Esta é uma montra de uma loja sita na rua (Florianska) mai bonita e comercial de Cracóvia, que pelos vistos se especializou em calçado feito em Portugal. Porreiro pensarão as mentes mais imediatistas. As exportações portuguesas aumentam, mesmo num país um pouco distante como a Polónia o nosso calçado revela que tem qualidade, e que os nossos empresários conseguem adaptar a sua produção de acordo com as preferências dos consumidores polacos. Ora bem, é exactamente neste último ponto que reside o busílis (alguns erroneamente dizem ex-líbris) da questão. Andam-se a fazer em Portugal sapatos que em jargão do sector do calçado, são apelidados de feios. É que se já é um facto consumado que a moda da sabrina (que na Polónia é rainha) também já apanhou as mulheres portuguesas, espero que os tugas não usem sapatos dos polacóides. Nós não estamos na vanguarda do estilo, mas eu mais facilmente andava com sapatilhas Sanjo.domingo, novembro 19, 2006
Calçado português na Polónia e em força
Esta é uma montra de uma loja sita na rua (Florianska) mai bonita e comercial de Cracóvia, que pelos vistos se especializou em calçado feito em Portugal. Porreiro pensarão as mentes mais imediatistas. As exportações portuguesas aumentam, mesmo num país um pouco distante como a Polónia o nosso calçado revela que tem qualidade, e que os nossos empresários conseguem adaptar a sua produção de acordo com as preferências dos consumidores polacos. Ora bem, é exactamente neste último ponto que reside o busílis (alguns erroneamente dizem ex-líbris) da questão. Andam-se a fazer em Portugal sapatos que em jargão do sector do calçado, são apelidados de feios. É que se já é um facto consumado que a moda da sabrina (que na Polónia é rainha) também já apanhou as mulheres portuguesas, espero que os tugas não usem sapatos dos polacóides. Nós não estamos na vanguarda do estilo, mas eu mais facilmente andava com sapatilhas Sanjo.sábado, novembro 18, 2006
Sinalização vertical de trânsito polaca
Quando vi este sinal pela primeira vez, vários pensamentos desfilaram na minha mente. A saber:
1- Como é que um homem deste tamanho caberia dentro deste carro?
2- Os peões neste local andam a correr à frente dos automóveis?
3- Porque é que o boneco parece estar a cair se ninguém/nada lhe tocou? Será o João Pinto?
4- O que raio quer dizer Wypadki?
Toda esta preocupação da minha parte revelou-se bastante precipitada, pois uns metros mais à frente, e após ver este semáforo, fiquei perfeitamente descansado relativamente à capacidade dos polacos entenderem os sinais de trânsito.

sexta-feira, novembro 17, 2006
Sons daqui
Antes de mais, e talvez nem todas as pessoas saibam, o Chopin nasceu na Polónia e tinha o nome de Fryderyk Franciszek Chopin. Já naquela altura o mundo da música (a clássica então nem se fala) era um mundo cão, pelo que para singrar e aproveitando a sua mudança para Paris, por sugestão dos marketeers da sua editora, mudou os nomes próprios para Frédéric François. Diz-se que ele foi um bom compositor. Não tenho conhecimentos para avaliar, mas tem uns ritmos engraçados.
Mas, mudando para algo mais actual, verifico que o Jazz tem bastante saida por estas bandas, e apesar de já ter ido a concertos que se revelaram uma estopada daquelas que até deu para dormir, também já houve dos bons (e isto por amadores). No campo dos artistas profissionais, e segundo fontes polacas, Leszek Możdżer é um bom exemplo do bom nível actual do jazz polaco.
Para quem goste de algo mais a mandar para o Pop, existe por exemplo uma cantora que alia um 2º lugar no disputadíssimo concurso da Eurovisão de 1994 (quem não se lembra disso), com 3 capas da revista Playboy. O seu nome é Edyta Gorniak.
Outros nomes para procurar no Youtube ou noutros sítios que tais: Sojka , Raz Dwa Trzy e Maria Jopek.
domingo, novembro 12, 2006
Polka not Polska
quinta-feira, novembro 09, 2006
Afinal estou a viver na Galicia
quarta-feira, novembro 08, 2006
Viagens na terra de outros - Cracóvia a Varsóvia

