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quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Stand-by ou bye bye

Altura de parar de escrever neste blogue. Definitivamente nunca se sabe, mas por uns tempos largos, segue-se uma pausa. Por isso, a nível de serviços mínimos, há o grupo no facebook com o mesmo nome: divinapolonia. Obrigado a quem vem lendo o estaminé, mas os assuntos para partilhar esgotaram-se. Ou melhor, esgotou-se a vontade de partilhar. 
Espero que ainda possa ser útil para alguma coisa para quem conhece pouco da Polónia (como é o caso do Joe Biden), mas pelo menos para os portulacos, o blogue já acrescenta pouco. 

Ps: Deixo aqui um filme feito por uns turistas portugueses que vieram visitar a Polónia. Um filme de 7, 7horas, que começa com um padre a descrever o seu almoço no Hotel Marriott em Varsóvia, só pode ser bom material.

domingo, novembro 06, 2011

Łubu-dubu no more???

A coisa é simples de explicar. A escada do edifício do Łubu-dubu e do Kitsch ruiu parcialmente, e vá lá que só ficaram ligeiramente feridas 11 pessoas. A notícia (em inglês) pode ser lida aqui. Para quem não conhece do que se trata, fica aqui uma pequena descrição de 2007 escrita por mim. Aproveito ainda para citar um pequeno estrato desse texto:
" ...E a probabilidade de um edifício residencial, velho e com todo o aspecto de que não foi reforçado para aguentar o aumento de carga devido às centenas de pessoas nestes bares vir abaixo um dia destes, não é tão pequena quanto isso. Enquanto não acontece, é divertido sentir o chão a tremer com a malta aos saltos."

quarta-feira, julho 06, 2011

Fugas do Público - O charme de Cracóvia

" Cracóvia foi uma das poucas cidades Polacas completamente poupadas dos ataques alemães durante a Segunda Grande Guerra. É um dos motivos que faz dela um lugar especial e místico.
Existe uma lenda que diz que Shiva deixou uma pedra lá, o que faz com que os Hindus a visitem com regularidade e que outras pessoas procurem paz espiritual naquela cidade. Dizem que foi um lugar protegido por um ente superior e por isso não foi destruída. Haja verdade ou não na lenda, na verdade está intacta e passou pela guerra sem a destruição que caracterizou por muitas cidades europeias.
Cheguei à estação de comboios com recantos de Arte Nova de manhã cedo e já está muito movimentada. É possível ir a pé até ao centro da cidade por ruas antigas que deixam no ar o cheiro de outros tempos. Não é preciso dizerem onde é o centro, porque percebe-se pela grandiosidade da praça medieval.
Comece pela magnífica praça central, a Rynek Glówny rodeada de cafés e restaurantes, ou então fique apenas sentado a olhar as pessoas que passam. A igreja, o mercado fechado, as senhoras que vendem flores e as cores do amanhecer. Depois de pousar a mochila no quarto é a hora de sair para conhecer.
Da praça até ao castelo de Wawel Hill, são apenas umas ruas. Quando cheguei a Wawel Hill fui presenteada por uma vista magnífica sobre o rio Vístula, o rio maior da Polónia que a corta em duas partes. Como Cracóvia é uma cidade muito religiosa tive a sorte de assistir a cerimónias na catedral de Wawel Hill, com a procissão e os devotos cristãos em trajes de festa.
De lá soube-me bem parar nas margens do rio, sentada na relva, onde alguns polacos aproveitavam para apanharem sol. Passei uma ou duas horas sentada a ler debaixo de uma árvore. As margens do rio têm um encantamento em mim, como vim a verificar mais tarde nas margens do Rio Vltava e do Danúbio. Além do encantamento das margens do rio, aquele lugar liberta uma paz mística para quem está à procura de descansar.
De lá fiquei a meio caminho para a zona do Kazimierz. Esta zona é diferente do centro da cidade em termos arquitectónicos, assim como das pessoas que se vêem nas ruas. Pareceu-me mais artística e frequentada por pessoas com modus vivendis alternativo. Os cafés são mais típicos e antigos do que no centro, guardando a memória de outras vidas que por lá se construíram. Se tivesse de escolher onde ficar, seria ali sem sombra de dúvida.
É importante andar nas ruas e espreitar as entradas das casas, porque muitas escondem pequenas esplanadas. Todos com um encanto próprio, com uma decoração adequada e com pessoas que se sentam para saborear a sombra.
Se me imaginasse a escolher um lugar para procurar paz de espírito aliado à beleza, penso que Cracóvia seria sem dúvida um destino a ter em conta"
Fonte: http://fugas.publico.pt (texto de Marina Ventura)

quinta-feira, junho 10, 2010

Animação de Rua em Cracóvia - Futebol

Para que não se pense que na Polónia todos são uns toscos com a redondinha, aqui fica um  vídeo de um habitué das ruas de Cracóvia.

