sábado, julho 31, 2010

Espaço para a publicidade - XIII

O capitalismo selvagem pós-comunista no seu melhor. Uma fachada de um prédio em Lublin completamente atafulhada de anúncios, algo banal por essa Polónia fora. O ponto mais positivo é que isto dá cor aos edifícios cinzentões, mas no cômputo geral é de uma grande salganhada em termos de comunicação. Em todo o caso, como isto estava frente à estação de autocarros, vale a pena arriscar colocar mais um.

segunda-feira, julho 26, 2010

Guia Mabor - Restaurantes VI

Porque Varsóvia consegue ser significativamente mais cara que as restantes cidades, fica aqui a sugestão de Kebabs ou fritos pseudo-asiáticos a um preço bastante acessível. Esta foto é de uns pardieir...tasc......mini-restaurantes-em-barracas em pleno centro de Varsóvia.
Várias vezes quando a vontade de cozinhar era pouca, fazia aqui uma paragem para a janta. Salvo erro o kebab era uns 8Pln mais uma Fanta a 3Pln. Se fosse para uns restos de porco frito num wok com umas rodelas de ananás já ia para uns 15pln (+- 4Eur).
Em termos de relação preço-qualidade não se ficava mal servido, e a localização era simplesmente bestial (meio caminho entre a minha casa e a zona de bares/clubes) e com horário bem alargados. O equivalente português é a roulotte com as bifanas servidas por indivíduos de ar manhoso de camisa desabotoada até ao umbigo. Sítios destes há-os em todas as cidades polacas, e pelas suas pequenas dimensões até é possível ver as "condições" de higiene dos mesmos. Como se diz: o que não mata, engorda.

sábado, julho 17, 2010

Alexandre Soares dos Santos sobre a Polónia

Alexandre Soares dos Santos, Presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins, falou no programa "Plano Inclinado" da SIC durante uns minutos sobre a Polónia. Deixo aqui algumas notas soltas do que ele disse:
- "Na Polónia existe uma justiça a funcionar, uma estabilidade do sistema fiscal e a legislação laboral é melhor (comparando com a portuguesa)".
- "Há muita mão de obra disponível, a percentagem de desemprego é elevada, na volta de 18%,
O que existe é uma mão de obra muito boa, bem preparada. É não só o ensino secundário mas a especialização (na escola). E uma vontade enorme de aprender. …. Porque o polaco trabalha para entrar na Universidade. Aquilo que nós notamos na Polónia é que os jovens vindos das universidades têm muito mais experiência de vida do que os jovens portugueses saidos das universidades. Porque viajaram muito…trabalhando. Não é que a nossa massa cinzenta seja pior, pelo contrário. Tem uma capacidade de adaptação brutal."
Face a isto, um dos autores do programa - Medina Carreira - conclui que "talvez os nossos candidatos a governantes devessem passar um semestre na Polónia: com tribunais a funcionar, um sistema fiscal estável, mão de obra preparada pela escola".
Como é típico do português, a galinha do vizinho é sempre melhor que a nossa, pelo que o entusiasmo do Medina Carreira deve ser contido. Sobre a justiça polaca, como nunca tive de ir a um tribunal polaco, até posso acreditar que possa ser melhor que a portuguesa, mas pela maneira como funcionam os processos de licenciamento onde também abunda a corrupção e amiúde total ausência de prazos, tenho as minhas dúvidas sobre quão melhor seja a justiça. Sobre o sistema fiscal concordo que há muito mais apoio e interesse do governo polaco em atrair investimento. Na legislação laboral, poucos países NO MUNDO são mais rígidos/comunas que o português.
Na parte da mão de obra é que tenho mais renitência em concordar com tudo o que foi dito. Para começar, a taxa de desemprego na Polónia não é nada 18%. Já foi. Actualmente anda na casa dos 11%, e provavelmente no final deste ano a portuguesa será superior à polaca. Depois, só por brincadeira (ou engraxanço) se pode dizer que a escola polaca, na generalidade, prepara bem os alunos. O que eu assisti, na maior parte dos casos, foram alunos que tinham só de empinar, empinar tudo aquilo que o professor queria, não havendo muito espaço a raciocínio crítico. Por exemplo, são bem públicas as críticas ao exame final do secundário (chamado Matura) onde dois escritores e/ou jornalistas consagrados fizeram o teste, e um deles chumbava e o outro tirava uma nota miserável na parte de polaco (escrita e interpretação), tudo porque não respeitavam os critérios/regras. E daí surge que a capacidade de adaptação de um polaco "normal" não é nada por aí além. O que ele diz, e isso sim, faz muita diferença, é o facto de muitos estudantes universitários trabalharem durante as férias (no estrangeiro). Isso é que é o ponto forte dos estudantes polacos que demonstra a sua ambição, não o sistema de ensino, que pela amostra das pessoas com as quais trabalhei, é tão ou mais fraco que o português.
Ps: Devo fazer aqui uma declaração de interesses. No último semestre de faculdade, estive no recrutamento de jovens talentos para a Jerónimo Martins, cheguei à última fase que incluiu entrevistas e almoço com administradores (Luis Palha incluido), e sem dúvida que foi o melhor processo de recrutamento onde já participei, pelo que afianço a aposta que a empresa faz nos jovens. Tivesse eu estado mais motivado naquele dia e não achado tão estranho que estivesse a "concorrer" directamente com malta de Engenharia Alimentar/Agrónoma (eu sou de Economia) para uma área operacional, se calhar tinha ido para a Polónia dois anos mais cedo do que fui.....ou não.

