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sábado, outubro 04, 2014

Voos entre Lisboa e Varsóvia

Bom, para recomeçar a escrever aqui, convém começar pelo mais importante: Como chegar à Polónia!
A partir do final de Março de 2015 este exercício deixará de fazer muito sentido, mas até se poder começar a usar os bilhetes que já podem ser comprados na Ryanair e na Wizzair para ligações low cost directas, para quem pense em viajar o mais barato possível ainda é preciso pesquisar um pouco mais.
Como base, e tomando por exemplo saída de Lisboa a 7.11.2014 e regresso a 16.11.2014, com a TAP e em voos directos, o preço do bilhete é de 226 eur. Isto para o aeroporto Varsóvia-Chopin (que é o principal).
Para poupar preços e excluindo a hipótese de dormir em aeroportos, para as datas 6.11.2014 com saída às 13.20 de Lisboa até Bergamo e chegada a Varsóvia-Modlin às 23h, custa 51eur pela Ryanair. O regresso a 17.11.2014 com saída de Varsóvia-Modlin às 6.30 e chegada a Lisboa às 12.30 via Stansted fica por 47 eur. A somar a isto mais os bilhetes (+- 10 ou 15 eur) do transfer (http://www.modlinbus.com/) entre o aeroporto de Modlin e centro de Varsóvia, Uma viagem fica à volta de 110eur. Escolhendo dias a meio da semana, de certeza ainda se consegue poupar com sorte mais uns 20 ou 30 eur.
Também já fiz a ligação Lisboa-Paris Beauvais-Modlin pela Ryanair, mas o tempo de espera durante o dia é mesmo muito longo e o barracão de Beauvais é muito espartano.
 

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Stand-by ou bye bye

Altura de parar de escrever neste blogue. Definitivamente nunca se sabe, mas por uns tempos largos, segue-se uma pausa. Por isso, a nível de serviços mínimos, há o grupo no facebook com o mesmo nome: divinapolonia. Obrigado a quem vem lendo o estaminé, mas os assuntos para partilhar esgotaram-se. Ou melhor, esgotou-se a vontade de partilhar. 
Espero que ainda possa ser útil para alguma coisa para quem conhece pouco da Polónia (como é o caso do Joe Biden), mas pelo menos para os portulacos, o blogue já acrescenta pouco. 

Ps: Deixo aqui um filme feito por uns turistas portugueses que vieram visitar a Polónia. Um filme de 7, 7horas, que começa com um padre a descrever o seu almoço no Hotel Marriott em Varsóvia, só pode ser bom material.

terça-feira, outubro 16, 2012

Bilhetes avião Varsóvia

Para os nortenhos mais inveterados que estão sempre a dizer que o melhor vai sempre para Lisboa e para os mouros, bom, nem tudo. Nas viagens de avião os alfaces pagam bem mais. Neste exemplo, ir um fim de semana prolongado até Varsóvia (saída numa 6ª de manhã ou numa 5ª ao fim da tarde e vinda numa 2ª feira) em Janeiro, quem use o aeroporto do Porto consegue metade do preço (100 eur). Isto se gostar de fazer escalas de uma noite para a outra. O que pode ou não implicar uma dormida num aeroporto. 

Um lisboeta ainda pode ir até Barcelona via Vueling e a partir daí procurar ligação para Varsóvia, mas dificilmente baixará dos 170/180 eur. 

E o mesmo se aplica ao caso de Cracóvia. Para as mesmas datas, Ryanair Porto-Milão Bergamo-Cracóvia: 100 eur.  Lisboa até Madrid via Iberia e depois no dia seguinte através da Ryanair: 195 eur.   Moral da história é que para ir até à Polónia pelo menor preço possível, compensa apanhar um comboio de Lisboa até ao Porto. 