terça-feira, abril 06, 2010

Espaço para a publicidade - XII

Horas a fio que este pobre homem estava na rua a segurar o malfadado placard. Fiquei sem saber se a escolha da indumentária era da autoria do próprio ou imposição do patronato. Aposto porém na segunda. Um excelente exemplo de publicidade à moda antiga, directamente do centro de Cracóvia.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Animação de Rua em Cracóvia - Coros

Ao passo que em Portugal, grupos corais é sinónimo de padrecas e beatas numa igreja praticamente vazia, na Polónia até na rua e de forma relativamente espontânea, se pode ouvir música coral. Isto foi gravado na principal rua de Cracóvia, Maio de 2007 salvo erro (chiça, quase 3 anos já passaram), estavam a praticar e ainda a ganhar uns trocos extra com o espectáculo de rua. 

sábado, setembro 05, 2009

Animação de Rua em Cracóvia - Acordeão

Quem vai a Cracóvia, não consegue escapar sem ouvir alguém na rua a tocar acordeão. Aqui estão alguns links para quem não sabe do que escrevo:
1º: um dos best-offs, aqui tocado em quarteto http://www.youtube.com/watch?v=uV7g5DRJJF0 .
2º: um solo de um artista mais talentoso http://www.youtube.com/watch?v=CGGh966HyKs&feature=related.
Em Portugal também temos excelentes acordeonistas (e não, não me refiro ao Quim Barreiros). Em 2007, o campeão do mundo até foi um jovem português http://www.youtube.com/watch?v=lFfpBRe7pgg&feature=related !!!
Mas, há que dizê-lo com frontalidade, depois do que vi em Vilnius - Lituânia, vai ser dificil encontrar artista melhor. Não há vídeo, mas uma imagem vale mais que mil palavras.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Guia Mabor - Clubes II

Falar da noite de Cracóvia, e não mencionar o Cień (www.cienklub.com/) é um pecado e um hino à ignorância. Por isso, é chegada a altura de falar do melhor clube/discoteca de Cracóvia. Bem localizado, a 3m pé da praça central, este é o melhor sitio para sair à noite a partir da 1 da matina. A música, das 27 ou 32 vezes que lá fui, só em duas delas foi aceitável (predomina o house, mas nada de especial). As instalações são numa cave. Durante os fins de semana, há um número excessivo de gajos (estrangeiros muitos). Não raras vezes tem de se pagar para entrar, e nem sempre é líquido que se consiga entrar numa 6ª ou sábado. Até agora, nada de muito positivo.
Mas começa por ter porteiras a fazer triagem das pessoas. Malta com mau aspecto /podre de bêbada dificilmente entra. Para uma cave, consegue ter duas pistas de dança, três bares, uma zona VIP, e duas salas para relaxar/conversar/testar o material. Quanto à clientela, é a história do ovo e da galinha para saber quem chegou depois de quem. Se as polacas hiper-produzidas com pernas até ao pescoço e saias até ao umbigo à procura de patrocinadores, ou se os estrangeiros à procura de uma relação duradoura de uma noite. Pessoalmente, é um bom sítio para ir durante uma 4ª/5ª feira por volta da meia noite com o espaço a meio gás, mas livre das hordas de turistas. A principal vantagem, e única razão porque ia muitas vezes a este sítio tem a ver com o facto de ser um sítio bastante seguro. 3 ou 4 seguranças com antebraços da largura de uma cintura normal, também garantem que as pouquissimas situações que vi alguém ser expulso, sejam feitas com prontidão. Além disso, é dos poucos sítios que aguenta até para lá das 3 da manhã (o que na Polónia equivale às 6 da matina em Portugal)
Em noite excepcionais, o espaço duplica com a abertura de um primeiro andar contíguo, que basicamente é um apartamento enorme. Mas só muito raramente acontece.

