sábado, setembro 09, 2006

Se o Tallon viesse para a Polónia...

..não faria de certeza nenhuma collecção de Ferraris ou Ducatis (nem mesmo de miniatura). A razão é muito simples: neste país não há procura suficiente para os "milagrosos" préstimos do tio José Maria.
Não se espere que todas as polacas tenham o corpão da menina da Galp, mas é nítido que as raparigas são bem mais magras comparativamente a alguns países ocidentais (Portugal inclusive). E não há cá balelas do tipo: "ah, deve ser dos genes" ou "a alimentação delas é mais equilibrada". 95% da explicação para este gostoso facto reside na quantidade diminuta de calorias ingerida: um pequeno almoço normal para nós portugueses, um parco almoço de 20 minutos e na maioria das vezes o jantar não é uma refeiçao quente mas sim um lanche tardio.
Assim não admira que em termos médios, e usando terminologia médica, as polacas sejam boas como o milho.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Bebes


Não há muito a dizer acerca da miríade de bebidas disponíveis num país do centro da Europa e onde os Invernos são rigorosos. Se nós portugueses sabemos fazer bom vinho, esta rapaziada capricha na cerveja e principalmente no vodka (em polaco escreve-se vódka e lê-se vudka).
Não sendo apreciador de cerveja, só posso dizer que há mais de 2 marcas no mercado e cuja qualidade na opinião de consumidores tugas (eu exclusive) é bem melhor.
Quanto a vodkas, bem, dois dos suspeitos do costume dão pelo nome de Wyborowa e Zubrowka. O segundo deles tem a particularidade de ter uma erva dentro da garrafa, o que dá um aroma curioso à bebida, fazendo-se normalmente acompanhar nos copos por sumo de maçã. Qualidade francamente superior à maioria dos vodkas que andam por Portugal, com um preço de Euro 6/7 por meia litrada. Gosto.

domingo, agosto 27, 2006

Ponto (que devia ter sido) prévio #2 - Que raio de nome é este de Geraldo?

Já por várias vezes fui abordado acerca da origem do pseudónimo com o qual assino. Confesso que não é surpresa que apenas uma escassa minoria reconheça este nome. Assim sendo, e qual José Hermano Saraiva, aqui vai uma pequena biografia sobre este ilustre português, e espero que sejam óbvias as razões pelas quais acho que à minha dimensão, me identifico com este senhor.

"Geraldo Geraldes, personagem lendário na História de Portugal à época das lutas da Reconquista, posteriormente ficou conhecido pela alcunha de Geraldo Sem Pavor.
Personagem representativo do período de formação das fronteiras de
Portugal, acredita-se que fosse um nobre de trato difícil, pelo que muito cedo abandonou o norte de Portugal para tentar a sorte no sul do país, nas lutas contra os Mouros. Nessa qualidade, liderou como um caudilho um bando de salteadores e aventureiros. Aquando da conquista da região do Alentejo por D. Afonso Henriques, Geraldo Sem Pavor ofereceu-se como voluntário para tomar a cidade de Évora, bem como outras localidades vizinhas. Utilizando como base de operações o castro hoje conhecido como Castelo do Geraldo em Valverde e do qual existem algumas ruínas, introduziu-se nos muros da cidade, executando o governador mouro e entregando a praça ao soberano.
De personalidade imprevisível, foi um dos principais entusiastas da tomada de
Badajoz, campanha que, em 1169, viria a se revelar um desastre para as forças de D. Afonso Henriques em geral, e para as do próprio Geraldo em particular, que acabou por perder todas as suas terras excepto as do Castelo de Juromenha.
Afirma a tradição que o espírito aventureiro deste nobre o levou a
Ceuta, no Norte d'África, em missão de espionagem a serviço secreto de D. Afonso Henriques, que lhe havia recomendado a tomada daquela praça. Quando a verdadeira finalidade da operação foi descoberta, Geraldo morreu à mãos dos almóadas."