domingo, julho 11, 2010

3 Fiat Maluch da Polónia para Portugal

É sempre com satisfação que escrevo sobre road-trips. 5 Erasmus tugas e 1 espanhol decidiram que a maneira correcta de regressar à pátria era de Fiat Maluch, e vai dai compraram 3 bólides e fizeram-se à estrada no dia 9 de Julho a partir de Poznań.Pelo que já li e vi nos vídeos, a viagem parece ter sido planeada com base na famosa técnica do desenrascanço. Desde partirem após uma noite sem dormir, de um dos carros não estar atestado de gasolina, ou ainda em Poznań estarem a discutir via rádio UHF se devem ir pela auto-estrada ou não. Palpito uma viagem cheia de estórias! O blog da viagem é: http://www.3maluchtrip.blogspot.com/.

sexta-feira, julho 09, 2010

História da Polónia às três pancadas - XIX

Para descrever o que se passou na Segunda Grande Guerra Mundial na Polónia de forma minimamente assertiva e não maçuda, será feito por partes.
Durante a guerra, milhões de civis - incluindo virtualmente todos os judeus polacos - estavam destinados a serem executados em campos Nazis de concentração (http://en.wikipedia.org/wiki/Nazi_concentration_camps) que pouco após a invasão foram estabelecidos em território ocupado. Simultaneamente, os que eram feitos prisioneiros pelos soviéticos tinham como destino os não menos infames gulags (campos de extermínio pelo trabalho) - http://en.wikipedia.org/wiki/Gulag .
Logo na primavera de 1940 ocorreu um dos eventos que mais marcou (e ainda marca) os polacos: o massacre de Katyń (http://en.wikipedia.org/wiki/Katyn_massacre). Numa frase, Estaline decidiu eliminar a elite militar e de intelligentsia (médicos, professores, juristas) da Polónia num total de 21768 pessoas. Este massacre foi sempre negado pelos soviéticos até 1990.
A parte mais ocidental da Polónia foi desmembrada e integrada (p.ex Poznań) em territórios alemães já existentes, ou criadas novas zonas alemãs (ex. Gdańsk). Tudo o resto, incluindo Cracóvia e Varsóvia ficou sob administração alemã, que foi uma estrutura que visava explorar o trabalho dos polacos enquanto a guerra durasse. Aqueles que viviam na zona ocidental-central foram obrigados a deslocar-se para o centro da Polónia de modo a facilitar a germanização. Quem era de Gdańsk não precisava de se mudar, desde que mudasse para nomes alemães e naturalmente nacionalidade também.
Nota: Baseado no resumo do livro "The Rough Guide to Poland".
Nota II: O mapa mostra a não só a realidade das fronteiras da Polónia em 1937, bem como a diversidade cultural que tinha.