terça-feira, julho 10, 2007

E assim acontece em Cracóvia - ida à ópera

Esta é a fachada principal do edifício da ópera aqui por Cracóvia. E pela primeira vez na minha vida, fui a uma ópera, e de facto correspondeu às minhas expectativas. Não gostei. Não porque era uma má peça, não devido à más interpretações, por erro dos músicos, mas simplesmente porque me aborrece ouvir alguém aos berros. O edifício está bem restaurado por dentro e por fora, fiquei no 2º nível, com um preço de cerca de Eur 11/12. Pormenor engraçado, a hora de início do espectáculo: 18.30h - um bocadinho cedo de mais para os hábitos tugas. Mas isso não impediu o facto de a casa estar a 70% (como seria de esperar, a maioria dos espectadores pertencia ao clube dos velhadas com dinheiro, muitos dos quais turistas, salpicada aqui e ali por alguns jovens).

terça-feira, junho 26, 2007

Guia Mabor - Restaurantes II



Na época do comunismo na Polónia, foi inventado um conceito de restauração chamado Bar Mleczny (tradução rápida para Bar de Leite). Para quem queira saber mais sobre o que é isto, facilmente encontra explicação na Internet. Em poucas palavras é um restaurante de comida rápida polaca, destinado às pessoas com menores rendimentos, mas em que todos podem lá ir. Subsidiado pelo estado, neste momento o seu número é bastante menor do que era antes de 1989. Mas mesmo em pleno centro de Cracóvia, é possível encontrá-los.
Decidi portanto ir a um deles, e tive várias surpresas: a comida até nem é má (boa mesmo, tendo em conta que são receitas polacas); entre as bebidas é possível comprar coca-cola/fanta; os tabuleiros vêm do IKEA (!); e neste a que fui até havia microfone para falar para a cozinha. Quanto a preços, uma refeição pode ficar por uns € 3.

quarta-feira, junho 13, 2007

Páteo das Surpresas

Algo que acho bastante piada na Polónia são os páteos dos edifícios. Principalmente nos centros históricos, muitos deles são uma autêntica caixa de surpresas. Esplanadas, restaurantes, hóteis,lojas...ou parques de estacionamento. Muito interessante pois alguns deles estão mesmo em prédios cuja fachada da rua até mete medo ao susto, mas uma vez nas traseiras tudo pode mudar de figura.
Da primeira vez que notei isto fiquei algo surpreendido, pois pensava que o conceito de páteo era algo predominantemente árabe, mas dá a ideia que também na Polónia a arquitectura também priveligiou o convívio entre a vizinhança. Escusado será dizer que nos prédios novos, este espírito já está bem mais diluido.

domingo, junho 10, 2007

Parabens a Cracóvia - 750 anitos

Foto 1: Panorâmica geral e um coro bué grande
Cracóvia celebrou durante os primeiros dias de Junho os seus 750 anos de existência. Festa da grossa houve por aqui, bandeirinhas por toda a parte da cidade e um palco belíssimo na praça central, com espectáculos bastante interessantes.
Foto 2: Uma senhora aos berros