Ponto (que devia ter sido) prévio #1 - Etimologia do nome do blog

Divino
do Lat. divinu
adj.,
relativo ou pertencente a Deus;
sublime;
sobrenatural;
perfeito;
maravilhoso;
s. m.,
as coisas sagradas.
Polónia
A Polónia é um dos grandes países da Europa, limitada ao norte pelo Mar Báltico, a leste pela Lituânia, Bielorrússia e Ucrânia, ao sul pela Eslováquia e República Checa e a oeste pela Alemanha. A Polónia tem 38 milhões de habitantes e sua capital é Varsóvia.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Comes

Para quem me conhece, decerto sabe que em gastronomia não sou nenhuma autoridade, nem pouco mais ou menos. Por isso, falar de comida é algo melindroso para mim, por isso nem vou tentar caracterizar a comida polaca. Apenas digo que gordura, molhos e comida recheada é algo que abunda, ao invés de bom peixe, que é algo raro de encontrar (mas há sempre felizardos que já o conseguiram achar).
Apenas uma nota, para um dos pratos polacos mai típicos, o Pierogi. Este prato consiste em massa cozida e recheada em forma de pastel, cujos recheios mais comuns são carne, repolho ou batata com queijo. Eu comparo de certa forma este prato ao Kinder surpresa, pois o que nos pode calhar é sempre algo de inesperado. Ao contrário do Kinder, nem sempre as surpresas são boas com o recheio dos pierogis.

Zakopane


Homem, besta e a montanha

sábado, agosto 19, 2006

Cracóvia também vai a banhos - Opções B e C

Se havia a opção A, então era porque teriam de existir outras.
A opção B consiste num "aquaparque", que segundo fontes fidedignas portuguesas que já o utilizaram, é e passo a citar: "uma piscina grande, com três escorregas". Mas como é óbvio, não é fácil fazer recintos fechados de grandes dimensões que consigam resistir aos invernos rigorosos e cujos custos não sejam enormes. No entanto, além das piscinas e os três escorregas, tem ainda saunas, ginásios, etc e tal. Quem queira dar uma espreitadela, http://www.parkwodny.pl/eng/.
A opção C, e a meu ver a melhor, é um lago situado a uns 10 km do centro da cidade, onde até existe um pequeno areal. Paga-se uns 2 eurios para entrar, tem uns bons bares de apoio, com uns barbecues bacanos, e na maior parte das zonas o pessoal senta-se na relva/erva/terra numa democrática partilha de espaço com as formigas. A água, uhlálá, quando lá fui estava a uns 25/26º e o fundo do lago é areia (sem lodo, nem ervas, nada).
Já agora, só uma curiosidade: não vi por lá muitas toalhas de praia, uma vez que as mesmas não conseguem oferecer a polivalência nem a dimensão de um bom, velho cobertor. Eu não me sentei em cima de nenhum, mas era capaz de afiançar que um cobertor numa praia pode ser algo quente demais.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Religião

Ponto prévio: sou ateu. Por isso, esta deve ser a primeira e última vez que vou falar sobre religião aqui, e não quero tocar em assuntos controversos nem com uma vara de 10 metros para não arranjar encrencas com o clero. Também não vou estar aqui a dizer banalidades sobre a vida do papa João Paulo II. Há decerto informação em barda na net, escrita por pessoas letradas, pelo que é só procurar.
Queria só testemunhar duas coisas:
1ª: é bastante significativa a participação da população em geral (novos e menos novos) nas cerimónias religiosas. Isto é particularmente notório quando muitos dos jovens dizem que vão regularmente à igreja (e neste caso ao contrário dos tugas, não é somente quando existem casamentos);
2ª: na cidade onde estou, Cracóvia, existe um número fora do comum de freiras a circular na rua. Das duas uma: ou existem aqui muitas, ou então não vivem tanto em reclusão como as correligionárias portuguesas. É que apesar de não ser religioso, há algo na tranquilidade emanada pelas freiras que me inibe/censura cada vez que cruzo com alguma delas. Ou então também poderá ser por causa de algumas terem bigode ...

Kościół Mariacki

quarta-feira, agosto 16, 2006

Polacas gostam de sol..

mas como no país onde vivem o grande ovo estrelado da nossa galáxia não é amiguinho delas, a sua pele é tendencialmente, vamos lá, cor de líxivia.
Pensais vós que isso é foleiro, mas nada disso. Foleiro são aqueles bronzeados feitos à custa de € o,25 / min no solário. Não fossem os minimercados e as lojas de bebidas espirituosas, o solário seria o estabelecimento comercial mais visto por estas bandas (pelo menos em Cracóvia). Não há cabeleiro que se preze que não tenha um anúncio em tamanho XL a lâmpadas que supostamente providenciam um bronzeado "bonito".
Eu desde já gostava era que uma Cinha Jardim, ou uma Lili Caneças viessem à Polónia dar uma palestra às Kasias e Gosias, e mostrarem o estado em que fica a pele depois de exposição intensa ao sol. A tonalidade da pele estava muito bem, e não havia necessidade disto.