quinta-feira, maio 17, 2012

Viagens na terra de outros - Lagos Mazury



Depois de já ter falado sobre Olsztyn, tinha de deixar também aqui as leves impressões sobre os lagos Mazury. E são leves porque basicamente andei por lá só um dia, pelas óbvias terriolas Mrągowo e Mikołajki.
Como dizem as brochuras turísticas: “ Há literalmente milhares de lagos e cursos de água, várias marinas para iates, clubes equestres, simpáticas aldeias pesqueiras e muitas tavernas para marinheiros. Águas límpidas prometem mergulhos relaxantes e agradáveis, e o grande número de espécies de peixes é uma tentação para os pescadores. A maioria dos lagos desta região é de tamanho pequeno ou médio, bem escondidos no interior das florestas, com as suas margens repletas de juncos e fervilhando com uma enorme variedade de aves aquáticas. ”
Este é sem dúvida o spot de eleição para os marinheiros de água doce da Polónia,  novos-ricos de Varsóvia virem passar fins de semana durante o Verão ou jovens/famílias fazerem uma semaninha de férias descansada. Praias predominantemente de erva (com algumas zonas em terra a fazer as vezes de areia), zonas de florestas intercaladas com áreas de cultivo de cereais ou pasto e o tempo instável que caracteriza o verão polaco (tanto podem estar 25º e sol e de repente mudar para uns 18ºC e chuva copiosa). A melhor altura do ano para visitar é nos meses de Maio e Junho. O Inverno aqui imagino que seja particularmente duro. A não ser que faça tanto frio que os lagos congelem e dê para andar de iceboat (uma espécie de trenó com vela).
Já agora, convém também referir que esta zona desde há muitos séculos fez parte da Prússia (e depois Alemanha), sendo que só após o final da 2ª Guerra Mundial esta zona foi integrada na Polónia dos dias de hoje. Zona nitidamente pobre, rural e pouco desenvolvida. Mas o potencial para o turismo existe e é grande. Falta é promover mais no estrangeiro os lagos Mazury, assim como melhorar as infra-estruturas. É que não é só a Finlândia que tem Mil Lagos. 


sábado, março 10, 2012

Varsóvia Modlin - novo aeroporto

Varsóvia vai ter por alturas do Euro 2012 um novo aeroporto em funcionamento pensado em responder às necessidades das low-cost. Fica localizado a 35km de Varsóvia, no concelho de Modlin. Basicamente trata-se de um antigo aeroporto militar que estava desactivado e que cujas obras de construção do terminal de passageiros se iniciaram em Outubro de 2010. 
Além dos voos da WizzAir que já são feitos para o aeroporto Varsóvia - Chopin, o novo aeroporto Warsaw-Modlin tem também desde já à venda viagens pela Ryanair que actualmente ainda não faz voos para Varsóvia.  

domingo, agosto 28, 2011

Comboios Polónia - informação alguns trajectos

Varsóvia – Cracóvia:  293 km. Comboio TLK, 2ª classe, 52pln, duração entre 2.55h e 5.16h.  Comboio Express Intercity, 2ª classe, 112pln, duração entre 2.57h e 3.30h.
Varsóvia – Poznan: 305 km. Comboio TLK, 2ª classe, 52pln, duração entre 3.33h e 3.45h.  Comboio Express Intercity, 2ª classe, 111,50pln, duração entre 2.58h e 3.20h.
Varsóvia – Wroclaw: 378km. Comboio TLK, 2ª classe, 56,60pln, duração 6.22h. Comboio Express Intercity, 466km, 2ª classe, 119,60pln, duração 5.22h.
Varsóvia – Gdansk: 449km. Comboio TLK, 2ª classe, 58,60 pln, duração entre 6.08h e 6.50h. Comboio Express Intercity, duração 6.40h. Mas esta linha está decerto em obras, pois lembro-me de fazer a viagem em 3h e pouco.
Varsóvia – Lodz: 132 km. Comboio TLK, Lodz Fabryczna, 2ª classe, 33,30pln, duração 2.05h.
Varsóvia – Lublin: 175 km. Comboio TLK, 2ª classe, 37,40pln, duração 2.15h.
Varsóvia – Białystok: 184 km. Comboio TLK, 2ª classe, 39,40pln, duração 2.45h.
Varsóvia – Torun: 235km. Comboio TLK, 2ª classe, 44,40pln, duração 3.01h.
Cracóvia – Katowice: 77km. Comboio TLK, 2ª classe, 19,70pln, duração 1.49h.
Cracóvia – Wroclaw: 265km. Comboio TLK, 2ª classe, 48,50pln, duração 4.54h.
Cracóvia – Rzeszów: 158km. Comboio TLK, 2ª classe, 35,30pln, duração 2.40h.   

