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sábado, abril 28, 2012

Biedronka - Jerónimo Martins: Espaço para a publicidade XV


Depois dos brasileiros da Duda martelarem os tímpanos de todos os habitantes de Portugal com a música e refrão do anúncio do Pingo Doce:
" ... vem ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro, 
o preço é sempre baixo, a loja toda o ano inteiro, 
tudo aqui é bem melhor, tem de tudo e mais fresquinho, 
tudo aqui tem mais sabor, tudo é feito com carinho, 
e o preço é baixo o ano todo a loja inteira, 
além da qualidade a poupança é verdadeira, 
eu sei que o Pingo Doce toda a diferença faz, 
aqui no Pingo Doce o seu dinheiro vale mais, vale mais, vale mais
venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro, 
o preço é sempre baixo, a loja toda o ano inteiro  
venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro, 
o preço é sempre baixo, a loja toda o ano inteiro  
Pingo Doce venha cá "

É também a vez de na Polónia levarem com os criativos brasileiros. A música não tem a mesma melodia, nem a mesma letra, mas a letra também não é assim tão diferente. Além disso ainda tem quase no final do anúncio um caramelo a fazer o gesto com a mão como quem diz "venha cá". Fazendo uma tradução livre, a letra é algo como:
"Está sempre perto de nós,
com ela a vida é mais fácil,
tem tudo o que é preciso,
tão fresco e tão saboroso, 
aqui a nossa Biedronka, nossa Biedronka
deixe-nos surpreender com a qualidade da Biedronka
todos dias preços baixos,
deixe-nos surpreender com a qualidade da Biedronka
todos dias preços baixos,
todos dias preços baixos"

domingo, setembro 11, 2011

União dos portugueses na Polónia

Nesta semana que passou, o Alexandre Soares dos Santos (da Jerónimo Martins) voltou a abordar numa entrevista com o Mário Crespo algumas perspectivas sobre a Polónia. Os minutos mais relevantes são entre o minuto 15:30 e 17:45 e o minuto 20:00 a 21:35. Deixo aqui uma transcrição de algumas das suas palavras sobre a (in)capacidade de união dos portugueses:
" ....O grande problema que nós temos é o trabalhar em conjunto.  Nós temos muita dificuldade em trabalhar em conjunto. Os empresários estão divididos, não se falam. Por exemplo, na Polónia, estão lá várias empresas portuguesas, nunca houve uma reunião dessas empresas. Nunca. Entretanto conhecemo-nos todos. Mas nunca nos sentámos a uma mesa a saber quais são os problemas que você tem, os problemas que eu tenho, que aquele tem, etc.. O que é que temos de fazer em conjunto. Não existe. (pausa) Creio que existe agora uma associação comercial luso-polaca…Duvido que funcione. Duvido que funcione. Dos investidores da Polónia que foram para a Polónia depois de mim, não houve um que me telefonasse a perguntar o que é que eu achava do investimento. Ninguém. Ninguém. E repare que aqui em Portugal é a mesma coisa."   


sábado, maio 14, 2011

Restaurantes portugueses na Polónia - II

aqui tinha falado sobre os negócios de restauração com ligação à comida portuguesa. Serve o presente post para actualizar com mais um restaurante de seu nome Grill & Co. Na falta de poder visitar e comprovar por mim mesmo a qualidade do sítio, acho que as fotos que retirei do site são esclarecedoras o suficiente. Espetadas da Madeira, bitoque, leitão (sim "suckling pig"), bacalhau ou um pudin flan (se é do Mandarin ou não, não sei). Só pelas fotos, estão de parabéns, pois tem tudo um óptimo aspecto.  

Coincidência das coincidências, o restaurante está situado no mesmo conjunto de edifícios da sede do Millennium Bank. Desconheço o que esteve na génese deste restaurante, mas se tivesse de dar um palpite, imagino uma reunião de quadros expatriados do banco a discutirem onde ir almoçar e um deles dar um murro na mesa e dizer: "basta de ir a sítios com canecas de banha como entrada, panados, couve com carnes gordas lá dentro, peixe com gelatina. Estou farto! Nem que façamos uma vaquinha com os nossos bónus, mas temos de arranjar forma de ter aqui um restaurante com comida portuguesa". Mas especulo...
Mais a sério, conquistar clientes pela barriga é sempre uma boa solução em Portugal. Estereotipando completamente, espero que a nossa aguardente e vinho do porto ajude a concretizar muitos bons negócios na Polónia.