Em contraposição, no meu trabalho, e julgo que é hábito generalizado, as pessoas não têm problemas em trabalhar às escuras. Ok, escuras é exagero, mas é já após o lusco-fusco. Afinal será que eles, os polacos, gostam de luz ou não? É que qualquer dia tenho de caminhar às apalpadelas. Uhm, e daí isso até pode ter algumas vantagens...

terça-feira, agosto 15, 2006

As escolhas do professor


Meus amigos, para abrir este capítulo de crítica literária, trago aqui o primeiro livro que li sobre a Polónia concretamente. "A question of honor" - Lynne Olson e Stanley Cloud, gira em torno dos acontecimentos de um esquadrão de pilotos aviadores polacos que durante a II Guerra Mundial conseguem fugir da Polónia para ajudar as forças aliadas na recuperação que eles julgavam rápida do seu país. Narra todavia muito mais do que os factos heroicos deste grupo de homens, dando uma perspectiva não tão conhecida do público em geral sobre o comportamento dos países aliados e a sua relação com Estaline. Com passagens por vezes, a meu ver, demasiado laudatórias não deixa mesmo assim de ser rigoroso. 400 páginas de história, bem escritas, e que merecem ser lidas (em inglês). Muito bom!

sábado, agosto 12, 2006

Parque Automóvel


Se há coisas pelas quais sou fanático, uma delas são os carros. Por isso, era inevitável que perdesse algum tempo a falar das bombas que há aqui na Polónia.
Bom, regra geral vê-se o mesmo tipo de carros que andam em Portugal, naturalmente com maior predominância para os carros baixo de gama (Fiat Cinquecento, Renault Clio, etc..). Contrariamente à ideia tacanha que tinha, não se vê muita sucata russa - Lada - a circular (aliás, bem poucos eu vejo).

Mas, sendo um país com uma dimensão já grandita, é normal que existam carros específicos só daqui. Há dois que se destacam: Polonez Caro e Fiat 126 - 650.

O primeiro, como se pode constatar pela foto abaixo, tem umas linhas no mínimo feias, uma robustez apercebida fraca, e segundo sei, apesar do motor de 1600 cc tem a agilidade de um rinoceronte. Bom, ao menos tem espaço para ser um carro familiar para a classe média-baixa polaca.

No segundo caso, a situação muda de figura. Ao olhar, imediatamente nos apaixonamos pelas formas simples e compactas, como só os construtores italianos conseguem fazer. Este menino, é sem sombra de dúvida o carro mais vendido na Polónia (doo um dos meus rins à ciência se isto for mentira), tendo sido produzido desde 1973 até 2000. Basicamente trata-se de um dois cilindros refrigerados a ar, cilindrada de 652cm3, montado na traseira. Simples, barato, e fiável.

Eu não sou nem pouco mais ou menos apreciador de Fiat's, mas ouvir um motor destes a trabalhar é sempre um encanto. E se a potência não abunda, os 600kg de peso ajudam à genica necessária para dominar o trânsito citadino. Mesmo em 2006, este é o carro que se vê mais nas ruas da Polónia. E por mim, já me decidi, quando tiver necessidade de comprar um carro, um Fiat 126 branco está na lista de preferências.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Regras de etiqueta na Polónia

Antes de mais quero já avisar todos os bacanos que vierem à Polónia para não estranharem que alguém vos chame por Pan José, p. ex. . É que aqui, pan quer dizer senhor. Portanto, nada de ficarem com inseguranças relativamente à vossa heterossexualidade, ou no caso de serem bichonas se calhar até vão achar muita graça. Adiante.

Cumprimentar gajos: aperto de mão mediano, cabeça bem levantada para não nos sentirmos tão baixos, e está o assunto arrumado.