quarta-feira, julho 06, 2011

Fugas do Público - O charme de Cracóvia

" Cracóvia foi uma das poucas cidades Polacas completamente poupadas dos ataques alemães durante a Segunda Grande Guerra. É um dos motivos que faz dela um lugar especial e místico.
Existe uma lenda que diz que Shiva deixou uma pedra lá, o que faz com que os Hindus a visitem com regularidade e que outras pessoas procurem paz espiritual naquela cidade. Dizem que foi um lugar protegido por um ente superior e por isso não foi destruída. Haja verdade ou não na lenda, na verdade está intacta e passou pela guerra sem a destruição que caracterizou por muitas cidades europeias.
Cheguei à estação de comboios com recantos de Arte Nova de manhã cedo e já está muito movimentada. É possível ir a pé até ao centro da cidade por ruas antigas que deixam no ar o cheiro de outros tempos. Não é preciso dizerem onde é o centro, porque percebe-se pela grandiosidade da praça medieval.
Comece pela magnífica praça central, a Rynek Glówny rodeada de cafés e restaurantes, ou então fique apenas sentado a olhar as pessoas que passam. A igreja, o mercado fechado, as senhoras que vendem flores e as cores do amanhecer. Depois de pousar a mochila no quarto é a hora de sair para conhecer.
Da praça até ao castelo de Wawel Hill, são apenas umas ruas. Quando cheguei a Wawel Hill fui presenteada por uma vista magnífica sobre o rio Vístula, o rio maior da Polónia que a corta em duas partes. Como Cracóvia é uma cidade muito religiosa tive a sorte de assistir a cerimónias na catedral de Wawel Hill, com a procissão e os devotos cristãos em trajes de festa.
De lá soube-me bem parar nas margens do rio, sentada na relva, onde alguns polacos aproveitavam para apanharem sol. Passei uma ou duas horas sentada a ler debaixo de uma árvore. As margens do rio têm um encantamento em mim, como vim a verificar mais tarde nas margens do Rio Vltava e do Danúbio. Além do encantamento das margens do rio, aquele lugar liberta uma paz mística para quem está à procura de descansar.
De lá fiquei a meio caminho para a zona do Kazimierz. Esta zona é diferente do centro da cidade em termos arquitectónicos, assim como das pessoas que se vêem nas ruas. Pareceu-me mais artística e frequentada por pessoas com modus vivendis alternativo. Os cafés são mais típicos e antigos do que no centro, guardando a memória de outras vidas que por lá se construíram. Se tivesse de escolher onde ficar, seria ali sem sombra de dúvida.
É importante andar nas ruas e espreitar as entradas das casas, porque muitas escondem pequenas esplanadas. Todos com um encanto próprio, com uma decoração adequada e com pessoas que se sentam para saborear a sombra.
Se me imaginasse a escolher um lugar para procurar paz de espírito aliado à beleza, penso que Cracóvia seria sem dúvida um destino a ter em conta"
Fonte: http://fugas.publico.pt (texto de Marina Ventura)

