Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Top of the Poles V

Música pop, com muitas pitadas electrónicas. Ou vice-versa. Chamada de atenção para o video-clip, que é um back-to-basics no que à creatividade diz respeito: gaja boa, com roupa justa a dançar, a fazer poses libidinosas e a levar uma chuveirada.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Opinião de um emigrante na Suiça sobre polacas

Extracto de um diálogo tido hoje no aeroporto de Lisboa com um emigrante português na casa dos 40 e tais a caminho do seu trabalho na Suiça:
"........
Eu - Pois, já estive emigrado mas foi na Polónia
Ele - Ah, Polónia, sim. (pausa).... Na zdrowie.
Eu - (sorriso)
Ele - Há lá uma polaca no meu trabalho. As polacas são todas boas. Mas car****, andar com uma polaca é impossível. São muita mandonas.
Eu - (outro sorriso)
Ele - O gajo dela, se ela lhe diz para ele não beber mais, ele não bebe. Fo**-**! Parece um caniche nas mãos dela. Deus me livre.
Eu - Eu sei. Elas são mesmo assim, elas é que mandam neles. Porra.
......... "

Domingo, Novembro 08, 2009

Guia Mabor - Cafés/Bares V

Com o tempo frescote que já faz na Polónia, sítios onde se sirva chocolate quente são sempre bem vindos. O Cacao Republika que surge nesta foto situa-se praticamente na praça central de Poznań, e é sem dúvida o sítio mais óbvio para procurar um bom chocolatinho.
Pequeno (pese embora os dois pisos), tem assim aquele ar de casa de chá onde as velhotas vão, mas os frequentadores são tipicamente sub-30. Muito difícil de arranjar um lugar, e ainda para mais lugar em sofás, mas vale a pena ir tentando, pois é o sítio mais.....doce da cidade :). Tem é o inconveniente de fechar muito cedo.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Embaixada Portugal na Polónia - site

Tempos houve em que algures no canto direito deste torpe espaço havia um link para o sítio da Embaixada Portuguesa na Polónia. Agora não há, e já vai para alguns meses. Não porque não ache que não seja relevante, mas porque pura e simplesmente ele já não existe.
No antigo endereço (http://www.ambasadaportugalii.pl/), o que agora está é uma anedota de blog cuja explicação para a sua existência já foi ventilada aqui: http://portuguesesnapolonia.pl/viewtopic.php?f=4&t=299&p=2326&hilit=embaixada#p2326.
É que se por um lado faz-se um alarde dos investimentos portugueses na Polónia, da importância do turismo religioso polaco em Portugal, o ano passado foi lá o senhor Silva e uma troupe de empresários, por outro depois não há dinheiro para se manter sequer um sítio de internet. É que o antigo sítio não era nada de especial, mas pelo menos na área do AICEP tinha ainda alguma informação relevante. Onde essa informação pára agora, desconheço. Pior, no antigo endereço da embaixada jazem agora uns quantos parágrafos em polaco prenhes de lugares comuns pouco abonatórios para Portugal.
PS: Nem é necessário frisar muito que a Polónia por seu turno tem um sítio digno da sua Embaixada em Portugal.

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Mitos VII - Na Polónia só há católicos

Em 17.8.06 tinha escrito que só iria falar de religião uma vez no blog, de forma a não transformar isto num pasquim. Mas é impossível conter essa resolução. Começando por algo suave, uma referência ao facto de além da religião católica, e do (em muitíssimo menor número agora) judaísmo, existem outras religiões praticadas na Polónia.
As fotos que coloco foram tiradas numa igreja ortodoxa em Wrocław, e como eu é mais bolos, explicações elaboradas ficam para outra altura (e pessoa também). Basicamente as diferenças que vi começaram logo com o folhetim escrito em círilico. Além disso, quem estava presente lembrava uma qualquer igreja portuguesa (ie, pouca gente e os poucos presentes tudo rapaziada da velha guarda).
Incrível como esta igreja polaca está localizada numa cidade que há 65 anos era parte da Alemanha e muitos dos seus crentes são pessoas que há 65 anos viviam no que é agora território da Ucrânia.

Polishspotting (em Lisboa) III

Na altura ainda estava acabadinho de regressar da Polska, e este encontro deu-se no metro. Estava eu na plataforma à espera do dito, e vejo uma matulona (mas jeitosa) com os seus trinta e muito poucos com um ar de quem não cresceu nem nas Beiras nem o Alentejo. Aquele tipo de perfil já eu conhecia, e com mais certezas fiquei quando olhei para o petiz que ela trazia agarrado à sua mão. Com uns 3 anitos, cara redonda, olhos claros, cabelo louro bem curtinho. Very typical!
Mas para tirar as dúvidas, havia que pelo menos ouvi-los falar. Chega o metro e lá fico sentado mesmo em frente a eles. E de facto, lá comecei a ouvir os comentários do pequenote sobre a beleza das estações de metro. Sorrio com um dos comentários que ele faz para a sua mãe, aproveitando para pedir desculpa por não poder deixar de ouvir a conversa. Lá falamos um pouco as coisas de circunstância que nestas alturas dá para falar, e no final do destino, um "do widzenia", que é como quem diz, até mais ver.
Realmente, nunca me lembro de meter conversa com ninguém desconhecido no metro, e da primeira vez que o fiz, foi a falar polaco :).

Sábado, Outubro 10, 2009

Espaco para a publicidade - IX

Nas companhias aereas, normalmente existem umas revistas que basicamente servem para promover os destinos que essa companhia serve. Neste caso, trata-se da Ryanair. Numa das suas mais recentes revistas, comecei por ver primeiro um anuncio a 1/4 de pagina ao Museu de Serralves (no Porto, para quem nao sabe) e uma exposicao de arte contemporanea.
Mas, 2 paginas a seguir surge-me numa pagina inteira um anuncio a este sitio que fica em Gliwice (Polonia): www.queensnightclub.com. De facto sao abordagens diferentes, para publicos-alvo tambem distintos, mas usando o mesmo meio de media. Agora, em termos de volume de visitas geradas, cheira-me que a abordagem polaca sera mais efectiva!

Sábado, Setembro 26, 2009

Disco Polo

É verdade que a música clássica tem bastante expressão na Polónia. A música jazz então nem se fala. Grupos corais são aos pontapés. Mas...no melhor pano cai a nódoa. Efectivamente, também na Polónia há quem goste de "música" com ritmo e simplicidade.
Estou nomeadamente a falar desse estilo conhecido como o Disco Polo, que traduzindo para português, é música para azeiteiros. Coloco aqui um link (só um chega para perceber), e nem é preciso traduzir muito a letra, pois pelo videoclip dá para perceber do que trata esta "canção": http://www.youtube.com/watch?v=8IDSLNXyfuQ&feature=related . Basicamente, a letra é algo como: "o marido da vizinha trabalha de noite, e ele vai lá fazer companhia (ou encornar o outro) à pobre da carente, estando à vontade porque sabe que não vai ser apanhado".
Assim, também na Polónia o belo do sintetizador Casio trabalha e muito.
Ps: Melhor não ouvir a música muito tempo, senão depois corre-se o risco de ficar a traulitar isto durante algum tempo.

Viagens na terra de outros - Kazimierz Dolny

Kazimierz Dolny fica a uns 150km a sul de Varsóvia (no eixo Varsóvia-Lublin), e é como assim dizer, o mais próximo de uma Sintra que podemos encontrar na Polónia. Paisagens muito verdejantes, com colinas, um centro histórico razoavelmente bem conservado e com bastantes pontos de interesse (tendo em conta a reduzida dimensão), e turistas aos pontapés nos fins de semana. É sem dúvida um spot perfeito para estudar o estilo do turista domingueiro polaco.
Não tem vista para o mar, mas consegue encantar por outras razões. É excepcionalmente verdejante e é banhada pelo maior rio polaco (o Wisła). Este facto está aliás na génese do seu desenvolvimento em séculos passados, quando o rio tinha um papel fundamental no comércio (entenda-se que nessas alturas conseguiam sacar impostos à fartazana). E onde há guito, há judeus. Ou melhor, houve, uma vez que até ao início da II Guerra Mundial, 50% dos habitantes eram judeus.
Coloco só aqui algumas fotos, e de cada vez que vejo as da praça central, é dificil não reparar na salganhada/variedade de arquitectura dos edifícios.

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Espaço para a publicidade - VIII

Ok, este anúncio nem sequer se enquadra na categoria de anúncio-fantasma. Foi sim uma piadola de um programa inglês (Top Gear) às custas da Polónia para um projecto de anúncio ao VW Scirocco TDI. http://www.youtube.com/watch?v=0gH47yoUuuo.
Ps: Já agora, este carro é feito em Portugal, portanto quem queira comprar um coupé, que compre este!
Ps2: Para quem não percebeu bem o anúncio, basicamente usando um Scirocco TDI, a Blitzkrieg seria ainda mais rápida...e económica.

Domingo, Setembro 13, 2009

Top of the Poles IV

Como os ídolos estão de volta a Portugal, e num acto de curiosidade mórbida, lembrei-me de procurar algo sobre a versão polaca, e comparar connosco. Aqui ficam:
Versão tuga (um pouco longa): http://www.youtube.com/watch?v=fBcfTl3Q7Ws
Só me resta concluir que, por esta amostra, quando se houver a oportunidade de fazer uma grande gala de cromos da música europeia, unir um "cantor" polaco, com uma "cantora" tuga é sucesso garantido em audiências, até porque matéria-prima evidentemente não parece faltar.

Sábado, Setembro 05, 2009

Animação de Rua em Cracóvia - Acordeão

Quem vai a Cracóvia, não consegue escapar sem ouvir alguém na rua a tocar acordeão. Aqui estão alguns links para quem não sabe do que escrevo:
1º: um dos best-offs, aqui tocado em quarteto http://www.youtube.com/watch?v=uV7g5DRJJF0 .
2º: um solo de um artista mais talentoso http://www.youtube.com/watch?v=CGGh966HyKs&feature=related.
Em Portugal também temos excelentes acordeonistas (e não, não me refiro ao Quim Barreiros). Em 2007, o campeão do mundo até foi um jovem português http://www.youtube.com/watch?v=lFfpBRe7pgg&feature=related !!!
Mas, há que dizê-lo com frontalidade, depois do que vi em Vilnius - Lituânia, vai ser dificil encontrar artista melhor. Não há vídeo, mas uma imagem vale mais que mil palavras.

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Fruta....e o burro é o polaco???

Nota prévia: Quando me irei referir a fruta à venda à beira da estrada, significa mesmo fruta, não tendo qualquer conotação com o significado aplicado no mundo do futebol português.
De facto, os polacos são um povo muito mais prático/sortudo no que toca a vender fruta à beira da estrada, pois a coisa está muito mais facilitado e poupa muito mais o lombo.
Como ribatejano que sou, sempre me habituei a ver no Verão inúmeros reboques de tractores parados à beira de estradas nacionais, com o belo do melão/melancia à venda para quem por ali passar. O lucro cada vez é mais pequeno, o preço está mesmo cá em baixo, e carregar/descarregar reboques de melão ainda dá cabo dos costados.
Foi por isso com surpresa e quiçá algum desprezo que constatei que na Polónia, o que vi mais à venda à beira da estrada foram frasquinhos de amoras e framboesas (muitas das vezes no capot do Fiat 126P de um qualquer agricultor), provavelmente já em compota. Não só esses calões têm muito menos trabalho a carregar e descarregar a fruta, como em calhando, ainda tiram mais lucro com os frascos com aquelas frutas que quase ninguém por Portugal escolhe nos iogurtes.

Guia Mabor - Restaurantes V

Sioux. É o nome de uma cadeia de restaurantes que teve o seu início em Poznań, e que como o nome deixa entender, leva a coisa para o ambiente dos índios e cowboys. A decoração é a condizer, bem como as indumentárias dos empregados, e nos pratos aquilo que mais me chama a atenção é o pão que é feito em forma de estrela do mar. E por falar em comida, há lá uns grelhados (muitos apolacados, claro), lasanha, shoarma, kebab, burritos, enchiladas, peixe, saladinhas e até pizzas. Realmente, custa-me a crer que no oeste americano os saloons servissem todo este tipo de comida, pelo que me parece que houve algumas adaptações livres para rentabilizar o negócio.
Certo, certo é que desde 2003 o negócio já se espalhou às principais cidades polacas (excepção feita a Varsóvia) e já levam 15 restaurantes. O preço de uma refeição ronda os 25-30 PLN. E para os mais comodistas, num dos restaurantes (Sioux City) de Poznań, depois do repasto, uma parte grande do restaurante vira clube. Ok, a música não é lá muito famosa, e o ambiente é pouco propenso a sopeiras. Mas hey, adequado à coboiada. www.sioux.com.pl .

Terça-feira, Agosto 18, 2009

Não tão monos germânicos I

Já aqui referido no blog, mas agora ponho um link para a história deste castelo localizado em Poznań. Construído por prussianos em 1910, passou para mãos polacas em 1918, depois para os alemães em 1939, bastante destruido em 1944 e depois de novo polaco.
Mais atarracado do que na versão original, mas mesmo assim bastante interessante. Pelo menos por fora, pois por dentro não o visitei. http://www.zamek.poznan.pl/index.php?s=155&k=1.

Domingo, Agosto 02, 2009

Mitos VI - Polaco e russo é tudo o mesmo

Certinho é que polaco e russo pertencem ao mesmo grupo de línguas: eslavas. E de facto existem muitas semelhanças. Por exemplo, na numeração, como se pode ouvir primeiro na versão polaca (http://www.youtube.com/watch?v=bGsK9elT_l0) e comparando com o russo(http://www.youtube.com/watch?v=XMlfbzF2iUQ), na expressão para bom dia, para expressar as direcções, etc....
Por outro lado, no russo o alfabeto não é o latim, mas sim o cirílico. E como se não bastasse, a pronunciação também é muito diferente. Aliás aconteceu-me várias vezes na Polónia perguntarem que língua estava eu a falar, e confundiram com português com russo. E de facto há que dar a mão à palmatória que a maneira russa de falar é parecida com a nossa em algumas palavras (ou seja, tem uma sonoridade dura/áspera). Ainda tentei achar algum vídeo no Youtube que ajudasse a comprovar isso, mas só achei este com russo básico (http://www.youtube.com/watch?v=msw2i6PZyTA&feature=fvw) que não é conclusivo.
Se bem que basta pensar na Michelle de Brito e na Sharapova a jogar ténis para concluir que se expressam da mesma forma! Assim, se calhar o português até tem quase tanto de parecido com o russo como o polaco.
Ps: Mais info sobre línguas eslavas em http://en.wikipedia.org/wiki/Slavic_languages.

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Polishspotting (em Lisboa) II

Março. A noite estava a começar e o meu estômago bramia enquanto esperava pelo meu jantar num qualquer restaurante algures entre o Cais do Sodré e Alcântara. Talvez por ser início do mês e porque a crise não afecta todos o sítio estava cheio. Jovens, muitos e sobretudo barulhentos. O meu olhar fixa-se em algo. Ou melhor, numa peça de roupa. Verde. Porém, não um verde azeitona, ou um verde exército, mas sim um verde claro, forte, não muito longe de um fluorescente. Nada de muito fora de comum não fosse o facto de ser um blazer de um homem.
Uma mirada rápida diz-me que apesar de vestir um blazer verde claro (mas forte), tem um ar másculo. Mas pelas suas feições, português duvido que seja. Reparo agora que tem cabelo rapado. “Alto lá!” penso eu, será de caras adivinhar a nacionalidade deste tipo: se tiver sapatos em bico e à aladino já sei a resposta. Calça sapatos normais.
Ele não está sozinho. Acompanham-no uma rapariga com os seus 27/30 anos, morena, look esquerda caviar, bem como um jovem que se ia divertindo a fazer umas fotos com a sua reflex semi-profissional tirando partido da beleza do restaurante.
Não estou longe deles, 3 metros no máximo. Mas a mescla de vozes dos clientes e o volume da música dificulta que consiga ouvir o que conversam. Ou melhor, perceber em que língua falam. Conseguir ouvir uma frase completa revela-se tentativa falhada. Mas também não preciso de mais. Um “prz”, outro “dz”, ou mesmo um “prostu” provam que estava certo no meu palpite inicial. Polaco. Só podia.
Decido nem sequer tentar meter conversa, até porque a fila estava a avançar e eu ainda nem sequer tinha escolhido o hamburguer.

Terça-feira, Julho 07, 2009

Custo de Vida em Varsóvia 2009 - bem mais barata que Lisboa

O ano passado também por este mês referi aqui o estudo da Mercer em que Varsóvia ocupava a 35ª posição mundial (nas cidades analisadas) relativamente a custo de vida para trabalhadores expatriados (tendo por base o dólar). E Lisboa estava em 2008 na 57ª posição.
As coisas mudaram porém. Em 7.7.08 o câmbio estava a 1 US Dollar = 2.11467 Polish Zloty. Hoje está a 1 US Dollar = 3.14559 Polish Zloty. Assim, para 2009 Varsóvia ocupa a 113ª posição (e Lisboa a 64ª posição). http://www.mercer.com/costoflivingpr#Top_50. Confirma-se que a Polónia voltou a ser barata para um estrangeiro (que não tenha salário em polónios claro). Para a restante malta, antes pelo contrário, perderam poder de compra (porque tudo o que é importado ficou mais caro).
Ps: Claro que comparativamente com o Euro, a perda cambial não foi tão grande, ficando-se pelos 25% (mas mais que suficiente para se notar o impacto).

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Receitas de cozinha polaca

A bem dizer, são receitas de cozinha polonesa porque o link que descobri através do forum de "polaqueses" vem do Brasil. Aliás, este site (http://culinaria-polonesa.blogspot.com/) tem um título que diz tudo. E lá estavam links para algumas receitas como:
- Barszcz Burakowy (Caldo de Beterraba http://www.receitasdecozinha.com.br/ntc/default.asp?Cod=172;
Como tipo biqueiro, acho que só mesmo na parte dos doces o meu processo de integração cultural foi razoavelmente cumprido. Algumas tortas de maçã....quentinhas....nham nham. A receita vai em inglês (http://www.coffeeandvanilla.com/?p=775). Tenho ver se consigo encontrar a receita disto para a Bimby.

Segunda-feira, Junho 29, 2009

Top of the Poles - III

Uma musica lamechas e em ingles que faz parte da banda sonora de uma serie polaca actual....
Não consigo colocar aqui o link sem atrofiar-me o esquema do blog (sim, decerto 100% nabice minha), portanto para a pesquisa é fazer no Youtube "Tomasz Korpanty Seattle".

Terça-feira, Junho 23, 2009

Velharias - públicas - nas estradas polacas

Não é por acaso que andei muito mais de comboio do que de autocarro durante as viagens pela Polska. É de todo apreciável esta imagem de autocarros com um ar bem comuna (e velho). Pronto, exagero. O da direita não deve ter mais do que 25 anos. Por outro lado também se pode dar o caso de até terem se calhar só uns 15 anos, mas usando a tecnologia e aspecto dos anos 70.
Nota: Bem, ao menos estes da foto não andavam em zonas de montanha (mais exigentes mecanicamente p. ex. ao nível travões) por isso também a insegurança será relativa. E se foram aguentando inverno após inverno, e ainda dão ao pedal, é porque são rijos.
Nota2: Também me lembram os Mercedes automáticos com matrículas começadas por K e que durante os seus 25 anos na Alemanha já tinham dado boas voltas ao conta-quilómetros....usados no transporte escolar na minha terriola!

Sábado, Junho 20, 2009

Viagens na terra de outros - Płock

Na senda da exploração da Polónia menos conhecida, desta vez uma cidade que até fica relativamente perto de Varsóvia. Płock, a cerca de 120km noroeste da capital.
Aliás, e como se pode ler no site www.ump.pl/en/ , esta pequena mas histórica cidade situada numa colina ao lado do maior rio polaco foi no século XI a capital da Polónia.
No meu guia de viagem refere-se que a zona antiga da cidade é conhecida localmente como "pequena Cracóvia" dada a aglomeração de edifícios importantes em pequeno espaço. Pois, só mesmo localmente se pode comparar a Cracóvia (principalmente por quem nunca foi a Cracóvia). Mas num dia soalheiro de Verão, não será uma visita em vão. O centro apesar de pequeno é agradável, as vistas para o rio e para a planície também, tem um curioso anfiteatro moderno na encosta com vista para o rio ou as praias fluviais.
Além disso, brevemente (início Agosto) vai ocorrer no areal do rio o festival anual de música electrónica (www.audioriver.pl/), portanto se calhar a melhor altura para ver a cidade animada.


Quarta-feira, Junho 17, 2009

Mulheres....e o burro é o polaco???

Um polaco, vá onde vá, é inevitável que ouça da parte de um interlocutor estrangeiro algo do género: "....realmente, as polacas são umas jeitosas!". Fácil para ele, só tem de confirmar que é verdade.
Já um português, volta na volta, e mesmo de pessoas de países que nem deviam falar muito (p.ex. Espanha) ouve coisas como: "...ah, as portuguesas são muito baixinhas.." ou "...pois, em Portugal só há morenas de cabelos encaracolados e pandeiro grande.." e ainda "...quando tive em Portugal, reparei que as mulheres não se vestem nada de especial...". E por mais que uma pessoa tente explicar que não é bem assim, o estigma já não sai da mente de quem disse isto!!

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Moda portuguesa na Polónia

Esquecimento meu, só falar disto após ter acontecido. Pois é, o Miguel Vieira esteve presente na Fashion Week Poland (http://www.fashionweek.pl/english.php) em Łódź.

Acho que esta foto ilustra bem o valor acrescentado que as propostas do Miguel trouxeram. Aliás, e nem traduzindo uma parte do que surge no site do evento, sobre os trapos do Vieira diz-se isto: "...In an extremely seductive environment, we send the luxury of Hitchcok women, mysterious and feminine, to the enchantment of a Dandy, the graciousness of a Geisha and the courage of a Samurai..". Realmente, eu ao ver polacas com sobrancelhas pensadas de vermelho pensei logo: grande Miguel, que (relativa) pena que tenha sido só este desfile.

Choque cultural no bar

Não é meu costume andar a roubar (pelo menos durante os últimos 15 anos tenho-me mantido limpo), mas não resisti ao ver esta foto no blog http://joaolopesmarques.blogspot.com/ (um tuga residente no país das estoinas), em colocá-la também aqui.
Em 2 anos de Polónia nunca tinho visto este 3º cocktail da lista, mas já agora isto ler-se-á algo como "miia extra". Como não há muito tempo para escrever, fica somente este post infantil...sem mais nenhumas piadas adicionais.

