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quarta-feira, dezembro 08, 2010

As escolhas do professor XIII

Por intermédio do Fernando Pires (dono do blog "eunapolonia") fiquei a saber que foi lançado recentemente em Portugal e em português um livro sobre a história da Polónia. Com um título esclarecedor como "História da Polónia" ninguém pode comprar o mesmo ao engano. 
Através de 792gramas (ou 414 páginas), Adam Zamoyski aborda a história deste grande país que nem sequer é o seu, uma vez que ele nasceu em Nova Iorque, mas foi criado em Inglaterra (e inglesa é a sua nacionalidade). Os pais dele é que são polacos que tiveram de fugir devido à 2GGuerra.
Como ainda nem sequer desfolhei o livro não posso opinar grande coisa. Mas assim que consiga encontrar o dito numa livraria espero ter tempo para desfolhar umas páginas à borla.

sexta-feira, julho 09, 2010

História da Polónia às três pancadas - XIX

Para descrever o que se passou na Segunda Grande Guerra Mundial na Polónia de forma minimamente assertiva e não maçuda, será feito por partes.
Durante a guerra, milhões de civis - incluindo virtualmente todos os judeus polacos - estavam destinados a serem executados em campos Nazis de concentração (http://en.wikipedia.org/wiki/Nazi_concentration_camps) que pouco após a invasão foram estabelecidos em território ocupado. Simultaneamente, os que eram feitos prisioneiros pelos soviéticos tinham como destino os não menos infames gulags (campos de extermínio pelo trabalho) - http://en.wikipedia.org/wiki/Gulag .
Logo na primavera de 1940 ocorreu um dos eventos que mais marcou (e ainda marca) os polacos: o massacre de Katyń (http://en.wikipedia.org/wiki/Katyn_massacre). Numa frase, Estaline decidiu eliminar a elite militar e de intelligentsia (médicos, professores, juristas) da Polónia num total de 21768 pessoas. Este massacre foi sempre negado pelos soviéticos até 1990.
A parte mais ocidental da Polónia foi desmembrada e integrada (p.ex Poznań) em territórios alemães já existentes, ou criadas novas zonas alemãs (ex. Gdańsk). Tudo o resto, incluindo Cracóvia e Varsóvia ficou sob administração alemã, que foi uma estrutura que visava explorar o trabalho dos polacos enquanto a guerra durasse. Aqueles que viviam na zona ocidental-central foram obrigados a deslocar-se para o centro da Polónia de modo a facilitar a germanização. Quem era de Gdańsk não precisava de se mudar, desde que mudasse para nomes alemães e naturalmente nacionalidade também.
Nota: Baseado no resumo do livro "The Rough Guide to Poland".
Nota II: O mapa mostra a não só a realidade das fronteiras da Polónia em 1937, bem como a diversidade cultural que tinha.

domingo, maio 16, 2010

As escolhas do professor XII

O livro chama-se Poland, e pertence a uma colecção chamada Modern World Nations. Quem o publicou em 2008 foi um geógrafo cultural chamado Zoran Pavlovic (nascido algures pelos balcãs) mas actualmente a viver nos EUA.
Como esperava, o livro é super-ligeiro, comprimindo em 120 páginas uma caracterização da Polónia (cultura, pessoas, história, geografia, economia, política, etc). É pois uma boa leitura para quem não conhece nada da Polónia e/ou não tem pachorra para ler muito.

quinta-feira, abril 10, 2008

As escolhas do professor XI

Foto tirada numa pequena livraria situada dentro de uma igreja.
Apenas um pequeno comentário: em vez de um W.T. Walsh a escrever sobre Fátima, acho que teria ficado muito mais contente ao ver este livro se o autor fosse um J.M. Silva ou um A.C. Lopes. Mas até na escrita de livros religiosos fica patente a dificuldade em Portugal se afirmar no exterior.