Foto 3: Barbudo a dar ao serrote


Foto4: Valsada










terça-feira, junho 05, 2007

Guia Mabor - Clubes

Em Cracóvia, tal como já disse, não nenhuma discoteca que me faça dizer: "epá, coiso e tal sim senhor, aqui está um sítio de categoria". Assim sendo, vou-me focar em dois sítios que não sendo espectaculares, são emblemáticos de Cracóvia. Os nomes são Łubu Dubu e Kitsch. E encontram-se ambos neste lindíssimo prédio bem perto do centro. Aliás, este prédio só tem bares/discotecas (existem mais dois, mas não vou dissertar sobre eles).
O Łubu Dubu é basicamente um apartamento grande (cerca de 200m2), cujas paredes levaram umas valentes marretadas, e ficou portanto com a sala do bar, duas salas para abancar e uma para dançar. A música é eminentemente dos anos 80 (uma coisa revivalista portanto) com decoração a condizer ainda mais velha (frigoríficos, rádios velhos, etc...). Vale pela originalidade e por se ouvir Depeche Mode, Duran Duran, Abba, porcaria de rock polaco, LCD Soundsystem. Dia ideal para ir: 5ª. Hora ideal: por volta das 24h.
O Kitsch, fica por cima do outro clube e ocupa todo o último piso (cerca de 350m2). Das primeiras vez que ouvi falar deste sítio, as frase eram entrecortadas com adjectivos do tipo roto, rabeta, maricas. Mas francamente, é apenas um sítio gay-friendly e onde sinceramente já fui várias vezes e nunca vi nada de excepcional (talvez porque também não procuro). Bom, a não ser um pequeno show de travestis. Pronto, e também há um varão de inox no meio da pista de dança. Tem duas pistas de dança (a mais pequena com techno) em que a maior passa música comercial, que não é nada de especial. Até cerca da uma da manhã, parece que se está numa matiné, tal é a quantidade de adolescentes ou malta com menos de 20 anos. Mas lá para as 3 da matina as crianças vão dormir. E por aqui a noite é longa, sendo um dos sítios favoritos para os bebedolas acabarem a noite. Está ao rubro no fim de semana por volta das 3 da matina, e sei de pessoas que já sairam de lá às 10 da manhã. Porquê? Não sei. Maricas e lésbicas pelo sítio: há, mas só o homofóbico mais inveterado se pode sentir incomodado aqui.
Ps: Já agora, quando tirei estas fotos fui interpelado duas vezes. Parece que é proibido tirar fotos neste prédio. Na segunda vez tive mesmo de mostrar todas as fotos que tirei. Estranhíssimo.
Ps2: Ambos os sítios são bastante javardolas, e raramente não levo com cerveja em cima. E a probabilidade de um edifício residencial, velho e com todo o aspecto que não foi reforçado para aguentar o aumento de carga devido às centenas de pessoas nestes bares vir abaixo um dia destes, não é tão pequena quanto isso. Enquanto não acontece, é divertido sentir o chão tremer com a malta aos saltos.

sábado, maio 12, 2007

Guia Mabor - Cafés/Bares

Tal como já tinha referido em Março, o sítio que para mim tem melhor música é um café. Esse café chama-se Coffee Republic. Três salas de tamanho médio, umas cadeiras de metal que me lembram as de jardim mas com almofadas, com bastante luz durante o dia, similar a uma discoteca após o lusco fusco, com serviço na mesa ou ao balcão e empregadas de mesa vestidas de preto. É assim o sítio. A 50m da praça central, com um ar moderno, não é todavia um sítio fabulástico.
Todavia, é no campo da música que colocam que se destaca. Vezes houve em que durante a tarde enquanto lá estava, por mais de duas horas a música que passava era melhor do que ouvi em qualquer clube/discoteca em Cracóvia. House music. Aliás, o sítio durante a noite até oferece um espaço para dar um pézinho de dança até à meia noite, mas absurdamente estranho para mim, não consegue atrair lá muitos clientes. Isto porque para a larga maioria dos Cracovianos, preferem house music da que passa por exemplo na Rádio Orbital e pior. Por outras palavras, pirosada. Clientela normal dividida entre jovens adultos esclarecidos e estrangeirada. Melhor hora, será a do lanche. Aberto das 8.30h até à meia noite.

sexta-feira, maio 04, 2007

Maluquice em Cracóvia

Ouvi dizer que para a semana vai haver em Cracóvia e em outras cidades da Polónia o equivalente à queima das fitas. Chama-se Juwenalia. Se bem percebi, os estudantes irão até à praça central para "simbolicamente" tomar conta da cidade. Eu não sei como é na Polónia, mas a ideia que eu tenho de poder nas mãos dos estudantes não é muito positiva. Além disso, existe uma enorme regressão da organização social, pois basicamente deverá passar a existir somente um bem de consumo relevante: cerveja.
De 7 a 13 de Maio dias de maluquice acontecerão por Cracóvia. Decerto. Reportagem prometida. E estou ansioso por assistar a alguns dos concertos, como por exemplo de: Paprika Korps, Vavamuffin, DJ Mafia Mike, Voo Voo e nos quais deposito maiores expectativas, Cool Kids of Death.

terça-feira, abril 03, 2007

Guia Mabor - Restaurantes

Um dos ícones da restauração em Cracóvia, e com uma rede de outros restaurantes pelas principais cidades da Polónia é o Rooster (www.rooster.pl). Por cerca de Eur 6 é possível comer bemzinho, numa localização excelente a 2 passos da praça central, com uma boa esplanada no 1º andar e tudo. Tem é um pequeno senão. A clientela do restaurante é maioritariamente masculina e oriunda das ilhas britânicas. Desconfio que seja devido aos trajes das empregadas: um top branco e uns calçõeszitos vermelhos que das duas uma - ou são 3 números abaixo ou encolhem sempre na máquina de lavar.
Especialidades da casa: Peitos e pernas.