Sábado, Junho 06, 2009

Crianças, para a Polónia rapidamente e em força

E digo isto no seguimento das palavras do excelso Tiagowski para uma reportagem no DN, as quais passo a citar: "Sinto que o mapa da Europa é infinitamente mais pequeno do que imaginava em criança". A dita reportagem está em http://dn.sapo.pt/gente/interior.aspx?content_id=1255369 (edição de 6.6.2009, caderno Gente).
Há todavia alguns pontos que me deixam na dúvida, a saber:
- Logo no início faz-se referência ao facto de ter aulas de polaco. Mas nada depois se diz sobre quais os resultados dessas aulas, sobre quanto tempo necessitou até começar a falar polaco;
- A parte dos terríveis invernos e de que "podem passar-se meses sem que vejamos a luz do Sol". Exagero, puro e duro. Agora podem haver situações em que de facto isso aconteça, principalmente se durante o fim de semana se apanhar uma bezana, deitar-se às 6 da matina e acordar às 4 da tarde. Aí sim, claro, não vê o Sol. A Polónia não é nenhuma Bélgica ou Holanda, paises sim com tempo realmente cinzento.
- A páginas tantas a jornalista refere que desde a adesão da Polónia à UE houve uma desvalorização da moeda local face ao Euro. Falso. Aliás, teria sido muito estranho se isso tivesse ocorrido. Um país entrar numa situação de maior estabilidade, de maior investimento, e a moeda desvalorizar. Mesmo com a grande desvalorização do Zloty nos últimos 9 meses (face à crise mundial), a cotação continua acima do valor que tinha quando entrou na UE (1 Maio 2004). Aliás, umas linhas a seguir o Tiagowski refere que "...houve uma melhoria enorme no nível de vida médio que a classe média apresenta e têm hoje um poder económico bastante superior...". Então primeiro diz-se que os preços aumentaram e a moeda desvalorizou, para depois se referir que houve melhoria no nível de vida?? Quer dizer que houve então um aumento salarial de tal modo que compensou os dois primeiros efeitos? Kafka não daria melhor aula de Economia!
Em todo o caso, cada vez mais parece que a Polónia está na moda. Só quando eu lá estive é que ninguém se lembrou de me contactar também para entrevistas. Malandros!

Sexta-feira, Maio 29, 2009

Para reflexão.....

Ontem ouvi esta que me deixou a pensar. Aquelas palavras que o padre quer que um casal repita no acto do casamento, se calhar deveriam ser repensadas. Principalmente a parte do "...até que a morte nos separe...". Isto é tudo muito bonito de ser dito, mas lembremo-nos de uma coisa: se calhar quando estas palavras começaram a surgir, a esperança média de vida não ultrapassaria os 45 anos!
Ps: sim, este post é um pouco fora de contexto.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Mitos V - Os polacos são todos uns insensíveis com as mulheres

Falso. E porque não me apetece escrever muito, ficam aqui dois links para provar que na Polónia acima de tudo está a defesa da sua gaja!!
http://www.youtube.com/watch?v=M2llenyKLaQ&feature=related
e
http://www.youtube.com/watch?v=Aak3qX5PJS4

Quarta-feira, Maio 27, 2009

Guia Mabor - Clubes IV

Houve um clube em Poznań que de facto encaixou que nem uma luva no estereótipo (errado) que tinha de discoteca de país de Lest....da Europa Central. O Tapas Bar (http://www.tapas.pl/english/main.htm).
Como o nome deixa adivinhar, é acima de tudo um bar de tapas, mas com um clube na cave. A entrada é relativamente carota, a miudagem fica à porta, e os habitués podem ser basicamente caracterizados da seguinte forma: eles entre os 28-40 anos, tendencialmente vestidos de preto e muitos conduzem BMW ou Mercedes pretos com vidros fumados; elas super-produzidas, louras (verdadeiras ou não interessa agora) e com ar de quem não trabalha muito.
Colado à pequena pista de dança está uma zona “privada” com mesas de onde os esposos/namorados/amantes/sponsors podem controlar as suas chicas a bailar. Consta que em noites certas, o sítio fica ao rubro. Quando lá fui porém, as noites foram banais. Aliás, parece-me mais é que se um tipo se arma em carapau de corrida, é o sítio indicado para arranjar um trinta e um dos diabos com algum dos habitués...

Quinta-feira, Maio 21, 2009

História da Polónia às três pancadas - XVI

Coube a um senhor chamado Józef Piłsudski assumir as rédeas da renascida Polónia. E uma (se não a mais difícil) das principais tarefas passou pela definição das fronteiras do país. Após 123 anos de regabofe em que os três impérios vizinhos fizeram gato sapato do país, era importante saber o que era neste momento a Polónia.
Por um lado Piłsudski (que acabou por ganhar) defendia uma Polónia mais vasta, onde a tolerância étnica e religiosa predominasse (aliás, ele mesmo era oriundo da Lituânia), mesmo que para isso tivesse de haver confrontação pura e dura. Uma outra facção, eminentemente mais nacionalista, queria uma Polónia de polacos católicos, e logo de menor dimensão.
A definição das fronteiras foi basicamente uma grande bagunça (até faziam fronteira com Roménia e a Letónia), mas convém destacar duas coisas:
- a Guerra Polaca-Soviética (1919-20), cujo desenlace final fez com que a Polónia recuperasse significativos territórios da Lituânia (incluindo Vilnius), Bielorrússia e Ucrânia (que outrora fizeram parte da Polónia confederada do séc XVIII);
- Danzig (em polaco Gdańsk) deixou de ser alemã e passou a ser uma cidade-estado;


Explicação do mapa Polónia em 1921 em: http://www.rootsweb.ancestry.com/~polwgw/p1918.html

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Desempregados, para a Polónia rapidamente e em força

Mesmo que por hipótese académica fosse minha vontade esquecer a Polónia, é difícil. Estava muito bem a almoçar e vejo esta reportagem no jornal da SIC (http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Portugal-2009/2009/5/desemprego-leva-a-apostar-no-estrangeiro.htm). E um dos países onde falaram com um português foi a Polónia.
Foi uma visão optimista aquela que este professor da língua do poeta zarolho e do dramaturgo dos folhos transmitiu sobre procurar emprego. Citando: "..um português médio com um curso superior....será facilmente absorvido pelo mercado de trabalho aqui na Polónia desde que domine o inglês...". Faltou-lhe somente falar dos fringe benefits de trabalhar na Polónia :).

Terça-feira, Maio 12, 2009

Top of the Poles II

Graças ao último post desta compatriota (http://retratosdevarsovia.blogspot.com/), lembrei-me da música que mais punha a malta aos saltos nas discotecas polacas em 2007...2008...e suponho que em 2009 ainda mexa muito pézinho :).
A música chama-se: "A gdy jest już ciemno", e a banda chama-se Feel. Este é o link: http://www.youtube.com/watch?v=FNsaNdCt89g. Muito, muito boa música.....para ganhar um festival da Eurovisão (e escrevo isto com um ar sério, pois também gosto bastante da música).
Ps: Para quem não apanhar um boi de polaco, aqui está a tradução em inglês da letra: http://www.allthelyrics.com/forum/polish/42224-feel-a-gdy-jest-ju-ciemno.html. Já agora, a canção chama-se "Quando já é lusco-fusco" e basicamente é sobre uma relação amorosa através de telepatia :).

Sexta-feira, Maio 01, 2009

Velharias - gémeas das polacas - nas estradas tugas


Ainda tinha eu o meu Maluch, e passeando por Lisboa em Setembro passado, dou de caras com este bébézinho. Em apreciável estado de conservação, mesmo apesar de dormir na rua. Com direito a cromados catitas e tecto em lona. Um sucesso nos anos 70, aposto.

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Política.....e o burro é o polaco???

Para bom entendedor, um parágrafo chega para perceber onde esta breve notícia em destaque quer chegar. São os políticos que este país onde nasci pariu....e que tão claros exemplos proporcionam à juventude actual.
"European People's Party Congress is opening in Warsaw today. Leaders of the 13 European Union countries as well as seventeen hundred delegates have arrived to Poland's capital to discuss five major topics including climate and demographic changes as well as financial crisis, threats to security and the role of Europe in the modern world.
Among them will be Jose Manuel Barroso, the 11th president of the European Commission. His political activity began in his college days. He was one of the leaders of the underground Reorganising Movement of the Proletariat Party, later Communist Party of the Portuguese Workers. In December 1980, Barroso joined the right-of-centre PPD or Democratic Popular Party later Social Democratic Party where he remains to the present day
"

Viagens na terra de outros - Włocławek

Esgotadas as principais cidades que eu visitei, não quer dizer que as outras de menor dimensão não mereçam também alguma atenção. Eis chegada a altura de visitar o país profundo, as terriolas, ou em inglês, go off the beaten track. Włocławek. Cidade localizada no centro da Polónia, com o simpático Wisła como vizinho, com mais de 750 anos de história, até pode ter alguns pontos interessantes de visitar. Pois....uhm...não tem! Ok, quem for à net lá descobre que têm uma catedral a mandar para o grande, mas é só isso. Desde a minha primeira visita à Polónia (onde passei de autocarro pelas zonas pobres do nordeste polaco para chegar a uma decrépita estação de autocarros em Varsóvia, para apanhar um comboio na horripilante estação central) que não tinha tamanho choque de pobreza. Ponho só umas fotos da stary rynek (com frente de rio) e da rua principal de acesso à cidade, e nem vale a pena comentar muito mais. Parecia que estava a fazer uma viagem ao passado comunista.


















Até devia ter tirado mais e melhores fotos, mas sinceramente senti-me mal, pois sendo um estrangeiro a tirar fotos a um sítio que de bonito tinha pouco, nunca fica bem para quem nos rodeia. Ora, se isto era o estado em que estava a antiga praça central da cidade, valeria a pena ver o resto? Até tinha mais algum tempo, mas dei foi corda aos sapatos em direcção ao carro. Ok, que não faz mal nenhum visitar sítios pouco conhecidos, mas esta cidade de 117.000 pessoas nem sequer é mencionada uma única vez no meu guia da Polónia (que tem 700 páginas). Mas claro, teimoso e chico esperto, fiz uma paragem aqui com a ideia de provar que havia uma falha no livro. Não há falha.


Bem, mas se é um facto que esta era uma zona bastante ao abandono (pobre mesmo), o actual centro da cidade apresentava um ar normal. Entenda-se aqui normal no contexto de uma cidade que sofreu na pele as invasões nazis, e foi reconstruida à la comuna. Apesar disso, a paisagem em redor da cidade (excluindo a zona industrial com as suas torres fumarentas) é bastante verde, com a vantagem de um largo rio ali perto, convidando a passeios de bicicleta ou no rio, aliviando um pouco este ar depressivo.

Ps: há todavia que tirar o chapeu aos senhores do posto de turismo do sitio. No site deles: http://www.it.wloclawek.pl/ , a panoramica da stary rynek é bastante mais animadora. Eu sei que sou mau fotógrafo, mas o tipo/a que achou algo de bonito neste sítio, deveria repetir o trabalho....por exemplo na Amadora. Podia ser que também conseguisse outro milagre. Um artista, sem dúvida.


Domingo, Abril 26, 2009

Polishspotting (em Lisboa) I

Este episódio aconteceu mesmo há uns minutos atrás quando tive de ir ao Pingo Doce comprar mantimentos. Quando já estava na fila para a caixa registadora, reparo que na fila ao meu lado estavam umas mãos firmes a segurar uma garrafa que me era familiar. Żubrówka! "Sim senhor, uma boa escolha" pensei eu de imediato.
Mas olhando melhor para esta pessoa que aparentava os seus 50-55 anos, de ar trabalhador e feições não portuguesas, tentei concentrar-me a ver se conseguia perceber a conversa que ele estava a ter com a mulher a seu lado, de modo a tentar adivinhar que língua falavam. Mas, por causa da barulheira, tentativa debalde. E eis que reparo, que já no tapete da caixa, estava lá um frasco com os icónicos.....tcharam.....OGÓRKI!!!
Ainda tive a esperança de descobrir que afinal tinha como vizinhos de quarteirão um casal Nowak (versão polaca do apelido Silva), mas lá consegui perceber pelo que diziam e também pelas feições, que o mais provável seria serem só ucranianos a comprar produtos polacos. Falso alarme.....
Nota: Escusado será dizer que em minha casa não entrará nem um frasco com esses pepinos pigmeus em conserva. Julgo ser esta a contrapartida de por vezes estar pelas Biedronkas pasteis de nata ou pêra rocha :)

Sexta-feira, Abril 24, 2009

Revoluções portuguesas e polaca...similares em alguns pontos

Pois é. Talvez o que vá escrever seja um pouco forçado na busca de pontos em comum entre Portugal e a Polónia. Mas o que é facto é que na última grande revolução que houve em cada um dos países há pontos em comum, a saber:
- foram revoluções sem sal nenhum. No caso português isto é particularmente grave, pois trata-se de um país latino, com fama de pessoas de sangue quente.... mas depois não se aplicaram os mesmo métodos que ocorreram por exemplo em Itália....ou na Roménia. É que já passaram mais de 90 anos desde que se assassinou um governante (Sidónio Pais) ditador em Portugal. No caso polaco, tal e qual. Não quero aprofundar muito agora, mas a transição da ditadura comunista para a liberdade polaca conseguiu ainda ser mais suave que em Portugal. Revoluções frouxas portanto;
- muitas pessoas com bigode assumiram posições de responsabilidade em ambos os países....com os resultados que se viram. Também que esperar de pessoas que escolhem ter um apêndice capilar entre o lábio superior e o nariz, cuja única vantagem que vejo é que possibilitam a dispensa de guardanapo quando se come sopa;
- à falta de sangue, a cor das revoluções foram mesmo assim o vermelho. Em Portugal na questão dos cravos, na Polónia com o símbolo do movimento Solidarność. Também era o mínimo, pois afinal são cores da bandeira dos respectivos países;

Mitos IV - Na Polónia há muito trânsito

Para as pessoas mais distraídas, isto até pode parecer verdade. Mas pensando um pouco e analisando as coisas, se calhar não é bem assim.
É garantido que andar de carro na Polónia pode ser um desafio à paciência, mas não é tanto por um excesso de automóveis (por exemplo comparando com Portugal), mas sim por falta de infraestruturas. Ou seja, é verdade que com o desenvolvimento dos últimos anos, muitas pessoas decidiram/poderam comprar carros com mais de 2 cilindros (Fiat Maluch deixou de ser produzido em 2000), mas não houve um igual aumento do número de estradas, circulares e auto-estradas que devia ser necessário.
O caso de Varsóvia é sintomático: uma capital de um país de 40 milhões de pessoas e não é servido por uma única auto-estrada!! Assim não admira que o trânsito seja grande, pois há muito tráfego de atravessamento que na prática tem de, e passe a redundância, atravessar a cidade. Bem que se põem limites horários nos quais não podem circular camiões em certas vias de acesso, mas é sempre um caldinho. E tal como Varsóvia, as outras cidades grandes padecem do mesmo problema: faltam circulares. Mas há que ser optimista: se Portugal consegue já ter 2860 km de auto-estradas, porque é que a Polónia não há-de cumprir a sua previsão de ter 2085km.... em 2013???? Mesmo assim, e a titulo de bitaite, nem em 2020 o país terá um sistema rodoviário adequado ao uso.

Domingo, Abril 19, 2009

Guia Mabor - Cafés/Bares IV

Após ter ido ao site deste bar, e ter de imediato um aviso do meu anti-virus de que havia um cavalo de troia a tentar entrar no meu Acerzito, já nem devia escrever mas era nada. Mas que se lixe. O bar chama-se Lizard King, e é uma versão polaca do estilo de bar americano com música rock ao vivo. Fácil de achar, pois está num dos cantos da praça central de Poznań, também dá para morfar alguma coisa.
Às horas dos concertos, arranjar lugar sentado é complicado, pois sem dúvida esta é uma opção demasiado óbvia para todas as pessoas que visitam a cidade (polacos ou estrangeiros, novos ou não tão novos). Não tive grande tempo para ir lá muitas vezes, e além disso esta já é uma cadeia de bares que existe em várias cidades. Ah, e pronto, rock polaco ainda me custa um pouco a perceber (mas sei que os músicos têm qualidade). Se bem me lembro, pelo menos Poznań, Łódż e Kraków têm um. Ah, o de Cracóvia é num sítio bem catita, um antigo teatro, mas eu pessoalmente gostava mais do bar que existia lá anteriormente (em 2006/07)...
Pelas razões que expliquei no início, não coloco um link para o sítio porque aquilo está cheio de viroses. Vai um link de um concerto no de Kraków: http://www.youtube.com/watch?v=dZYw5iCWVa0.

Quinta-feira, Abril 09, 2009

E nos entretantos estamos na Primavera II

Quando em meados de Março começou a fazer calor em Portugal, um sábio taxista saiu-se com esta pérola poética: "....com este tempo, a frutaria já se está a descascar. Vê-se para aí muita pêra madura!".
Sabendo que na Polónia já começou a fazer calor, mas pêras só existem se importadas, convém pois pensar qual o tipo de fruta que mais se adequa. Amoras silvestres, cerejas, framboesas, moranguinhas....??

Terça-feira, Abril 07, 2009

Playboy....e o burro é o polaco?

Saiu há pouco mais de uma semana o primeiro número da edição portuguesa da Playboy. Mais uma vez, a Polónia ganha esta comparação. Já em Abril do ano passado, um amigo de um amigo tinha comprado uma revista da edição polaca. Pronto, ok, até se pode perceber que por ser um país maior, fez mais sentido que tivesse antes que Portugal. Por outro lado, é bastante mais católico que Portugal, e ver fotos ousadas de crentes nas páginas de uma revista vendida ao público em geral não deve agradar ao clero. Mas tudo isso é irrelevante quando se olha para a capa da revista tuga.
Quero deixar já claro que qualquer adolescente....minto, qualquer miudo a partir dos 8 anos sente mais interesse por ver modelos em fato de treino num folheto do Lidl, do que esta capa! Há tanta coisa mal que o embaraço da escolha de por onde começar é grande. Têm uma modelo que é café-com-leite e o fundo também fica a cinzento? E que fundo é aquele? Rochas dum molhe em Paço de Arcos ou da lua? A pose da Mónica é suposto ser o quê, uma varina? E como é que tendo ela um sorriso bonito, apanham esta expressão que tem a sensualidade de uma ameba?

Vou fugir ao lugar comum de comparar isto com a mítica revista Gina. Antes dizer que portugueses como o José Vilhena que tanto fizeram pelas publicações de teor malandreco devem estar a pensar que de facto isto está entregue à bicharada, tal a falta de qualidade. Mais do que isso, esta capa é no fundo o retrato de um país. Um país onde ninguém quer pensar, onde não se ousa, onde se assume que por se ter um par de qualidades o sucesso já está garantido faça-se o que fizer. Pior, é um país cinzento. E teso, pois nem há dinheiro para imprimir uma capa da Playboy com cor. Basta comparar com uma capa polaca....ou mesmo russa. E depois ainda dizem na Polónia que Portugal é um país onde a malta anda sempre alegre e a rir. O tanas, e a prova está dada. Até me dá vontade de rir, sim.....mas um riso amarelo.

Sábado, Março 28, 2009

História da Polónia às três pancadas - XV

Até 1914 (início da bagunça da I Guerra Mundial), a Polónia continuou mais ou menos no mesmo ritmo de sofrimento e de divisão. Principalmente nas regiões sujeitas a domínio da Prússia e da Rússia. E para estes impérios, já não bastava saber que havia respeitinho pelo imperador/rei. Tinha de existir um verdadeiro processo de integração dos polacos relativamente à língua, ao sistema de educação e à religião. Já no caso do império Austro-Húngaro, eram mais flexiveis quanto à autonomia a dar. Como se sabe hoje, e à posteriori, estes impérios não tiveram sucesso em erradicar (ou enfraquecer bastante) a cultura polaca, sendo de destacar a importância da igreja católica neste movimento de resistência, como elemento de coesão.
No entretanto, com o despoletar da guerra, a posição dos vários impérios variou significativamente. Isto porque com a necessidade de ganhar alianças, foram oferecendo "doces" aos polacos. Primeiro os russos e depois os alemães/austriacos. E em 1916 foi inclusive instaurado um "Conselho de Regência" que serviu de base à futura restauração da independência polaca em 1918 (após o fim da guerra). 123 anos de divisão chegaram ao fim. 11 de Novembro de 1918, início da segunda república polaca.

Segunda-feira, Março 16, 2009

Alvissaras. Acabei o relato da viagem de Fiat126P

Quase um ano depois da viagem feita, isto foi mais do que difícil. Para quem não me conhece, a conclusão que tira é que eu demorei um ano a escrever porque não sei inglês :). Não é verdade, foi mesmo falta de vontade. Mas pronto, já está no www.fiat126pf.blogspot.com, todo o relato da viagem.
Honestamente, não tem grandes pontos de interesse. Não fiz a viagem com intuitos turísticos, e por um lado, muitas vezes as melhores histórias sobre viagens de carro são sobre os problemas que surgem. Felizmente, nesse aspecto, foi quase quase isenta de problemas.
Fruto de uma preparação de várias semanas, da ajuda de amigos polacos que percebiam de mecânica e me resolveram os problemas mais prementes, e de uma paciência de jó que eu tive ao longo da viagem de modo a poupar o mais possível esta lata de sardinhas amarela. E há que dizê-lo, uma pontinha de sorte, tendo em conta que ninguém me pediu os documentos do carro. É que nem sequer estava registado em meu nome (livrete, seguro, inspecção)....Também faz parte!
http://www.youtube.com/watch?v=lxOq2U6w0yE

Domingo, Março 08, 2009

Arquipolacadas - VI

A imagem de marca estereotipada de um país ex-comunista são os prédios todos iguais uns aos outros. É verdade sim que existem muitos bairros com bisarmas deste género. Edifícios de 10-12 pisos, colados uns aos outros, iguais, e com uma consensualmente (feia) cor de cimento.
Mas na maior parte das vezes, existem espaços verdes em seu redor, o que de certa forma alivia a dor....

Terça-feira, Março 03, 2009

Espírito Santo na Polónia

Ele há coisas do diabo. Então Portugal tem um Banco cujo nome é Espirito Santo, e esse mesmo banco ainda não está na Polónia?? Como é possível? Num país fervorosamente católico, com um nome destes, os cliente vinham que nem pãezinhos quentes. E é que nem sequer era preciso traduzir para polaco. Ainda para mais, numa altura de crise como esta, que melhor fiel para os depósitos que......o Espírito Santo?
Eu bem sei que volta na volta se fala do Millennium sair da Polónia, que mesmo quando os tempos não eram de crise já era dificil entrar na banca comercial, mas realmente é uma pena o BES ainda não ter entrado na banca comercial. Estão pela Polónia sim senhor, mas entretidos com banca de investimento. Uma estratégia errada. Ao invés de estarem nos seus modernos e confortáveis escritórios em Varsóvia, deviam era andar a abrir balcões pela Polónia rural, de gentes conservadoras....e acima de tudo, crentes. Assim, depois não esperem milagres.

Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

Viagens na terra de outros - Bydgoszcz

Não é tão grande como Łódź, aliás tem menos de metade do tamanho, mas é outra Manchesterzinha da Polónia (teve o seu grande desenvolvimento no séc. XVIII). Na verdade, esta cidade industrial era da Prússia até 1920, e isso nota-se bem na arquitectura.
A cidade está localizada a 60km noroeste de Torún, e apesar de ser muito menos interessante que Torún do ponto de vista turístico, nota-se que tem um algum dinamismo económico (tem um aeroporto e tudo....ok, só duas companhias voam para lá, mas isso são detalhes...).
Só parei uma horita na cidade, por isso nem posso formar grande opinião sobre a cidade. Não deslumbra é verdade, mas também não é nenhum horror. Peca é por estar um pouco fora de mão em termos de acessos (rodoviários e ferroviários também). Mais info em http://www.bydgoszcz.eu/.

