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terça-feira, setembro 23, 2014

Brevemente mais umas postas de pescada

Grosso modo após ano e meio de interregno e uma vez que volto a estar na Polónia, faz sentido recomeçar a escrever no blogue porque no facebook por vezes torna-se difícil pesquisar sobre informação. 
Pese embora a minha pergunta não seja algo do estilo discos pedidos, quem queira sugerir tópicos para abordar é livre de comentar. 
Uma das coisas fáceis que vou tentar acrescentar são aquelas FAQ's, do tipo, como mandar bagagem de/para Portugal, que volta na volta nos grupos de facebook há sempre quem pergunte isso. Vou tentar também moderar-me um pouco mais no sarcasmo. Ou nem por isso. Depende se acordar de ovo virado ou não.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Razões divórcio na Polónia

De acordo com este artigo, a incompatibilidade de carácter entre os membros do casal foi a maior causa de divórcio na Polónia em 2010, seguindo-se logo o encornament....a infidelidade: 
- Incompatibilidade de carácter: 34,8%
- Infidelidade: 25,4% 
- Abuso do álcool: 19,8% 
- Problemas com membros da família: 6%
- Desentendimentos sobre questões financeiras: 7,3% 
- Ausências prolongadas: 3%.


No caso de Portugal, segundo um estudo feito pela socióloga Ana Jorge:
" A partir de inquéritos feitos a 56 divorciados, é que persistem assimetrias de género quanto aos motivos para o divórcio. Quando a pergunta foi dirigida às mulheres, 44% apontaram a insatisfação face à comunicação no casal como principal motivo. Só depois vieram razões como a ausência de amor (32%) e infidelidade (26,5%). No caso deles, a maior percentagem dos homens apontou a ausência de amor como explicação para o divórcio (32%) e apenas 18% se referiram aos problemas de comunicação.
A violência física configura outro dado contrastante: 21% das mulheres referem a sua existência como gatilho para a ruptura, nos homens 4,5%. Nenhuma mulher apontou o divórcio como modo de legalizar outra relação já existente. Homens, sim: 9,5%. Outro aspecto exclusivamente referenciado pelos homens foi a ideia de que o divórcio redundou em perdas económicas e financeiras (17%).
Mais diferenças de género: a falta de independência foi motivo para a ruptura conjugal para 15% das inquiridas, enquanto entre eles o problema nem sequer se pôs." fonte: http://www.publico.pt  

quarta-feira, abril 11, 2007

Páscoa - o rescaldo

Como não me preparei convenientemente, já muitos outros emigras tugas falaram das tradições pascais. É só verificar alguns dos sites que estão nos links do lado (Tiagowski, J2P, Lugar da Esperança, Conhecimento do Inferno, Sem Fim) para perceber um pouco mais da Páscoa polaca.
Resta-me pois apenas fazer um rescaldo de como correram estes dias. Quer em Cracóvia, quer em Wroclaw, as cidades estavam ao mosquedo. Pouquíssimas pessoas a circular, restaurantes fechados (muitos), supermercados fechados (quase 100%). Julguei mesmo ver bolas de feno a rodar, qual cidade do faroeste americano. Isto porque, esta é mesmo uma altura em que os Polacos se dedicam a passar com as famílias, em casa. A excepção a isto, é para irem até às igrejas, levando consigo uma cestinha de ovos pintados para benzer.
Já agora, e após conversas com nativos, parece que tal como com o anúncio do J&B, a tradição já não é o que era. Houve muita moçoila que não levou sequer uma gotita de água em cima (e não, não são feias). E até eu tive medo de apanhar gangs de miúdos a molharem-me, e afinal, nicles, neribi. Quanto a mim, eu só não sai à rua de balde ou mesmo penico de água na mão, porque sendo estrangeiro, podia ser dificil explicar porque andava a molhar o pessoal. Talvez para o ano.

quarta-feira, abril 04, 2007

Modas

Os polacos fartaram-se de andar à batatada durante séculos. São um povo de lutadores, como toda a gente sabe. E de facto esse espirito parece ter passado bem para as populações mais jovens, ou pelo menos para um grupo não tão pequeno deles. Isto porque nunca estive num país onde visse tanta gente, e especialmente jovens a usar roupa com padrões de camuflado do exército. E não se julgue que são só os polacões, de cabelo rapado que usam isto. Também se vêm (demasiadas) gaijas e putos com este tipo de roupas.
Confesso que me parece um pouco estranho, esteticamente está ao mesmo nível ou mesmo abaixo do fato de treino, e por vezes parece mesmo rídiculo em certos contextos sociais. Falando sem muito conhecimento de causa, desconfio que isto sejam influências dos partidos de extrema-direita, facção política que na Polónia tem algum peso. E eu a pensar que tendo deixado de andar no inter-regional para Lisboa, já não veria mais fardas. Afinal, vim parar a um país, onde 1 em cada 10 gajos é um Telmo, vestidos como na tropa!