quarta-feira, setembro 19, 2007

As escolhas do professor X

Espaço agora para a imprensa. Como se pode ver pelo título, uma revista destinada aos assuntos deste país. Escrita em inglês, naturalmente tem como público-alvo a estrangeirada que por aqui vive e trabalha. De periocidade mensal, cerca de 50/60 pág. e com um custo de quase € 4, não é propriamente barata. O seu enfoque vai naturalmente para a área financeira e de negócios (mercados financeiros, mercado de trabalho, imobiliário, por ex.), com algumas páginas também destinadas à política interna. Não sendo leitor assíduo, é uma boa forma para ter umas luzes do que se vai passando por aqui para quem não saiba nada de polaco. Palavra apenas para a assinatura da revista: se for para a Polónia, custa € 25, se for para a Europa € 100. Deve ser enviada pelo correio embrulhada em ouro...http://www.polandmonthly.pl/.

terça-feira, agosto 14, 2007

As escolhas do professor IX

Para qualquer língua, quando se está a iniciar a aprendizagem da leitura, quer-me parecer que as melhores opções para começar passam por BD. Como ainda hoje gosto de livros em que patos andam semi-nus, este foi o primeiro livro em polaco que comprei: Poza Swiatem 9. Alguns poderão dizer que 254 pág. logo para começar é algo de ambicioso, mas não. Deu para fazer algo engraçado: ler uma história mais ou menos de mês a mês, e assim fui vendo como evoluia o polaco. Além do mais, os diálogos nestes livros são normalmente os mais usados em linguagem do dia a dia, isto se excluir-mos os nomes das invenções do Professor Pardal, por exemplo.

sexta-feira, junho 01, 2007

As escolhas do professor VIII

Aqui está outro livro de um jornalista/escritor polaco, Ryszard
Kapuscinski, que faleceu em Janeiro último. Este livro é fruto de uma porrada de viagens que o autor fez pelo império da União Soviética após a II Grande Guerra Mundial. Fiquei deveras surpreendido com a dimensão da minha ignorância em relação à União Soviética e aos países que a compunham. Não posso deixar de confessar que infelizmente não li o livro todo uma vez que o perdi algures num avião da Sky Europe. Não tive pois a oportunidade de ler a parte sobre a altura após a queda da União Soviética. Para quem estiver interessado em saber um pouco mais sobre a queda deste império, é um livro porreirito.

terça-feira, abril 10, 2007

As escolhas do professor VII

Este livro como se poderá deduzir, não é especificamente sobre a Polónia. É antes uma análise transversal de vários acontecimentos que ocorreram no mundo durante este ano - 1968. Com uma perspectiva americana nítida, é dado também enfoque especial aos movimentos sociais, particularmente os movimentos estudantis.
A guerra do Vietnam e os protestos contra a mesma; o assassinato de Martin Luther King e a luta contra o racismo nos EUA; os movimentos estudantis na Polónia durante Março; os desenvolvimentos em Cuba; o Maio de 68 em Paris; a Primavera de Praga e a consequente invasão pelas forças do Pacto de Varsóvia, são só alguns exemplos do que é abordado. Assim, é possível perceber melhor o enquadramento em que ocorreram os protestos dos estudantes polacos contra a falta de liberdade, sendo já nessa altura evidente a importância dos líderes Jacek Kuroń, Karol Modzelewski e Adam Michnik, assim como a influência dos acontecimentos na vizinha Checoslováquia.
Não sendo um livro brilhante, é fácil de ler, pecando a meu ver por se dispersar em pormenores desnecessários, pelo que páginas houve que foram saltadas por mim.

