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sexta-feira, dezembro 07, 2012

Portugueses pelo mundo Varsóvia


O  “Portugueses pelo Mundo” da RTP1 visita Varsóvia, a capital da Polónia.
Esta é uma cidade ainda marcada por anos de guerra e ocupação mas que tem vindo a encontrar o seu lugar na modernidade. Entre bairros históricos e as lojas mais caras, conhecemos a história de portugueses que largaram as temperaturas amenas de Portugal para tentar uma nova vida no frio desta cidade, onde os anos se contam em número de invernos.
Neste episódio o “Portugueses pelo Mundo” conta com os testemunhos de:
Helena Portela, 43 Anos, Bancária, natural de Santa Maria da Feira. Helena caminha nas ruas da zona antiga de Varsóvia a caminho da praça central e conta-nos as suas impressões da cidade e do povo polaco. Já na Praça das Três Cruzes, conhecemos a zona mais moderna e cara, onde se encontram as lojas das melhores marcas. Helena leva-nos ao campo de concentração de Treblinka, um local triste mas cuja visita é inevitável. Vamos com a Helena na Academia Chopin, onde assistimos a um concerto de música que, como todos os que acontecem neste local, é gratuito e com uma grande afluência de público. Após o concerto, vamos jantar com a nossa convidada a um dos seus restaurantes favoritos e ficamos a conhecer um pouco mais sobre a gastronomia polaca.
João Sousa, 30 Anos, Músico / Professor Português, natural do Porto. É em Wroclaw que nos encontramos com o João que se apresenta e faz questão de contar algumas curiosidades sobre esta cidade. Na ilha Ostrów Tumski, o nosso convidado mostra-nos alguns dos monumentos e locais culturais de Wroclaw, onde o João sonha tocar um dia. E é à noite que finalmente podemos ver e ouvir a razão pela qual o João é já uma espécie de celebridade nesta cidade, já que somos convidados a assistir a um concerto dele, cantado em português.
Nuno Oliveira, 38 Anos, Gestor Bancário, natural de Coimbra. No bairro Mokotów encontramos o Nuno a tomar um café numa esplanada. Enquanto caminha na parte antiga do bairro, mostra alguns dos poucos edifícios que sobreviveram à Segunda Grande Guerra. É de elétrico que seguimos até ao centro, onde visitamos um dos edifícios mais emblemáticos da cidade: o Palácio da Cultura e Ciência. Somos convidados a jantar entre amigos em casa do Nuno e divertimo-nos no meio de conversa, gargalhadas e alguns brindes de vodca, antes de terminarmos a noite no teatro Sabat, um local que recria um cabaret dos anos 30.
Carma Martins, 30 anos, Professora, natural de Macedo de Cavaleiros. Cumprimentamos a Carma e duas amigas polacas na Universidade de Varsóvia e acompanhamos a nossa convidada até a um café-livraria de que gosta muito. Seguimos para o bairro de Praga, onde ainda podemos observar alguns buracos de balas nas paredes e que serviu de cenário a alguns filmes sobre a II Grande Guerra. Carma leva-nos até ao Centro de Ciência Copérnico, um dos espaços favoritos de Carma. Como não podia deixar de ser, vamos conhecer a noite da cidade, num dos bares mais conhecidos de Varsóvia.

sábado, junho 25, 2011

Europa da się lubić - programa TV Polónia

Houve um programa que deu durante uns anos na Polónia chamado "Europa da się lubić", onde basicamente estrangeiros a viver no país iam à TV falar da sua experiência na Polónia, choques culturais e por aí a fora. Aqui (em polaco) e em inglês está o resumo da wikipedia sobre o mesmo.
Pelo que consta apenas uma pessoa de Portugal teve a oportunidade de ir a este programa, sendo o seu nome facilmente identificável pelo facto de conter 3 nomes próprios e 4 nomes de família, o que mesmo para o standard português já é um nome comprido à brava.
Deixo também aqui dois vídeos do youtube. O primeiro é de um bife tatuado a explicar como foi a sua chegada a Varsóvia. O segundo é um clássico: enfim, não se pode pedir a um espanhol que seja capaz de aprender duas coisas complicadas (aprender uma língua estrangeira e como andar de scooter).
Ps: Afinal o gajo é só meio espanhol. A mãe é polaca e o tipo já fez a universidade na Polónia. Bem que estava a achar a galinha gorda demais....

