terça-feira, março 06, 2007

Passo a passo

Não sou nem pouco mais ou menos uma pessoa que goste de andar devagar, mas devo reconhecer que na Polónia vejo a juventude a caminhar na rua a uma velocidade alucinante. Concentrando-me apenas no que é relevante, é curioso ver como as polacas aproveitam as suas pernocas e uns glúteos em forma para em escassos momentos se eclipsarem do meu campo de visão. Mais, andam depressa mas de forma graciosa.
A explicação mais básica para isto é: faz frio, então as pessoas têm de andar mais depressa. Mas isto do tempo não explica muito, pois se no Alentejo faz calor e as pessoas andam mais devagar, duvido que na Etiópia faça menos, e os tipos correm que se fartam. Portanto, preciso mesmo de perceber porque é que elas andam tão depressa. Ou então, para quê ver isto como um problema?

6 comentários:

Sara disse...

Também já tinha reparado nisso. Às vezes vejo-me à rasca para as acompanhar! E a comer? É a mesma coisa! Consigo ser sempre a ultima...

Obrigado pelo link ;)

Sara

Anónimo disse...

Porque não compras uns patins em linha e uma placa de stop.:)

Tilleul disse...

Deve ser aí em Cracóvia. Aqui para os lados de Varsóvia anda tudo um bocadinho mais devagar.

Anónimo disse...

desculpa tilleul, mas tas a brincar?
eu sou varsoviana e acho que nos ca sempre andamos a mais depressa.. tentaste ir devagarinho na marszalkowska? ou numa estacao do metro qualquer?
eu sempre sinto me a fazer sprint :)))
abracos
gosia

geraldo geraldes disse...

Não é para bater no ceguinho, mas realmente fiquei surpreendido com a tua visão das coisas, Tilleul. É que seria mesmo estranho que na capital de um país, houvesse menos agitação do que noutras cidades. Bom, excepto nos Estados Unidos. Ou no Brasil. Ou Austrália. Ou, ou...Bom, mas na Polónia, sente-se bem a diferença entre a capital e o resto. E não é só nos sprints que as pessoas fazem.

Tilleul disse...

Se calhar que sou eu que ando mais rápido.

Onde sinto que sou batido ao sprint é a conduzir.

Ainda a proósito de rapidez e lentidão. Aqui em Varsóvia, e eu trabalho ao pé da Jerozolimskie, um quarteirão desapareceu em menos de um mês. Eh malta danada para destruir.

Na rua principal da terrinha onde vivo, destruiram tudo em menos de 3 dias. Entretanto isto foi em Outubro e máquinas para arranjar as coisas nem vê-las.

É nestas pequeninas coisas que eu me sinto quase em Portugal.