segunda-feira, março 05, 2007

As escolhas do professor VI

Em Agosto de 1980 ocorreu nos estaleiros de Gdańsk uma manifestação de trabalhadores que viria a ser marcante para a Polónia. O que este escriba sabia (ou pensava) disto é que foi a partir daí que surgiu um partido chamado Solidariedade (em polaco Solidarność) e cujo líder foi um electricista de bigode farfalhudo que mais tarde foi presidente do país. Pobre, conhecimento manifestamente pobre.
Basicamente este livro é a visão de um historiador/jornalista estrangeiro que assistiu in loco aos desenvolvimentos desde Agosto de 1980 a Dezembro de 1981. A greve nos estaleiros de Gdańsk que durou 16 dias, e que foi o motor dos protestos que se alargaram a todo o país; as reinvindicações de uma maior (ou seria alguma) liberdade de expressão, sindicatos de trabalhadores livres, e mesmo aquelas mais específicas relativas à escassez de comida; e o registo da Solidarność como uma União Nacional Sindical Independente e Auto-Governativa (que no seu auge teve 12 milhões de membros entre trabalhadores, intelligentsia e intelectuais) são alguns dos acontecimentos cuja análise é feita por ele. Assim como toda a componente de não-violência que esta revolução teve (fruto sem dúvida da enorme influência da Igreja Católica Apostólica Romana na Polónia, exponenciada por um papa polaco a partir de 1978); os avanços e recuos durante o ano de 1981 nas "negociações com o Governo" e a perda de poder desta união; e a sempre presente iminência da invasão soviética ou de forças do Pacto de Varsóvia (como aconteceu na Hungria em 1956 e na Checoslováquia em 1968) face a estes acontecimentos libertinos.
Também é possível saber um pouco mais de personagens históricas como Gierek, Lech Wałęsa, Kania, Kurón, Jaruzelski, Bujak, Wyszyński, entre outros. Siglas como KOR, PZPR, SB ou ZOMO também ficarão na memória. E apesar desta revolução ter sido interrompida com a instauração da Lei Marcial (ou Estado de Guerra) em 13 de Dezembro de 1981 foram 15 meses de esperança de que algo de significativo pudesse mudar neste país. E de facto muito mudou. Pelo menos, muitas pessoas tiveram pela primeira vez uma experiência de vida numa sociedade mais livre.
Mais um livro indispensável, como é óbvio. 18 valores!

terça-feira, janeiro 30, 2007

As escolhas do professor V

Após alguns meses, lá achei que era altura de começar a ler livros de escritores polacos que ganharam um prémio nobel. Czesław Miłosz é o nome do senhor nascido em 1911, mas que já não anda por este mundo. E o título do livro em inglês é "The Captive Mind".
As 50 páginas iniciais assustaram-me um pouco pela complexidade da escrita e há que ser frontal, muitos dos conceitos abordados no livro eram-me completamente novos. Mas depois o livro torna-se de leitura mais fácil (são só 250 páginas). Para tornar esta crítica bem curta, o núcleo anda em torno de relatos da vida de quatro escritores polacos, e a forma como, curto e grosso, deitaram a toalha ao chão para os comunistas em relação às suas ideias.
Escrito em 1952, este livro traduz uma visão triste mas realista de quão grandes podem ser os danos de um regime autoritário em relação à liberdade de expressão, e pior, ao próprio pensamento. Já agora, o conceito materialismo dialéctico surge mencionado muitas vezes. Convém pesquisar um pouco sobre o que é isso, caso sejam filosoficamente ignorantes (como eu).

quarta-feira, dezembro 27, 2006

As escolhas do professor IV

Depois de 600 páginas sobre história da Europa, o passo óbvio passou por procurar um livro exclusivamente dedicado à Polónia. A escolha recaiu sobre "Heart of Europe - the past in Poland's present" de Norman Davies. Em pouco mais de 400 páginas, o autor consegue abordar de forma interessante e não demasiado complicada (isto se não se tentar pronunciar todos os nomes que vão surgindo) mais de 800 anos de história polaca.
Este livro é a modos que uma versão compactada de uma outra obra mais completa deste autor (God's playground - 2 volumes) e é uma excelente base de partida para quem tiver curiosidade sobre a história de um país, que nos últimos duzentos anos é particularmente fascinante.
Como particularidade, refira-se que o autor narra os acontecimentos por ordem cronológica inversa (deve ter visto o filme Memento). Por exemplo, agora já consigo compreender um pouco melhor o conceito de Romantismo polaco, e é um pouco diferente do pre-conceito que tinha.
Para concluir, este é um livro de história fundamental, e quase de leitura obrigatória para quem queira saber um bocadinho sobre a Polónia, pois só olhando para trás, se pode perceber o presente e pensar no futuro.
Nota: sim, na parte final da última frase deste post está uma lapissade de primeira água. Mas nunca é demais enfatizar isto.