sábado, maio 28, 2011

Viagens na terra de outros - Toruń

Tendo escrito aqui sobre tanta cidade que nem 1/10 de interesse tinha face a Toruń, há que dizer que depois de Cracóvia, esta é provavelmente a cidade mais bonita que vi na Polónia. Verdade seja dita que também Toruń beneficiou de igual milagre ao ser poupada à destruição durante a II GG. E tal como Cracóvia, uma das suas melhores panorâmicas é a frente do rio Vístula. Fui lá duas vezes e só lamento não ter ido mais.
Basicamente a cidade começou a desenvolver-se devido aos Cavaleiros Teutónicos, algo que durou entre os séculos 13, 14 e metade do século XV (quando o poder passou para os reis da Polónia), sendo o edifício da câmara na praça central uma das lembranças mais óbvias desta presença (umas vez que do castelo dos cavaleiros pouco resta). Nos dois séculos seguintes, a cidade continuou a crescer ainda mais e ser cada vez mais próspera (fruto da sua localização perto do rio, e sendo a última grande cidade antes da foz no Báltico e em Gdańsk) e mercantil. Em meados do século XVII, tinha quase tanta população como Varsóvia (mais de 15000 pessoas). E se as invasões suecas já fizeram estragos, foi com as partições e a passagem da cidade para mãos da Prússia, que Toruń foi perdendo a sua importância, pois ficou isolada da rota de comércio dos cereais que vinham do sudeste (territórios esses que passaram a estar sobre mãos russas). Fruto da grande resistência dos polacos ao processo de germanização, foi a cidade vizinha de Bydgoszcz, que foi "escolhida" para se desenvolver. Daí, hoje em dia Bydgoszcz ter 360000 pessoas, ao passo que Toruń se fica pelas 200000. Mas mais sobre a história da cidade pode ser lido aqui.
Cidade do Copérnico, uma cidade universitária (uma espécie de Coimbra, mas com o dobro da população), um centro histórico medieval fechado ao trânsito, oferece bastantes pontos de interesse para um fim de semana bem passado. De Varsóvia são 3h de comboio, de Poznan ou Łódź são 2.30h. Para quem esteja em Portugal, uma maneira barata em época baixa será fazer Porto-Dusseldorf-Bydgoszcz pela Ryanair que com sorte ficará por 150eur (ida e volta).

domingo, fevereiro 20, 2011

Endereço Desconhecido - RTP2 - Polónia

Para quem não viu o programa, aqui está o link. 30 minutinhos de Polónia, focados em Varsóvia e Cracóvia.

domingo, setembro 12, 2010

Viagens na terra de outros - Sandomierz

Uns 80km a Sul de Lublin, existe a cidade de Sandomierz. Situada na margem do Wisła foi no passado uma cidade relativamente importante no Sudeste da Polónia. Por isso, tem pontos de interesse suficientes para merecer uma visita de pelo menos meio dia. Como não foi destruida durante a II Guerra Mundial, podemos ver um centro histórico em boas condições, e cuja maior peculariedade é uma praça central bastante inclinada. Além disso toda a paisagem rural em redor da cidade é bastante agradável.

sábado, junho 26, 2010

Viagens na terra de outros - Olsztyn

Olsztyn revelou-se uma agradável surpresa. Situada na zona Nordeste do país quando se entra na zona dos lagos da Mazúria, tem cerca de 175.000 pessoas. O centro histórico está muito bem mantido, tem a particularidade de ser inclinado em relação ao pequeno rio que está a um topo, e o passado germânico é mais do que notório na arquitectura. O resto da cidade, tudo leva a crer que seja mesmo aquilo que me apercebi: porcaria de blocos comunistas.
Um dia nesta cidade não será mal empregue, pese embora os apressados consigam ver o castelo, catedral, anfiteatro e todas as ruas do centro histórico numas 3h. Mas vale bem a pena passar aqui um dia inteiro e mesmo pernoitar e uma noite, pois tem bons restaurantes e bares muito agradáveis. Esta foi também uma cidade onde viveu o tio Copérnico. Em 1939, apenas uma minoria dos habitantes falava polaco, algo que em 1945, e com a expulsão da população alemã acabou. Mais informação sobre a cidade em:
-
http://en.wikipedia.org/wiki/Olsztyn
- http://www.staypoland.com/about_olsztyn.htm

domingo, março 28, 2010

Viagens na terra de outros - Piła

Uns 150km a norte de Poznań fica a cidade de Piła (diz-se Piua). Só fui lá em trabalho, por isso não deu para conhecer praticamente nada. Todavia, e tendo em conta a paisagem envolvente, percebe-se completamente a razão do nome da terra, que significa serra (de serrar) em português. De facto, toda esta região é bastante bonita devido às suas florestas cerradas de pinheiros, salpicadas aqui ou ali por pequenos lagos.
A cidade em si, fruto da destruição na IIGG, foi praticamente arrasada (90% do centro histórico), pelo que não exisitem muitos edifícios de influência alemã como eu esperava - a cidade foi prussiana/alemã entre 1772 e 1945. Cidade pequena (75000hab) segundo me foi dado a entender, sofre bastante com falta de motivos para os jovens permanecerem na cidade. Para mais info, ver www.pila.pl/.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Viagens na terra de outros - Białystok