Sábado, Fevereiro 21, 2009

1/3 Padres polacos são potenciais Padre Amaro

No dia 19 saiu esta pérola:
"Mais de metade dos sacerdotes polacos preferia estar casado, enquanto que quase um terço reconhece já ter quebrado o voto do celibato, indica uma sondagem hoje publicada pelo jornal Dziennik".
O único pensamento que me ocorre, é que com as beldades jovens que se vêem nas igrejas polacas, há muito mais propensão a isto acontecer. Já em Portugal, um padre mesmo jovem só tem atenção de beatas de mais de 65 anos, o que torna bem mais fácil o acto do celibato....

Noção temporal....e o burro é polaco?


Com o número 5, temos um horário de tram (eléctrico) de Cracóvia. O outro, é da Carris. Na Polónia, ao olhar para o horário sei que na estação onde estou, vai passar num dia de semana às 21.38h um tram. Ponto final.
Em Lisboa, se eu por exemplo estiver no Bairro Calhariz, é um pouco mais complicado de saber a que horas passa o dito. Primeiro há a distinção entre dias úteis de Verão, dias úteis de Inverno e dias úteis de férias escolares. Mas o melhor é que não há hora exacta de passagem. O método em Portugal é o seguinte: tem-se horários de partida do autocarro da estação inicial, e depois vários parciais a cada 5-7 estações. Ou seja, se o autocarro sai de Alcantara às horas x, então até Calhariz são pelo menos 6+5+5 minutos, portanto vou ter de subtrair isso à hora que quero.....e o diabo a sete. Raios parta!!
Ou seja, isto é mais um reflexo da incapacidade da maioria dos portugueses cumprir horários. E istolembra-me um sketch deste senhor (
http://www.youtube.com/watch?v=GzLfTJYIdb8) onde ele fala do atraso de vida que é viver em Portugal.



Sábado, Fevereiro 07, 2009

Monos Comunistas III - Prendas

Até parecia mal falar de monos comunistas e não fazer referência ao Palácio da Ciência e Cultura em Varsóvia que foi uma prenda da Rússia à Polónia em 1955. O que me demorou um pouco de tempo a descobrir foi que também Riga (Letónia) foi presenteada com algo muito similar (mas com sensivelmente metade da altura).
E já diz o sábio povo que não há duas sem três. Portanto, quem constroi dois mamarrachos em país alheio, não o faria também no seu próprio país?? Claro que fez. Aliás, foi construido anos antes (1953) o edifício da Universidade de Moscovo, que esse sim serviu de inspiração para as outras duas "ofertas" e que até 1990 foi o mais alto edifício na Europa.
Aqui se vê a ortodoxia e coerência (ou falta de imaginação) soviética: pegaram num projecto que resultou em Moscovo, e toca a decalcar isso noutros países a escalas menores. É um pouco como aquela tia que no Natal oferece aos sobrinhos pares de meias (com ou sem raquetes), mostrando um esforço em dar a prendita, mas sem se ralar muito a pensar em coisas diferentes. E claro está que há-de chegar o dia em que os sobrinhos se fartarão das prendas de trampa.

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Sport Lizbona Benfika

Foto tirada na praça central de Cracóvia, algures durante o verão de 2006. Os mais atentos decerto verão a particularidade da foto!!



Para os mais pitosgas, aqui vai outra foto focada no que interessa.

Para quem duvidava dos 6 milhões, eles também andam pela Polónia (e não, não são só os pedreiros da Mota-Engil)!

Domingo, Fevereiro 01, 2009

Guia Mabor - Restaurantes IV

Dom Vikingów (http://www.domwikingow.pl/). Quem já foi a Poznań decerto se lembra deste nome. Um autêntico 4 em 1 situado em plena praça central. Café-restaurante-bar-clube. No rés-do-chão bar, 1º andar restaurante, na cave 3 salas constituem o clube e no Verão esplanada na praça.
Basicamente, este deve ter sido (e ainda é) o restaurante mais óbvio para expatriados e turistas estrangeiros em Poznań, pois só para dar um exemplo, da sua longa lista de vinhos estão lá 7 portugueses. A decoração é elegante (e as empregadas também), a comida (dinamarquesa) não sei se é boa ou má (cara era) e o número acima da média de quarentões no bar é garante do toquezinho deprimente.

Sábado, Janeiro 31, 2009

Cinema polaco a passar a perna ao português

É ponto assente que o cinema português é algo menor face ao polaco, e um dos últimos filmes portugueses (Second Life) prova isso de forma cabal. Começa logo mal quando escolhem para actor principal do filme um polaco gadelhudo - Piotr Adamczyk - que mais parece um Granger com 38 anos. Não sendo suficiente, anda à molhada ao mesmo tempo com a Liliana Santos e com a Sandra Cóias. Pois é, assim como há muitos portugueses a casar com polacas, convém lembrar que há polacos a safarem-se com portuguesas (e sim, eu sei, dirão algumas más línguas: "bom proveito!").Pior, ao ver a biografia do homem, li que um dos últimos papeis dele em filme foi como o papa João Paulo II. Eu imagino a linha de pensamento do responsável para o casting: "...epah, então quem é que nós havemos de escolher para estar no meio das desnudadas Liliana e da Sandra enquanto batem pratos??? Já sei, um polaco que fez de papa!... ". Do mal o menos, alguém limpa o sebo ao gajo.
E já agora, porquê um título em inglês? Se era para dar um ar mais internacional à coisa, eu por mim sugeria era terem o Manuel de Oliveira como co-realizador. Isto porque é o mais conhecido além portas, e o seu gosto por longos planos estáticos decerto seria aqui apreciado pelo público em geral.

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

Velharias - tugas - nas estradas polacas III

Esta foto já é velhinha -set 2006 - e foi tirada em Oświęcim (Auschwitz em Alemão). Não cheguei a conhecer os proprietários e só há pouco tempo resolvi pesquisar na net se havia alguma informação. Há um blog (http://miniaventura.blogspot.com/) e tratou-se de jornalistas que fizeram Lisboa-Moscovo-Munique. E por falar em blogues de viagens, tenho ver se arranjo coragem para acabar o meu....
Ps: Viajar como estes dois está bem. Patrocínios com fartura, carro devidamente preparado por uma garagem antes da viagem, fizeram umas reportagens, dormir em hoteis, recepções nas embaixadas de Portugal (comes e bebes, claro está), e a páginas tantas ainda têm o displante de mencionar que o carro já ultrapassou os 30.000km!!!! Ah, e fizeram Lisboa-Moscovo-Munique porque decidiram apanhar um avião na Alemanha e mandar o carro por transporte. Uns lordes foi o que foi.

Domingo, Janeiro 25, 2009

Mitos III - As polacas são umas grandes malucas

Recorrentemente sou confrontado com afirmações/perguntas do género: " e as polacas, são umas gandas malucas, não!?".
Indo a um dicionário, os significados que surgem são algo como: doido, louco, tolo, pateta, idiota, etc. Portanto, não, as polacas não são doidas, loucas, tolas, patetas ou idiotas. A meu ver, o que as várias pessoas que vão fazendo estas afirmações (tendo a meu ver por base uma preconceituosa mentalidade judaico-cristã) deveriam perguntar era: "as polacas são mais divertidas/desinibidas/descontraídas?".
Mas neste tópico, um tipo tem de adaptar o discurso de acordo com quem faz a pergunta. Se for um gajo, a única resposta válida é: "...Ui!!! pchss.....cuidado.....do melhor!!! ". Se for uma rapariga, tem de ser algo como: "...sabes, a Polónia viveu durante muitos anos sob domínio de uma ditadura comunista bastante opressiva, pelo que a sua vivência em democracia ainda é relativamente recente. Desse modo, é natural que ainda vejamos nas pessoas comportamentos que nos parecem mais liberais face a Portugal, mas na verdade as polacas por exemplo têm uma maior ligação ao catolicismo....bla bla bla bla......zzzzzzzzzzzzz

História da Polónia às três pancadas - XIV

O século XIX foi sem dúvida negro na história da Polónia. Com o seu território tripartido pela Rússia, Aústria e Prússia foi dificil reconquistar a independência.
Das datas mais relevantes, assinala-se a insurreição (guerra) com a Rússia em Novembro 1830-1 em que soldados polacos tentaram matar o irmão do Czar da Rússia que mandava naquela parte da Polónia, em Janeiro de 1831 a assembleia polaca proclamou a sua independência face à Rússia. 180.000 soldados russos reestabeleceram a situação ainda nesse mesmo ano.
A segunda grande insurreição foi a 1863-4, mas em termos mais de guerrilha do que guerra propriamente dita. Nesta altura já as instituições políticas e militares estavam enfraquecidas ( nem sequer havia exército) e o destino dos revoltosos polacos sobreviventes foi a deportação para a Sibéria.
Mas se no campo militar as coisas correram mal, no campo da escrita as coisas nem tanto. Aliás, a escrita teve um papel fundamental em todo o acto da resistência. Certo que os maiores românticos da altura eram nativos da Lituânia, mas são igualmente polacos: Adam Mickiewicz, Juliusz Słowacki e Zygmunt Krasiński. O primeiro é considerado o maior poeta romântico polaco e da sua obra destaca-se o épico “Pan Tadeusz”. Não li (se nem li os Lusíadas na totalidade, também não vou ler épicos alheios), mas alguém que escreveu na wikipédia refere que o maior poema sobre a Polónia começa assim: “ O Lituânia, meu país....”.

Sábado, Janeiro 10, 2009

Frio....tb faz em Portugal

Como sei que na Polónia tem estado algum frio, queria demonstrar a minha solidariedade para aqueles que estão por esse país. Por isso, aqui está uma imagem de Lisboa num dia de temperaturas polares (deviam tar uns baixinhos 7 ou 8 graus). Ui ui

Domingo, Dezembro 14, 2008

Viagens na terra de outros - Malbork

Quem visita Gdańsk, dificilmente pode preterir uma saltada à cidade de Malbork, que fica a umas escassas dezenas de km a sul (a caminho para Varsóvia). A cidade em si, não tem mais nenhum interesse, a não ser pelo coiso de Malbork. Digo coiso, porque ainda me custa usar o nome castelo para definir uma coisa feita com tijolos. Nos tempos em que Portugal era um país à séria, o que se fez cá foram castelos mas com pedras. Calhaus mesmo. Não tijolos, pfff.
Bem, o que é facto é que este é o maior castelo gótico em tijolo do mundo. Aqui está um exemplo então da capacidade e engenho polaco! Ou daí talvez não, isto porque na verdade esta fortaleza foi construida pela Ordem dos Cavaleiros Teutónicos no século XIII, que de polacos tinham pouco (eram da Prússia). Ainda em processo de reconstrução após os danos da II Guerra, vale a pena uma visita de um par de horas.

Nota: As fotografias, que normalmente já têm garantida uma má qualidade, principalmente no caso da primeira foto, são absolutamente péssimas. Tudo porque o fotógrafo de serviço se esqueceu que em dias de chuva, convém limpar a objectiva de pingos de água ou embaciamentos.

Domingo, Dezembro 07, 2008

Flores...e o burro é o polaco??

Em Portugal, quando um homem por exemplo dá uma facadinha no matrimónio/namoro, sente-se na obrigação de chegar a casa com umas flores...para compensar. É justo.
Na Polónia, a vida está muito mais facilitada, pois é possivel efectuar este...processo estando em cidades ou mesmo países diferentes. Basta ir a uma florista numa qualquer cidade, escolher as flores e alguém as entregará por ele.
A sério, é bastante comum ver nas cidades floristas com este símbolo, é um negócio que floresce porque basicamente as pessoas na Polónia gostam bastante de oferecer flores. Isto aliado ao facto de que a dimensão do país é maior que a nossa, faz com que hajam mais pessoas deslocadas das sua terra natal. Além disso, este serviço também se estende aos milhões de polacos emigrados nos E.U.A., Reino Unido, Irlanda, etc...para que mesmo distante se possam oferecer as ditas flores (nos aniversários, quando alguém falece, no Natal, no dia do nome, para relembrar a namorada/mulher à distância que quem faz revisões no veículo é sempre só um e o mesmo, etc). Sei que em Portugal já há empresas a fazer este serviço, mas nem de perto tem a dimensão que existe na Polónia.www.pocztakwiatowa.pl/.
Ps: Tinha-me esquecido de traduzir. Poczta kwiatowa quer dizer, mais ou menos, correio floral.

Sexta-feira, Novembro 28, 2008

Geladu

Esta foto foi tirado num dia de Verão, um típico dia de Verão diga-se de passagem. A chuver cães e gatos e os nativos polacos a comerem alegremente o seu gelado.
A pancada por gelados é grande na Polónia e é muito natural verem-se filas com um número razoáveis de pessoas só à espera de poder comprar o dito: em cone de baunilha e bem alto no topo. E se na Polónia estiverem à espera de temperaturas quentes para comer comprar gelados, estavam bem lixados. Bastam tar mais de 15 graus e a malta já se anda a lambuzar toda. O preço também ajuda, pois por 2Pln (0,5Euro já se compra o dito).
A adicionar a esta mania, mesmo no recato da intimidade(ou não), há uma expressão polaca cuja tradução para português é literalmente: "faz-me um gelado"....

Quinta-feira, Novembro 27, 2008

Choque cultural nos supermercados

Em Portugal, quando estamos nalgum estabelecimento comercial e se decidimos de facto pagar (cada vez mais pessoas aderem ao popular 5-finger-discount) por aquilo que queremos levar para casa, ou se paga com cartão ou com dinheiro.
Comparando com a Polónia, e acho que já referi isso algures, pagar com cartão não é assim tão comum. Muitas das vezes, mesmo para para um cartão de débito ao invés de digitar o pin, temos de assinar. Além disso, não raras vezes o cliente paga uma taxa por transacção. Logo, a malta tendencialmente paga em guito.
Em pagando em guito, em Portugal a coisa mais normal é não só a pessoa que está na caixa estender a mãozinha para receber o dinheiro, como depois nos devolver o troco directamente sobre a nossa mão. São hábitos bonitos, que demonstram uma relação de proximidade como só os latinos na Europa sabem ter (o exemplo Sarkozy-Merkel com as palmadinhas no ombro do franciú ao chanceler alemão; perdão, à chanceler). Ou então uma maneira de propagar doenças mais facilmente...
Mas na Polónia, em todo o sítio há uma pequena base ligeiramente côncava onde cliente e vendedor colocam o dinheiro. Não há cá contacto físico coisa nenhuma. Várias vezes estendi a mão para receber o troco e a senhora do outro lado coloca ao invés as moedinhas (algumas do tamanho de uma cabeça de alfinete) nessa base. E não sendo vidente, acho que o que ia no espírito dessa pessoa seria algo do género: "deves tar a pensar que eu te vou tocar oh estrangeiro porcalhão". Germofobia ou apenas hábitos diferentes? Num sei...

Terça-feira, Novembro 18, 2008

Vinhaça portuguesa na Polónia - Adega

Já aqui tinha falado na possibilidade de comprar vinho português na Biedronka. Mas além dessa possibilidade (limitada a uns 3 ou 4 vinhos), há uma cadeia de lojas que só vende vinhaça tuga (entre outros produtos nacionais). O nome das lojas é Adega (algo que julgo de fácil pronúncia para os polacos) e o site é http://www.norpolska.pl/ que tem os produtos comercializados.
O dono é um português que começou este negócio por volta de 2002 em Poznań, e neste momento já vai com 14 lojas espalhadas por Auchans e Tescos em várias cidades polacas. Em traços gerais, a maioria das lojas localizadas em zonas comerciais de hipermercados têm cerca de uns 10m2, apenas um colaborador para atendimento ao público, e um público-alvo da classe média. Como muitos dos produtos que esta adega vende são em Portugal propriedade da Unicer (vinhos, a Superbock, cafés), isto na minha opinião continua a ser um balão de ensaio que está a correr bem até que consigam estar criadas condições para se verem nas prateleiras dos supermercados polacos vinhos portugueses (além do obrigatório Vinho do Porto). Porque é triste ver tanto vinho do Chile, África do Sul, Austrália, e Portugal que até está só a 3500km da Polónia, não consegue ganhar dimensão e preços competitivos para educar a nação polaca a descurar um pouco os shots de vodca para uns cálices de vinho.
Os preços é que em relação ao mesmo produto em Portugal, a conta obrigatória é multiplicar sempre o preço por 2 ou 3 (no mínimo). Há que dar para o transporte, e impostos, e mudança de rótulos e uma margenzinha de lucro....
Na foto, a montra da loja nº1, em pleno centro de Poznań, a dois passos da praça central.

Sábado, Novembro 15, 2008

Fast food polaca - Zapiekanka

Era quase imperdoável da minha parte não falar da comida rápida polaca mais famosa: a zapiekanka. Se calhar a foto não é muito óbvia, mas trata-se grosso modo de uma baguete cortada ao meio, em que põem lá para cima qualquer espécie de carnes/fiambre/cogumelos/molhos e o diabo a sete, levam aquilo ao forno e tá feito. Para mim nada mais é que a versão polaca de uma pizza. O preço é acessível a quase toda a gente (entre 1 e 2 aerios), sendo mais barata que os kebabs. Faz parte da experiência de viver na Polónia, comer de quando em quando uma (eu contava fazê-lo talvez a partir do 3ºou 4º ano...).

Sexta-feira, Novembro 07, 2008

Parque Automóvel V - Opel made in Poland

Assim como na Roménia há uma marca chamada Dacia (da qual a Renault é dona) que anda a fazer carros novos com muita tecnologia de há 10 anos atrás, também na Polónia há exemplos desses. O carrinho na foto é conhecido na Polónia como Opel Astra II Classic, e ainda continua à venda a par com a versão mais recente do Astra. Claro está que o público alvo são aquelas pessoas que querem comprar um familiar compacto novo, não querem (ou têm para) gastar muito dinheiro e não fazem questão que o design seja o mais recente. No caso do motor 1.4 a gasolina com 90 cavalos, pode-se comprar um actualmente por Euro 12100. Em Portugal, o Corsa 1.0 começa por Euro 13000.
Tinha de falar deste carro, pois durante uns meses foi o carro de rent-a-car que tive. Azul. Como carro de trabalho cumpre, mas definitivamente não é carro para grandes conduções. Os 90 cavalos servem para fazer muito barulho (se bem me lembro, em 5ª a 100km/h já ia às 3500rpm), recuperações fracas, e se é verdade que dá os 180km/h reais (marcou-me 190), a partir dos 130 tem uma dificuldade enorme de ganhar velocidade (sim, sei que é de ter uma 5ª virada mesmo para poupar consumos). Quanto à estabilidade deixa muito a desejar a partir dos 150, sendo um verdadeiro fiar na virgem. Em termos de picadeiro, também fraco: piões mediocres e com o ABS a actuar em estradas de terra as travagens exigem outra postura. Mas pronto, para quem precise de alugar/comprar um carro na Polónia, se escolher este não vai mal servido. É mais barato que carros recentes, e serve perfeitamente para trabalhar.
Ps: E não sei se era do meu carro ou de todos, mas o acelerador demorava um tempo enorme entre eu pisá-lo e ter resposta do motor. Resultado era que em média, deixava o carro ir abaixo umas 2 ou 3 vezes por dia. Patético.

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

Arquipolacadas - V

Na foto é possível vislumbrar indícios de que isto pertence a uma cozinha. Está lá o lava-louça (mas sem espaço para pôr os pratos a escorrer). Vemos azulejos e no canto inferior direito aquela coisa é um frigorífico. Faltaria só portanto um fogão. E faltava mesmo, não havia fogão aqui para o pobre emigra. Mas para "colmatar" - pfffff - isso, tinha à minha disposição uma placa eléctrica com uma só base e que deu para esturricar várias vezes aquilo que queria cozinhar. Et voilá, temos aqui uma cozinha polaca de um apartamento modesto.
Sim, porque a cozinha não era mais do que um lado (máximo 1.20m comprimento) do corredor de entrada do "apartamento". Do lado oposto do estreito corredor estava a casa de banho, o que há que dizer que até podia ser visto por um prisma positivo, pois era possivel tar muito bem sentadinho no WC e com um ligeiro estender de braço, dar um jeito na frigideira.
Nota: Para os que não sabem, este foi o apartamento que a simpática empresa que me levou para a Polónia me providenciou para ficar durante o primeiro mês. Não se tratou de poupança de custos ou de pura sacanice, não senhora. Eu vejo que apenas quiseram providenciar uma sensação de aconchego só ao alcance de um apartamento com....15m2, num rés-do-chão, em que a cama ocupava 2/3 do quarto e sem uma mesa para comer.

Sábado, Novembro 01, 2008

Guia Mabor - Clubes III

SQ. Duas letras que querem dizer boa música na Polónia, pois esta é de longe a discoteca com melhor música na Polónia. O nome completo é SQ Klub (http://www.sqklub.pl/index.php), fica em Poznań e tive o prazer de ir lá várias vezes nunca ficando desapontado com a música pois tem um nível de qualidade ao melhor do que se faz internacionalmente. Comparando com Portugal, o mais parecido é o Lux. Mas no SQ há menos gaijas da esquerda caviar e menos rotos/metrossexuais que no Lux (também os há, mas antes isso que tipos com ar de hooligan).Se ainda se mantém a agenda, recomendo vivamente ir lá a uma quinta-feira (disco, funk and soul music). Com a grande vantagem que nunca é demais realçar de poder entrar às 24h e já tar uma casa composta (começa a perder ritmo a partir das 2h, às 6ªs ou sabados, vá lá, até às 3 da manhã está bom).
O espaço fica numa cave do centro comercial mais popular e central da cidade, é bastante espaçoso (uma espécie de open-space de 400m2 com uns pilares pelo meio), uns simpáticos sofás brancos (ver foto abaixo), um comprido balcão e a mesa de DJs ao centro de uma das paredes e quase ao nível da pista. Fortemente recomendada uma visita para quem não conhece e gosta de boa música.

Domingo, Outubro 26, 2008

História da Polónia às três pancadas - XIII

Estando sob o jugo de 3 monarquias imperiais absolutistas, foi mais do que natural que os polacos abraçassem os ideiais revolucionárias vindas da França. Tanto assim foi que muitos se exilaram em França num acto de resistência, e mais do que isso, foram constituidas legiões (3) polacas que lutaram com as cores de França na esperança de que um dia também conseguissem libertar a Polónia. Esperanças frustradas, pois nunca chegaram a lutar na Polónia.
De facto o Napoleão abriu mato pela Prússia adentro e conseguiu que fosse criado em 1807 um pequeno território chamado Ducado de Varsóvia. A malta obviamente ficou entusiasmada pois consegui-se criar algo com uma administração, exército, constituição parlamentar polacas. Todavia, o manda chuva estava sujeito a ordens francesas, o que por outras palavras significa, os planos expansionistas de Napoleão. Expandir para onde? Para leste! Leste significava guerra com a Rússia.
Como as invasões até ao momento até estavam a correr a jeito (Portugal que o diga também, franceses ladrões de merd*), em 1812 estala guerra à séria com a Rússia. As tropas chegaram a Moscovo, mas porque esta tinha sido previamente evacuada, logo não chegou a existir uma capitulação formal da Rússia. Aliás, a capital política era São Petersburgo. Saltando muitos detalhes, basicamente Moscovo foi com os porcos (incendiada) e com o contra-ataque russo os franceses iniciam a retirada desta invasão. O problema é que a geografia na Rússia é diferente do resto da Europa, as distâncias maiores, menos comida e mais frio (muito mais frio). Aliado a isso, os ataques russos aos abastecimentos às tropas francesas, e foi o início do fim da hegemonia napoleónica.
Com a retirada das tropas napoleónicas destas bandas, quem se lixou a seguir foram claro está os polacos que levaram na trombeta da Rússia e da Prússia. Aliás ao invés de se renderem, as tropas polacas preferiram lutar até ao fim mesmo com baixíssimas possibilidades de vitória. E algumas amantes polacas também deixaram de servir um ditator rodas baixas oriundo da Córsega. É o que dá confiar em francius.
Veio o congresso de Viena (1814-15), em que ficou decidido que não senhora, não ia voltar a haver Polónia independente. Isto porque a Rússia não iria ceder neste ponto, e os outros países também não estavam inclinados para ir contra a Rússia só por causa da Polónia. O Ducado de Varsóvia passou a chamar-se Reino de Congresso (Congress Kingdom) sob comando de Adam Czartoryski que obviamente recebia uns bitaites (ie, ordens) do Czar.