segunda-feira, janeiro 01, 2007

No éter da rádio polaca

Em Portugal sou um ouvinte ávido de rádio, e não é pelo facto de ter mudado de país que alterei esse hábito.Mas azar dos diabos, existe uma triste semelhança entre o panorama radiofónico dos dois paises. Isto porque também aqui a rádio líder tem as letras RFM, mas dispostas de forma diferente: RMF - www.rmf.pl. Pior, aqui esta rádio tem uma audiência de 25%, com uma qualidade de selecção musical ao nível da RFM, e onde sabemos que podemos ouvir Celine Dion, Michael Bolton e outros de menor importância (mas igualmente maus).
Após alguma pesquisa, lá consegui encontrar duas rádios, mais ou menos, ao meu gosto. A rádio Trójka - http://www.polskieradio.pl/trojka/ , que é o que mais se aproxima por aqui ao conceito da portuguesa Antena 3, se bem que ouça mais jazz/blues.
A outra é a rádio de notícias cá do burgo, ao estilo da TSF de há uns 5 anos atrás, chamada TOK FM - http://serwisy.gazeta.pl/tokfm/0,0.html. Escusado será dizer que algumas (e sem referir percentagens) das notícias me passam ao lado por várias razões.
Saltitando pelas frequências, algumas das impressões que ficam é que passam mais música nacional, mais músicas antigas (p. ex. não é dificil ouvir "Final Countdown" - Europe), e menos rádios que em Portugal.
Ps: falha imperdoável a não referência à rádio Pin - http://www.radiopin.pl/, cuja selecção musical inclui bastante jazz, e alguns programas de informação de caracter financeiro/negócios. Obrigado pela ajuda, mas confesso que ainda não ouvi muito esta rádio. E consegui mencioná-la sem dizer que é uma rádio com pinta.

domingo, outubro 01, 2006

Momento Eduardo Cintra Torres

Não tendo eu o nível de conhecimento do Edu acerca do mundo audiovisual, não posso apagar o meu passado como espectador televisivo (por exemplo, treze horas seguidas a ver televisão no já longínquo ano de 1989, em que no meio papei Natal dos Hospitais do princípio ao fim). Apesar deste vício da televisão ter sido mitigado, mesmo na Polónia não deixo de ver a televisão, com os 6 canais (um mais de notícias, outro desporto e os restantes generalistas) de acesso público.
Comparando com Portugal, noto que no prime time existe mais oferta de programas de debate político, ao invés de novelas. Tirando isto, a grelha televisa não é muito diferente da portuguesa. Existem até programas iguais (Pegar ou Largar, p.ex). Mas o meu programa favorito é uma chachada de concurso que dá lá para a meia noite, e que consiste em telefonemas de telespectadores para consoante as pistas dadas pelas apresentadoras, adivinharem umas palavras e assim ganhar umas milenas de zlotis. Qual a piada disto? As apresentadoras, claro está, que além de serem bem parecidas, estão em bikini a falar pela televisão com pessoas ao telefone (nada mais natural).
É pena é não conseguir ver filmes aqui. Não porque eles não passem, mas pela forma como são (mal)tratados pela televisão polaca. Legendas, nah. Dobragem de vozes, nah. O que fazem então? Têm um zé-maria-pincel que por acaso até tem uma boa voz, a fazer TODAS, repito, TODAS as vozes num filme com um tom que não ultrapassa o monocórdico. Pior, muitas das vezes ainda é possível ouvir o som original ao mesmo tempo, por baixo da narrativa. Quando me contaram isto, não quis acreditar, mas é verídico. Só visto e ouvisto. Se não fosse um info-excluído, tentava arranjar um som para pôr no blog. Nem quero imaginar como seria isto em Portugal! Provavelmente num filme da Monica Bellucci tinha o Eládio Clímaco a fazer a voz dela numa cena mais tórrida.Tava o filme estragado, ah pois estava.
Os defensores deste sistema argumentam que é algo que os polacos já estão habituados, e que é útil para as pessoas mais velhas verem televisão. Até pode ser que sim, mas devia haver filmes limpos deste vandalismo. O que é que interessa a um idoso polaco ver por exemplo Sex And the City? Aliás, nem devia ver isso, que ainda lhe dá uma taquicárdia.