Cumprimentar gajas: aqui, elas só "autorizam" cumprimentos com beijinhos às pessoas mais próximas. Mesmo que estejam com alguém que vos está a apresentar uma sua amiga, o melhor é estender a mãozita, para um "passa-bem" chocho. Se forem todos lampeiros para os tradicionais dois beijinhos da praxe tuga (exceptuando o enclave de Cascais onde, noblesse oblige, é só um), arriscam-se com grande probabilidade a serem presenteados com o, e vou usar a expressão inglesa, pull-back. Digo já que isso é algo que não se quer, pois nos segundos seguintes uma pessoa questiona-se rapidamente se de facto tomou banho, se cheira mal dos dentes, se aquela verruga enorme na testa é assim tão feia....Por fim, percebemos que elas, as polacas, afinal são meras raparigas tímidas no primeiro contacto. Mas perguntam-se vocês e com razão:mas as gajas aí não usam todas mini-saias pouco maiores que um cinto? Pois usam, daí a incongruência de chamar-lhes pessoas tímidas. Ai, ai, ai, estas contradições matam-me.
Pior! Depois quando é para os amigos, não dão uma nem duas, mas sim três beijocas. Que exagero raios.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Cracóvia também vai a banhos - Opção A

Se não estou equivocado, a praia de mar mais próxima de Cracóvia deve distar uns simpáticos 600km para norte. Ora, como nem toda a gente tem pachorra para fazer tantos kilómetros, lá tiveram de encontrar outras maneiras de dar banho aos tomates. Existem portanto várias opções, sendo esta para mim a menos ortodoxa.
A entrada promete logo diversão garantida: uma vedação de arame ostensivamente cortada, e com um simpático aviso de proibido nadar.

Passada a vedação, ao menos deparamo-nos com uma vista engraçada:

Portantos, e passando a explicar, esta malta usa uma antiga pedreira para ir a banhos. Mas verdade seja dita, é uma ex-pedreira de categoria. A água é bastante limpa, consta que a temperatura da água também é agradável e tem inclusive uma escola de mergulho (visivel no lado esquerdo da foto). Ok, tem um pequeno inconveniente de nem sempre o acesso à água ser o mais fácil. Se bem que em Cancun, um saltito desta altura para a água seria uma brincadeira de crianças, mas com grande pena minha não vi nada disso aqui. Que grandes mariconços sairam estes polacos.

domingo, agosto 06, 2006

Animação de rua em Cracóvia

Por aqui também há os indigentes que andam a cuspir fogo para arranjar trocos, mas com todo o respeito por eles, prefiro algo menos agitado e com um pouco mais de nível.


terça-feira, agosto 01, 2006

Custos


Acho que ainda é comum pensar-se que neste país os produtos são ao preço da uva mijona. Falso, principalmente na capital, Varsóvia, onde os preços são ao nível de Lisboa na maior parte dos produtos.

Mas sendo eu um licenciado em Economia por uma faculdade reconhecidamente intelectualmente estimulante, estava preparado para começar a ler working papers, ver séries temporais, comparar vários cabazes de produtos com o objectivo de chegar a uma conclusão satisfatória acerca de qual o custo de vida na Polónia...and soione and soione

Felizmente se houve algo que a faculdade não me conseguiu tirar foi o sentido prático, portanto o melhor indicador é o bom velho e fiavel Menu BigMac. Em Portugal custa € 4.10. Na Polónia Pln 11.50 ( um pouco menos de € 3). Portanto, tal como dizia um infeliz Primeiro Ministro - é fazer as contas.
Ao lado, foto de parte do centro comercial mais modernaço de Cracóvia (o Galeria Kazimierz), que decerto não vem dos tempos do comunismo.

segunda-feira, julho 31, 2006

Multibanco na Polónia

É UMA MERDA.

Mais explicações serão dadas quando estiver mais calmo, porque garanto que é aborrecido tentar levantar guito e a máquina dizer que eu sou teso (o que é falso), e isto foi uma das coisas que me lixou a noite. A outra vai ser lavar agora a porcaria da chapa de grelhar.

domingo, julho 30, 2006

Segurança nas ruas

Relativamente à segurança, existe uma excepção que convém desde já mencionar: neste país roubam-se carros à brava. Desaconselho vivamente visitar a Polónia com um autóvel de matrícula não polaca. Se tiver mesmo de ser, é bastante inteligente deixar o carro num parque vigiado. Ver um automóvel polaco por dentro, e os sistemas anti-roubo que eles têm é bastante curioso (o volante trancado é um opcional, mas literalmente fechar a caixa de velocidades com uma chave é algo de bastante usual em todos os carros).