domingo, maio 01, 2011

Iogurtes da Polónia em Portugal

É como uma regra de três simples. Da mesma forma que um pastel de nata estava para mim na Polónia como uma maneira de matar saudades, estes iogurtes de quase meio quilo servem-me como forma de relembrar a Polónia.
Cortesia do Pingo Doce, por 0,60cêntimos é possível comprar estes iogurtes com pedaços com a etiqueta "produkt polski". Tendo em conta a quantidade, e o facto de viajar mais de 3500km, o preço está ao nível de produtos de marca branca. Em Portugal porém é classificado como sobremesa láctea e não como iogurte. Mais info sobre as vacas polacas aqui.

segunda-feira, abril 18, 2011

Seminário sobre a Polónia na Tektónica

Mais info aqui e claro aqui. Dia 5 de Maio, pelas 14.30h no Auditório do Pavilhão 1 da FIL, em Lisboa, por ocasião do Portugal Constrói.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Lanidor na Polónia. Boa ideia?

De acordo com notícias recentes, a Lanidor pretende entrar no mercado da Polónia no primeiro semestre deste ano. Para quem não saiba, a Lanidor é uma marca de pronto-a-vestir feminino. Sem dúvida que para Portugal é positivo saber que há mais empresas interessadas em apostar na internacionalização e esta empresa já está presente em cerca de 12 países.
Agora a questão é a seguinte: necessitará a Polónia de uma marca de vestuário cujas principais clientes são as portuguesas? É que como sabemos o sentido estético das portuguesas (e portugueses) relativamente a moda não é muito variado. Será que o mundo quer que haja mais polacas a andar sempre de calças, calças, e pronto uma ou duas semanas por ano de vestido ou saia? E as malhas, será que isso vende na Polónia ou mais vale nem carregar o camião com isso? E saberá a Lanidor produzir saias com o tamanho certo que o mercado polaco procura? Ou devido à diferença de altura das compradoras, o que em Portugal é um vestido, na Polónia será vendido como saia? Tough questions....  

domingo, dezembro 05, 2010

Business Roundtable Polónia II - artigo Jornal Negócios

Fazendo um follow-up do post de Outubro sobre a conferência "Business Roundtable Polónia", fica aqui o link para o especial de 8 páginas que o Jornal de Negócios dedicou.
Entre outras coisas, é possível ficar a saber que em 2009 o Investimento Directo de Portugal na Polónia foi de 79ME (face a 179 em 2008). Refere-se que existem actualmente 90 empresas polacas com capital português (em 2004 eram 24). Não surpreendentemente, fala-se das pazadas de dinheiro da União Europeia para que empresas ligadas a infra-estruturas (como a Strabag ou Skanska possam fazer o seu trabalho). 
Há também referências humorísticas, como quando a Directora da Agência Polaca de Investimento diz taxativamente que a barreira linguística não é um problema. Claro que não é, mas só para o polaco que está a vender. Falar em inglês representa 4/5 do caminho para pagar bem mais caro o que quer que seja.

Nota: Já agora, a parte mais importante de toda a conferência foi a revelação do comprometimento e sacrifícios que os executivos portugueses colocam no sucesso do negócio, pois dos 9 portugueses que trabalham na Biedronka (da Jerónimo Martins), 6 estão casados com polacas (se deram um chuto na esposa portuguesa ou eram solteiros não ficou claro) e um divorciou-se recentemente. Tudo em prol de melhor conhecerem a cultura local...certamente.   

quarta-feira, dezembro 01, 2010

FMCG portugueses na Polónia - Caso do Compal Essencial

Para quem ainda pense que exportar produtos portugueses para a Polónia passa por enfiar umas quantas paletes de produto num camião e como o país é grande e está em crescimento marcha tudo, desengane-se. Mais ou menos por acaso encontrei um estudo de caso sobre a internacionalização do Compal Essencial para o mercado polaco em 2008 que lido na diagonal me pareceu bem interessante.
Sendo a Compal, tentaram fazer as coisas com o mínimo de lógica e nesta entrada de mercado aliaram-se a um parceiro local. Pese embora esse facto, com uma estratégia de preço tramada (preço superior em 25% ao líder de mercado) e distribuição no mínimo questionável (ter um produto premium à venda em cadeias discount), as coisas não correram bem no início. Ignoro se ainda continuam na Polónia, se mudaram de estratégia ou se sairam mesmo. Pese embora o estudo seja específico dos concentrados de fruta, julgo que a perspectiva geral poderá servir de base para análise a outros produtos de grande consumo portugueses que se queiram vender na Polónia (p.ex. azeite, vinho....ou mesmo pasteis de nata).