ADENDA: O Ricardo (www.tugasnapolonia.blogspot.com) teve o cuidado de me chamar à atenção que houve militares polacos envolvidos nas invasões francesas a Portugal (concretamente ao Porto). Cuidais que alguma vez na história houve portugueses envolvidos em invasões da Polónia, hein? No máximo, o mais próximo disso são as invasões de pêra rocha nas prateleiras dos Biedronka. E se mau já é existir uma rua em Vila Nova de Gaia chamada Rua dos Polacos, pior ainda é verificar que essa rua tem confluência na Rua do nosso poeta zarolho e é paralela à Avenida da República! Mais uma prova da incompetência do Menezes.

Quinta-feira, Outubro 23, 2008

Viagens na terra de outros - Sopot

A escassos km de Gdańsk fica a cidade de Sopot. Para os apressados há sempre a estrada ou o comboio, mas para quem gosta de ver gruas de estaleiros navais de Gdańsk a descarregar cargueiros ou de gramar com umas valentes rajadas de vento tem de ir até Sopot de barco. Uns 30/40min.
Se tivesse de encontrar uma comparação para esta cidade de praia, diria que está para a Polónia, como Cascais está para Portugal. Com as devidas (grandes) ressalvas, claro. Isto porque no Verão, muito polaco de classe média/alta gosta de fazer uns 300km (de carro e durante os meses de Verão às 6as e domingos, 7-9horinhas de viagem) desde a capital para vir para ali passar o fim de semana, descansar pouco e estar basicamente com as mesmas pessoas com que está durante a semana.

Não tem uma marina é certo, mas tem um castiço e longo pontão construido em madeira. Nas redondezas só há um campito de golfe, mas o verde é coisa que não falta. Aliás, é característico das praias do Báltico que existam densas manchas de árvores logo a seguir à praia. Quanto ao clima, Sopot não foge à regra de toda a costa: podem estar 35ºC em Julho, mas em Sopot está sempre bem mais fresco...e ventoso....e chuvoso. Ondas, nem vê-las. E por fim, temperatura de água ao estilo Póvoa de Varzim, ie, causando nos homens o que é conhecido em inglês como „considerable shrinking”.

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

Fiat 126P - vendido

Pois é, lá vendi o meu Fiat 126P a um senhor que tem vários Fiat's clássicos. O destino que lhe dará tanto poderá ser um desmantelamento para peças como matrafice usando os documentos de um Fiat 126 (também amarelo) para fazer passar este carro por Português mudando apenas uns números de série e tal. Não sei o que fará com ele.
Perguntar-se-ão alguns porque é que eu vendi este maquinão, que na verdade foi o primeiro (e único) carro que comprei até ao momento. A razão é simples: para legalizar o carro de forma perfeitamente clara, teria de gastar uns Euro 1000. Tendo em conta que o carro me custou 1200 (mas Złotys), era algo ridículo de fazer. Assim, vendi-o, não havendo lugar a grandes nostalgias pois tenho lá um em casa (o primeiro carro que conduzi) a que quero, esse sim, voltar a dar atenção. Até lá, e enquanto não acabar o relato no www.fiat126pf.blogspot.com, lembro-me de uma canção de um grande artista que dizia algo como: "Vais partir naquela estrada....onde um dia chegaste a sorrir".

Ps: Nota que o meu Toyota não é este. O meu é branco, salpicado por ferrugem. Mas um dia ficará como este vermelhinho :). Bom, menos kitado e de branco.

Ps2: Quem gostar de carros facilmente reconhece que este é o popular Corolla KE-20. Quem não aprecia, que continue a comprar carros de plástico sem alma nenhuma só para os levar de casa para o trabalho (e nas férias da páscoa para ir buscar comida à casa dos avós na Beira Alta).

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Adenda aos Restaurantes Portugueses na Polónia - Vai haver bifana

Pois é, graças à vontade e empenho de um ilustre jovem empresário tuga (y su muchacha americanopolaca), a partir de meados de Novembro vai abrir em Varsóvia mais um espaço onde é possivel saborear comida portuguesa. O sítio de internet é www.ogrodowacafe.com.
Pronto, tanto quanto sei, no início terá apenas a popular Bifana entalada no menu entre a sande para florzinhas e a tortilha. No entanto imagino que muito bom tuga ao ver a bifana comece também a clamar pela Mini para acompanhar, ou uma sande de coirato (para desenjoar :) ) e quiçá se as coisas correrem bem, o Chef possa afixar na porta daqui a uns tempos algo como: "Mamy Pipis", que é como quem diz - "Temos pipis". Tenho a certeza que na Polónia não será dificil encontrar pipis com qualidade. Mas o tratamento a dar-lhes é que revela a mestria portuguesa.

Quarta-feira, Outubro 08, 2008

Monos Comunistas II

Num post do ilustre Misha de 15 de Março de 2008, é possivel ler um olhar realista sobre a principal estação de comboios não só da Polónia, mas também de Varsóvia: http://mishanapolonia.blogspot.com/2008_03_01_archive.html. Mas também tinha de dar o meu bitaite.
Tendo como vista frontal o estalinista Palácio da Cultura e Ciência, é ladeada actualmente por um Hotel de 5 estrelas e um centro comercial/edifício de escritórios bastante moderno, torna-se ainda mais fácil caracterizar esta estação. Se fosse inglês, conseguiria usar só uma palavra: shithole! Em português, o significado mantém-se: um buraco de merda!
Todas as descrições são poucas, pois a verdadeira essência deste espaço está na míriade de cheiros que estranham-se e entranham-se (nas narinas e na roupa) sempre de cada vez que por lá se circula. E sim, aqueles túneis com lojas e kebabs, minha nossa. Para quem não conhece, imagine o Centro Comercial da Mouraria espalhado por uma dúzia de corredores subterrâneos de 2,5m de altura, com todas aquelas lojas e ainda à mistura sítios a fazer bifanas/chamuças/farturas.
E sim, é possível ter um retrato claro das desigualdades sociais após um quarto de hora a observar os utilizadores da estação. Mas em boa verdade digo, que Santa Apolónia também pouco melhor é do que este pardieiro.

Segunda-feira, Outubro 06, 2008

Já que se fala em marcar jantaradas - Restaurantes "portugueses" na Polónia

Aqui vão algumas referências aos sítios onde é possível (nuns sítios mais, noutro menos) comer comida portuguesa.
Em Cracóvia, a opção passa pelo Le Scandale (www.lescandale.pl), pois o chefe que por lá anda agarrado ao tacho é um ilustre alentejano. E já ouvi boas críticas acerca dos seus bifes.
Ainda em Cracóvia há outro restaurante (www.piri.com.pl) que apesar de não ter um chefe tuga, tem lá o caldo verde, frango piri-piri ou bacalhau. Só podem ter melhorado desde a última (e única) vez que lá fui, onde entre outras coisas se tinham esquecido/lido mal a receita de que as batatas no caldo verde eram supostas estarem trituradas e não em cubinhos.
Em Poznań não conheço nenhum restaurante onde se possa comer comida tuga.
Quanto a Varsóvia, tem o restaurante (www.portucale.pl) na Polónia com comida mais próxima da portuguesa, e onde é possível comer o famoso bitoque pagando Euro 12 (provavelmente por causa de o bitoque na Polónia vir com mostarda e ervinhas em cima da chicha e ovo). Neste restaurante o chefe/dono (português), ou já se esqueceu de como são em Portugal ou (o meu palpite) teve de modificar um pouco alguns pratos para adaptar os pratos ao gosto dos polacos. Não tem uma longa lista de pratos, alguns deles definitivamente estão longe do que é comida portuguesa (nunca mais me esqueço da sopa de espinafres....com caldo branco), mas só pelos excelentes pastelitos de bacalhau já vale a pena. Tem ainda boa vinhaça e outros produtos tugas à venda....por um preço um pouco maior do que a Biedronka.
Recentemente vi na net que há outro restaurante (www.bluecactus.pl) em Varsóvia que tem na carta algumas coisas portuguesas. Não conhecia, nem nunca lá fui, portanto é por vossa conta e risco.

Mas sinceramente, para jantarada tuga, o melhor é sempre fazer em casa de alguém algum prato com bacalhau e pronto!! Ou, então ide ao Rooster. Há em Cracóvia, Poznan, Varsóvia, que têm sempre umas pernas e peitos saborosos.

Quarta-feira, Outubro 01, 2008

Estereótipo do Homem Tuga na Polónia

Para se ser um português “normal” (ou recém-chegado) na Polónia, são respeitados os seguintes pontos:
a) ou andam com cabelo quase rapado mas com barba de 4 dias (ao estilo Prison Break), ou então cabelo a mandar para o comprido (um estilo italiano tímido);
b) ter feições/cor de pele que levam os polacos a pensarem que são ou do Sul da Europa ou do Norte de África (tudo igual para eles, pois portugueses são considerados exóticos);
c) ter uma larga colecção de camisas aos quadrados (a calça creme é um opcional);
d) numa ida a uma discoteca, são facilmente identificáveis os grupos de tugas, pois se ainda é cedo (e não estão ainda suficientemente bêbados) estão encostados a pilares/paredes, sítios com um ângulo de visão amplo, de copo na mão, a fazer movimentos de 180º ou mais graus com o pescoço para olhar para a fauna que os rodeia, e partilhando entre eles um repetitivo: “dasse, aquela parece um helicóptero – boa e gira”, ou um mais sucinto “casava-me já!!”.
e) Por último, o ícone máximo. Se não conseguiram identificar o mamífero pelas características acima referidas, não há espiga. Basta ter o sapato de vela, e está identificado. E o autêntico marinheiro tuga (que em 95% dos casos nunca andou de barco à vela) é tão fiel ao seu sapatinho que até pode ser avistado com aquilo em pleno inverno.

Quarta-feira, Setembro 24, 2008

Parque Automóvel IV - Bólides estrangeiros/comunistas

Vermelho, temos um magnífico Śkoda 105. Um carro de família com um motor traseiro fraquinho (1000 cc e 44 cv), assim como tração atrás. Não sendo propriamente um best-seller nas estradas polacas, também não é assim tão dificil avistá-los. Este é feio (e também dos primeiros a sair no final da década de 70), mas há outros da mesma família que eram um pouco mais bonitos....errr, menos feios. http://en.wikipedia.org/wiki/Å koda_105/120
De branco pintado, um bastante mais raro Dacia 1310. Não estou a ver a razão de nos anos 80 terem saído muitas destas belezas do país do shor Ceauşescu para a Polónia. Mais ou menos da mesma idade do colega de post, tem um motor um pouco maior (1300cc e 54cv) e tracção dianteira. Mais info em http://en.wikipedia.org/wiki/Dacia_1310.
De entre estes dois não compraria nenhum. Mas uma vez que falei em Śkodas, aproveito para pôr aqui a foto de um que vi em Praga. É um 110r julgo eu, bastante modificado (ficou pior que o original como é costume na xunificação) mas mesmo assim com piada.

Terça-feira, Setembro 23, 2008

Espaço para a publicidade - VII

Já tem uns meses, mas aqui vai o link para um anúncio polaco feito pelo shor Cleese a um banco:
http://www.youtube.com/watch?v=sv4sQEKroa8

Segunda-feira, Setembro 22, 2008

Guia Mabor - Cafés/Bares III

Em Poznań, e mesmo na Polónia, não encontrei melhor bar do que este para estar sentadinho em confortáveis sofás, ouvir boa música, bater papo, ver a sempre presente Fashion TV e beber uns copitos a seguir ao jantar. E com sorte, se ficar numa das mesas perto das janelas dá para ter uma vista gira sobre a praça central. A foto não está grande espingarda, é verdade...O sítio chama-se Shark, e é nada mais do que um prédio situado na praça central de Poznań. Rés-do-chão ocupado pelo balcão e umas 3 mesitas, se formos para a cave é a pista de dança (normalmente sempre às moscas). Subindo, no 1º e 2º andar estão 4 salas com uns sofás brancos...lindérrimos. Normalmente preenchido ou por casalinhos ou por pequenos grupos, é o sítio indicado para começar a noite sossegado.
Não sendo o sítio mais cool de Poznań actualmente, continua a ser o mais bonito na minha opinião.

Sexta-feira, Setembro 19, 2008

Momento cutchi cutchi

...ou a primeira vez que vi um esquilo.

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

GPL....e o burro é o polaco??

Se calhar não é! Também na Polónia os preços dos combustíveis são altos, mas ao menos lá as pessoas têm uma atitude mais proactiva. Ao passo que em Portugal, o número de veículos a GPL é praticamente residual (se ultrapassar os 50.000 já é muito), na Polónia esse número já ultrapassou largamente a barreira do milhão de veículos. Preço da gasolina na Polónia = 4,6PLN. Preço GPL na Polónia: 2,15 PLN. Por isso, as contas não são complicadas de fazer.E deve ser só em Portugal que as pessoas são obrigadas a colocar um autocolante para informar os outros que se tem um carro a GPL. Mas mesmo que o Estado (ou as gasolineiras ou ambos) não tivessem imposto esta parvoice do autocolante, sei que na mente do português típico andar com um depósito adicional de combutivel no carro é um desprestígio tremendo para o seu status. Vamos que o Antunes do 3º esquerdo descobre que afinal o Golf anda a GPL? Nada disso, o português prefere andar a comprar carros a gasóleo (supostamente para poupar no combustivel) para depois passar longos quartos de hora em filas de bombas de gasolina de hipermercados. Preço da gasolina em Portugal = € 1,45. Preço GPL = € 0,72.
Ps: Também, assim como assim, se em Portugal o GPL passasse a ser popular, era provável (com 110% de certeza) que os impostos sobre este combustivel disparariam em flecha.
Ps2: Tinha-me esquecido de referir este pormenor bem importante. Na Polónia, é bastante comum mesmo ver "bombas de combustível" exclusivamente dedicadas a GPL. Coloco bombas entre aspas porque muitas das vezes não passam de um depósito de 25.000lts à vista, com uma bomba de abastecimento instalada num qualquer terreno agrícola, ou stand automóvel.

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Arquipolacadas - IV

Sei que não é/foi só a mim que me calhou viver em casas com soluções arquitectónicas esquisitas, mas com o mal dos outros posso eu bem. Evitei (e paguei mais por isso), para por exemplo evitar apartamentos em que na casa de banho constasse o esquentador/cilindro. Durante uns 3 meses aluguei um apartamento nessa situação e mesmo com a porta da casa de banho toda aberta, era sempre um stress a pensar em possiveis fugas de gás.
Mas, nesta posta, é para falar da minha casa de banho da casa que tive em Poznań que tinha dois pormenores engraçados (entenda-se estúpidos). O melhor deles é que a porta da dita era praticamente toda de vidro (um pouco baço, mas não o suficiente). Ou seja, privacidade era coisa que não existia. Mas isto até nem era problema com visitas femininas.
O segundo detalhe, é que não só era estúpido como perigoso. Então não é que alguém decidiu que era boa ideia colocar uma tomada eléctrica na parede junto a uma das extremidades da banheira?? Eu nunca experimentei, mas desconfio que se por acaso uma chuveirada acertasse na tomada, era capaz de causar aborrecimentos chocantes.
Como piéce de resistence, o dono do apartamento trabalhava em arquitectura de interiores!

Terça-feira, Setembro 09, 2008

Algumas das que eu conheci....

Houve uma portuguesa que se revelou o caso típico. Não muito sofisticada, nos seus vinte e poucos, muitas vezes com um ar absorto, instável, revelou-se um namoro difícil. Feito de avanços e recuos até finalmente me dizer que sim, nunca na verdade pareceu interessada em mim, sabia por isso que seria uma relação complicada e com pouco futuro. E foi.
Quanto a uma espanhola, essa sim, levou-me a mergulhar de cabeça. Trintona, experiente, ambiciosa, sedutora. Tinha todas as qualidades que eu procurava numa, ou pelo menos, pensava eu que as tinha. Quando pensei que a relação iria evoluir para algo (ainda) mais sério, pôs-me “as malas à porta”, terminando abruptamente tudo.
Deixando para o fim a pior, esta era sofisticada, rica e muito experiente. Daquelas a quem já nem se pergunta a idade. Feia, muito feia. Mas na altura em que me nos conhecemos tinha algo que eu queria, por isso decidi que iria usá-la (e ela também me usou).
E já chega de estórias sobre mim...

Quinta-feira, Agosto 21, 2008

Choque cultural num café

Não aconteceu comigo, mas sim com um amigo de um amigo. Mas como é um episódio tão delicioso e tão explícito sobre um dos choques culturais que um português enfrenta na Polónia, que não resisti a colocar aqui uma descrição aproximada da situação.
Um tuga está numa cafetaria, está a beber à pressa um café e depois dá-lhe a fome e vê uma quiche numa vitrina. Segue-se o seguinte diálogo:
Tuga: Olhe, por favor era esta quiche.
Empregado: Com certeza, vou aquecer então.
Tuga: Ah, deixe estar, não é preciso aquecer. Estou com pressa.
Empregado: Pois, mas a quiche tem de ser aquecida.
Tuga: Ouça, por mim não tem problema comer fria.
Empregado: Um momento então, vou falar com o meu chefe.
(.....) o tempo a passar, e lá vem o chefe para dizer ....
Chefe: Fria não pode ser. A quiche tem de ser aquecida.
Face a isto, o português deixa o café, vira as costas e vai-se embora!
Análise da situação por parte de um português: atrasos de vida dum corno. se o cliente diz que não se importa de comer aquilo frio, porque carga de água não servem a porcaria da quiche? Só porque não é normal??? Estes tipos são incapazes de fazer algo que não esteja previsto.
Análise (hipotética) da situação por parte do empregado polaco: se me dizem que a quiche é para servir aquecida, eu só a dou aquecida. Vamos que dava isto frio ao cliente, o homem depois ficava mal disposto por aquilo ter sido servido frio, eu levava nas orelhas do meu chefe, era despedido, exigiam-me uma compensação por danos ao cliente, etc..... Nah nah, o cliente até pode querer frio, mas se me dizem que é para vender quente, eu só vendo quente. E mai nada.

Terça-feira, Agosto 19, 2008

Visita Presidente da República à Polónia

Pois é, vem cá à Polónia no início de Setembro S. Ex.ª o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e eu não estarei cá. Bem, oportunidades para o ver não me faltaram pois se ele até deu aulas na minha faculdade e eu nem escolhi a cadeira que ele leccionava...
Mas a razão porque escrevo é sobre o programa da visita que pode ser facilmente encontrado na net, e que tem uma parte que acho interessante: "O Presidente Kaczynnski e Senhora oferecerão um banquete em honra do Presidente Cavaco Silva e da Dra. Maria Cavaco Silva, os quais retribuirão com um concerto da fadista Mariza, no Teatro Nacional de Varsóvia, seguido de recepção."
Portanto, a conclusão é a de que aqui está o PR polaco a oferecer não uma jantarada, mas um banquete. E como é que o PR português paga a conta: mete a Mariza a cantar! Assim é fácil pagar a dolorosa.
Eu gostava era de saber, se eu como plebeu também poderei passar a usar este método para pagar jantares aqui na Polónia. Não tendo nenhuma fadista mundialmente famosa para cantar por mim, teria de ser eu a cantar. Mas sendo eu uma cana rachada/desafinado/inculto, acho que o máximo que poderia trautear seria alguma canção dos Ena Pá 2000. Acho que no máximo, e com muito boa vontade do dono, conseguiria pagar um meio pierogi com a cantoria :(

Segunda-feira, Agosto 18, 2008

Metro em Varsóvia

Começando pela descrição básica, o metro em Varsóvia resume-se a uma única linha, com umas 20 e picos estações ao longo de uns 15km. Preço viagem: 2,80pln, mas nem sequer existem máquinas de venda automática de bilhetes. Regra geral as estações têm um ar asseado e nada claustrofóbicas.
Mas é no interior das carruagens (limpas e espaçosas) que se verifica o mais interessante. Por comparação ao metro de Lisboa, e escolhendo uma linha (a Verde) ao acaso, sabemos que andar de metro envolve todo um conjunto de experiências olfactivas (raramente agradáveis) provenientes de pessoas originárias de vários continentes. Em Varsóvia, não. Andei de metro (de dia e noite), e posso afiançar que nas carruagens em que me sentei, seria o único estrangeiro. Isto nada mais é do que o retrato fiel do pouco cosmopolitismo que ainda se sente na Polónia. Todavia isso não quer dizer que não existam experiências olfactivas causadas pelo calor de Verão no metro de Varsóvia. Existem, mas de produção (quase exclusiva) nacional.

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

História da Polónia às três pancadas - XII

(terceira via)....que passou por nada mais nada menos do que retalhar a Polónia. Coube à Prússia providenciar esta ideia em que os três impérios (Prússia, Rússia e Aústria) poderam molhar o pão na sopa (entenda-se, ficar com partes da Polónia). Isto ocorreu no ano da graça do senhor de 1772 e constituiu a primeira partição em que 30% da área do país foi com os porcos. Sem contar muito do fim, outras se seguiriam.
Face a isto, o que decide a Polónia fazer? Desenvolveu um programa de reformas que visava aumentar as liberdades do seu povo, e ao mesmo tempo incentivar o êxodo da população que se encontrava sob poder dos três impérios. Eu não sabia, mas a Polónia foi o 2º país (a seguir aos States) a criar uma constituição onde conceitos como liberdade, separação de poderes, governo, parlamento constavam. Sem ser um historiador (nem coisa que se pareça), criar uma constituição enquanto rodeado de países imperialistas na europa totalitária desta altura que já tinham invadido o país, foi no mínimo uma ideia.....arrojada. Outros poderão pensar em outros adjectivos, mas eu fico-me por arrojada e ao menos tentaram resistir. Ideia esta que deu para o torto: 1793 Rússia invade de novo, mais território para eles e para a Prússia (que ficou com Gdańsk - na altura Danzig).
No ano seguinte, liderado por Tadeusz Kościusko (heroi durante a guerra civil dos EUA), os polacos ainda ganharam uma batalha importante face aos russos mesmo se com bastante piores armas. Mas, a lei do mais forte prevaleceu e em 1795 lá se fez uma partilha do que sobrava da Polónia. Era a garantia do prolongamento de um período mais do que negro da história deste país. A partir de 1797 nem o nome Polónia já era usado. Vendo o desenho, e comparando em termos de áreas, facilmente se percebe quem foi o carrasco principal.
Nota: Sim, a Polónia antes desta molhada, e fruto da sua aliança com a Lituânia ainda se mandava para o grande.