sábado, março 24, 2007

Centros Comerciais

Já por aqui referi o mercado dos centros comerciais na Polónia. E também julgo já ter dito que é um mercado em franco crescimento. Há cerca de uns quatro meses abriu em Cracóvia finalmente um centro comercial ao qual nós estamos habituados pela sua dimensão (tem 270 lojas por três pisos, e a titulo de comparação o Almada Forum tem 260), e com quase todas as marcas que há em Portugal (Zara, H&M, C&A, Pull & Bear por exemplo). Regra geral, os preços destas lojas são os mesmos ou mais caros do que em Portugal, pois por exemplo na Polónia a Zara tem um posicionamento mais elevado. Isso pode também explicar o facto de que vejo menos pessoas no centro comercial, e também andam com menos sacos na mão.
Nos centros comerciais em já estive, noto algumas diferenças em relação a Portugal. Os supermercados-âncora são mais pequenos, as dimensões das lojas também o são e o mais óbvio mesmo é a área de restauração. Por exemplo, em centros comerciais do tamanho de um Vasco da Gama, podem existir menos de 10 sítios para almoçar/jantar. Especificamente no caso do Galeria Krakowska, há algumas particularidades: não existe estacionamento subterrâneo (ao invés é ao lado e no topo do edifício; por causa disso o supermercado fica no último piso!; e a área central de restaurantes (10 +-) fica exactamente no meio do último piso (num ponto de passagem) existindo ainda alguns restaurantes no rés-do-chão (pelo que qualquer dia estou numa loja de roupa e ainda pode-me cheirar a grelhados).
Como a localização é excelente, ao lado da estação central e a 5min a pé da praça central e a 10min de minha casa, é fácil ceder à tentação de ir lá muitas vezes. Felizmente, já conheço alguns centros comerciais, pelo que não vou lá mais do que 2 ou 3 vezes por semana. 4 às vezes, pronto.http://www.galeria-krakowska.pl/index2.php

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Partidas

Ao olhar para este ecran das partidas no aeroporto de Cracóvia, lá se consegue perceber quais os destinos dos Cracovianos. Gdansk e Varsóvia os aeroportos internos mais usados. Viena para ir assisitir a uns concertos, Praga para levar a patroa a jantar, e Frankfurt como plataforma para outras bandas.
E destinos de emigras temos Londres e Chicago, só faltando Dublin. Esta é a triade de destinos para onde os polacos desertam para ganhar mais uns trocos (muitos mais). Chicago é mesmo a maior cidade polaca. Maior mesmo que Varsóvia, pois só perto do Michigan vivem 2 milhões de polacos. É obra. Este êxodo para o estrangeiro parece ainda longe de estancar, e em alguns sectores (p.ex. construção ou agricultura) há mesmo falta de mão-de-obra. O que vale é que os polacos casam cedo e são danados para fazer filhos, como o prova a história.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Apteka

Por razões que não interessam, já tive a oportunidade de recorrer à farmácia. Basicamente as regras são as mesmas que em Portugal, mas a receita do médico tinha um código de barras, e que de facto foi usado quando fui lá comprar os medicamentos.
Já agora, reparo que na cidade onde estou se vê mais farmácias do que em Portugal. Além disso, em muitos supermercados e hipermercados, junto às pastilhas, rebuçados e pilhas, lá estão as aspirinas, antigripines, paracetamols e afins.
Ps: FYI, se alguma vez precisarem de comprar Tantum na Polónia, não inventem. Basta dizer: "Prosze Tantum Verde". Nada de Tantum green, ou Tantum zielony, por exemplo.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Vida de cão~polaco

À semelhança de Portugal, também por aqui há a mania de ter o cãozinho. Mas felizmente para mim, e pela primeira vez (tive de emigrar), consigo adormercer sem ouvir latidos. Tal como em Portugal há os chamados cães a pilhas, cães normais e cães bem grandes (cujos donos são quase sempre pessoas com algum complexo).
Presentes nas ruas também se encontram, mas pelo menos em Cracóvia ainda não vi nenhum desgraçado a andar de mota para limpar isso (como se vê em Lisboa). Mesmo com um frio do camandro, é possível ver bananas à meia-noite a passearem na rua o cãozinho da mulher/namorada, o que é exactamente o mesmo que acontece em Portugal.
Única diferença, é o facto da maior parte dos animais andar nas ruas e/ou transportes públicos com açaime, o que não é exactamente o caso em Portugal.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Vis a vis

Não é bem um vis a vis, mas está quase lá. Que belo par de jarras.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