terça-feira, novembro 21, 2006

As escolhas do professor III

Pessoalmente acho que é mais engraçado viajar sem nenhum guia de viagem, e descobrir por nós próprios. Mas também é verdade que um dos bons pode ajudar a poupar algum tempo e dinheiro. Antes de vir para a Polónia já tinha um guia de toda a Europa da colecção Rough Guides, e como em equipa vencedora não se mexe, lá comprei da mesma editora o livro referente só à Polónia.
Como pontos fortes aponto a importância dada ao vocabulário polaco básico, e as explicações mais detalhadas sobre figuras/acontecimentos históricos/locais importantes. Regra geral as sugestões para restaurantes/bares batem certo (em termos de qualidade e custos). Mas também já me aconteceu ir à procura de um restaurante, estar na morada certa, mas o restaurante (já?) não existe. Em relação a discotecas é preciso mais atenção, pois são locais que mais rapidamente passam de moda. O ponto sempre importante da dormida também é abrangente, incluindo o belo do hostel com dormitórios (não badolhocos), até ao 4/5 estrelas com mística num qualquer centro histórico.
Outras opções de guias para a Polónia são o da Lonely Planet (não tão bom), Michelin Green Guide (boa opção) e para os não back-packers e que gostem de ver fotografias antes de chegar aos locais que vão ver há o da American Express. Ou então não comprem nenhum, e vão perguntando pelas coisas nos postos de turismo.

segunda-feira, outubro 23, 2006

As escolhas do professor II

Antes de começar a ler algo mais concreto sobre a história da Polónia, achei que era necessário um enquadramento geral deste terra no contexto histórico europeu. Tal como li em relação a Portugal um livro que compactou a nossa história em 700 maçadoras e mal escritas páginas (não vou fazer publicidade negativa em relação ao mesmo), comprei um livro que em 600 páginas abarca a história de TODA a EUROPA desde os tempos da Grécia antiga até aos nossos dias.
O detalhe não é grande nem pequeno (não existe) e salta de assuntos vertiginosamente. Mas para almas ignorantes como a minha, deu para ficar com uma ideia do que se passou para lá de Badajoz nos dois últimos milénios.
O livro chama-se "The Penguim History of Europe", não é uma obra-prima, mas cumpre o objectivo a que propõe: sumarizar momentos importantíssimos da história em uma ou, loucura das loucuras, duas páginas. Não sei se há a versão em português, mas duvido. Livro útil e razoável base de partida para leituras mais a sério.

terça-feira, agosto 15, 2006

As escolhas do professor


Meus amigos, para abrir este capítulo de crítica literária, trago aqui o primeiro livro que li sobre a Polónia concretamente. "A question of honor" - Lynne Olson e Stanley Cloud, gira em torno dos acontecimentos de um esquadrão de pilotos aviadores polacos que durante a II Guerra Mundial conseguem fugir da Polónia para ajudar as forças aliadas na recuperação que eles julgavam rápida do seu país. Narra todavia muito mais do que os factos heroicos deste grupo de homens, dando uma perspectiva não tão conhecida do público em geral sobre o comportamento dos países aliados e a sua relação com Estaline. Com passagens por vezes, a meu ver, demasiado laudatórias não deixa mesmo assim de ser rigoroso. 400 páginas de história, bem escritas, e que merecem ser lidas (em inglês). Muito bom!