Quinta-feira, Agosto 07, 2008

Espaço para a publicidade - VI

Quem com mais de 25 anos não se lembra deste desenho animado?? Pois é, só que agora o malandro anda aqui na Polónia a incentivar tesos a gastarem ainda mais dinheiro e por inerência da singela taxa de juro, a ficarem ainda mais tesos.

Quarta-feira, Agosto 06, 2008

Mitos II - na Polónia nenhuma mulher tem bigodito

Chocante para alguns, falso para outros, mas para mim é a triste verdade. Todavia, parte de mim não deixa de estar de certa forma contente, pois ao menos não se pode dizer que é só em Portugal que há mulher com o buçozinho. Buçozinho que com o evoluir da idade se transforma num orgulhoso e por vezes vistoso bigode, em plena harmonia com as vestes negras usadas por tanta reformada por esse interior português.
A grande diferença é que tendo as polacas uma coloração de cabelo tendencialmente mais clara que as minhas compatriotas, a "penugem facial" é menos visivel à distância. Todavia, em olhares à queima-roupa, é possivel comprovar que aproximadamente em igual percentagem das portugueses, há ali em demasiada fêmea pelito a mais por cima do lábio superior. O buço polaco pode ser mais louro, mais discreto, mas ele anda por aqui. Buáááááááá....
Ps: as minhas amigas que me perdoem esta questão fracturante, mas tentei ser o mais imparcial e assertivo possivel.

Quarta-feira, Julho 30, 2008

Falhas de comunicação com a Polícia

Situação: Vou a guiar numa estrada qualquer pelo sudeste polaco, a pisar um pouco no acelerador, mas sem excessos dentro das localidades. Acabo de fazer uma curva e numa recta de uns 600/700m a descer está lá uma placa que a mim me parecia dizer inicio de concelho. Abrando para uns 90 e picos e Páás: polícia com pistola-radar, e encosta moço! Saltando detalhes, e (se calhar feito nabo por não falar apenas inglês) dialogando com eles em polaco, a informação de que vinha a 91km/h numa zona de 50km/h. Quando eles me apanharam a 91km/h não havia uma barraca sequer em redor (só 500m à frente, e apenas duas casas). Mas não me valia a pena estar a por em causa se aquilo era uma localidade ou não, pois esse seria um jogo viciado.
Fiz portanto, o que as regras de cortesia mandam. Juntamente com os documentos do carro, estava uma notinha de 100PLN. Para meu aborrecimento não lhe tocaram, lá continuou a escrivinhar e depois lá me diz um deles:
Polícia- Pois, o que o senhor fez dá direito a x pontos, e a uma multa de 300 ou 400PLN. Quanto é que prefere pagar?
Eu- 300, claro.
Polícia- Tem dinheiro consigo?
Eu- uhm.....uhm....300 não tenho. só tenho 200. Então como é que vamos fazer?
Polícia- Ah, daqui a uns 5km há uma caixa multibanco....
Então, eu subo a parada de uma possivel "contribuição pessoal" para os 200pln, e mesmo assim eles não aceitam? Que porra, tinham logo de me calhar polícias certinhos.
Ps: ainda ouvi deles o comentário "epá, nunca tinhamos mandado parar um português. Franceses, Alemães, mas nunca um português". Estive quase vai não vai para dizer parabens. Não disse.

Terça-feira, Julho 29, 2008

Custo de Vida em Varsóvia 2008

De acordo com um estudo da consultora Mercer, Varsóvia ocupa a 35ª posição mundial (nas cidades analisadas) relativamente a custo de vida para trabalhadores expatriados. Os resultados estão no site: http://www.mercer.com/costoflivingpr.
Sem entrar em grandes análises, e de acordo com este ranking, é mais barato viver por exemplo em Munique, Bruxelas, Melbourne. Lisboa neste estudo está na 57ª posição.
Portanto, para quem esteja a pensar vir para a Polónia trabalhar, lembre-se de usar este estudo nas negociações salariais para depois não ter surpresas desagradáveis.
Nota: Neste resultado, não é alheia a forte valorização do Złoty.

Quarta-feira, Julho 23, 2008

Comparação antropológica dos Festivais de Verão: Polónia vs Portugal

Este é um assunto no qual não posso falar com conhecimento de causa, mas a ideia que eu tenho dos festivais de Verão em Portugal é, e pegando no exemplo do Sudoeste, a seguinte:
Pontos Positivos:
- Bom cartaz de bandas
Pontos Negativos:
- Publico-alvo são adolescentes e jovens adultos que se querem livrar dos pais por uns dias para fumar umas brocas, e que no final da época dos festivais ainda vão à Festa do Avante;
- O local é uma confusão dos diabos, calor intenso, e pó. muito pó.
- Apesar da proximidade da praia, existem sempre demasiadas pessoas que parece que já não tomam banho à semanas.
Por comparação, deixo aqui um link para um vídeo de um festival de música electrónica que ocorre todos os anos numa praia na Polónia. Descubram as diferenças, que nem vou perder tempo a escrever a minha opinião. Todavia, apostaria o meu Fiat 126P na resposta que dariam os Chemical Brothers se lhes perguntarem: "então, preferem actuar no Sudoeste ou no Sunrise Festival na Polónia?"
Ps: Para a população masculina, se não tiverem tempo podem passar por exemplo ao minuto 4.45...

Sexta-feira, Julho 18, 2008

Carcanhol

Wednesday, July 5, 2006
1 Euro (EUR) = 4.00482 Polish Zloty (PLN)
Friday, July 18, 2008
1 Euro (EUR) = 3.21560 Polish Zloty (PLN)
O engraçado (ou nem tanto), é que ainda não me habituei a fazer as contas com 3. Mas quando vejo os extractos das transferências, então apercebo-me da realidade.
Nota: Face ao dólar, e em igual período de tempo, a moeda valorizou 50%!

Quarta-feira, Julho 16, 2008

Strike three - You're out

Esta é uma expressão usada num desporto (baseball) que nem sou grande fã, mas que neste momento se aplica à minha situação na Polónia.
E portanto, aqui vai o discurso que já começa a ser repetitivo: mais uma vez (por vontades alheias a mim), com elevada probabilidade irá dar-se a muito breve prazo a minha saida da Polónia. Provavelmente sairei de avião, mas se houver algum mecenas estou disposto a fazer uma nova viagem de Fiat126. Para isso teria de adquirir ainda um outro 126, mas isso são peanuts (para o eventual mecenas).
Por isso, este escriba vai entrar novamente em processo de mentalização para o regresso a Portugal. E que melhor ajuda, do que ler hoje a constatação desse iluminado chamado Vitor, de que o crescimento da economia portuguesa para 2008 e 2009 anda em redor dos 1,2%.
Ps: Para o bem ou para o mal, o ditado popular de que "à terceira é de vez" não se aplicou.

Quinta-feira, Julho 10, 2008

Top of Poles

Algo estranho está a começar a ocorrer-me com maior frequência. Cada vez mais vou descobrindo musicas polacas de que até gosto (e não,não só da Doda - louraça com um grande par de farois).
Actualmente, apesar da música já ter para aí uns 2 anos, ando a ouvir em repeat uma música chamada: "Nie stało się nic". Infelizmente, a minha inabilidade informática impede-me de pôr aqui o video (fica o link):

Quarta-feira, Julho 09, 2008

Criar uma empresa na Polónia...

é mais dificil do que no Kiribati (para os geograficamente analfabetos, é um país constituido por inúmeras ilhas no Pacífico). Todavia, é mais fácil do que na Macedónia, que de acordo com o ranking do Banco Mundial ficou no 75º lugar (imediatamente atrás da Polónia). Pelo meu conhecimento de causa, sim, é complicadote criar uma empresa na Polónia, pois por exemplo uma empresa de responsabilidade limitada leva na melhor das hipóteses 3 meses até estar totalmente formalizada.
Segundo este ranking ainda, se formos mais para leste, a Rússia está no lugar 106 e a Ucrânia no 139º lugar (de entre 178 analisados).

Terça-feira, Julho 08, 2008

Imagens do passado, mas tiradas no presente

Varsóvia - Julho 2008
Nota: Este casal a ensinar à juventude que lá por ser Domingo, estar um calor significativo, há que ir para o jardim vestido com classe.

Quarta-feira, Julho 02, 2008

Viagens na terra de outros - Gdańsk

Gdańsk, a cidade que fica na foz do principal rio da Polónia. Por esta constatação geográfica, é natural que esta tenha e seja uma cidade importante na Polónia. Constitui juntamente com duas outras cidades vizinhas (Sopot e Gdynia) a Trojmiasto (ie, três cidades), estando no top 5 das maiores do país.
Mais recentemente, a cidade é conhecida por ter sido o local dos estaleiros onde nasceu o movimento liderado por esse senhor de farfalhudo bigode chamado Lech Wałęsa. Todavia, a sua história é bem mais rica, uma vez que por largos periodos de tempo esta cidade foi alemã, prussiana, teutónica, and soione and soione. Não vou estar aqui a contar a história toda, mas acho suficiente mencionar que a invasão da Polónia por parte da Alemanha nazi começou por esta cidade.

Confesso que as expectativas que me foram criadas desta cidade foram bem elevadas, e uma vez lá, bem...soube-me a pouco. Talvez por ser uma cidade com muita influência alemã, ou por ter um centro histórico reconstruido, ou por lhe faltar uma praça central como Cracóvia ou Poznań, por ter ficado numas aguas furtadas em construção num hostel gerido por um hippie de 50 anos todo queimadinho do cerebro, ou por outras razões, ficou aquém do esperado.

De um modo geral, o centro está bem cuidado e é bastante agradável andar a pé e tem alguns edificios bastante curiosos e bonitos (aquela grua de madeira realmente interessante). Agora, não sei se foi por lá ter ido em Setembro e as pessoas estavam na praia (duvido, pois estava frio), não vi muito movimento no centro à noite. De qualquer das formas, espero lá voltar e porventura conseguir apreciar melhor esta cidade, que não sendo de todo feia, pareceu-me faltar-lhe vida.
Nota: Quando alguém lá for, há-de reparar na barbaridade do número de placas a indicar a proximidade de casas de banho. Cá para mim, isto deve ter a ver com as necessidades dos inúmeros turistas geriátricos alemães que por lá andam e para os quais esta informação deve ser vital.


Domingo, Junho 29, 2008

Velharias nas estradas polacas II

Assim como em Portugal também há a mania de comprar o Mercedes usado (quanto 190D não foi importado da Alemanha??), também pela Polónia há quem recorra a andar com Mercedes mais velhos do que eu! Ah, como eu os invejo (principalmente o dono do 2º a contar da esquerda)....

Terça-feira, Junho 24, 2008

Flyers - tendes para a troca?

Palácio da Cultura? Jardins? Centro Financeiro do centro da Europa? Sim, Varsóvia é conhecida por isso, mas deixemo-nos de tangas. Todos os que visitam Varsóvia não podem escapar à realidade que é o verdadeiro abuso de distribuição de folhetos sobre moçoilas que se dedicam à arte de fazer companhia. Eu por mim, já comecei a coleccionar o que me vão pondo no pára-brisas do carro.
Ps: Sei.....erhmm....através de conhecidos, que nem sempre o que aparece nos flyers corresponde à realidade que depois se apresenta. Falta saber se esses meus....conhecidos, apresentam queixa sobre publicidade enganosa.
Ps2: Para que fique claro, porque sou contra escravatura, nunca fui a nenhum destes sítios, e acho que deviam ser devidamente legalizados de forma a acabar com as situações de abuso a que as pessoas são expostas devido a ser um submundo ilegal.

Segunda-feira, Junho 16, 2008

"Quem eu quero...

não me quer. Quem me quer, eu não quero". Estas são sábias conclusões populares sobre o amorrrr.
A mesma analogia posso fazer para o acto de falar polaco. Quando eu (quero e) falo em polaco, respondem-me em inglês. Quando pergunto se falam inglês, respondem-me em polaco.

Domingo, Junho 08, 2008

Arroz polaquinho

Várias marcas vendem por aqui embalagens de arroz com este aspecto: embalagem de cartão contendo quatro saquetas de 100g cada e um saquito de sal também. Começo pela questão da quantidade de sal: 25g! Assumindo que cada saqueta corresponde a uma dose individual, se usar o equivalente em termos de sal, excedo já a dose diária de sal recomendada (5,5g). Isto se calhar prova que também na Polónia a malta gosta da comida bem carregadinha de sal.
Quanto às saquetas, convém prestar atenção às instruções de uso:

Resumindo a figura, o arroz cozinha-se mandando as embalagens para dentro do tacho, deixa-se aquilo a cozer uns 20 minutos, e depois é só tirar/cortar o plástico das embalagens, colocar no prato e já temos um belo acompanhamento de arroz....deslavado (talvez com um leve travo a plástico).

Quarta-feira, Junho 04, 2008

Varsóvia a partir do meu cortiço


180 graus (da esquerda para a direita) de Varsovia da maneira como eu a vejo...

Sábado, Maio 31, 2008

Porque escolhi a Polónia mais uma vez...

Et voilá, a verdadeira razão (talvez não muito óbvia) porque decidi voltar para a Polónia.
Na verdade estava farto de um país como Portugal onde no início de Junho as temperaturas máximas não passam de uns míseros 22 graus. Aqui sim, já dá para andar no carro, e passados 5 minutos já tar com a camisa toda bem encharcadona de suor como num Verão à boa velha maneira portuguesa.

Quinta-feira, Maio 29, 2008

Canidiu polacu

Serve o presente para expôr aqui publicamente duas situações que demonstram de maneira explícita que a Polónia não é nada um país atrasado, e isso está patente nos próprios animais de estimação.
A primeira foto mostra um cão com uns óculos de sol postos. Primeiro há que fazer uma vénia ao dono do animal pela ideia parv....gira que teve. Deste modo o canídeo pode assim proteger os olhos dos raios ultravioleta, assim como retardar o aparecimento das rugas. Todavia, há ainda arestas a limar, pois os óculos estão bastante descaidos no nari...focinho do bicho, tornando-se assim um mero fashion statement.
A segunda foto é um pouco menos perceptível, pelo que passo a explicar: um cão vai na rua levando na boca uma lata de cerveja que o alcoólico dono cinquentão acabou de comprar. Várias ideias passaram pela minha cabeça quando vi isto. A primeira foi: “tá giro, ora aqui está um cão rafeiroso obediente”. A segunda foi mais algo do género “que grande javardice depois ir beber a cerveja quando a lata esteve na boca de um cão”. Mas imediatamente me lembrei que pessoas supostamente de estratos sociais superiores são capazes de estar por exemplo numa mesa de restaurante a comer e com o cãozinho a pilhas ao colo e à mesa. Ao menos este está a fazer algo de útil.

Domingo, Maio 25, 2008

Não há duas sem três....

e por isso foi chegada a vez de Varsóvia me ter como seu habitante. Este é portanto um blog que já vai em triologia.

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Febre da bola

Falta cerca de um mês para o início do Euro2008, e em Portugal já se anda a entreter o povo com o analgésico preferido pela maioria: futebol. Portanto, desde há uns dias e nos próximos 2 meses, a nossa fulgurante economia que vai crescer a uns assombrosos 1,5% vai ser relegada para 2º plano. Até porque sabemos bem de quem é a culpa disso: dos Espanhois cuja economia também se retraiu e dos tipos da OPEP e dos especuladores do arroz. Malandros.
Não digo que na Polónia não se fale em futebol, e muito mais quando eles vão organizar o Euro2012, mas da experiência que tive na Polónia, tirando os holligans apoiantes das equipas, a população em geral só liga à bola em situações excepcionais. Por exemplo, estou a lembrar-me da dificuldade que tive em encontrar um bar para ver o último jogo Portugal-Polónia em Setembro do ano passado. Estava numa cidade grande (Gdańsk), e não foi fácil encontrar uma TV a passar a bola, havendo mesmo sitios que tinham TV mas que estavam a passar.....concertozinho jazz.
Não estou com isto a dizer que os polacos são mais resistentes ao conceito de "pão e circo" que os portugueses. Prefiro não dizer qual é o "circo" mais popular na Polónia, mas em Portugal nada melhor do que o futebol para entorpecer a plebe. Irra, que mete fastio.

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Monos Comunistas I

Abro aqui mais uma rúbrica, esta especialmente dedicada à porcaria arquitectónica que os comunistas fizeram na Polónia. Este exemplo está situado na cidade de Rzeszów (sudeste da Polónia). A foto não é clara, mas esta coisa manda-se à vontadinha para uns 30m de altura para que se veja mêmo, mêmo bem. Ao lado deste "monumento" encontra-se agora um skate-park.

Quinta-feira, Maio 01, 2008

Já a polícia polaca.....

...não me merece críticas. Louvores mas é!

Quarta-feira, Abril 30, 2008

Tropa fandanga

Primeiro há que contextualizar onde foram tiradas estas fotografias. Foi num festival aéreo que ocorreu no ano passado em Cracóvia. Apesar de não ter sido militar, e se calhar mesmo por isso, é natural que eu não perceba muito bem estas fotos.
Foto 1: Então, mas este grupo vai em formação ou não. No meu entender, parece que sim porque vai um tipo que aparenta ser de maior patente à frente, e depois vem a rapaziada em grupos de dois a dois. Mas ora uns caminham com a cabeça baixa, ora outros parece que se arrastam e numa pose demasiado descontraída. Bom, se calhar estou a exagerar na análise.Foto 2: Então, mas um militar, ainda para mais num local público vai a caminhar em formação e a falar ao telemóvel? Mas o que é isto? Bandalheira, está visto.
Foto 3: Marchar com um saco de plástico já seria mau. Com um saco cor de rosinha é péssimo. Com um saco cor de rosinha e a dizer "pretty", está mais que visto quem é que é a maluca da caserna. Aiii, fiiilha!

Quarta-feira, Abril 23, 2008

Naperons tugas na Polónia

Este é o aspecto de uma loja que existe no Centro Comercial mais conhecido de Poznań. Portanto, para todo o tuga que emigre e se esqueceu do toalhão turco (mas feito em Portugal), de uns pratos catitas ou por exemplo de tapetes, escusa de pedir para lhe mandarem vir isso pelo correio. Pode comprar na Polónia, porventura com um pequenito (ou não caso seja como com os vinhos) acréscimo no preço. Durante as várias vezes que passei perto desta loja (cerca de 40m2) nunca lá vi mais do que dois clientes ao mesmo tempo, sendo que muitas vezes não via mesmo clientes. Obviamente que o seu público-alvo é a classe alta.

Terça-feira, Abril 22, 2008

Estereótipo da Aldeia Polaca

Casas feias, muitas sem sequer estarem pintadas logo de aspecto modesto, ruas de terra batida cheias de buracos, descampados, uma chaminé de uma central térmica enorme como pano de fundo.
Não é preciso procurar muito para encontrar estas imagens, e neste caso esta foto foi tirada numa pequena localidade uns 30km para sul de Poznań. Para mim, o que me causa mesmo estranheza é a chaminé, pois saudades tenho quando a rua da casa dos meus pais era de terra batida e com buracos (sinónimo de sossego).
Ps: Não, não cresci num bairro clandestino se foi isso que pensaram!

Quarta-feira, Abril 16, 2008

Guia Mabor - Restaurantes III

Quem for a Poznań, é muito provável que não escape sem ir a um restaurante/cervejaria/hotel situado na praça central chamado Brovaria. Sito num edifício impec, quando se entra o bar está à esquerda, à direita uma zona mais reservada, e subindo uns lanços de escadas a parte do restaurante, cuja decoração predominante é constituida por maquinaria para fazer cerveja. E visto isto, o melhor que têm a fazer é dar meia-volta e sair dali. E o porquê deste meu conselho, é que o atendimento é no mínimo reles. Das várias vezes em que lá fui, ora esperei 30minutos para alguem se dirigir a mim para eu pedir uma cerveja, ora me deram comida fria. A pior de todas as situações foi entrar no restaurante às 22.40h, sentar-me e pedir a lista para jantar, esperar uns 10minutos até alguém vir ter conosco para perguntar o que queriamos, e dizer com a maior das latas "ah, já não servimos jantares porque a cozinha fechou às 23h". Só me deu vontade de perguntar em português a este come-m**** se ele não queria ser violado analmente por indivíduos africanos por brincar desta maneira com o meu estômago. Hélas, não estava sozinho, pelo que não foi possivel fazer peixeirada.
Por isso, o meu conselho é que vão sim senhor ver este sítio, mas que nem um cêntimo seja gasto neste engodo para turistas que ainda por cima é mau. Sítios com cerveja caseira não faltarão, e a comida não é nada de especial.

Quinta-feira, Abril 10, 2008

As escolhas do professor XI

Foto tirada numa pequena livraria situada dentro de uma igreja.
Apenas um pequeno comentário: em vez de um W.T. Walsh a escrever sobre Fátima, acho que teria ficado muito mais contente ao ver este livro se o autor fosse um J.M. Silva ou um A.C. Lopes. Mas até na escrita de livros religiosos fica patente a dificuldade em Portugal se afirmar no exterior.

Segunda-feira, Abril 07, 2008

Viagens na terra de outros - Gniezno

Curta referência para uma cidade, que entre os portugas é conhecida como a Guimarães polaca. Isto porque Gniezno é conhecida (ou pelo menos tem a pole-position) como tendo sido a primeira capital da Polónia. Fica a cerca de 50km para leste de Poznań, e é das poucas cidades polacas onde estive que efectivamente tem algumas ruas com inclinação. Tendo sido visitada à pressa e com um dia chuvoso, não há fotos de jeito para mostrar. Não é de todo a cidade mais popular em termos turísticos, e em meio dia facilmente se vêem todos os pontos mais interessantes do burgo.
Depois de uma história rica, hoje em dia Gniezno é mais conhecida por ter muitos stands de automóveis, obviamente na sua maioria vindos em atrelados desde a Alemanha. E ao fim de semana, aquilo parece uma enorme feira.

Domingo, Abril 06, 2008

Da Polónia a Portugal num Fiat 126P

Porque os tempos mudam, as modas já não são as mesmas que à 4/5 anos atrás, e também porque não se proporcionou a situação, não foi possível no meu regresso a Portugal trazer uma polaca. No entanto, entendi que devia trazer uma boa recordação da Polónia, pelo que quase ou tão valioso que uma mulher, é um carro. E como carro polaco já tinha, após algumas semanas de preparação, eu e o meu Fiat 126P EL fizemo-nos à estrada de armas e bagagens.
Num acto de serviço público, e porque entendo que pode ser útil aos muitos interessados em fazer uma viagem de 3900km ou mais num Fiat Maluch, decidi criar um blog à parte somente dedicado ao meu pequenito amarelo. Desta vez, o mesmo será (mal?) escrito em inglês para que todas as pessoas que me ajudaram nesta viagem possam perceber. Como é visível pela foto, de facto cheguei a Portugal no carro, e isso prova duas coisas: o carro é fiável e eu consigo conduzir sem ter pata de urso. Brevemente, num blog perto de si (
http://fiat126pf.blogspot.com/).

