a de que a vontade de emigrar é enorme, e dá jeito saber já algo da língua do país de destino antes de emigrar. Outra tem a ver com o turismo, em força por esta cidade, e nunca se perde nada em saber umas quantas línguas. E uma área que está em cada vez maior crescimento são os centros de serviços partilhados de empresas multinacionais, que deslocalizam para a Polónia, República Checa ou Hungria por exemplo, parte das suas estruturas (contabilidade, recursos humanos, sistemas de informação, etc) para de uma forma centralizada servirem vários paises da Europa. Como estes danados têm uma língua difícil à brava, cheia de sons esquisitos, aprender qualquer uma das línguas acima mencionadas é como roubar um doce a uma criança.

quarta-feira, março 07, 2007

Português

Cingindo-me apenas à realidade que conheço, em Cracóvia existe um curso universitário de língua portuguesa, assim como três escolas nas quais é possível aprender português. Não está nada mal. E naturalmente que para pessoas que têm de aprender uma língua como a polaca em criança, o português apesar de difícil, não constitui nada de impossível. E depois há os sotaques: polaco puro e simples, portunhol, afrancesado, a-le-mão, entre outros. Muito engraçado de ouvir.
Mas para não variar, cheira-me que o Estado Português não faz o suficiente para promover a nossa língua. Só a título de exemplo, o Instituto Cervantes fica em Cracóvia em pleno centro histórico (a meio caminho entre a praça central e o castelo). O Instituto Camões em Cracóvia fica em...desconheço. Mas mesmo assim, e pelo que consultei, é possível aprender português em Varsóvia, Poznan e Lublin o que já é alguma coisa.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Canções do povo



Esta é a letra de uma canção polaca, chamada Szła dzieweczka. Ora, então vamos lá tentar traduzir isto, e também analisar um pouco.
1º verso: "Uma rapariga foi à floresta, uma floresta verde, uma floresta verde, uma floresta verde. E conheceu um caçador, um jeitoso, um jeitoso, um jeitoso". Ora bem, temos portanto uma rapariga que vai para uma floresta, verde como se percebeu, fazer sabe-se lá o quê. A única coisa que é dita é que encontrou um caçador bonzão.
2º verso: "Onde é a rua, onde é a casa, da rapariga que eu amo. Encontrei a rua, encontrei a casa, encontrei a rapariga que amo". Bom, pelos vistos o caçador não conseguiu sacar o número de telefone da rapariga, e teve de andar às aranhas até saber onde ela morava. Mas lá a encontrou.
3º verso: Neste tive mais dificuldade em traduzir mas aqui vai "Pensei em ti meu querido, estou tão contente, estou tão contente, estou tão contente. Até te dava pão com manteiga, mas já o comi, mas já o comi, mas já o comi". Isto dá que pensar. Então a tipa diz que gosta dele, e coiso e tal, e depois diz que dava algo que já não tem? Caçador sofre.
E esta é uma das canções populares mais popular na Polónia. Tenho esperança que daqui a mais uns meses já consiga cantá-la decentemente no Karaoke.

domingo, julho 23, 2006

Palavritas básicas em polaco ( e que daí não são tão básicas de dizer)

Para quem queira visitar a Polónia, e quizer esforçar-se o mínimo para aprender uma meia dúzia de palavras, aqui vai o básico (mal escrito porque não me apetece mudar definições do computador para puder pôr cedilhas em e's ou traços em z's):

- Dzien dobry (para dizer isto em português teria de ser escrito "Djên dóbri"): Bom dia / boa tarde
- Czesc ("chéxch") : Olá
- Do widzenia ("dô vidzénia"): Adeus
- Tak: Sim
- Nie: Não
- Przepraszam ("pchprácham": Desculpe / com licença
- Dziekuje ("djênkuié"): Obrigado
- Prosze ("proche": por favor / de nada

Além dos sorrisos que podem surgir nas mentes portuguesas pelo uso da palavra Prosze, existem outras que também são curiosas para nós, como p.ex.:

- Pan: Senhor
- Kurwa: Prostituta
- Hui ou Wui - nem sei bem como se escreve em polaco: Membro sexual masculino no vernáculo mais forte. Este som, para um polaco pode surgir quando por acaso um amigo nosso se chamar Rui, e nós não carregarmos no R ao dizer o nome. Falo por experiência própria, em que estava a chamar um amigo numa esplanada, chamei-o pelo nome, e de repente só vejo a empregada de mesa, a deitar-me um olhar de desprezo/censura e a dizer "pardon".

Curso intensivo de polaco em 4 ou 5 paragráfos

Sendo eu uma pessoa perfeccionista, bastante pro-activa e com uma capacidade de aprendizagem bem acima da média (ok, estou a exagerar - eu não sou perfeccionista), decidi que ainda em Portugal poderia começar a aprender algo desta língua para nós tugas, tão estranha. Após aturadas peskisas acerca de quais os materiais que precisaria para levar a cabo esta tarefa, verifiquei que apenas tinha disponivel três livros. Vou começar do pior para o melhor:

1 - Dicionário Português-Polaco e Polaco-Português da Porto-Editora. Apreciação: como dicionário de pequena dimensão que é, naturalmente tem bastantes limitações ao nivel de significados, e também não é propriamente um dicionário de bolso. À posteriori admito que não foi a melhor opção. Devia ter comprado algo pela Amazon, do género pocket diccionary Polish-English, em vez de andar a correr livrarias onde encontrar o dicionário da Porto Editora;

2- Polish in 4 weeks da Editora REA. Apreciação: bom, este é um livrinho que tem um título deveras sugestivo e imediatamente tentador. 400 páginas em formato A5, e supostamente já somos uns peritos em ...basic polish. E até traz um CD e tudo. Estava tudo muito bem até aqui, mas o começo é bastante desapontante. Têm uma página com o alfabeto polaco, mas "esquecem-se" de ensinar como se pronunciam as letras. Um L com um traço ao meio, ou um E com cedilha, não é propriamente imediato saber como se pronunciam. Na minha ingenuidade pensei que apesar de não terem escrito, ao menos no CD estaria lá um recital do alfabeto. Os tomates é que estavam lá! Estes surrados têm somente no CD uns 10 diálogos que devemos acompanhar pelo que está escrito no livro, and that's all folks! Em suma, o livro é um bom livro, mas só para quem já tem algumas luzes de polaco. Caso contrário, estará a saltar uma parte importantíssima de qualquer aprendizagem de lingua (O ALFABETO E OS SEUS SONS!!!). Desilusão! Para quem mesmo assim o queira comprar, faça a pesquisa na Amazon. Com despesas e portes, o total do livro manda-se para os 30 eurios (na Polonia custa 40 zlotis - 10 euro).

3- Polish phrasebook da Lonely Planet. Apreciação: Dentro do estilo phrasebook, cumpre perfeitamente os seus propósitos: pequeno, fácil de usar, tem um espaço dedicado a pronunciation and transliterations onde por exemplo posso ficar a saber que o "C" na verdade se deve dizer "TS". Com este livro consegue-se traduzir as palavras básicas em quase todas as situações rotineiras, aprender a fazer perguntas/ou a pedir alguma coisa (o complicado depois é compreender a resposta que nos dão!). Pessoalmente, tento andar o mais possivel com este livrinho, muito útil principalmente num supermercado ou no restaurante quando não existe algum polaco para me traduzir os nomes.
Munido destes instrumentos, a conclusão sai fácil: só com isto não se consegue aprender grande coisa.