Tirando isto, sinto-me bastante mais seguro em Cracóvia do que em Lisboa (ok, o facto de em Lisboa morar perto da Morais Soares vicia esta análise). Além disso, às 4 da manhã já é madrugada e quase não é necessária luz artificial. Assim, é perfeitamente natural e seguro circular a pé por qualquer área do centro de Carcóvia, a qualquer hora do dia e noite. Não se vêem tanto sem-abrigos, tantos desocupados ou simplesmente malta com um aspecto ranhoso como em Lisboa, necessitando uma pessoa de se preocupar exclusiamente em encontrar o caminho para casa após noite de copos.

Como chegar à Polónia

Da primeira vez que aqui cheguei não vim directo de Portugal, mas sim no decorrer de um pequeno interrail pela Europa. Ora, uma vez que vir de comboio de Portugal para a Polónia ainda é brincadeira para demorar dois divertidos dias, aconselho o avião.
Até agora, e com voos directos para a Polónia (Varsóvia), só conheço a CentralWings - www.centralwings.com . É uma low-cost polaca, nunca andei, mas quem já foi cliente primeiro está vivo para contar como foi, e segundo não tem razões de queixa (não há luxos, e cada bebida paga-se à parte). Os preços normalmente nunca ultrapassam os € 300 com taxas (ida e volta), podendo ir até ao € 1 por viagem sem taxas se comprada nas happyhours que surgem quando o rei faz anos. Comprando com 3 meses de antecedência, e sem contar com promoções, a viagem ida e volta sai a € 200 (são umas 5horas de voo, portanto um preço justo)
Chegados a Varsóvia, e para ir até Cracóvia, a melhor opção é o comboio (2.30 - 3h de viagem). Para quem queira chegar ao aeroporto de Cracóvia (20km do centro) não existem voos directos, sendo então só uma questão de achar o melhor preço (normalmente via Londres).

sexta-feira, julho 28, 2006

Choque Cultural #1

Há quem diga que em Portugal o civismo não reina, que somos pouco educados, e assim. Pois bem, uma coisa que não esperava ver num país europeu eram comportamentos do tipo salve-se quem puder.
Situação 1:fila de supermercado, ligeiro olhar para trás e quase imperceptivel desvio para a direita (ou esquerda, é irrelevante o lado); se a fila avança e nós não durante 0,5 segundos, acto imediato, somos ultrapassados à grande.
Situação 2: cantina, pessoas com os tabuleiro, demora-se mais de 2 segundos a avançar, zás, alguém nos ultrapassa na fila, todo contente.

Segundo fontes polacas, esta de facto é uma situação conhecida. O seu individualismo. Agora perceber porque são assim tão individualistas é que me vai demorar mais tempo.

Por contraposição, e pelo menos nos transportes públicos, a malta é bastante educada com o pessoal mais provecto. Imediatamente se levantam para dar lugar a alguém com mais de 65 anos se homem, ou 58,6 anos se mulher. Pessoalmente quer-me parecer que é por medo de represálias no caso de não se levantarem. É que o olhar de algumas velhotas não é propriamente meiguinho. Eu, como me quero adaptar bem, e também tenho a minha dose de cobardice, mal vejo um velhote a 25m em qualquer situaçao em que esteja sentado, logo me levanto.

terça-feira, julho 25, 2006

Peso da populaçao jovem


Apesar de ser um país com bastante população jovem, ainda é possivel avistar alguns anciões a locomoverem-se por um dos seus habitats de eleição (o jardim).

domingo, julho 23, 2006

Wawel Castle

Apenas uma foto do Castelo de Cracóvia. Visto assim, não parece nada de fascinante, mas também queria incluir na foto o passeio (pedestre e para bicicletas) que existe junto às margens do rio (Wisla) que banha a cidade, e eu já fiz uns 3 km dele, e acho que deve ter ainda mais outros 3 pelo menos. Será que seria assim tão complicado fazer algo assim no Rio Tejo?? Acho que sim, mas os benefícios que aí adviriam seriam bem maiores que as chatices. Além disso os cracovianos e as cracovianas aproveitam para expor os seus bikinis na margem do rio, o que dá sempre um encanto a qualquer cidade.