sábado, novembro 06, 2010

Realizar negócios na Polónia


Saiu esta semana o relatório "Doing Business 2011" do Banco Mundial com indicadores referentes às facilidades e dificuldades de realizar negócios nos vários países. A Polónia ocupa o medíocre lugar 70, entalado entre a Namíbia e Tonga (wherever that is). Na UE, só Itália e Grécia conseguem ser piores.
As piores posições da Polónia dizem respeito: a obter licenças de construção, pagar impostos e iniciar um negócio (164º, 121º e 113º respectivamente).
Mas porque neste caso é mais fácil deixar apenas um quadro comparativo entre os valores para Portugal e Polónia para se perceber no que somos parecidos e naquilo em que Portugal é melhor.


terça-feira, outubro 05, 2010

Business Roundtable Polónia

No próximo dia 8 de Outubro vai decorrer em Lisboa uma conferência organizada pelo Jornal de Negócios, para discutir oportunidades de negócio e internacionalização para empresas portuguesas que queiram ir para a Polónia. Só dura a manhã, e como é no Ritz, deu para ter um preço porreiro de 450Eur+IVA.
Não fosse ter outras coisas que fazer ainda poderia considerar dar lá um saltito, mas helas, não vai dar. Fica aqui o link para quem tiver interessado: https://www.eiseverywhere.com/ehome/index.php?eventid=15823&tabid=19288&

sábado, julho 31, 2010

RTP - Radar de Negócios sobre a Polónia

O programa Radar de Negócios dedicou um programa à Polónia, mais concretamente às operações do grupo Jerónimo Martins (Biedronka), Mota-Engil e o Millennium BCP (Millennium Bank): http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=15928&c_id=7&dif=tv&idpod=42434 .
Para quem não conhece nada das operações destas três empresas na Polónia é sem dúvida uma reportagem útil. Para os que já têm contacto com a Polónia, este programa só se foca num dos lados da moeda (ie, as coisas boas da Polónia). Mas o país está longe de ser fácil, exige paciência aos investidores e se isto fosse um programa jornalístico também falariam das dificuldades do mercado. Como é um programa de infopublicidade, fica-se com a ideia de que na Polónia aplica-se a máxima "veni, vidi, vici".... o que não é bem assim.