Białystok, cidade praticamente a dois passos da fronteira com a Bielorrússia é também a maior cidade do Nordeste da Polónia. Zona pobre esta (das mais pobres da Polónia) pelo que olhando para esta cidade é dificil dizer que se trata do Centro da Europa. Não, é Leste da Europa.
Como cidade para fazer turismo, realmente existem dezenas de outras opções mais óbvias. Todavia, acima de tudo, como cidade fronteiriça existe uma forte mescla cultural. Até porque do outro lado está um país com uma ditadura à moda antiga, além de um passado de grande diversidade. Infelizmente, e como só fiz uma paragem de algumas horas entre uma viagem rumo à Lituânia não deu para explorar convenientemente a cidade neste ponto. Tem um palácio engraçado, umas igrejas (católicas e ortodoxas) e em termos de monumentos e de arquitectura é mesmo só isto.

Mas, esta cidade é berço de duas pérolas polacas. A primeira, é o facto de ser o principal centro de produção de álcool da Polónia e de onde é oriunda a magnífica Żubrówka. A segunda, e mais interessante, é que foi nesta cidade que nasceu o Esperanto, língua criada pelo judeu Ludovic Zamenhof. Fundamental citar o extracto de uma das suas cartas para explicar a necessidade de criar a língua no final do século XIX: "The place where I was born and spent my childhood gave direction to all my future struggles. In Bialystok the inhabitants were divided into four distinct elements: Russians, Poles, Germans and Jews; each of these spoke their own language and looked on all the others as enemies. In such a town a sensitive nature feels more acutely than elsewhere the misery caused by language division and sees at every step that the diversity of languages is the first, or at least the most influential, basis for the separation of the human family into groups of enemies. I was brought up as an idealist; I was taught that all people were brothers, while outside in the street at every step I felt that there were no people, only Russians, Poles, Germans, Jews and so on. This was always a great torment to my infant mind, although many people may smile at such an 'anguish for the world' in a child. Since at that time I thought that 'grown-ups' were omnipotent, so I often said to myself that when I grew up I would certainly destroy this evil"

sábado, setembro 26, 2009

Viagens na terra de outros - Kazimierz Dolny

Kazimierz Dolny fica a uns 150km a sul de Varsóvia (no eixo Varsóvia-Lublin), e é como assim dizer, o mais próximo de uma Sintra que podemos encontrar na Polónia. Paisagens muito verdejantes, com colinas, um centro histórico razoavelmente bem conservado e com bastantes pontos de interesse (tendo em conta a reduzida dimensão), e turistas aos pontapés nos fins de semana. É sem dúvida um spot perfeito para estudar o estilo do turista domingueiro polaco.
Não tem vista para o mar, mas consegue encantar por outras razões. É excepcionalmente verdejante e é banhada pelo maior rio polaco (o Wisła). Este facto está aliás na génese do seu desenvolvimento em séculos passados, quando o rio tinha um papel fundamental no comércio (entenda-se que nessas alturas conseguiam sacar impostos à fartazana). E onde há guito, há judeus. Ou melhor, houve, uma vez que até ao início da II Guerra Mundial, 50% dos habitantes eram judeus.
Coloco só aqui algumas fotos, e de cada vez que vejo as da praça central, é dificil não reparar na salganhada/variedade de arquitectura dos edifícios.