EMPIK

Em Portugal, quando se fala em comprar livros/CD's/DVD's, o primeiro sítio em que muitos pensam ir é a uma FNAC.
Na Polónia não há FNAC. Há uma coisa chamada EMPIK. Tal como a FNAC as áreas das lojas são grandes, há um petit café, e as lojas maiores têm vários pisos. E depois há a localização, sempre excelente. Por exemplo na foto, o edíficio branco é todo uma loja EMPIK, situando-se na praça central de Cracóvia.
Existem todavia alguns detalhes a melhorar como sejam a estupidamente quente temperatura no seu interior, ou pior, a miséria franciscana que é a parte de literatura em língua estrangeira. O que vale, é que existem muitas outras lojas (pelo menos em Cracóvia), mais pequenas e que oferecem uma oferta decente de livros em inglês (novos e usados). Ufff

terça-feira, janeiro 16, 2007

Quem não tem coração?

Este é o símbolo de uma organização de caridade polaca, fundada à cerca de 15 anos, e que enfoca o seu apoio nas crianças (por exemplo através da compra de equipamentos para alas pediátricas de hospitais). Todos os anos, existe um evento que decorre por todo o país, e em que concertos/eventos/festas são organizadas, os artistas actuam à borlix, e milhares de jovens e menos jovens andam de latinha ao peito e com autocolantes para distribuir, simbolicamente agradecendo a contribuição das pessoas. E no passado domingo, 99% das pessoas que circulavam na rua, andavam com este símbolo em si.
O nome da organização em português seria Grande Orquestra da Caridade de Natal. E segundo o site deles - http://www.en.wosp.org.pl/fundation/, em 15 anos já conseguiram 65 milhões de dólares. Caso para pensar, que já que fazem este evento por toda a Polónia, porque não fazê-lo por toda a União Europeia? Haveria muitos putos que agradeceriam.

sábado, janeiro 13, 2007

Quiosque


Sempre que passo por um quiosque, dou comigo a pensar como será o dia-a-dia de uma pessoa que trabalha num sítio destes. Passar dias, meses, anos a fio num espaço com um metro quadrado (dois se for um kiosk à rica) deverá moldar e bem a personalidade de uma pessoa. Com quem conversar, quando as pessoas que se dirigem a ela somente querem o cigarro, a revista, ou o carregamento de telemóvel? E o que fazer nos tempos mortos quando já se leram todas as revistas cor de rosa todas? Será que se emerge na literatura clássica? Dá-me que pensar e dá-me pena. Mas também só me dá pena por uns parcos segundos, porque depois lembro-me como passo eu o meu dia de trabalho, a olhar para um monitor 8h por dia, a teclar e a única vista que tenho (quando me deixam abrir as persianas) é o telhado de uma fábrica. Ao menos neste quiosque teria uma senhora vista: a praça central!
Senhora do quiosque 1 - Eu 0.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Espertalhona

Se Portugal tem como ilustres que receberam o Prémio Nobel um médico consagrado no estudo da lobotomia, e um escriba de inanidades sem respeitar regras básicas de pontuação, a Polónia está um pouco mais além. Por exemplo, a dona Marie Curie, ou Maria Skłodowska nasceu neste país. E segundo tive oportunidade de relembrar, a senhora era bastante esperta, tendo inclusive sido a primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel em áreas diferentes (Física e Química). Mais, há um elemento pertencente à tabela periódica cujo nome em português é Polónio, e que foi dado pela Mariazinha em homenagem às suas origens. Agora também é verdade que se tivesse permanecido numa Polónia ocupada pelos russos em vez de bazar para França para estudar, dificilmente ganharia um Prémio Nobel, quanto mais dois.

terça-feira, novembro 28, 2006

Teimosia polaca vem de longe

Ao longo da minha vivência na Polónia, há algo que sinto ser um traço característico na personalidade destas gentes. A teimosia. Não me apetece concretizar o porquê desta minha ideia, mas pensando bem isso nem é muito surpreendente tendo em conta os seus antepassados.
Por exemplo, só um gajo bem teimoso é que se lembrava de no início do século XVI mandar o bitaite em forma de modelo de que é a Terra que afinal gira em torno do Sol. Pois é, o Mikolaj Kopernik (Copérnico) era polaco. Nos tempos livres lá conseguiu pôr em causa o modelo geocêntrico que a Igreja Católica tanto defendia. E sortudo como foi, na sua altura a Igreja Católica nem lhe chateou muito o juízo sobre estas ideias. Quem se lixou à grande umas dezenas de anos depois em torno destes assuntos foi o Galileu.

terça-feira, julho 25, 2006

Peso da populaçao jovem


Apesar de ser um país com bastante população jovem, ainda é possivel avistar alguns anciões a locomoverem-se por um dos seus habitats de eleição (o jardim).