E porque achei que uma foto era insuficiente, aqui vai mais uma um pouco mais abaixo do castelo com vista para uma igreja que não faço ideia do nome





Palavritas básicas em polaco ( e que daí não são tão básicas de dizer)

Para quem queira visitar a Polónia, e quizer esforçar-se o mínimo para aprender uma meia dúzia de palavras, aqui vai o básico (mal escrito porque não me apetece mudar definições do computador para puder pôr cedilhas em e's ou traços em z's):

- Dzien dobry (para dizer isto em português teria de ser escrito "Djên dóbri"): Bom dia / boa tarde
- Czesc ("chéxch") : Olá
- Do widzenia ("dô vidzénia"): Adeus
- Tak: Sim
- Nie: Não
- Przepraszam ("pchprácham": Desculpe / com licença
- Dziekuje ("djênkuié"): Obrigado
- Prosze ("proche": por favor / de nada

Além dos sorrisos que podem surgir nas mentes portuguesas pelo uso da palavra Prosze, existem outras que também são curiosas para nós, como p.ex.:

- Pan: Senhor
- Kurwa: Prostituta
- Hui ou Wui - nem sei bem como se escreve em polaco: Membro sexual masculino no vernáculo mais forte. Este som, para um polaco pode surgir quando por acaso um amigo nosso se chamar Rui, e nós não carregarmos no R ao dizer o nome. Falo por experiência própria, em que estava a chamar um amigo numa esplanada, chamei-o pelo nome, e de repente só vejo a empregada de mesa, a deitar-me um olhar de desprezo/censura e a dizer "pardon".

Curso intensivo de polaco em 4 ou 5 paragráfos

Sendo eu uma pessoa perfeccionista, bastante pro-activa e com uma capacidade de aprendizagem bem acima da média (ok, estou a exagerar - eu não sou perfeccionista), decidi que ainda em Portugal poderia começar a aprender algo desta língua para nós tugas, tão estranha. Após aturadas peskisas acerca de quais os materiais que precisaria para levar a cabo esta tarefa, verifiquei que apenas tinha disponivel três livros. Vou começar do pior para o melhor:

1 - Dicionário Português-Polaco e Polaco-Português da Porto-Editora. Apreciação: como dicionário de pequena dimensão que é, naturalmente tem bastantes limitações ao nivel de significados, e também não é propriamente um dicionário de bolso. À posteriori admito que não foi a melhor opção. Devia ter comprado algo pela Amazon, do género pocket diccionary Polish-English, em vez de andar a correr livrarias onde encontrar o dicionário da Porto Editora;

2- Polish in 4 weeks da Editora REA. Apreciação: bom, este é um livrinho que tem um título deveras sugestivo e imediatamente tentador. 400 páginas em formato A5, e supostamente já somos uns peritos em ...basic polish. E até traz um CD e tudo. Estava tudo muito bem até aqui, mas o começo é bastante desapontante. Têm uma página com o alfabeto polaco, mas "esquecem-se" de ensinar como se pronunciam as letras. Um L com um traço ao meio, ou um E com cedilha, não é propriamente imediato saber como se pronunciam. Na minha ingenuidade pensei que apesar de não terem escrito, ao menos no CD estaria lá um recital do alfabeto. Os tomates é que estavam lá! Estes surrados têm somente no CD uns 10 diálogos que devemos acompanhar pelo que está escrito no livro, and that's all folks! Em suma, o livro é um bom livro, mas só para quem já tem algumas luzes de polaco. Caso contrário, estará a saltar uma parte importantíssima de qualquer aprendizagem de lingua (O ALFABETO E OS SEUS SONS!!!). Desilusão! Para quem mesmo assim o queira comprar, faça a pesquisa na Amazon. Com despesas e portes, o total do livro manda-se para os 30 eurios (na Polonia custa 40 zlotis - 10 euro).