sábado, junho 20, 2009

Viagens na terra de outros - Płock

Na senda da exploração da Polónia menos conhecida, desta vez uma cidade que até fica relativamente perto de Varsóvia. Płock, a cerca de 120km noroeste da capital.
Aliás, e como se pode ler no site www.ump.pl/en/ , esta pequena mas histórica cidade situada numa colina ao lado do maior rio polaco foi no século XI a capital da Polónia.
No meu guia de viagem refere-se que a zona antiga da cidade é conhecida localmente como "pequena Cracóvia" dada a aglomeração de edifícios importantes em pequeno espaço. Pois, só mesmo localmente se pode comparar a Cracóvia (principalmente por quem nunca foi a Cracóvia). Mas num dia soalheiro de Verão, não será uma visita em vão. O centro apesar de pequeno é agradável, as vistas para o rio e para a planície também, tem um curioso anfiteatro moderno na encosta com vista para o rio ou as praias fluviais.
Além disso, brevemente (início Agosto) vai ocorrer no areal do rio o festival anual de música electrónica (www.audioriver.pl/), portanto se calhar a melhor altura para ver a cidade animada.


quinta-feira, abril 30, 2009

Viagens na terra de outros - Włocławek

Esgotadas as principais cidades que eu visitei, não quer dizer que as outras de menor dimensão não mereçam também alguma atenção. Eis chegada a altura de visitar o país profundo, as terriolas, ou em inglês, go off the beaten track. Włocławek. Cidade localizada no centro da Polónia, com o simpático Wisła como vizinho, com mais de 750 anos de história, até pode ter alguns pontos interessantes de visitar. Pois....uhm...não tem! Ok, quem for à net lá descobre que têm uma catedral a mandar para o grande, mas é só isso. Desde a minha primeira visita à Polónia (onde passei de autocarro pelas zonas pobres do nordeste polaco para chegar a uma decrépita estação de autocarros em Varsóvia, para apanhar um comboio na horripilante estação central) que não tinha tamanho choque de pobreza. Ponho só umas fotos da stary rynek (com frente de rio) e da rua principal de acesso à cidade, e nem vale a pena comentar muito mais. Parecia que estava a fazer uma viagem ao passado comunista.


















Até devia ter tirado mais e melhores fotos, mas sinceramente senti-me mal, pois sendo um estrangeiro a tirar fotos a um sítio que de bonito tinha pouco, nunca fica bem para quem nos rodeia. Ora, se isto era o estado em que estava a antiga praça central da cidade, valeria a pena ver o resto? Até tinha mais algum tempo, mas dei foi corda aos sapatos em direcção ao carro. Ok, que não faz mal nenhum visitar sítios pouco conhecidos, mas esta cidade de 117.000 pessoas nem sequer é mencionada uma única vez no meu guia da Polónia (que tem 700 páginas). Mas claro, teimoso e chico esperto, fiz uma paragem aqui com a ideia de provar que havia uma falha no livro. Não há falha.


Bem, mas se é um facto que esta era uma zona bastante ao abandono (pobre mesmo), o actual centro da cidade apresentava um ar normal. Entenda-se aqui normal no contexto de uma cidade que sofreu na pele as invasões nazis, e foi reconstruida à la comuna. Apesar disso, a paisagem em redor da cidade (excluindo a zona industrial com as suas torres fumarentas) é bastante verde, com a vantagem de um largo rio ali perto, convidando a passeios de bicicleta ou no rio, aliviando um pouco este ar depressivo.

Ps: há todavia que tirar o chapeu aos senhores do posto de turismo do sitio. No site deles: http://www.it.wloclawek.pl/ , a panoramica da stary rynek é bastante mais animadora. Eu sei que sou mau fotógrafo, mas o tipo/a que achou algo de bonito neste sítio, deveria repetir o trabalho....por exemplo na Amadora. Podia ser que também conseguisse outro milagre. Um artista, sem dúvida.


segunda-feira, março 16, 2009

Alvissaras. Acabei o relato da viagem de Fiat126P

Quase um ano depois da viagem feita, isto foi mais do que difícil. Para quem não me conhece, a conclusão que tira é que eu demorei um ano a escrever porque não sei inglês :). Não é verdade, foi mesmo falta de vontade. Mas pronto, já está no www.fiat126pf.blogspot.com, todo o relato da viagem.
Honestamente, não tem grandes pontos de interesse. Não fiz a viagem com intuitos turísticos, e por um lado, muitas vezes as melhores histórias sobre viagens de carro são sobre os problemas que surgem. Felizmente, nesse aspecto, foi quase quase isenta de problemas.
Fruto de uma preparação de várias semanas, da ajuda de amigos polacos que percebiam de mecânica e me resolveram os problemas mais prementes, e de uma paciência de jó que eu tive ao longo da viagem de modo a poupar o mais possível esta lata de sardinhas amarela. E há que dizê-lo, uma pontinha de sorte, tendo em conta que ninguém me pediu os documentos do carro. É que nem sequer estava registado em meu nome (livrete, seguro, inspecção)....Também faz parte!
http://www.youtube.com/watch?v=lxOq2U6w0yE