quarta-feira, novembro 01, 2006
Cuidadinho a andar a pé
Agora o que é inadmissível é que tenha sido alvo de uma tentativa de atropelamento (consumada para a outra pessoa que estava comigo na altura) por parte de um condutor enquanto eu estava no passeio, e aquele troglodita sobe o passeio todo à minha frente, e muito descontraidamente começa a fazer marcha-atrás como se eu fosse ali uma entidade sobrenatural, logo sem existência física (e se calhar jurídica). Sei que não se devem fazer generalizações, mas parece que a Farinha Amparo também anda a distribuir cartas de condução neste país. E ao contrário de Portugal, não é só a mulheres.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Viagens na terra de outros - Varsóvia
domingo, outubro 29, 2006
Lisboa vs Cracóvia by night
Lisboa:
20.00: Saída de casa e caminhada de 3 min até ao carro estacionado;
20.03: Carro bloqueado por um marmelo que estacionou em 2ª fila. Buzinadelas até o desrespeitoso proprietário chegar. 1ºs impropérios da noite já foram proferidos;
20.05: Início da viagem até ao sítio onde se irá jantar;
20.15: Estrada em obras e desvio forçado da rota traçada;
20.25: Chegada às proximidades do sítio do jantar e busca por um lugar de estacionamento livre e não pago;
20.35: Resposta a telefonema de amigo pedindo desculpa pelo atraso devido a ainda andar à procura de lugar para estacionar;
20.40: Desistência de procurar espaço grátis, e estacionamento em parque subterrâneo de centro comercial;
20.45: Chegada ao local combinado para jantar, com 15 min de atraso;
23.00: Fim do jantar. Ida para tomar café num sítio perto. O carro continua no parque;
0.30: Após fim do café, regresso ao carro. Custo do parque: € 3.60. Um roubo. Rajada de palavrões;
0.50: Perto do Bairro Alto inicia-se mais uma busca por um lugar de estacionamento livre (e desta vez não quero dar mais dinheiro a chulos);
1: Local a cerca de 10 min a pé mas com uma subida dolorosa pela frente, encontra-se livre. Após fechar a porta deparo-me com um delinquente que me diz algo do género: “oh, não me orientas aí uns trocos”. Impulsos violentos e comentários à la CDS-PP são reprimidos. Lá dou 40 cêntimos. Espero que seja do agrado dele e que não me lixe nada no carro;
1.10: Chegada às ruas estreitas do Bairro Alto, impestadas de freaks, estudantes simpatizantes de esquerda caviar, betos da Linha e de Campo de Ourique, chungaria da Amadora, mariconços, estrangeirada, etc e tal. Locais simultaneamente sossegados, agradáveis, com boa música e sem névoa: Zero, neribi, nicles. O único sítio que realmente consigo gostar de estar é o BedROOM;
3.00: Após estar duas horas em pé nas ruas do bairro, a fumar erva à borla, a levar com duas jolas em cima, e com o simpático número de 467 pessoas que abriram caminho, roçando-se em mim, decido que é hora de ir para casa;
3.10: Chegada ao carro;
3:20: Chegada à minha rua;
3:50: Estacionamento do carro, numa rua a 7min de minha casa, porque não havia uma porcaria de lugar mais perto às 4 da matina para estacionar no meio de Lisboa;
Cracóvia:
20.00: Saída de casa a pé para ir jantar;
20.10: Chegada a restaurante bom, barato e com uma decoração bem conseguida;
22.00: Após escolher sítio para ir tomar café, curta caminhada de 5minutos até sítios bem giros como o Loch Camelot;
22.45 até 1.00: Deambulação por alguns bares (dentro de uma lista de 300) onde é SEMPRE possível arranjar um lugar sentado, no máximo a 15minutos de distância a pé, com final (opcional) em discoteca;
1.10: Chegada a casa.
Não entrando sequer em comparações acerca da qualidade dos locais (fica para próxima oportunidade), se ficar só pela conveniência, Cracóvia dá baile a Lisboa.
Nota: Toda esta comparação não é justa, uma vez que devia comparar Lisboa com a capital Varsóvia. E em Varsóvia, para sair à noite, o carro também é quase indispensável se quisermos aproveitar ao máximo.
segunda-feira, outubro 23, 2006
As escolhas do professor II
segunda-feira, outubro 16, 2006
Começou hoje oficialmente a...
quinta-feira, outubro 12, 2006
Polska-Portugalia, o rescaldo