sábado, julho 17, 2010

Alexandre Soares dos Santos sobre a Polónia

Alexandre Soares dos Santos, Presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins, falou no programa "Plano Inclinado" da SIC durante uns minutos sobre a Polónia. Deixo aqui algumas notas soltas do que ele disse:
- "Na Polónia existe uma justiça a funcionar, uma estabilidade do sistema fiscal e a legislação laboral é melhor (comparando com a portuguesa)".
- "Há muita mão de obra disponível, a percentagem de desemprego é elevada, na volta de 18%,
O que existe é uma mão de obra muito boa, bem preparada. É não só o ensino secundário mas a especialização (na escola). E uma vontade enorme de aprender. …. Porque o polaco trabalha para entrar na Universidade. Aquilo que nós notamos na Polónia é que os jovens vindos das universidades têm muito mais experiência de vida do que os jovens portugueses saidos das universidades. Porque viajaram muito…trabalhando. Não é que a nossa massa cinzenta seja pior, pelo contrário. Tem uma capacidade de adaptação brutal."
Face a isto, um dos autores do programa - Medina Carreira - conclui que "talvez os nossos candidatos a governantes devessem passar um semestre na Polónia: com tribunais a funcionar, um sistema fiscal estável, mão de obra preparada pela escola".
Como é típico do português, a galinha do vizinho é sempre melhor que a nossa, pelo que o entusiasmo do Medina Carreira deve ser contido. Sobre a justiça polaca, como nunca tive de ir a um tribunal polaco, até posso acreditar que possa ser melhor que a portuguesa, mas pela maneira como funcionam os processos de licenciamento onde também abunda a corrupção e amiúde total ausência de prazos, tenho as minhas dúvidas sobre quão melhor seja a justiça. Sobre o sistema fiscal concordo que há muito mais apoio e interesse do governo polaco em atrair investimento. Na legislação laboral, poucos países NO MUNDO são mais rígidos/comunas que o português.
Na parte da mão de obra é que tenho mais renitência em concordar com tudo o que foi dito. Para começar, a taxa de desemprego na Polónia não é nada 18%. Já foi. Actualmente anda na casa dos 11%, e provavelmente no final deste ano a portuguesa será superior à polaca. Depois, só por brincadeira (ou engraxanço) se pode dizer que a escola polaca, na generalidade, prepara bem os alunos. O que eu assisti, na maior parte dos casos, foram alunos que tinham só de empinar, empinar tudo aquilo que o professor queria, não havendo muito espaço a raciocínio crítico. Por exemplo, são bem públicas as críticas ao exame final do secundário (chamado Matura) onde dois escritores e/ou jornalistas consagrados fizeram o teste, e um deles chumbava e o outro tirava uma nota miserável na parte de polaco (escrita e interpretação), tudo porque não respeitavam os critérios/regras. E daí surge que a capacidade de adaptação de um polaco "normal" não é nada por aí além. O que ele diz, e isso sim, faz muita diferença, é o facto de muitos estudantes universitários trabalharem durante as férias (no estrangeiro). Isso é que é o ponto forte dos estudantes polacos que demonstra a sua ambição, não o sistema de ensino, que pela amostra das pessoas com as quais trabalhei, é tão ou mais fraco que o português.
Ps: Devo fazer aqui uma declaração de interesses. No último semestre de faculdade, estive no recrutamento de jovens talentos para a Jerónimo Martins, cheguei à última fase que incluiu entrevistas e almoço com administradores (Luis Palha incluido), e sem dúvida que foi o melhor processo de recrutamento onde já participei, pelo que afianço a aposta que a empresa faz nos jovens. Tivesse eu estado mais motivado naquele dia e não achado tão estranho que estivesse a "concorrer" directamente com malta de Engenharia Alimentar/Agrónoma (eu sou de Economia) para uma área operacional, se calhar tinha ido para a Polónia dois anos mais cedo do que fui.....ou não.

domingo, fevereiro 28, 2010

EDP Renováveis na Polónia - Energia Eólica

Em finais de 2007, a EDP Renováveis entrou no mercado da energia eólica na Polónia. Para ser totalmente correcto, foi a EDP (através da Neo Energia) que adquiriu a empresa polaca Relax Wind Parks detentora de 1022 MW de portfolio bruto por 54 ME. Só em 2008 é que ocorreu o spin-off. Em todo o caso, na Polónia a subsidiária chama-se Neolica Polska.
Nestas coisas da energia eólica, é sempre preciso sempre ter uma análise crítica face aos valores de MW em pipeline. É que quando se fala que têm 1000MW, quer dizer que no total de projectos que estão a trabalhar, esse é o valor se tudo corresse a 100%. Não corre. Aliás, desde o início até à entrada em operação de um parque eólico, nunca menos de 7 anos. Daí a EDP ter entrado na Polónia logo pela compra de uma empresa que já tinha pelo menos um parque a jeito de começar a ser construido. Foi pois em 2009 que entrou em funcionamento o parque de Margonin (fica uns 120km a norte de Poznań) com uma capacidade de 120MW e que faz parte de um parque planeado que quando finalizado terá 240MW. E com 120MW é o parque de maior dimensão na Polónia, sendo que o segundo tem praticamente metade da dimensão, estando assim de acordo com o objectivo da EDP Renováveis de ser o líder na Polónia. Convém referir que a potência eólica instalada na Polónia é de 725MW (tendo duplicado sempre entre os anos 2005 e 2008), em Portugal são 3535MW e na Alemanha (que em termos de condições de vento é muito similar à Polónia) são 25100MW.
É pois um mercado com uma capacidade instalada diminuta, e em que o principal óbice a um maior crescimento nem é tanto a burocracia (que é grande e chata), mas sim as fracas condições da rede eléctrica. A zona com melhores condições de vento situa-se na plana faixa de costa entre Gdańsk e Szczecin, e de facto foi onde surgiram a maioria dos primeiros parques de média dimensão pois aqui é relativamente fácil encontrar ventos de 7 ou 8m/s. Mas uma vez que é uma zona com pouca população, a rede eléctrica é fraca, o que dificulta/impossibilita mais ligações. Na Polónia, zonas elevadas só no sul, e o vento é demasiado inconstante, por isso ao contrário de Portugal, as torres estão sempre em planícies.
Além do mais, outro grande problema são os carecas da Quercus lá da Polónia. É que as zonas com melhor vento ficam quase invariavelmente em zonas de protecção natural, e ainda se mantém aquele mito de que as pás das torres são uma chacina para a passarada. Tendo em conta que centrais eléctricas a carvão são aos pontapés na Polónia, é curioso que se ponham tantos obstáculos ambientais à energia eólica.