quarta-feira, março 28, 2007

E assim acontece em Cracóvia

Cracóvia é uma cidade com uma actividade cultural bastante intensa. Todavia, até ao momento este escriba tem priveligiado outras actividades fora do seu horário de trabalho, que pela falta de interesse nem serão mencionadas. Deixo somente uma pista: os teatros não fecham às 6 da manhã.
E se alguns podem alegar falta de conhecimento do que se passa, eu não. Num rasgo de alguma inteligência, decidi perguntar se havia na net algum site com os eventos culturais em Cracóvia. Até agora o melhor site que achei foi este: www.karnet.krakow.pl. E o dito até tem muitos conteúdos em inglês, portanto mais uma desculpa que não posso usar.
Serve o presente post portanto para deixar este link a quem esteja/visite/pretenda visitar/seja-curioso-sobre-o-que-se-passa-a-milhares-de-km-de-distância em Cracóvia, na esperança que usufruam do mesmo melhor que eu. Mas também não me posso considerar surpreso pela minha atitude aqui na Polónia. Já em Portugal era no que às artes diz respeito, um....como dizer...bronco. Sim, é isso.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Comezaina tuga em cracóvia

Por obra do acaso, lá foi possível descobrir um restaurante em Cracóvia que serve comida portuguesa. Frango no churrasco, bacalhau, sardinhas, sopa de caldo verde são alguns dos teasers deste restaurante, Piri-Piri de seu nome.
Ainda não fui lá, mas estou apenas a 24h de ir ver a interpretação polaca da gastronomia portuguesa. Sim, porque não me parece que o dono do restaurante seja o shor Manel, emigrante na Polónia vindo do Mogadouro. Desde já uma coisa é garantida: peixe fresco de mar é mentira. Mas também, dêem-me um frangozinho no churrasco picantezinho, e já fico bastante contente.
Depois de encontrar garrafeiras que vendem vinhos portugueses (a preços um tudo nada inflacionados), um restaurante português, só falta achar por aqui um Café Central que tenha ao fim de semana o Correio da Manhã para ler. Quem é ou foi emigrante sabe a importância destas coisas aparentemente tão popularuchas e provincianas.


domingo, outubro 29, 2006

Lisboa vs Cracóvia by night

Se comparar uma saída à noite em Lisboa com o mesmo em Cracóvia, facilmente chego à objectiva conclusão que prefiro bem mais sair em Cracóvia, e que sair em Lisboa dá uma trabalheira dos diabos.

Lisboa:
20.00: Saída de casa e caminhada de 3 min até ao carro estacionado;
20.03: Carro bloqueado por um marmelo que estacionou em 2ª fila. Buzinadelas até o desrespeitoso proprietário chegar. 1ºs impropérios da noite já foram proferidos;
20.05: Início da viagem até ao sítio onde se irá jantar;
20.15: Estrada em obras e desvio forçado da rota traçada;
20.25: Chegada às proximidades do sítio do jantar e busca por um lugar de estacionamento livre e não pago;
20.35: Resposta a telefonema de amigo pedindo desculpa pelo atraso devido a ainda andar à procura de lugar para estacionar;
20.40: Desistência de procurar espaço grátis, e estacionamento em parque subterrâneo de centro comercial;
20.45: Chegada ao local combinado para jantar, com 15 min de atraso;
23.00: Fim do jantar. Ida para tomar café num sítio perto. O carro continua no parque;
0.30: Após fim do café, regresso ao carro. Custo do parque: € 3.60. Um roubo. Rajada de palavrões;
0.50: Perto do Bairro Alto inicia-se mais uma busca por um lugar de estacionamento livre (e desta vez não quero dar mais dinheiro a chulos);
1: Local a cerca de 10 min a pé mas com uma subida dolorosa pela frente, encontra-se livre. Após fechar a porta deparo-me com um delinquente que me diz algo do género: “oh, não me orientas aí uns trocos”. Impulsos violentos e comentários à la CDS-PP são reprimidos. Lá dou 40 cêntimos. Espero que seja do agrado dele e que não me lixe nada no carro;
1.10: Chegada às ruas estreitas do Bairro Alto, impestadas de freaks, estudantes simpatizantes de esquerda caviar, betos da Linha e de Campo de Ourique, chungaria da Amadora, mariconços, estrangeirada, etc e tal. Locais simultaneamente sossegados, agradáveis, com boa música e sem névoa: Zero, neribi, nicles. O único sítio que realmente consigo gostar de estar é o BedROOM;
3.00: Após estar duas horas em pé nas ruas do bairro, a fumar erva à borla, a levar com duas jolas em cima, e com o simpático número de 467 pessoas que abriram caminho, roçando-se em mim, decido que é hora de ir para casa;
3.10: Chegada ao carro;
3:20: Chegada à minha rua;
3:50: Estacionamento do carro, numa rua a 7min de minha casa, porque não havia uma porcaria de lugar mais perto às 4 da matina para estacionar no meio de Lisboa;