3- Polish phrasebook da Lonely Planet. Apreciação: Dentro do estilo phrasebook, cumpre perfeitamente os seus propósitos: pequeno, fácil de usar, tem um espaço dedicado a pronunciation and transliterations onde por exemplo posso ficar a saber que o "C" na verdade se deve dizer "TS". Com este livro consegue-se traduzir as palavras básicas em quase todas as situações rotineiras, aprender a fazer perguntas/ou a pedir alguma coisa (o complicado depois é compreender a resposta que nos dão!). Pessoalmente, tento andar o mais possivel com este livrinho, muito útil principalmente num supermercado ou no restaurante quando não existe algum polaco para me traduzir os nomes.
Munido destes instrumentos, a conclusão sai fácil: só com isto não se consegue aprender grande coisa.

Cracóvia, parte II, o regresso

Após um par de dias de passagem por Cracóvia em 2005, surgiu-me em 2006 uma oportunidade profissional que implicaria ir viver para a Polónia, e mais concretamente para Cracóvia. Depois de cuidadosamente ter ponderado os prós e contras desta importantíssima decisão durante cerca de 8 segundos, decidi que a minha vida iria sofrer a famosa mudança de 360 ou será 180 graus...anyway, o que é certo é que tive de começar a preparar-me para a mudança para a Polónia. Ou pelo menos, a tentar preparar-me....O primeiro passo, normalmente passa por aprender as palavras básicas da língua. Mas passemos este assunto para o próximo post.

quinta-feira, julho 20, 2006

first time in Kraków

Após três horinhas de comboio entre Varsóvia e Cracóvia, e passando por paisagens tão diferentes como campos de trigo ou de milho, lá cheguei ao destino final. Sendo já de noite, e como não tinha mapa da cidade, reserva em lado nenhum, lá aceitei alinhar numa dakelas angariações de estrangeirada à saida das estações para arranjar sitio p dormir. 50 zlotis por um quarto duplo, partilhado com um franciú idiota foi o que me saiu na rifa.

Bom, a noite passada, la fui conhecer a cidade, tendo como referências...nada. Desde logo é por demais notória a grande diferença entre o centro histórico e o resto da cidade. Começando pelo pior, nota-se que a maior parte dos prédios da cidade já não vê tinta à decadas, e a arquitectura também não é a mais bela que já vi. Em relação a espaços verdes, não se vê nenhum jardim com relva imaculadamente arranjada (ou entao, existe uma ou duas excepções no máximo), mas em contrapartida zonas "verdes" de mato ou erva existem às carradas (menos mal).

Mas pelo que a cidade é conhecida, é pela sua zona histórica, que não só é património mundial da Unesco, como merece inteiramente esse titulo, pois apesar de não ter edificios deslumbrantes (excepçao igrejas, castelo e muralhas da cidade), 98% dos edificios apresentam fachadas em perfeito estado de conservaçao.

O centro não tem grande ciência. Há uma praça central um pouco maior que o Terreiro do Paço, que tem 200 x 200m, atolada de esplanadas, restaurantes, cafés e outros estabelecimentos para sacar divisas abertos até às 24, 1h da manhã. Existe um jardim que rodeia todo este centro que tem uma forma eliptica, e que se faz de uma ponta à outra a pé em 20, 25min. Algo que me surpreendeu é a quantidade de bares, restaurantes e afins que existem. Comparando com Portugal, a qualidade dos bares é bem melhor que a do Bairro Alto em termos médios.
Decidi ainda experimentar algo da noite de cracóvia, mas como estava a chover, o pessoal que circulava pela rua debandou, e após várias voltas à procura de um sítio com mais de 10 pessoas, lá achei uma cave que tava a bombar som. O sítio era uma cave, e tinha n divisoes, ao estilo do pavilhao chines, mas com umas abobodas de tijolo. Apesar de cave, tinha bastante luz, não havia muito fumo e na pista de dança era proibido fumar. Quanto à música, era toda dos 80s e era uma pirosada de todo o tamanho. Não, não sei o nome do estabelecimento. Quanto a população feminina, havia de tudo (giras e menos giras), mas quase todas tinha algo em comum: estavam bem atestadas, etilicamente falando. Bom, as opções que eu tinha para ir naquela altura eram zero, pelo que lá me decidi a ficar por ali até as 4h da matina. Já agora, durante toda a noite, não tive stress nenhum, fiquei mesmo positivamente surpreendido com o nivel de segurança da cidade. A única chatice que parece poder haver é um bebado meter-se connosco, mas também isso ja estamos bem habituados em Lx.