quinta-feira, junho 11, 2009

Moda portuguesa na Polónia

Esquecimento meu, só falar disto após ter acontecido. Pois é, o Miguel Vieira esteve presente na Fashion Week Poland (http://www.fashionweek.pl/english.php) em Łódź.
Acho que esta foto ilustra bem o valor acrescentado que as propostas do Miguel trouxeram. Aliás, e nem traduzindo uma parte do que surge no site do evento, sobre os trapos do Vieira diz-se isto: "...In an extremely seductive environment, we send the luxury of Hitchcok women, mysterious and feminine, to the enchantment of a Dandy, the graciousness of a Geisha and the courage of a Samurai..". Realmente, eu ao ver polacas com sobrancelhas pensadas de vermelho pensei logo: grande Miguel, que (relativa) pena que tenha sido só este desfile.

terça-feira, março 03, 2009

Espírito Santo na Polónia

Ele há coisas do diabo. Então Portugal tem um Banco cujo nome é Espirito Santo, e esse mesmo banco ainda não está na Polónia?? Como é possível? Num país fervorosamente católico, com um nome destes, os cliente vinham que nem pãezinhos quentes. E é que nem sequer era preciso traduzir para polaco. Ainda para mais, numa altura de crise como esta, que melhor fiel para os depósitos que......o Espírito Santo?
Eu bem sei que volta na volta se fala do Millennium sair da Polónia, que mesmo quando os tempos não eram de crise já era dificil entrar na banca comercial, mas realmente é uma pena o BES ainda não ter entrado na banca comercial. Estão pela Polónia sim senhor, mas entretidos com banca de investimento. Uma estratégia errada. Ao invés de estarem nos seus modernos e confortáveis escritórios em Varsóvia, deviam era andar a abrir balcões pela Polónia rural, de gentes conservadoras....e acima de tudo, crentes. Assim, depois não esperem milagres.

terça-feira, novembro 18, 2008

Vinhaça portuguesa na Polónia - Adega

Já aqui tinha falado na possibilidade de comprar vinho português na Biedronka. Mas além dessa possibilidade (limitada a uns 3 ou 4 vinhos), há uma cadeia de lojas que só vende vinhaça tuga (entre outros produtos nacionais). O nome das lojas é Adega (algo que julgo de fácil pronúncia para os polacos) e o site é http://www.norpolska.pl/ que tem os produtos comercializados.
O dono é um português que começou este negócio por volta de 2002 em Poznań, e neste momento já vai com 14 lojas espalhadas por Auchans e Tescos em várias cidades polacas. Em traços gerais, a maioria das lojas localizadas em zonas comerciais de hipermercados têm cerca de uns 10m2, apenas um colaborador para atendimento ao público, e um público-alvo da classe média. Como muitos dos produtos que esta adega vende são em Portugal propriedade da Unicer (vinhos, a Superbock, cafés), isto na minha opinião continua a ser um balão de ensaio que está a correr bem até que consigam estar criadas condições para se verem nas prateleiras dos supermercados polacos vinhos portugueses (além do obrigatório Vinho do Porto). Porque é triste ver tanto vinho do Chile, África do Sul, Austrália, e Portugal que até está só a 3500km da Polónia, não consegue ganhar dimensão e preços competitivos para educar a nação polaca a descurar um pouco os shots de vodca para uns cálices de vinho.
Os preços é que em relação ao mesmo produto em Portugal, a conta obrigatória é multiplicar sempre o preço por 2 ou 3 (no mínimo). Há que dar para o transporte, e impostos, e mudança de rótulos e uma margenzinha de lucro....
Na foto, a montra da loja nº1, em pleno centro de Poznań, a dois passos da praça central.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Adenda aos Restaurantes Portugueses na Polónia - Vai haver bifana