Quinta-feira, Março 27, 2008

Piada sobre polacos

Quando vi esta piadola num site de um tuga (http://jogodasueca.blogs.sapo.pt/) que viveu na Suécia, tinha de colocar isto no meu blog. Portanto, inauguro aqui a rubrica: piadas sobre polacos.
A- Sabes o que é que os polacos fazem quando viajam para a Suécia?
B- Não.
A- Enchem a bagageira do carro de álcool e metem-se no ferry. Quando chegam à Suécia, vendem as bebidas e ficam logo com 3 meses de salário do país deles.
B- Então mas se trazem tanto álcool não têm de declarar na alfândega?
A- Pois, realmente se forem apanhados vão para a prisão. Mas enquanto estão presos recebem o equivalente a 2 meses de salários na Polónia.

Quarta-feira, Março 26, 2008

Primeiras-Damas = sinal desenvolvimento

Na foto acima podemos ver de branco a primeira-dama da Polónia (a economista Maria Kaczynski). Nós em Portugal temos a nossa Maria Cavaco (professora de literatura portuguesa). Em França, quem é a primeira dama: Carla Bruni! Pergunta de algibeira: qual destes países é o mais desenvolvido?
Nota: Apre, que a senhora polaca....minha nossa que parece saída de um filme (do Fantasporto).

Terça-feira, Março 25, 2008

Universidade na Polónia - trabalhar/estudar

Quando falei deste assunto esqueci-me de relatar em como é bastante mais natural os estudantes universitários aqui trabalharem. Quer seja somente nas férias (a apanhar vegetais ou frutas num qualquer país durante o verão) ou mesmo durante o normal período escolar. Nunca mais me esqueço da teoria dos professores da universidade onde andei a "estudar", em que eles diziam que não deviam haver trabalhadores-estudantes ali, porque era para um curso para ser levado a tempo-inteiro. E é minha forte sensação de que em Portugal ainda persiste o provincianismo de que o estudante que tenha de trabalhar é um coitadinho desfavorecido.
Ao passo que na Polónia muitos mais estudantes estudam e trabalham ao mesmo tempo. Agora, que mantenho a minha sensação que o ensino na Polónia é mais fácil de cumprir, mantenho. Mas se em Portugal somos mais exigentes (algumas vezes, com poucas razões lógicas para tal), também pecamos por muitos estudantes sairem das faculdades sem nunca terem trabalhado. O que é que é melhor? Como diria a Vera Roquette, agora escolha.

Domingo, Março 23, 2008

E nos entretantos estamos na Primavera 2008

Nevões nestes primeiros dias de primavera, e ao mesmo tempo alguns dos dias mais bonitos e com mais luz que apanhei na Polónia. Foto tirada no meio do nada, algures pelo centro da Polónia.

Terça-feira, Março 18, 2008

Cogumelos

Cogumelos, uma paixão polaca na sua culinária. Apesar de não ser grande entusiasta de cogumelos, é do melhorzito que já comi aqui na Polónia. Esta foto, como se pode perceber foi tirada a uma venda de rua, pelo que é muito fácil encontrar estes fungos à venda. Mais info em http://www.cracow-life.com/poland/polish-mushrooms.

Sábado, Março 15, 2008

Guia para portugueses recém chegados à Polónia

Foi recentemente disponibilizado na página do AICEP-Polónia (http://www.ambasadaportugalii.pl/ic.html) um muito útil guia para quadros portugueses recém-chegados à Polónia. Está bastante completo para uma primeira versão, mas porventura fruto de ser elaborado por uma organização institucional e por o público-alvo não ter sido aprofundado, existem algumas lacunas as quais passo a identificar:
1) Night clubs, strip clubs e afins? Não existe informação sobre isto. Mas também não é grave, pois é dificil andar por Varsóvia sem ver flyers destes estabelecimentos por tudo quanto é sítio na rua. Agora, o espaço que dedicaram a coisas irrelevantes como música clássica e ópera podia perfeitamente dar lugar a este ponto se o problema é a falta de espaço.
2) Discotecas. Aqui há um enorme erro de palmatória, isto porque recomendam os dois sítios de Varsóvia onde a fauna é mais rica, logo propensa a um recém-chegado ficar fora de si e com as expectativas no topo. É como dar a uma pessoa que está a aprender a conduzir um F1: despiste na certa. É de todo contraproducente uma pessoa que não conhece a Polónia ir a estes sítios antes de fazer pelo menos 3 meses aqui, para que haja um período de habituação. Além disso, no Platinium e no Cinnamon nem sempre é claro quem está a caçar quem.
3) Palavras e expressões em polaco. Escrever a tradução sem indicação de qual a fonética é quase equivalente a nada. Para nós, Łódż ou Lodz diz-se da mesma maneira. Já para não falar que faltam frase cruciais para iniciar uma conversa, algo do tipo: “Sabias que eu faço uns pequenos-almoços maravilhosos?”.

Sexta-feira, Março 14, 2008

Chá na Polónia

Da mesma maneira que em Portugal muitas pessoas bebem bicas de empreitada (entenda-se umas atrás das outras), pela Polónia a bebida de eleição é o chá. Pelo que me apercebi até ao momento, existem várias razões para esta boa gente beber à vontadinha uma litrada de chá por dia e passo à minha análise.
Primeiro é um produto barato, e fácil de fazer em todo o lado (fiquei surpreso ao ver em supermercados a quantidade de chaleiras eléctricas à venda nas prateleiras). Segundo, e tal como em Portugal se faz ronha usando a desculpa de ir beber um cafezinho, na Polónia também não é muito diferente, sendo aqui o bode respiratório para a ronha substituido pelo chá. Terceiro, como o “almoço” normal aqui é uma sandes por volta das 12/13h, o chá vai ajudando a enganar a fome até à primeira refeição quente do dia por volta das 16/17h. Quarto, ok a bebida é quente portanto em dias frios é bem vinda (escusado será dizer que eu não bebo nada dessas mariquices, sim porque chá é para rotos).
Para minha infelicidade perdi uma foto sublime e exemplificadora desta adição polaca que é o chá. Portanto, há falta da imagem, aqui vão as mil palavras. Imaginem um dia de Inverno, a chover, perto de zero graus por volta das 11h da manhã. Um trabalhador de fato de macaco, nas traseiras de uma carrinha das obras com um maçarico industrial nas mãos. A fazer o quê? Com o maçarico debaixo de uma chaleira de inox, que com 99% de probabilidade se destinava a aquecer água para o chá. Porra,como foi possível perder esta foto!

Terça-feira, Março 11, 2008

Sim, não, no tak = confusão

Não significa negação em português. No será em inglês. Nie em polaco. Mas em polaco, no significa sim (exemplo: No tak - sim, claro). E agora, isto já me começa a afectar o modo como eu falo português. Já sinto que pertenço àquele grupo de pessoas que inicia todas as respostas com a palavra não, do género: “Então, gostaste do filme? Não, foi espectacular” ou “Achas que devo esquecer a ideia de suicidio? Não, de facto deves”.
Isto é um hábito linguístico que é complicado de tirar e que vai exigir tempo, mas que tem de ser feito para meu bem. Senão, já tou a ver a situação extrema (hipotética atenção) que se pode gerar: “Então, aceita como sua esposa esta mulher? Não, aceito”. Aborrecido depois para explicar.....

Domingo, Março 09, 2008

História da Polónia às três pancadas - XI

Portanto, no início do século XVIII, com um modelo de governação fraco, e com a cada vez maior interferência dos governantes russos na gestão dos assuntos da Polónia (que sempre esteve e ainda está na fronteira entre a europa ocidental e a europa que fala russo, a funcionar como uma rolha) as coisas começaram mesmo a descambar forte e feio. Episódio elucidativo foi quando após terem elegido legalmente um rei em 1733, houve uma intervenção vinda de leste para colocar à frente da Polónia um rei mais porreiro (para os interesses russos, claro) e esse rei teve de bazar para França.
A meio deste século e por vontade do rei da Prússia, andou-se por aqui á batatada entre Polónia e Prússia numa região chamada Silésia, que a Polónia....uhm, perdeu. O objectivo seguinte da Prússia era conquistar mais território na praia (entenda-se a parte sul do Báltico).
Em 1763 surgiu um novo rei para a Polónia, que pelos vistos até tinha dado umas berleitadas (amante) com Catarina a Grande da Rússia, mas este rei tinha ideias um pouco mais reformistas para a Polónia. Convém referir que a principal fonte para estas ideias reformistas vinha de França, para onde aquele rei (Stanisław Leszczyński) que foi eleito uns anos antes se exilou. Esta foi a altura em que o iluminismo francês (Voltaires e companhia) se expressava pela Europa, e o Stanislau até escreveu em França um livro chamado “Voz livre como garantia de liberdade”. Ora como haviam ainda na Polónia algumas pessoas capazes de pensar, sentimentos de rebelião começaram a intensificar-se na segunda metade do século. E o rei que foi eleito com o apoio da Rússia em 1763 até nem desencorajava isto.
É bom de ver que a malta na Rússia tinha de encontrar uma solução para isto. Ou seria por meios políticos impedindo todas e quaisquer reformas, ou por meios militares com uma invasãozita para pôr os malandros dos polacos na ordem. Só assim, a Rússia podia ter descanso no seu quintal para a Europa. Mas ambas as soluções dariam bronca porque iam causar um alvoroço dos diabos, inclusive com a vizinhança imperial da Prússia e da Aústria. Impunha-se encontrar uma solução, uma terceira via.....

Sexta-feira, Março 07, 2008

Chat: Gadu-Gadu

Este é um print-screen do programa de chat mais popular na Polónia e todos os que já estiveram na Polónia mais de 2 dias já decerto ouviram e/ou são/foram utilizadores disto. Pela Polónia, os nativos já ouviram falar e usam o Msn Messenger ou o Skype, mas o mais usado pela juventude ainda continua mesmo a ser este: Gadu-Gadu de seu nome (http://www.gadu-gadu.pl/).
Não sei o que quer dizer Gadu, somente usei isto umas duas vezes, mas é mais corriqueiro ser somente referido por GG. E prova da enorme capacidade de adaptação que os portugueses têm, se fizermos uma pesquisa por nomes como p.ex. João, surgem 13. Que cheira-me que só usem o GG para as suas (tentativas de) pescarias internacionais.....e não é somente para isso que isto serve???

Terça-feira, Março 04, 2008

Universidade na Polónia

As minhas limitações intelectuais, temporais, e linguísticas não me permitem ter um conhecimento mais profundo do sistema de ensino na Polónia. Mas um dos pré-conceitos mais comuns que nós temos em Portugal é que a qualidade do ensino nos países do Leste é bastante superior ao nosso. Não sei porque nunca estudei numa Universidade na Polónia, por isso não posso responder com franqueza, mas apenas lançar algumas atuardas que podem ajudar a uma possivel resposta:
- é normal existir uma disciplina de inglês nas universidades e que cujos resultados contam para a média académica;
- o sistema de ensino ainda está muito baseado no sistema tradicional: o professor diz, logo é verdade absoluta, e é necessário empinar isso para descarregar nos exames;
-existe um livrinho, que volta na volta é necessário carimbar pelos professores, reitores, etc e tal após exames/trabalhos, e ai de quem perder esse livro;
- é normal ouvir um estudante polaco dizer que está a fazer dois cursos. E nem sempre relacionados, do tipo, sim estou a estudar Biologia e Economia. Isto das duas uma. Ou faz dos polacos super-estudantes pois só pessoas extra-ordinárias conseguem fazer dois cursos em simultâneo, ou o nível de exigência fica abaixo do que nós temos em Portugal.....
Acho que já dei a minha opinião. Ups.

Segunda-feira, Março 03, 2008

Post 200 - ponto de situação

Por coincidência, ou para os mais místicos, destino, este post 200 vai ser dedicado a anunciar a minha provável saida da Polónia no final de Março e o regresso a Portugal após quase 2 anos que passaram rápido de emigrante por estes lados.
No entanto também sei que também em Portugal vou estar atento a novas oportunidades profissionais que sejam interessante para trabalhar aqui, de preferência para empresas portuguesas que estejam a iniciar a sua actividade neste mercado imenso e onde existem tantas oportunidades de negócio. Sei todavia, que a minha vontade de continuar a trabalhar pelo estrangeiro me poderá levar (como já esteve prestes a acontecer) a países mais a leste como por exemplo a Roménia o que levaria à criação de um novo blog (nota: não, não seria CiganaRoménia!).
Quantos mais posts irá ter este blog, e se irá viver para além de Março não sei, e só o futuro dirá. E assim acontece... pela Polónia.

Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

Diferenças culturais - a frontalidade polaca versus os rodeios portugueses

Há diferenças culturais em todos os contextos possiveis quando uma pessoa está num pais estrangeiro. A seguir, dois pequenos diálogos ficcionados, mas que podiam muito bem ser verdade. Um em Portugal outro na Polónia.
Em Portugal:
Cliente A – Olhe muito bom dia. O meu nome é Maria Albertina e estou a ligar da empresa Couves SA. Gostaria de saber se vendem o produto Y.
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – E com quem posso falar para poder encomendar isso?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Uhm, por esse preço vai ser complicado. Não dá para fazer aí uma atenção?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Sim, acho que consigo pagar a 30 dias, e assim já dá então para o desconto de 10%. E quando conseguem entregar isso?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Se você conseguisse isso uma semana antes estava a ajudar-me imenso.
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Pois, então veja lá o que consegue fazer quanto ao prazo. Mas pronto, vou enviar a nota de encomenda disso, e depois fico à espera da vossa confirmação. Bom dia, foi um prazer falar consigo, e vamos estando em contacto.

Na Polónia:
Cliente A – Bom dia. Chamo-me Kasia Basia, e ligo da empresa Bananas SA. Quero comprar o produto Y.
Fornecedor B: (alguns momentos). Bom dia. Isso nesse momento não temos em stock, custa N zlotys, pagamento no acto da encomenda e entrega a 4 semanas.
Cliente A: Ok, então envie os dados para poder validar a encomenda, incluindo os seus dados de conta bancária. Bom dia

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

Serviço ao cliente na Polónia (existe ou nem por isso?)

No momento da escrita destas linhas encontrava-me num bar sentado numa mesa em lugar central, e com empregados de mesa a passar de um lado para o outro. Já lá iam passados uns morosos (ou merdosos) 20 minutos, e ninguém se dignou a dirigir-se a este reles personagem para o servir.
Pelo tempo que já ando pela Polónia, sei que este tipo de situações são corriqueiras, pois aqui não existe tanta pressão para consumir algo a partir do momento em que se põe o pé num bar. Agora porra, uma pessoa está sozinha num bar há mais de 20 minutos. Como se não bastasse ter de recorrer a uma caneta e papel para ocupar o tempo num bar, nem me dão a possibilidade de pedir uma bebida. Restou-me esperar mais 5 minutos e pus-me na alheta sem ter tocado em nada. Que bela trampa de atendimento. No whisky, no tip, no nothing for them.

Sábado, Janeiro 26, 2008

Arquipolacadas - III

As casas de banho normalmente não são dos tópicos mais discutidos em blogs. No entanto, e numa onda de contra-corrente aqui vai uma pequena abordagem, mais concretamente sobre os lavabos. É muito comum encontrar em casas velhas cubiculos que não têm mais do que a sanita (vulgo cagadouro). Assim, após uma pessoa realizar a tarefa nº1 ou nº2, tem de lavar as manápulas a outro cúbiculo onde está o lavatório.
Ora estando este processo disperso por dois locais, é expectável que indivíduos mais bácoros descurem a parte do lavatório. Posto isto, dar apertos de mão a polacos é sempre algo que enfrento com temor, pois ao invés de másculo aperto de mão, tento sempre algo o mais delicado possivel. Assunto de caca este, mas o ritmo de trabalho não permite uma melhor iluminação de ideias.Mea culpa.

Quarta-feira, Janeiro 16, 2008

Meu automóvel - II

Após a foto do post anterior, mais alguma informação sobre o meu bólide. A primeira mostra o lindissimo mas espartano painel de instrumentos. Ao que consta, este fiat, o 126 EL já contém alguns elementos do Cinquecento. Uhhhhh. Na outra foto, a caixa de velocidades de 4 e dois botões atrás, em que o da esquerda é o que serve para abrir o ar. Sem este botão para cima, arrancar com isto no inverno é mentira.
Em suma, o processo de andar com o carro é o seguinte: abrir a porta (quando o trinco não está congelado é à primeira), abrir botão do ar, dar à chave (se carro não anda à mais de um dia há que dar chave umas 5-10vezes até motor começar a trabalhar), andar uns 3-5min com o ar aberto (ou seja, o carro anda com ralenti acelerado).
Como características engraçadas há uma primeira velocidade que arranha que se farta quando engrenada e o prazer de condução obtido é nulo. Isto porque a capacidade de aceleração é indescritivel (por ser tão lenta), a velocidade máxima a que me atrevi a dar foram 90km (velocimetro). Com um carro tem 650cm3 e 24CV quando novo (o carro é de 1996, portanto com os 85000km que marca, deve ter agora uns 18CV) e também porque a partir dos 80km começa a saltitar dada a curta distancia entre eixos prefiro não me aventurar. Mas pronto, que esperar de um carro citadino elaborado nos anos 70? Consumos baixos não é de certeza, porque este guloso mama 9l/100km na cidade! O que é giro, pois o depósito de combustivel tem uns 12 ou 13l de capacidade.

Domingo, Janeiro 06, 2008

Meu automóvel

Não é branco como eu pretendia, mas ao menos é uma cor que ajuda a encontrar o carro nos parques de estacionamento.

Sexta-feira, Janeiro 04, 2008

Polónia e a Língua Portuguesa

Numa discoteca, um pequeno excerto de uma conversa com uma polaca:
Eu: Pois, sou de Portugal.
Ela: Ai sim? Olha, sei dizer uma palavra em português.
Eu: Sabes? Qual?
Ela: Pila!
Eu: Ahah.
Ela: Eheh.
(.....)
Não cheguei a saber onde a rapariga aprendeu tão singela palavra, mas também não interessa, pois é sempre simpático ouvir português falado por esse mundo fora.

Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

Mitos - na Polónia faz frio como o diabo

Aquando da minha presença por terras lusas agora no Natal, das perguntas de lugar-comum que as pessoas vão fazendo, está destacada a: "então, aqui faz menos frio, hein?". A resposta, não é de todo linear. É verdade que agora, estão -7 graus na rua. Está a nevar. Tenho de andar com um casaco que me transforma numa espécie de boneco da Michelin.
Mas frio à séria, mesmo mesmo, é aquele que passo no meu quarto da minha santa terrinha em Portugal. Ali sim, passo frio, de manhã, ao acordar enquanto procuro incessantemente, em trajes menores e com as partes pudendas a arrefecer, as minhas vestimentas. Talvez seja por ser umas águas furtadas, ou as janelas deixarem entrar vento como o camandro, ou por não ter aquecimento central, ou um misto de tudo. Verdade, verdadinha, é que passo mais frio em Portugal do que na Polónia. Aqui (Polónia), as casas estão quentes, os locais de trabalho quentes estão, é socialmente aceite andar com ceroulas, e pode-se andar de gorro sem ser conotado imediatamente como chunga. Portantos, em Portugal faz menos frio o tanas. E nem sequer falei de como o frio aqui é mais seco, ao passo que em Portugal aquilo se mete pelos ossos adentro, que parecem picadas senhores.

Domingo, Dezembro 16, 2007

One way ticket.....

to somewhere...... p.f.2.u.I.P.

Terça-feira, Novembro 20, 2007

Polónia social

Polónia, país com crescimento bestial, desemprego diminui brutalmente, centros comerciais a abrir que nem cogumelos, malta a especular em apartamentos, and soione. Mas como em tudo na vida, há sempre as pessoas menos favorecidas.
A imagem não é bem visivel, mas foca-se em duas pessoas que andam com carrinhos de mão, pelo centro da cidade (neste caso, Wrocław), para recolher basicamente lixo (cartões, plástico, etc). Claro está que para recolher lixo, é necessário procurar nos caixotes do lixo, e já por várias vezes vou a por o lixo nos contentores, e lá está uma pessoa à procura de coisas que para mim não têm valor, mas que para outros servem de meio de sobrevivência. Isto são o tipo de situações que dão sempre que pensar. Mas tal como em Portugal, também aqui, a minha acção fica pela reflexão de como ajudar estas pessoas.

Quarta-feira, Novembro 14, 2007

Parque Automóvel III - Estacionamento em cima do passeio

Uma pessoa ao ver esta imagem pode pensar que estes tipos são uns selvagens na estrada. Sim, são, mas há explicação. Então, não é que está tudo a estacionar em cima do passeio como acontece p. ex. em Portugal. Se o passeio existe, devia ser respeitado e usado pelos peões, certo? Errado. Segundo o sinal cuja fotografia se encontra abaixo, é assim que se deve estacionar. Metade do carro em cima do passeio, a outra metade fora. Baril. Agora, duas perguntas. A primeira é o que acontece se a pessoa não estacionar o carro exactamente ao meio? O polícia poder-se-á dirigir ao condutor e perguntar “então o meu amigo não sabe que devia por o seu veículo automóvel um pouco mais em cima do passeio?”. A segunda é até que ponto isto pode ser aplicável a todos os automóveis. Imagine-se por exemplo uma Iveco Daily Grande Volume (a.k.a. carrinha branca usada pelos feirantes e grande para caraças). Se a mesma estacionar desta forma, facilmente bloqueia uma rua de sentido único como era este o caso.
Eu pessoalmente prefiro subir passeios em Portugal. Estraga mais o carro é certo, mas dá mais pica. O subir uma roda de cada vez, o patinar caso seja um passeio mais alto e o carro tenha tracção dianteira, ou mesmo a possibilidade não tão remota quanto isso de bater com o queixo do carro no passeio e lixar o cárter. Tudo coisas divertidas.

Sexta-feira, Novembro 02, 2007

Guia Mabor - Clubes II

Falar da noite de Cracóvia, e não mencionar o Cień (www.cienklub.com/) é um pecado e um hino à ignorância. Por isso, é chegada a altura de falar do melhor clube/discoteca de Cracóvia. Bem localizado, a 3m pé da praça central, este é o melhor sitio para sair à noite a partir da 1 da matina. A música, das 27 ou 32 vezes que lá fui, só em duas delas foi aceitável (predomina o house, mas nada de especial). As instalações são numa cave. Durante os fins de semana, há um número excessivo de gajos (estrangeiros muitos). Não raras vezes tem de se pagar para entrar, e nem sempre é líquido que se consiga entrar numa 6ª ou sábado. Até agora, nada de muito positivo.
Mas começa por ter porteiras a fazer triagem das pessoas. Malta com mau aspecto /podre de bêbada dificilmente entra. Para uma cave, consegue ter duas pistas de dança, três bares, uma zona VIP, e duas salas para relaxar/conversar/testar o material. Quanto à clientela, é a história do ovo e da galinha para saber quem chegou depois de quem. Se as polacas hiper-produzidas com pernas até ao pescoço e saias até ao umbigo à procura de patrocinadores, ou se os estrangeiros à procura de uma relação duradoura de uma noite. Pessoalmente, é um bom sítio para ir durante uma 4ª/5ª feira por volta da meia noite com o espaço a meio gás, mas livre das hordas de turistas. A principal vantagem, e única razão porque ia muitas vezes a este sítio tem a ver com o facto de ser um sítio bastante seguro. 3 ou 4 seguranças com antebraços da largura de uma cintura normal, também garantem que as pouquissimas situações que vi alguém ser expulso, sejam feitas com prontidão. Além disso, é dos poucos sítios que aguenta até para lá das 3 da manhã (o que na Polónia equivale às 6 da matina em Portugal)
Em noite excepcionais, o espaço duplica com a abertura de um primeiro andar contíguo, que basicamente é um apartamento enorme. Mas só muito raramente acontece.