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Viagens na terra de outros - Bydgoszcz

Não é tão grande como Łódź, aliás tem menos de metade do tamanho, mas é outra Manchesterzinha da Polónia (teve o seu grande desenvolvimento no séc. XVIII). Na verdade, esta cidade industrial era da Prússia até 1920, e isso nota-se bem na arquitectura.
A cidade está localizada a 60km noroeste de Torún, e apesar de ser muito menos interessante que Torún do ponto de vista turístico, nota-se que tem um algum dinamismo económico (tem um aeroporto e tudo....ok, só duas companhias voam para lá, mas isso são detalhes...).
Só parei uma horita na cidade, por isso nem posso formar grande opinião sobre a cidade. Não deslumbra é verdade, mas também não é nenhum horror. Peca é por estar um pouco fora de mão em termos de acessos (rodoviários e ferroviários também). Mais info em http://www.bydgoszcz.eu/.

domingo, dezembro 14, 2008

Viagens na terra de outros - Malbork

Quem visita Gdańsk, dificilmente pode preterir uma saltada à cidade de Malbork, que fica a umas escassas dezenas de km a sul (a caminho para Varsóvia). A cidade em si, não tem mais nenhum interesse, a não ser pelo coiso de Malbork. Digo coiso, porque ainda me custa usar o nome castelo para definir uma coisa feita com tijolos. Nos tempos em que Portugal era um país à séria, o que se fez cá foram castelos mas com pedras. Calhaus mesmo. Não tijolos, pfff.
Bem, o que é facto é que este é o maior castelo gótico em tijolo do mundo. Aqui está um exemplo então da capacidade e engenho polaco! Ou daí talvez não, isto porque na verdade esta fortaleza foi construida pela Ordem dos Cavaleiros Teutónicos no século XIII, que de polacos tinham pouco (eram da Prússia). Ainda em processo de reconstrução após os danos da II Guerra, vale a pena uma visita de um par de horas.

Nota: As fotografias, que normalmente já têm garantida uma má qualidade, principalmente no caso da primeira foto, são absolutamente péssimas. Tudo porque o fotógrafo de serviço se esqueceu que em dias de chuva, convém limpar a objectiva de pingos de água ou embaciamentos.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Viagens na terra de outros - Sopot

A escassos km de Gdańsk fica a cidade de Sopot. Para os apressados há sempre a estrada ou o comboio, mas para quem gosta de ver gruas de estaleiros navais de Gdańsk a descarregar cargueiros ou de gramar com umas valentes rajadas de vento tem de ir até Sopot de barco. Uns 30/40min.
Se tivesse de encontrar uma comparação para esta cidade de praia, diria que está para a Polónia, como Cascais está para Portugal. Com as devidas (grandes) ressalvas, claro. Isto porque no Verão, muito polaco de classe média/alta gosta de fazer uns 300km (de carro e durante os meses de Verão às 6as e domingos, 7-9horinhas de viagem) desde a capital para vir para ali passar o fim de semana, descansar pouco e estar basicamente com as mesmas pessoas com que está durante a semana.

Não tem uma marina é certo, mas tem um castiço e longo pontão construido em madeira. Nas redondezas só há um campito de golfe, mas o verde é coisa que não falta. Aliás, é característico das praias do Báltico que existam densas manchas de árvores logo a seguir à praia. Quanto ao clima, Sopot não foge à regra de toda a costa: podem estar 35ºC em Julho, mas em Sopot está sempre bem mais fresco...e ventoso....e chuvoso. Ondas, nem vê-las. E por fim, temperatura de água ao estilo Póvoa de Varzim, ie, causando nos homens o que é conhecido em inglês como „considerable shrinking”.