Cracóvia:

20.00: Saída de casa a pé para ir jantar;
20.10: Chegada a restaurante bom, barato e com uma decoração bem conseguida;
22.00: Após escolher sítio para ir tomar café, curta caminhada de 5minutos até sítios bem giros como o Loch Camelot;
22.45 até 1.00: Deambulação por alguns bares (dentro de uma lista de 300) onde é SEMPRE possível arranjar um lugar sentado, no máximo a 15minutos de distância a pé, com final (opcional) em discoteca;
1.10: Chegada a casa.

Não entrando sequer em comparações acerca da qualidade dos locais (fica para próxima oportunidade), se ficar só pela conveniência, Cracóvia dá baile a Lisboa.

Nota: Toda esta comparação não é justa, uma vez que devia comparar Lisboa com a capital Varsóvia. E em Varsóvia, para sair à noite, o carro também é quase indispensável se quisermos aproveitar ao máximo.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Ir de A para B em Cracóvia

Falando da cidade que eu conheço melhor, Cracóvia, as opções não são muito dificeis de explicar.

Opção 1 - Membros inferiores do corpo humano: ideal para dia e noite se o objectivo for andar pelo centro da cidade, que além de ser plano, é relativamente pequeno e onde a maior parte dos pontos de interesse se concentram. Os passeios são regra geral largos, se bem que ao nível do estacionamento automóvel em cima dos passeios a situação é igual a Portugal (desrespeito). Atravessar as ruas, principalmente nas passadeiras pode até desafiar a paciência do chinês mais característico, pois não raras vezes passam 5, 10, 15 carros e nenhum deles para por livre vontade. Facto curioso é o respeito dos peões pelo sinal vermelho (às vezes, pelas 2/3 da manhã ainda se podem ver pessoas numa avenida vazia de carros à espera que o sinal mude de sinal para atravessar (há multa prevista para os impacientes!);

Opção 2 - Bicicleta: número de ciclovias em crescimento, mas claramente insuficiente. É mesmo muito normal ver ciclistas a pedalar nos passeios porque nas estradas não há espaço/é perigoso. Mas mesmo assim, vê-se um número razoável de pessoas de bicicleta. Já agora, o preço de aluguer de uma bicla é de €1,25/hora (baratito). Ideal para percursos pendulares de até 30/40minutos;

Opção 3 - Tram: Há-os para vários gostos. Os redondinhos (ver foto) e com pelo menos 40 anos e bancos de madeira, têm carisma mas pouco conforto (principalmente para o traseiro e costados). Os mais novos, sim senhoras, convencem e são ainda mais modernos por exemplo que as carruagens do “Metro” do Porto, tendo inclusive máquina automática de vender bilhetes no interior da carruagem. E depois, há a maioria constituida por equipamentos com 25/30 anos, remodelados por dentro mas com um conforto mediano. Em cada paragem existe uma tabela actualizada com os horários de cada tram, que são consideravelmente fiáveis. Tal como na maior parte dos países, é normal ver três trams seguidos com igual destino final, como depois estar uns 15minutos até que passe só um (exasperante).

Opção 4 – Autocarro: Muitas vezes mais aconchegados que os trams, logo sempre que há opção entre os dois, ganha o tram. Claro está que a rede de autocarros é bem mais extensa. O passe de autocarro e tram para um mês custa Eurios 25.

Opção 5 – Automóvel: Com gasolina a mais de Euro 1, uma taxa de roubos de automóvel acima da média europeia e um estilo de condução dos terceiros a exigir habituação, não constitui uma alternativa inteligente para quem viva no centro de Cracóvia.

Conclusão: Vencedoras ex-aequo foram a opção 1 e 3.