Quinta-feira, Novembro 01, 2007

bbbbrrrrRRRRUUUUMMMmmmnnnn

Depois de 8 anos a viver em Lisboa, houve várias coisas a que me habituei. E uma delas foi a ter como vizinho, fiel mas algo barulhento, o ruido de um qualquer Airbus ou Boeing a fazer a aproximação à pista de aterragem sobre toda a cidade. E não é que agora em Poznań volto a ter esse bonito espectáculo. Isto porque por aqui o aeroporto está mais ou menos à mesma distância do centro da cidade como a Portela.
E muito sinceramente, por aqui ainda não me apercebi de uma enorme discussão em mudar o aeroporto regional por questões de segurança como em países mais atrasados. Claro está que também aqui, o sítio onde está o aeroporto tem espaço para uma belíssima e grande urbanização dentro dos limites da cidade. Mas pelo que percebo, na zona de Poznań existem muitos pequenos lagos, pelo que a mudarem o aeroporto, provavelmente teriam de fazer aterros, desvios de cursos de água, fundações especiais (ou seja, tudo factores que num país normal, essa localização deixasse de imediato de ser considerada).

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

Bebes tugas II

Se comprar vinho português no estrangeiro é algo que sai sempre caro, hoje tive a prova do contrário. Um rosé a €2,5, um alentejano a €2,5 e um Porto a €5. Claro que há pequenos detalhes que me deixam apreensivo quanto aos produtos que adquiri em termos de qualidade. Para começar, o Rosé tem um nome que não me diz nada. O alentejano, idem idem, aspas aspas. Já o Porto, fornece um pouco mais de informação, mas nem tanto de segurança. A seguir às palavras Porto e Tawny, o que surge em letras maiores é o simbolo do Pingo Doce. É uma boa marca, mas francamente, ter numa garrafa de Porto o nome de um Supermercado dá para ficar de pé atrás. Mas tendo em conta o sítio onde comprei as garrafas, está de acordo com o que um cliente-alvo da Biedronka procura.

Terça-feira, Outubro 30, 2007

E assim acontece em Poznan - cabras

Já lá vai quase um mês a viver em Poznan, e ainda não tinha falado da maior atracção turística do burgo, aquilo que toda a gente que visita a cidade ouve ou ouviu. As cabras. E afinal o que são as cabras? Bem, a historieta essa não a vou contar, também não interessa muito. A realidade é que todos os dias, ao meio dia, um relógio na praça central activa um mecanismo em que saiem duas cabras de madeira, que ao jeito de cucos, dão marradas uma na outra, 12 vezes. Eu, como fui obrigado, tive de assistir a esta parolice. Que uma pessoa que esteja a passar por ali, e por acaso seja meio dia, admito que seja razoável parar uns momentos para observar. Agora, fazer daquilo uma quase atracção turística, oh meus amigos. Ao menos em Cracóvia, trabalhava-se a sério. De hora a hora, todos os dias, lá ia um desgraçado tocar um clarim numa torre de uma igreja. Agora aqui, é um mecanismo automático, e as cabras nem um pio (salvo seja) dão. Não admira pois que Cracóvia atraia muitas mais pessoas em termos de turismo, e francamente, não é com relógios com cabras que se atrai multidões. Mesmo assim, ainda há labregos (eu incluido) que perdem tempo, dão cabo do pescoço, e fotografam este evento fenomenal.

Terça-feira, Outubro 16, 2007

E vão três....apartamentos na Polónia

Para que não se pense que o blog morreu, espero conseguir voltar a escrever ao ritmo que vinha escrevendo até aqui. Este interregno deveu-se sobretudo a uma mudança de cidade (agora Poznań - que para os ignorantes em geografia polaca fica a meio caminho entre Varsóvia e Berlim, ou entre Moscovo e Paris). Portanto, isto traduziu-se em procurar de novo palheiro onde me abrigar. Para descontentamento meu, verifico que os preços por aqui tão taco a taco com Cracóvia. Depois de pesquisas em www.gratka.pl/dom, www.szybko.pl, http://oferty.gazetadom.pl/oferty, não consegui encontrar o que procurava. A saber, uma casa decente, cujo anúncio fosse por parte de um particular. Assim sendo, e porque tinha bastante urgência, fui vítima do roubo legal das agências imobiliárias. Tive de pagar um mês de renda a uma agência, para alugar o apartamento que me pareceu interessante (e sim, o dono do apartamento, também paga à agência, mamando a mesma dos dois lados - CHULOS).
Referência final ao facto de por uma casa cujo preço suplanta em larga escala o salário mínimo nacional polaco, eu não ter direito a uma porra de uma cama (tenho sim um bem muito mais essencial como é a máquina de lavar louça). E quando tive a audácia de perguntar ao dono: "atão, não se consegue orientar para aqui uma caminha?", a resposta de espanto que tive foi algo de "cama? então tens ai dois sofás". Pois, então no dicionário português-polaco, cama deve vir traduzida como sofá-cama. Que me*#a do camandro.

Quinta-feira, Outubro 04, 2007

Ponto de situacao

Depois de uma oferta de trabalho para a Polonia, fui ate Portugal carregar baterias para enfrentar o novo desafio que tenho pela frente. Mas nem tudo em Portugal me agradou. Antes pelo contrario. Este e pois um post off-topic, e prometo que nao se vai repetir muito. Mas vamos la a vaca fria.
Coisas que nao tao bem em Portugal: eleicoes do PSD com um debate baseado em quem pode votar para as eleicoes; a Floribela ainda da na TV (e acho que ela tambem pos hiper-super-giro silicone para ficar mais crescidita; ainda na Floribela, o Unas participa naquilo; fiquei com a sensacao que o Manuel Luis Gouxa afinal e um machao equiparavel ao grande Zeze (isto quando o comparo com especimes como o Claudio Ramos ou Nuno Eiro). Por ultimo, o pais continua num marasmo economico-social de chorar como uma Madalena.
Coisas positivas: o Joao Pedro Pais e a Mafalda Veiga andam a dar concertos juntos, o que e bom, porque ao menos nao sao dois maus cantores em dois concertos distintos.

Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Parque Automóvel III - Táxis



Regra de ouro que me disseram é: "epá, coiso e tal, quando precisares de um táxi, não apanhes um ao acaso na rua, mas telefona para uma central antes." Curioso, porque eu que pensava que para apanhar um táxi numa zona central bastava acenar na rua, e um que estivesse livre pararia. Mas pronto, para evitar barretes dos grandes, todos os polacos têm o número de redes de taxis no seu telemóvel.
Quanto ao taxistas em si mesmo, e como sou estrangeiro vou caladinho que nem um rato, para diminuir a probabilidade de ser endrominado, se bem que já por uma vez um me perguntou qual o melhor caminho para ir (ainda para mais numa cidade que não é a em que vivo). Valeu que sabia naquele caso onde era, pois se não soubesse, já imaginava uma voltinha grande em Varsóvia. O estilo de condução, bom, é razoável, havendo no entanto tansos com T grande a conduzir. Da última vez, apanhei um que errou um desvio na auto-estrada e dirigiu-se para uma saida, corrigindo isso mesmo em cima pisando todo o tipo de linhas possíveis numa estrada. 1 km mais à frente vez inversão de marcha devido a trânsito parado (ainda na auto-estrada em obras,com uma faixa para cada lado separada por cones). Mas a cereja do bolo era foi ir com o carro a 80km e fazer uma saida de AE sem mudança engatada e a chover bemzinho, mas era algo normal, pois sempre que podia lá ia o carro a 80 ou 90km em ponto morto. Não admira que a embraiagem já tivesse entregue a alma ao criador.
Os bólides em si, podemos ver mais variedade que em Portugal. Naturalmente, que os Mercedes são a escolha mais vista para os mais recentes e de qualidade. Mas, depois há toda uma míriade de outras coisas a gasolina, muitas delas importadas em 53ª mão de não sei que país (p. ex. audi 100 2.8, opel omega 3.0 V6, bmw 735i ou o meu favorito até agora, um bmw M5 de 1985).

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

As escolhas do professor X

Espaço agora para a imprensa. Como se pode ver pelo título, uma revista destinada aos assuntos deste país. Escrita em inglês, naturalmente tem como público-alvo a estrangeirada que por aqui vive e trabalha. De periocidade mensal, cerca de 50/60 pág. e com um custo de quase € 4, não é propriamente barata. O seu enfoque vai naturalmente para a área financeira e de negócios (mercados financeiros, mercado de trabalho, imobiliário, por ex.), com algumas páginas também destinadas à política interna. Não sendo leitor assíduo, é uma boa forma para ter umas luzes do que se vai passando por aqui para quem não saiba nada de polaco. Palavra apenas para a assinatura da revista: se for para a Polónia, custa € 25, se for para a Europa € 100. Deve ser enviada pelo correio embrulhada em ouro...http://www.polandmonthly.pl/.

Sexta-feira, Setembro 14, 2007

Viagens na terra de outros - Lublin

Quando me falam em Lublin, imediatamente me vem à ideia o facto de esta ter uma parceria com Viseu, como se pode ver pela foto. Agora, felizmente para a Polónia, a obsessão por rotundas ainda não chegou aqui. Situada no Leste da Polónia, Lublin é bastante conhecida pelas suas Universidades, nomeadamente Universidade Católica de Lublin cuja reputação é apreciável. Além disso, foi nesta cidade que surgiu o primeiro Instituto Camões na Polónia.
Sendo a maior cidade do leste, é significativamente mais pequena que Cracóvia (talvez tenha uns 350000 - 400000 hab). E dada a sua localização geográfica, também não é de estranhar que seja um pouco mais pobre. O centro histórico por exemplo encontra-se ainda algo degradado, mas nota-se um esforço de rehabilitação em curso. Com uma história de população judia bastante forte, pelo menos a cidade foi poupada a destruição durante a II Guerra Mundial, todavia durante os anos do comunismo, parece que o abandono foi palavra de ordem. Uma cidade interessante e bonita para visitar, mas que ainda está um pouco fora de mão para os turistas. De Cracóvia para Lublin (que em linha recta dista +- 300km, demorei 6 horinhas de comboio).
Nota: Foi aqui que também vi pela primeira vez trolei-bus, ou seja, autocarros que funcionam com aquela estrutura dos eléctricos no tejadinho. Curioso.

Quarta-feira, Setembro 12, 2007

Hábitos de comida

Abordando mais uma vez o tema da comida, uma análise a um dia normal de um polaco. Pequeno-almoço de pão, queijo e fiambre às 8 da matina. O almoço tanto pode ser às 12h ou após sair do trabalho às 16h, composto de uma sopita das deles e um pratito de panadinhos com batatinhas e saladinha. Jantar, bem, muitas das vezes não há propriamente um jantar na interpretação tuga. Há sim, umas sandochas comidas antes das 19h. A partir daí, tragam a jola, sff, que já não se come mais nada. Ou seja, há só uma refeição quente por dia. Escusado será dizer que um português normal não se habitua a este ritmo facilmente.

Terça-feira, Setembro 11, 2007

Portugal-Polónia o rescaldo

Muito e muito obrigado aos jogadores da selecção por este sólido empate contra esse portento do futebol que é a Polónia. É preciso um tipo ter azar. Emigro para um país que jogou contra Portugal em futebol, e não consegui celebrar nenhuma vitória.
Como não estava em Cracóvia no dia do jogo, tive de o ir ver num restaurante/café de uma outra cidade. Ao contrário de Portugal, não havia muitos bares/restaurantes onde pudesse ver a bola, havendo alguns que tinham TV, mas estavam a passar música (duh!). Estranho, porque estava no centro de uma das maiores cidades da Polónia.
Não porque tenha vergonha do meu país, mas para manter low-profile, nada de t-shirt da selecção e durante o jogo estive o mais caladinho possível. Mas julgo que o facto de não celebrar os golos da Polónia terá denunciado o facto de não ser polaco. Resta-me ao menos uma coisa positiva disto, um comentário de um dos senhores que estava ao meu lado: "Como é que eles conseguem correr tanto?". Desta vez até correram, mas pelos vistos não chegou.

Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Arquipolacadas - II

Existem vários pormenores que se notam nos edifícios por esta terra fora. Um deles é a maneira como são assinalados os números das portas nas zonas mais antigas. Têm uma espécie da lanternazita, onde está escrito o número da rua bem como o nome. Além disso, existem as placas, em que ainda adicionam o bairro da cidade.
Outra das coisas, é como em muitos edifícios, existe na parede exterior uma placa indicando onde estão localizados canos do gás, e se não me engano, isto deve dar jeito no inverno quando existe bués de neve.

Terça-feira, Setembro 04, 2007

Papel Higienicu

Nem tinha reparado muito neste facto, mas uma compatriota alertou-me para o facto de ainda ser possível comprar na Polónia papel-higiénico à unidade. Confesso que ainda não vi isto noutro país da Europa, e que se calhar este devia ser um indicador de desenvolvimento tido em consideração nas estatísticas económicas. Claro está que se vende os tradicionais 4-pack, 6-pack e afins, mas em alguns supermercados, lá estão os rolos solitários para aquelas pessoas que têm um salário de merda, e que para poupar uns trocos, vão comprando este item à unidade. Além do mais, e julgo que pela foto não é muito perceptível, a qualidade do mesmo não é grande coisa. Cor acinzentada, grosseiro e quiçá áspero. Auch.

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

História da Polónia às três pancadas - X

Se há coisas de que os polacos se orgulham, é dos seus exércitos. Mas como em tudo na vida, os recursos são escassos. Por final do século XVII, a Polónia tinha várias frentes nas quais lutar, surgindo ainda um inoportuno ataque por parte dos Turcos, esses malandros. E se os polacos conseguiram dar um enxoval de porrada a esses tipos em 1673, e ainda por cima repetir a dose sobre os mesmos em Viena, pagaram esse esforço com juros pesados. Dado os esforços de guerra, os efectivos sofreram uma significativa diminuição. E não foi também possível manter territórios, que foram por exemplo para a Rússia (caso da Ucrânia) ou para a Prússia que pretendia tirar da Polónia o acesso ao mar báltico.
E no século seguinte inicia-se uma cada vez maior influência por parte da Rússia, e os reis polacos passaram a responder cada vez mais a imperadores como Pedro, o Grande. Acontecimento importante foi uma sessão do parlamento polaco que ficou conhecida por "Parlamento Silencioso" de 1717 (Silent Sejm, in English), que entre outras coisas limitou que o exército polaco-lituano a 24000. Desastre avistava-se.

Terça-feira, Agosto 28, 2007

Desportos da malta - Speedway

Pista oval, de terra, e um conjunto de motos a fazer um cagaçal desgraçado mandando terra para os lados enquanto andam de lado. Este é o conceito de corridas de Speedway. Pela Polónia, este é um desporto com alguma popularidade. Francamente, só assiti uma vez ao vivo a corridas destas, e apesar de gostar de coisas com motores, ovais sempre me aborreceram. Tem por vezes uns acidentes engraçados todavia.

Sexta-feira, Agosto 24, 2007

Guia Mabor - Cafés/Bares II

Depois de um jantareco, e se o tempo não estiver de feição para ir para uma esplanada, um bom sítio para beber um café/bejeca/cocktail é sem dúvida o Paparazzi (http://www.paparazzi.com.pl/eng/index.php). Trata-se de uma (ainda) pequena cadeia de cafés/bares que está presente em algumas das principais cidades polacas, e lembra-me bastante o conceito da extinta cadeia tuga Cup&Cino. Se bem que este aqui na Polónia tem um target um pouco mais elevado, e as empregadas jeitosas já não são brasileiras, mas sim polacas. Sossegado, bem frequentado e com pinta, é um sítio que vale a pena uma espreitadela.

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Política polaca

Como é do conhecimento geral, o Governo Polaco tem dado que falar nos meios internacionais nestes últimos dois anos. Dado que ainda tenho pouco conhecimento de causa, não tenho falado muito sobre isso no blog. Deixo todavia um link - em inglês - para quem queira ler um pouco mais da actividade política deste período ( http://www.wbj.pl/?command=article&id=38423&type=wbj ).
Decidi escrivinhar só umas palavritas agora, porque lá para Outubro devem haver eleições antecipadas, pois a coligação governamental foi para o brejo. E nem mesmo o facto do Presidente da República ser irmão gémeo do Primeiro-Ministro vai ajudar. Muito provavelmente, só "desajuda". Além desta particularidade de irmãos gémeos (que são chamados de patos) mandarem num país de 40 milhões de pessoas, há outro pormenor delicioso que só pode antecipar divertimento: o nome dos partidos. O partido dos gémeos chama-se Lei e Justiça (PiS) e é de uma direita conservadorazinha. Os comparsas da antiga coligação eram um hiper-populista partido Auto-Defesa (SO) e um hilariante Liga das Famílias Polacas, cujo líder beatíssimo transmite aquelas ideias bem conversadoras e intolerantes que são a risada por essa Europa fora. Os principais partidos da oposição, já têm nomes mais normais: Plataforma Cívica (PO) de centro-esquerda por exemplo.

Terça-feira, Agosto 21, 2007

Procurar trabalho na Polónia

Uma das primeiras coisas que um polaco pergunta sempre, é porque escolhi a Polónia para viver/trabalhar. E mais estranho é ainda quando digo que gostaria de ficar por cá mais uns tempos. Isto porque, desde a entrada da Polónia na União Europeia tem-se assistido a uma sangria de jovens trabalhadores para o estrangeiro, principalmente porque os salários por estas bandas são baixos, e não lhes dão para garantir uma vida consumista aos padrões da europa ocidental.
Todavia, muitos dos tugas que aqui estão têm salários bem acima da média da Polónia, e isso garante um bom nível de vida, ou na gíria, "bolas, com esse salário aí és Rei". Pessoalmente, desde há demasiados meses procuro um outro trabalho na Polónia, mas convenhamos que apesar de o país estar a crescer bastante, não é muito fácil um português encontrar trabalho aqui. Mas o sacríficio e a esperança poderão valer a pena, pois caso se encontre um trabalho desafiante num país destes, isso normalmente significa responsabilidades muito maiores face ao que se teria em Portugal e um mais rápido desenvolvimento profissional.
Mas primeiro há que evitar os trabalhos mal pagos (tipo € 500/600 líquidos mês) e estupidificantes, mas que basicamente é bem bom para um jovem polaco. Depois é preciso mandar para os sítios certos, vulgo empresas portuguesas, que serão o mercado-alvo a atacar. E se o AICEP da Polónia dá uma ajuda preciosa ao fornecer na sua página (http://www.ambasadaportugalii.pl/ic.html ) links para as empresas que estão por aqui, em 99% dos casos acaba-se por não se conseguir enviar o CV para a pessoa mais indicada. Quanto a sítios polacos onde procurar trabalho, dou o exemplo de dois portais: http://www.pracuj.pl/, http://www.jobpilot.pl/. Claro que já andam por cá uma http://www.michaelpage.pl/ ou uma http://www.hays.pl/. Como nota final, apesar de cada vez mais os polacos falarem inglês (muitas das vezes não muito bom), dá sempre jeito saber alguma coisa de polaco para trabalhar por aqui.

Sexta-feira, Agosto 17, 2007

Fumar na Polónia

Pelo que pude aperceber-me, na Polónia existem mais pessoas a fumar que em Portugal, e em termos de cigarros diários o número é quase idêntico. Ou então não, isto porque este é um assunto que me aborrece. Existem no entanto algumas diferenças bem notórias entre os dois países, a saber: o preço na Polónia é cerca de 1/3 inferior; existem muito mais marcas disponíveis e as mulheres têm aqui um gosto especial por um tipo de cigarros mais finos, mais compridos e mais caros (que em Portugal têm um público-alvo bem específico e mais restrito).
Mas a diferença maior reside no nível de civismo que por aqui se observa. Não só se vê mais pessoas à porta de edifícios a fumar, como em locais públicos (tipo restaurantes/cafés/discotecas), a fumarada é bem menor que em Portugal, mesmo quando muito dos sítios são caves. Aliás, já vi que em algumas discotecas nem é permitido estar na pista de dança de cigarro acesso sendo os prevaricadores alertados quer por seguranças quer por outros frequentadores. Aprovado! Assim sendo, apesar de continuar a ser incomodado e muito por actos egoístas de fumadores, sou-o em menor nível do que em Portugal.

Terça-feira, Agosto 14, 2007

As escolhas do professor IX

Para qualquer língua, quando se está a iniciar a aprendizagem da leitura, quer-me parecer que as melhores opções para começar passam por BD. Como ainda hoje gosto de livros em que patos andam semi-nus, este foi o primeiro livro em polaco que comprei: Poza Swiatem 9. Alguns poderão dizer que 254 pág. logo para começar é algo de ambicioso, mas não. Deu para fazer algo engraçado: ler uma história mais ou menos de mês a mês, e assim fui vendo como evoluia o polaco. Além do mais, os diálogos nestes livros são normalmente os mais usados em linguagem do dia a dia, isto se excluir-mos os nomes das invenções do Professor Pardal, por exemplo.

Sexta-feira, Julho 27, 2007

Momentos em família

Um pai a mostrar ao filho como funciona uma metralhadora. Que bonito. E tive pena de não ter conseguido tirar uma foto momentos antes, quando o petiz tão enternecido tinha uma metralhadora do exército nos seus braços. Desgraçados dos meus familiares, que tendo 2 caçadeiras em casa, nunca me deixaram mexer nas mesmas enquanto era criança. Devia ter crescido na Polónia, onde as crianças têm mais oportunidades, e mesmo uma melhor educação.

Quinta-feira, Julho 26, 2007

Arquipolacadas

Não é que o centro de Cracóvia seja exactamente como o de Praga, p.ex., onde mesmo quase todos os prédios têm as fachadas impecavelmente conservadas, e segundo sei, os proprietários na República Checa até recebem apoios para as pintar. Mas o que é verdade, é que cada vez mais fachadas vão ganhando novas cores. No centro histórico o problema julgo que nem tenha sido tanto a poluição vinda dos automóveis, mas sim, oriunda dos complexos indústriais na periferia de Cracóvia. A coisa boa, é que por aqui estes tipos de prédios não têm tanta pedra como em Portugal (que é mais difícil de limpar, logo mais caro). Cada vez que me lembro por exemplo do número de prédios na Av. da Liberdade que estão completamente encardidos de sujidade, até me apetece chorar.
Nas fotos, pode-se ver dois exemplos de prédios bem característicos, e que por acaso estavam na mesma esquina. Um pintado de fresco e o outro já não vê tinta à séculos. Prédios de dois/três andares, com fachadas largas, tectos altos e sempre com cave. E as áreas deste tipo de apartamentos, são normalmente bem generosas (p.ex., salas de 40m2). Casas de ricos nesta zona, claro está (ou pelo menos foram).