Custos: Bilhete: 60pln. Transporte: 40 pln. Menu McNuggets: 11,50 pln. 235km percorridos. 3,45horas desperdiçadas na viagem. E para quê? Para ver Portugal escapar miraculosamente a uma cabazada que a Polónia, se tivesse tido sorte, daria sem problemas. Visto por este prisma, agora poderia discorrer aqui sobre a enorme falta de respeito que os jogadores portugueses demonstraram pelos emigrantes, ou questionar se eles vieram à Polónia para jogar futebol ou para mirar loiraças. Era muito fácil...não vou por aí.
segunda-feira, outubro 09, 2006
3ª coisa mais importante na vida a seguir a..
segunda-feira, outubro 02, 2006
domingo, outubro 01, 2006
Momento Eduardo Cintra Torres
sábado, setembro 30, 2006
Polska-Portugalia
sexta-feira, setembro 29, 2006
E eu estou aqui
No supermercado
As diferenças que mais noto são a existência de zonas específicas para a venda de bebidas alcoólicas dentro dos supermercados maiores (pagam-se as bebidas separadamente e depois continuamos com as compras) e uma dificuldade em encontrar bifes de vaca na maioria dos supermercados. Para as florzinhas que gostam de comer peixe, é bastante dificil encontrar algo fresco (truta, salmão e com muita sorte, dourada é o que há). Mar a 600km dá nisto.
Como curiosidades aponto os pacotes de sumo de 2litros (em que 1 é inteiramente grátis), iogurtes de meio kilo, e peixe em frascos (dificil de descrever, e que ainda não provei). Excluindo isto, a língua polaca e a inexistência de pessoas brasileiras a atender-nos, podia estar num supermercado nacional. Bem, mas mesmo para um carnívoro inveterado como eu, sinto a falta do cheirinho a peixe num supermercado, quanto mais não seja, para apressar o passo das compras.
quarta-feira, setembro 27, 2006
Ir de A para B em Cracóvia
Opção 1 - Membros inferiores do corpo humano: ideal para dia e noite se o objectivo for andar pelo centro da cidade, que além de ser plano, é relativamente pequeno e onde a maior parte dos pontos de interesse se concentram. Os passeios são regra geral largos, se bem que ao nível do estacionamento automóvel em cima dos passeios a situação é igual a Portugal (desrespeito). Atravessar as ruas, principalmente nas passadeiras pode até desafiar a paciência do chinês mais característico, pois não raras vezes passam 5, 10, 15 carros e nenhum deles para por livre vontade. Facto curioso é o respeito dos peões pelo sinal vermelho (às vezes, pelas 2/3 da manhã ainda se podem ver pessoas numa avenida vazia de carros à espera que o sinal mude de sinal para atravessar (há multa prevista para os impacientes!);
Opção 2 - Bicicleta: número de ciclovias em crescimento, mas claramente insuficiente. É mesmo muito normal ver ciclistas a pedalar nos passeios porque nas estradas não há espaço/é perigoso. Mas mesmo assim, vê-se um número razoável de pessoas de bicicleta. Já agora, o preço de aluguer de uma bicla é de €1,25/hora (baratito). Ideal para percursos pendulares de até 30/40minutos;
Opção 3 - Tram: Há-os para vários gostos. Os redondinhos (ver foto) e com pelo menos 40 anos e bancos de madeira, têm carisma mas pouco conforto (principalmente para o traseiro e costados). Os mais novos, sim senhoras, convencem e são ainda mais modernos por exemplo que as carruagens do “Metro” do Porto, tendo inclusive máquina automática de vender bilhetes no interior da carruagem. E depois, há a maioria constituida por equipamentos com 25/30 anos, remodelados por dentro mas com um conforto mediano. Em cada paragem existe uma tabela actualizada com os horários de cada tram, que são consideravelmente fiáveis. Tal como na maior parte dos países, é normal ver três trams seguidos com igual destino final, como depois estar uns 15minutos até que passe só um (exasperante).

Opção 4 – Autocarro: Muitas vezes mais aconchegados que os trams, logo sempre que há opção entre os dois, ganha o tram. Claro está que a rede de autocarros é bem mais extensa. O passe de autocarro e tram para um mês custa Eurios 25.
Opção 5 – Automóvel: Com gasolina a mais de Euro 1, uma taxa de roubos de automóvel acima da média europeia e um estilo de condução dos terceiros a exigir habituação, não constitui uma alternativa inteligente para quem viva no centro de Cracóvia.
Conclusão: Vencedoras ex-aequo foram a opção 1 e 3.
domingo, setembro 24, 2006
Nowa Huta
Saindo do tram, na Plac Centralny, choque imediato. Uma praça onde convergem três grandes avenidas, com um pequeno jardim muito bem tratado, e grupos de idosos sentados a aproveitar um soalheiro dia. Nem vou referir como ficaram os meus níveis de adrenalina ao ver isto.
Para ser conciso, trata-se de uma cidade construida a partir do zero durante os anos do comunismo, e que traduz a aplicação do realismo socialista no urbanismo.

Se por um lado gosto das linhas rectas, da simetria das ruas e da disposição dos prédios, não me agrada que as únicas variações nas cores das fachadas dos prédios ande em torno do cinzento. Isto sem falar do facto de os prédios parecerem (e se calhar são) todos iguais. Mas pelo menos no Verão este cinzentismo é colmatado pelos inúmeros espaços verdes existentes. De certeza que não é a zona mais bonita de Cracóvia para viver, mas também já vi bem mais feias em Lisboa (não vou mencionar áreas, mas quem conhece sabe do que falo).

sábado, setembro 23, 2006
quarta-feira, setembro 20, 2006
É uma casa polaca concerteza
domingo, setembro 17, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006
Post de agradecimento
Agradecimentos também aos prezados e sequiosos leitores, principalmente aqueles que fazem comentários às minhas bacoradas. É sempre agradável receber feedback das nossas opiniões, mesmo que não conheça quem o faz.
Dziekuje bardzo (muito obrigado).
terça-feira, setembro 12, 2006
Estereótipo do Homem Polacowski
a) ter cabelo rapado a pente zero;
b) ter cara de puto, e ser evidentemente imberbe (Bill Gates style);
c) se trabalhar num escritório, usa amiúde camisas e gravatas de cores mais arrojadas (p.ex verde ou violeta);
d) se não necessitar de andar de fato, t-shirt bem justinha (coleante quase) para se notar bem os músculos;
e) em ambiente informal de amigos, terminar cada frase com a interjeição "kurwa";
f) e ,last but not the least, ser possuidor de no mínimo 3 pares de sapatos que à frente terminem em bico (ver foto).