Pois é, graças à vontade e empenho de um ilustre jovem empresário tuga (y su muchacha americanopolaca), a partir de meados de Novembro vai abrir em Varsóvia mais um espaço onde é possivel saborear comida portuguesa. O sítio de internet é www.ogrodowacafe.com.
Pronto, tanto quanto sei, no início terá apenas a popular Bifana entalada no menu entre a sande para florzinhas e a tortilha. No entanto imagino que muito bom tuga ao ver a bifana comece também a clamar pela Mini para acompanhar, ou uma sande de coirato (para desenjoar :) ) e quiçá se as coisas correrem bem, o Chef possa afixar na porta daqui a uns tempos algo como: "Mamy Pipis", que é como quem diz - "Temos pipis". Tenho a certeza que na Polónia não será dificil encontrar pipis com qualidade. Mas o tratamento a dar-lhes é que revela a mestria portuguesa.

quarta-feira, abril 23, 2008

Naperons tugas na Polónia

Este é o aspecto de uma loja que existe no Centro Comercial mais conhecido de Poznań. Portanto, para todo o tuga que emigre e se esqueceu do toalhão turco (mas feito em Portugal), de uns pratos catitas ou por exemplo de tapetes, escusa de pedir para lhe mandarem vir isso pelo correio. Pode comprar na Polónia, porventura com um pequenito (ou não caso seja como com os vinhos) acréscimo no preço. Durante as várias vezes que passei perto desta loja (cerca de 40m2) nunca lá vi mais do que dois clientes ao mesmo tempo, sendo que muitas vezes não via mesmo clientes. Obviamente que o seu público-alvo é a classe alta.

quinta-feira, julho 12, 2007

Investimento Directo Estrangeiro - 7º

Pelo que ainda me quer parecer, e ajudado pela controvérsia do bloqueio da Polónia às conversações entre a União Europeia e a Rússia, pode-se pensar que este ainda é um atraso de país. Sem dúvida que o Governo de coligação que está no poder tem umas grandes maçãs podres, e não tem feito muito para ajudar a desenvolver o país. Mas tal como li algures, o facto de não mexerem muito, e se entreterem com fait-divers como descobrir as inclinações sexuais de um boneco que pelos vistos é rabeta (o Teletubbie violeta), até é bom para o país. Assim não fazem tanta porcaria em áreas realmente importantes. A prova de que mais vale estar quieto. Por enquanto está a ser benéfico, no futuro se calhar nem por isso.
Isto tudo como prelúdio a mais uma notícia que li, e que segundo o relatório de uma das Big-Four, a Polónia está no 7º lugar como destino priveligiado para investir, mesmo apesar de um governo inepto e instável. China, E.U.A, Índia, Alemanha, Rússia e Reino Unido à frente deles. Curto e grosso, isso deve-se a uma posição central na Europa, salários baixos e um mercado doméstico potencial de razoável dimensão. Quanto a quantidade de mão-de-obra oferecida já tenho as minhas dúvidas, pois a quantidade de jovens a "fugir" para a Irlanda ou Reino Unido é brutal. Para saber mais, ler relatório (em inglês) em http://www.portugalnews.pt/imgupload/polonia1077.pdf.
Ps: Também eu pertenço ao número de empregos que foram criados o ano passado na Polónia pelo Investimento Directo Estrangeiro. É pena por várias razões, a principal das quais é que à custa disso, postos de trabalho foram perdidos em Portugal.

terça-feira, julho 03, 2007

Mota-Engil

Das várias empresas portuguesas de construção que andam pela Polónia, a Mota-Engil é a que tem maior dimensão neste mercado (ver http://www.mota-engil.pl/en/). Na cidade onde estou é também onde eles têm a sede e até é conhecida pelos polacos. Obras que já vi deles são a construção da auto-estrada entre Cracóvia e Zakopane, ou no centro de Wroclaw a fazer um edíficio que não percebi se seria escritório ou residencial.
Associado à sua implantação neste país, também é possível encontrar por cá outra empresa participada, a Martifer, a fazer e montar instalações metálicas. Assim sendo, os portugueses por muitos paises para onde emigrem, parecem talhados geneticamente para "trabalhar nas obras".