Segunda-feira, Julho 23, 2007

Sandaliu

Assírios, Egípcios, Gregos, Romanos são só alguns exemplos de povos que nos tempos antigos usavam sandálias como calçado. Devido a climas quentes, é um tipo de calçado que permite deixar a maior parte do pé EXPOSTA para uma maior circulação de ar, e evitar a transpiração que traz associada o famoso chulé.
Por isso, não sei se é porque a Polónia nunca foi convenientemente ocupada por uma destas civilizações fans da sandália como Portugal foi, mas a verdade é que por aqui eles decidem inventar. Quer dizer, a maior parte dos homens, justiça seja feita às fêmeas. De acordo com a foto abaixo, pode-se ver como entre a sandália e o pé, é colocado um acessório (vulgarmente conhecido como meia) que não raras vezes é de cor branca (!). Porquê? Não sei. É esquisito? Não tenho nenhuma dúvida em relação a isso. Confortável? Duvido. Mais uma para o saco do choque cultural.

Sexta-feira, Julho 20, 2007

História da Polónia às três pancadas - IX

Continuando a falar do período da República dos Nobres, no início do séc. XVII começou a marcar-se o declínio da Polónia. No campo religioso, a intolerância começou a aumentar com a maior aproximação a Roma. Entre outras coisas, os ortodoxos da Ucrânia não gostaram muito disto e começaram-se cada vez a aproximar mais de Moscovo.
Além disso, durante cerca de 60 anos a Polónia foi liderada por membros católicos da Dinastia Waza (oriunda da Suécia). Os suecos (protestantes que eram) também não gostaram muito da brincadeira. Para compor o ramalhete, o Ducado da Prússia iniciou uma campanha de expansão territorial na zona do Báltico.
Definido nos livros de história como um dos reis mais "ovelha negra" da Polónia, o reinado de Jan Kazimierz (1648-68) teve acontecimentos desastrosos: revolta dos Cossacos na Ucrânia, uma invasão vinda do Norte por parte da Suécia, ataques vindos da Prússia, assim como invasões ainda de Muscovitas, Tártaros e rapaziada da Transilvânia. O país ficou de pantanas e pelo menos 1/4 da população foi-se. Facto marcante desta altura foi o início do uso do Liberum Veto (em 1652), em que um único voto do Parlamento Polaco (Sejm) era suficiente para encalacrar a acção governativa pois não havia unanimidade. Com tamanho poder de veto, a nobralhada começou a abusar deste instrumento e assim começou a grande Polónia a ir pelo brejo.

Terça-feira, Julho 17, 2007

Espaço para a publicidade - V

Onde é que já vi algo parecido com este anúncio? Bom, salvo as diferenças nas percentagens. E na língua. E realmente este não é o Jorge Gabriel.

Domingo, Julho 15, 2007

Tristeza portuguesa

A Polónia é um país no qual nasceram bastantes pessoas que já ganharam o prémio Nobel. A saber: Nobel da Paz - 3 ; Nobel da Física - 3; Nobel da Química - 2; Nobel da Literatura -5 ;Nobel da Medicina - 1. E os polacos orgulham-se disso com toda a razão.
E Portugal o que tem até ao momento? Temos o Egas Moniz, cujas descobertas no campo da neurocirurgia e mais concretamente na Lobotomia, lhe valeram o prémio. E depois, há um ignóbil que vive numa ilha ventosa e que vai ainda escrevendo uns livros, que tem um prémio da Literatura do qual não me orgulho nada. É que cá para mim, o seu cérebro, tal como o de alguns portugueses que partilham de ideias comuns às que este néscio expressou no Diário de Notícias de 15.07.2007, poderá ter sido submetido a uma lobotomia. Só assim se explica que frases como "Acabaremos por integrar-nos" (em Espanha) possam sair da boca de um português. Ou então é do calor.
Se na Polónia noto um excesso de nacionalismo, Portugal após a revolução de 1974 entrou num caminho perigoso de desprezo pela nação, pela sua independência e pela sua história. Eu não sou daqueles que anda com bandeirinhas no carro, ou em casa, ou que usa sempre o cachecol (nem tenho) quando joga a selecção de futebol nacional. Mas não sendo saudosista porque não vivi na época, há duas coisas muito importantes que no meu entender devem ser respeitadas acima de tudo: Família e Pátria. Por isso, este caduco podia ir adiantando a sua profesia e mudar de nacionalidade. Já. Ontem mesmo.

Quinta-feira, Julho 12, 2007

Investimento Directo Estrangeiro - 7º

Pelo que ainda me quer parecer, e ajudado pela controvérsia do bloqueio da Polónia às conversações entre a União Europeia e a Rússia, pode-se pensar que este ainda é um atraso de país. Sem dúvida que o Governo de coligação que está no poder tem umas grandes maçãs podres, e não tem feito muito para ajudar a desenvolver o país. Mas tal como li algures, o facto de não mexerem muito, e se entreterem com fait-divers como descobrir as inclinações sexuais de um boneco que pelos vistos é rabeta (o Teletubbie violeta), até é bom para o país. Assim não fazem tanta porcaria em áreas realmente importantes. A prova de que mais vale estar quieto. Por enquanto está a ser benéfico, no futuro se calhar nem por isso.
Isto tudo como prelúdio a mais uma notícia que li, e que segundo o relatório de uma das Big-Four, a Polónia está no 7º lugar como destino priveligiado para investir, mesmo apesar de um governo inepto e instável. China, E.U.A, Índia, Alemanha, Rússia e Reino Unido à frente deles. Curto e grosso, isso deve-se a uma posição central na Europa, salários baixos e um mercado doméstico potencial de razoável dimensão. Quanto a quantidade de mão-de-obra oferecida já tenho as minhas dúvidas, pois a quantidade de jovens a "fugir" para a Irlanda ou Reino Unido é brutal. Para saber mais, ler relatório (em inglês) em http://www.portugalnews.pt/imgupload/polonia1077.pdf.
Ps: Também eu pertenço ao número de empregos que foram criados o ano passado na Polónia pelo Investimento Directo Estrangeiro. É pena por várias razões, a principal das quais é que à custa disso, postos de trabalho foram perdidos em Portugal.

Desportos da malta - Basket

Outro desporto que goza de popularidade pela Polónia é o basketball. Não tendo propriamente equipas e uma selecção nacional de topo, também não uns coxos autênticos nisto. Têm por exemplo uma equipa na Euroliga (Portugal nicles) chamada Prokom Trefl Sopot, portanto assumo que são melhores que nós. Se bem, que pelo que li, o 5 principal desta equipa é composto por um Americano, um Lituano, Greco-Sérvio, um Porto-Riquenho e alvissaras, um Polaco. Em termos de resultados da selecção, pelo que pesquisei, nada de relevante. Quanto ao feminino, só tive tempo para procurar fotos.

Terça-feira, Julho 10, 2007

E assim acontece em Cracóvia - ida à ópera

Esta é a fachada principal do edifício da ópera aqui por Cracóvia. E pela primeira vez na minha vida, fui a uma ópera, e de facto correspondeu às minhas expectativas. Não gostei. Não porque era uma má peça, não devido à más interpretações, por erro dos músicos, mas simplesmente porque me aborrece ouvir alguém aos berros. O edifício está bem restaurado por dentro e por fora, fiquei no 2º nível, com um preço de cerca de Eur 11/12. Pormenor engraçado, a hora de início do espectáculo: 18.30h - um bocadinho cedo de mais para os hábitos tugas. Mas isso não impediu o facto de a casa estar a 70% (como seria de esperar, a maioria dos espectadores pertencia ao clube dos velhadas com dinheiro, muitos dos quais turistas, salpicada aqui e ali por alguns jovens).

Domingo, Julho 08, 2007

Parque Automóvel II

Aqui estão mais algumas fotos de bólides clássicos que se podem ver a circular pela Polónia. De branco temos um Polski Fiat 125p. Um canhão, como se pode ver pela foto. Um milhão e meio destas coisas foram produzidas ao longo de 24 anos. As outras duas fotos referem-se à famosa marca Trabant, da antiga República Democrática Alemã. Feio como o caraças diga-se de passagem, mas funciona (dois cilindros, dois tempos e refrigeração a ar), se bem que já não se vêem muitos por aqui. Para saberem mais sobre estes carros, é só colocar estes nomes no google, e pronto.







Sexta-feira, Julho 06, 2007

E nos entretantos estamos no Verão

Mínimas de 10ºC e máxima de 20. Probabilidade de chover de 50%. E vento. É assim um dia normal de julho na Polónia. Assim, não é de estranhar que as opções para os polacos irem para a praia passam por destinos como a Croácia, Egipto ou Bulgária. E por exemplo, muitas pessoas que vão até à Croácia, vão de automóvel. Mínimo 12 horinhas e cerca de 1000km. Tivesse eu carro na Polónia, e também faria estes km...Ah, inveja! Já agora, face às circunstâncias metereológicas, o risco de incêndios nas florestas polacas durante o verão é bastante reduzido.

Quinta-feira, Julho 05, 2007

Que horas são?

Seria de estranhar dadas as vicissitudes da língua polaca, que as horas fossem algo fácil de dizer/perceber. Não são. E se em conversação formal as coisas nem são muito complicadas bastando usar uma declinação, no estilo informal é um regabofe. Isto porque na Polónia o sistema de dizer as horas é tipo germânico. Por exemplo, para as 8.30h, tem de se dizer "30 para as 9". Que apressados do caraças. Pior: 8.25 diz-se "5m para 30m para as 9h". Rídiculo e exagerado. Quem se lixa como sempre, é o estrangeiro que quer só saber que horas são e fica às aranhas.

Terça-feira, Julho 03, 2007

Mota-Engil

Das várias empresas portuguesas de construção que andam pela Polónia, a Mota-Engil é a que tem maior dimensão neste mercado (ver http://www.mota-engil.pl/en/). Na cidade onde estou é também onde eles têm a sede e até é conhecida pelos polacos. Obras que já vi deles são a construção da auto-estrada entre Cracóvia e Zakopane, ou no centro de Wroclaw a fazer um edíficio que não percebi se seria escritório ou residencial.
Associado à sua implantação neste país, também é possível encontrar por cá outra empresa participada, a Martifer, a fazer e montar instalações metálicas. Assim sendo, os portugueses por muitos paises para onde emigrem, parecem talhados geneticamente para "trabalhar nas obras".

Sábado, Junho 30, 2007

Viagens na terra de outros - Rzeszów

Pertinho da fronteira com a Ucrânia e a 150km de Cracóvia para Leste, a cidade de Rzeszów tem cerca de 170.000 habitantes. Localizada numa região com maior peso e história agrícola, a cidade não é tão campónia quanto se poderia pensar. Para mais informação, ver http://www.erzeszow.pl/en/. Admito que estava a contar encontrar maiores contrastes nesta cidade a nível de arquitectura e de pessoas, mas tirando a zona em redor da estação de comboio e um monumento comunista horripilante com uns 20 metros de altura, todo o centro da cidade está bem cuidado e nem é feio. E a nivel de feições, nada de muito diferente quando comparado a Cracóvia. Pelo que li também, esta é e sempre foi das zonas mais pobres da Polónia, portanto muita rapaziada polaca emigrou destas bandas para outras paranças.
Aliás, até do outro lado do rio, tem uma zona bem grandinha de blocos de prédios recentes a dois passos do Castelo, prova do dinamismo da cidade. Já agora, durante o Domingo em que lá estive não vi nem uma igreja. Estavam abertas sim senhora, mas sempre com missas. E não só, a lotação estava esgotada, pois haviam sempre umas dezenas de pessoas a assistir à missa na rua e ouvindo através dos microfones colocados sobre a porta de entrada.

Terça-feira, Junho 26, 2007

Guia Mabor - Restaurantes II



Na época do comunismo na Polónia, foi inventado um conceito de restauração chamado Bar Mleczny (tradução rápida para Bar de Leite). Para quem queira saber mais sobre o que é isto, facilmente encontra explicação na Internet. Em poucas palavras é um restaurante de comida rápida polaca, destinado às pessoas com menores rendimentos, mas em que todos podem lá ir. Subsidiado pelo estado, neste momento o seu número é bastante menor do que era antes de 1989. Mas mesmo em pleno centro de Cracóvia, é possível encontrá-los.
Decidi portanto ir a um deles, e tive várias surpresas: a comida até nem é má (boa mesmo, tendo em conta que são receitas polacas); entre as bebidas é possível comprar coca-cola/fanta; os tabuleiros vêm do IKEA (!); e neste a que fui até havia microfone para falar para a cozinha. Quanto a preços, uma refeição pode ficar por uns € 3.

Quinta-feira, Junho 21, 2007

Reflexões de vão de escada - o rabiosque das polacas


Desde que estou na Polónia já por várias vezes ouvi uma frase liminar: "as polacas não têm rabo!". Ponto primeiro é que eu discordo. O segundo ponto é como se define um bom rabo? Porque se for a bunda brasileira, o formato coração que é o expoente de um bom rabo, dispenso. É que aquela ideia que um rabo tem de ter chicha em abundância para ser bom, para haver algo a que se agarrar, não pega.
Pequeno, firme, rijo. É assim o rabo típico das polaquinhas. E não me venham cá com histórias de que é genético, da constituição óssea e pardais ao ninho. Como não comem, elas não ficam é com um rabo tipo bombardeiro, como se vê em certos e determinados países. O facto de elas gostarem de fazer desporto também ajuda a ter um bom pandeiro. Portanto, se for um gajo que diga que elas não têm rabo ele só pode ser um tosco. Se for uma gaja a dizer isso, bom, é inveja pura e simples.

Quarta-feira, Junho 20, 2007

História da Polónia às três pancadas - VIII

Em 1569, e como forma de solucionar uma crise de sucessão, foi assinado o Tratado de Lublin que estabeleceu a união entre as repúblicas da Polónia e da Lituânia. E um par de anos depois foi criado algo a que se chamou a República dos Nobres. Em poucas palavras, neste sistema o rei era na prática dominado pela nobreza, como se fosse um funcionário, tendo de se submeter a eleições. Existia uma espécie de Parlamento, e competia a um conjunto de senadores ainda outras coisas como lançar impostos ou declarar guerra.
Para a época isto foi um grande avanço em termos de democracia, pois o rei não tinha o poder supremo. Mas por outro, uma nobreza com tamanho poder, pode insistir no feudalismo em cada uma das suas áreas de poder. Isto não era nem foi bom para a Polónia, pois não é dificil perceber que a plebe não devia gostar muito de um sistema tão feudalista em pleno século XVI e XVII.
Este sistema de eleição de reis permitiu ainda eleger "gestores" estrangeiros (por ex. da França, Hungria ou Suécia). Curiosidade ainda, li algures que destes reis eleitos constou um religioso fervoroso, um homossexual, um glutão, e mesmo um pai de 300 filhos.

Segunda-feira, Junho 18, 2007

Desportos da malta - F1

Robert Kubica. Piloto polaco de F1. E a razão para os polacos prestarem tanta atenção ao desporto. Puto nascido em Cracóvia, tem 22 aninhos e é o primeiro polaco a por o rabo num F1. Começando em 2006, e a mais de meio da época, conseguiu sacar um 3º lugar e uma volta mais rápida no ano de estreia pela BMW. Este ano, ainda não foi ao pódio, e no último grande prémio (Canadá) o homem espatifou o bólide todo, terminando de com o carro de pernas para o ar. Mas tá fino.
Já agora, que saiba não existe na Polónia nenhum circuito em condições para receber F1, e acho que corridas de automóvel em circuito não são ainda muito populares pela Polónia. Por isso é que na Polónia, ele só deve ter conduzido karts. Carros a sério, começou em Itália.

Domingo, Junho 17, 2007

Museus - à noite

Há cerca de mês e meio falei acerca de museus. Pois nem a propósito, o mês passado houve a noite dos museus, em que por € 0,25 era possível visitar uns 15 ou 20 museus/sítios históricos. Excelente ideia pois a adesão dos Cracovianos foi imensa e a cidade estava cheia de pessoas (e ao contrário dos fins de semana de Verão, não eram de Manchester) até à 1 da manhã. Verdade que as filas para entrar em alguns sítios eram enormes, mas por exemplo valeu a pena por exemplo para ir ao Castelo Wawel durante a noite.
Se calhar em Portugal também existem eventos destes. Eu nunca tinha ido, mas desconfio que em Portugal não há. Se por exemplo já dei com o nariz na porta do Palácio da Pena às 5 da tarde, muito menos ir lá de noite. Se Cracóvia não deve ter a melhor noite da Polónia, quase decerto, é a mais animada culturalmente.

Sábado, Junho 16, 2007

Espaço para a publicidade - IV

Isto não é bem publicidade, mas prontos. É uma placa de pequenas dimensões no exterior de um prédio. No entanto, ao contrário de um normal Doutor ou Advogado, esta placa diz "Penetrator". O que é exactamente não sei, mas que o nome soa bem, soa.

Quarta-feira, Junho 13, 2007

Páteo das Surpresas

Algo que acho bastante piada na Polónia são os páteos dos edifícios. Principalmente nos centros históricos, muitos deles são uma autêntica caixa de surpresas. Esplanadas, restaurantes, hóteis,lojas...ou parques de estacionamento. Muito interessante pois alguns deles estão mesmo em prédios cuja fachada da rua até mete medo ao susto, mas uma vez nas traseiras tudo pode mudar de figura.
Da primeira vez que notei isto fiquei algo surpreendido, pois pensava que o conceito de páteo era algo predominantemente árabe, mas dá a ideia que também na Polónia a arquitectura também priveligiou o convívio entre a vizinhança. Escusado será dizer que nos prédios novos, este espírito já está bem mais diluido.

Domingo, Junho 10, 2007

Parabens a Cracóvia - 750 anitos

Foto 1: Panorâmica geral e um coro bué grande
Cracóvia celebrou durante os primeiros dias de Junho os seus 750 anos de existência. Festa da grossa houve por aqui, bandeirinhas por toda a parte da cidade e um palco belíssimo na praça central, com espectáculos bastante interessantes.
Foto 2: Uma senhora aos berros


Foto 3: Barbudo a dar ao serrote


Foto4: Valsada










Quarta-feira, Junho 06, 2007

Dia de Portugal na Polónia

Celebra-se no próximo dia 10 de Junho o dia de Portugal. Mas eu estou na Polónia. Como cidadão consciencioso que sou, estou registado na Embaixada Portuguesa na Polónia. E por isso fui convidado para celebrar o dia de Portugal e do Camões em Varsóvia, mas no dia 11 (porque 10 calha a um domingo) para que não se estrague o fim de semana às pessoas julgo eu. Assim sendo conto ter a oportunidade de após uns valentes meses, deitar o dente a um bom velho pastel de nata, e se os compatriotas convivas não forem muito lambões, experimentar um pastelzito de bacalhau (também estou à espera de ver o fiel amigo por lá) e emborcar um cálice de Porto à pato. Tenho é de estudar o hino, porque não vejo tantos jogos de futebol quanto isso, e há lá umas partes que não me lembro bem.

Terça-feira, Junho 05, 2007

Guia Mabor - Clubes

Em Cracóvia, tal como já disse, não nenhuma discoteca que me faça dizer: "epá, coiso e tal sim senhor, aqui está um sítio de categoria". Assim sendo, vou-me focar em dois sítios que não sendo espectaculares, são emblemáticos de Cracóvia. Os nomes são Łubu Dubu e Kitsch. E encontram-se ambos neste lindíssimo prédio bem perto do centro. Aliás, este prédio só tem bares/discotecas (existem mais dois, mas não vou dissertar sobre eles).
O Łubu Dubu é basicamente um apartamento grande (cerca de 200m2), cujas paredes levaram umas valentes marretadas, e ficou portanto com a sala do bar, duas salas para abancar e uma para dançar. A música é eminentemente dos anos 80 (uma coisa revivalista portanto) com decoração a condizer ainda mais velha (frigoríficos, rádios velhos, etc...). Vale pela originalidade e por se ouvir Depeche Mode, Duran Duran, Abba, porcaria de rock polaco, LCD Soundsystem. Dia ideal para ir: 5ª. Hora ideal: por volta das 24h.
O Kitsch, fica por cima do outro clube e ocupa todo o último piso (cerca de 350m2). Das primeiras vez que ouvi falar deste sítio, as frase eram entrecortadas com adjectivos do tipo roto, rabeta, maricas. Mas francamente, é apenas um sítio gay-friendly e onde sinceramente já fui várias vezes e nunca vi nada de excepcional (talvez porque também não procuro). Bom, a não ser um pequeno show de travestis. Pronto, e também há um varão de inox no meio da pista de dança. Tem duas pistas de dança (a mais pequena com techno) em que a maior passa música comercial, que não é nada de especial. Até cerca da uma da manhã, parece que se está numa matiné, tal é a quantidade de adolescentes ou malta com menos de 20 anos. Mas lá para as 3 da matina as crianças vão dormir. E por aqui a noite é longa, sendo um dos sítios favoritos para os bebedolas acabarem a noite. Está ao rubro no fim de semana por volta das 3 da matina, e sei de pessoas que já sairam de lá às 10 da manhã. Porquê? Não sei. Maricas e lésbicas pelo sítio: há, mas só o homofóbico mais inveterado se pode sentir incomodado aqui.
Ps: Já agora, quando tirei estas fotos fui interpelado duas vezes. Parece que é proibido tirar fotos neste prédio. Na segunda vez tive mesmo de mostrar todas as fotos que tirei. Estranhíssimo.
Ps2: Ambos os sítios são bastante javardolas, e raramente não levo com cerveja em cima. E a probabilidade de um edifício residencial, velho e com todo o aspecto que não foi reforçado para aguentar o aumento de carga devido às centenas de pessoas nestes bares vir abaixo um dia destes, não é tão pequena quanto isso. Enquanto não acontece, é divertido sentir o chão tremer com a malta aos saltos.

Sexta-feira, Junho 01, 2007

As escolhas do professor VIII

Aqui está outro livro de um jornalista/escritor polaco, Ryszard
Kapuscinski, que faleceu em Janeiro último. Este livro é fruto de uma porrada de viagens que o autor fez pelo império da União Soviética após a II Grande Guerra Mundial. Fiquei deveras surpreendido com a dimensão da minha ignorância em relação à União Soviética e aos países que a compunham. Não posso deixar de confessar que infelizmente não li o livro todo uma vez que o perdi algures num avião da Sky Europe. Não tive pois a oportunidade de ler a parte sobre a altura após a queda da União Soviética. Para quem estiver interessado em saber um pouco mais sobre a queda deste império, é um livro porreirito.

Segunda-feira, Maio 28, 2007

Pepinu

Não gosto. Mas por aqui, parece que está por todo o lado na comida. Não só o comem bastantes vezes com refeições quentes, mas se não estou em erro, algumas pessoas até ao pequeno-almoço. Porquê?? Porquê?? Pior ainda, são uns pepinos de menor tamanho e algo diferentes (mais doces) que vêm em frascos tipo pickles, e que por vezes serve para acompanhar shots de vodka. Já descobri mesmo na Internet garrafas com este nome: Blackwood's Cucumber Vodka. Isto uma pessoa habitua-se a muita coisa nesta longa e sinuosa estrada que é a vida, mas chegar a um balcão de um bar e pedir: "era um vodka pepino, ohfáxavor", se não impossível, é tão provável como passar a gostar do meu chefe.

Domingo, Maio 27, 2007

Viagens na terra de outros - Łódź

Da cidade de Łódź (que não se lê Lodz, nem Ludz, mas algo foneticamente parecido com "Udjê") não posso ainda falar muito uma vez que da única vez que lá estive, foi uma visita relâmpago com o objectivo bem claro de conhecer a vida nocturna.