sábado, julho 03, 2010

Velharias - clássicas - nas estradas polacas

O primeiro é um belo Ford Taunus algures dos anos 70 com uns sapatões montados e vi-o em plena stare miasto varsoviana. E a cor assenta que nem uma luva.
O segundo é produto caseiro (mais ou menos porque foi construido sob licença da soviética Gaz, e seu modelo M20 Pobeda) da FSO - Fabryka Samochodów Osobowych. Este aqui é um FSO Warszawa 223 (2ª geração) de finais dos anos 60. Este andava também pelo centro de Poznań.
Nota: Obrigado ao consultor automóvel Ricardo Taipa pela muita ajuda.

sábado, junho 26, 2010

Viagens na terra de outros - Olsztyn

Olsztyn revelou-se uma agradável surpresa. Situada na zona Nordeste do país quando se entra na zona dos lagos da Mazúria, tem cerca de 175.000 pessoas. O centro histórico está muito bem mantido, tem a particularidade de ser inclinado em relação ao pequeno rio que está a um topo, e o passado germânico é mais do que notório na arquitectura. O resto da cidade, tudo leva a crer que seja mesmo aquilo que me apercebi: porcaria de blocos comunistas.
Um dia nesta cidade não será mal empregue, pese embora os apressados consigam ver o castelo, catedral, anfiteatro e todas as ruas do centro histórico numas 3h. Mas vale bem a pena passar aqui um dia inteiro e mesmo pernoitar e uma noite, pois tem bons restaurantes e bares muito agradáveis. Esta foi também uma cidade onde viveu o tio Copérnico. Em 1939, apenas uma minoria dos habitantes falava polaco, algo que em 1945, e com a expulsão da população alemã acabou. Mais informação sobre a cidade em:
-
http://en.wikipedia.org/wiki/Olsztyn
- http://www.staypoland.com/about_olsztyn.htm

quinta-feira, junho 24, 2010

Estudantes da Nova visitam Polónia

Pequeno vídeo sobre visita de estudo à Polónia por parte de estudantes portugas de Mestrado. Estranho é que nenhum dos gajos tenha referido o atractivo da Polónia no que diz respeito ao potencial humano. Que cambada de toinos! 

quinta-feira, junho 10, 2010

Animação de Rua em Cracóvia - Futebol

Para que não se pense que na Polónia todos são uns toscos com a redondinha, aqui fica um  vídeo de um habitué das ruas de Cracóvia.

sábado, junho 05, 2010

Top of the Poles VI

Ainda no seguimento no post anterior, uma pitadinha de música de casórios na Polónia. O link que aqui deixo julgo ser ainda e sempre um clássico no repertório de qualquer organista que faça casórios pela Polska. Este é o original: http://www.youtube.com/watch?v=G7wDTGA4jiM. Para quem gostar de versões remix, aqui fica uma das "melhores" que encontrei: http://www.youtube.com/watch?v=vqVuouS63Nc.
A canção chama-se - Grande Amor (Wielka miłość), e escusando-me a colocar aqui a letra integral da dita, fico-me pela primeiras duas estrofes e pelo refrão.
Esperando por aquele momento / o coração bate loucamente / agora percebo porque vivo / eu sei o que sinto.
Hey, dura muito pouco tempo / oxalá o tempo parasse / quero alimentar a minha felicidade / todo o mundo certamente surpreso
Refrão: O grande amor não escolhe / ou mesmo não nos pergunta de todo / grande amor, grande força / somos fieis a ela para sempre.

quinta-feira, junho 03, 2010

Estereótipo do tuga com mulher polaca

Segundo algumas opiniões, que já li e também ouvi na primeira pessoa, para algumas polacas a viver em Portugal o marido/companheiro/namorado tuga pode ser caracterizado como:
- alguém que acredita que o lugar da mulher é em casa, a limpar, cozinhar e parir uma pequena equipa de futebolistaszinhos;
- elas só podem sair à rua sob alçada dele;
- a sogra está sempre mais do que presente, e o querido português faz tudo o que a mãezinha manda, e não pode passar um dia sequer sem falar com ela;
- futebol é uma religião, e passa todo o tempo a ver jogos;
Uma delas até diz, e passo a citar: "sim, nós (polacas) somos um bem exótico com longas pernas e pele clarinha, cuja visão faz todo o fluxo sanguíneo dos homens portugueses sair do cérebro só para uma outra parte".
Como dizem na RFM, vale a pena pensar nisto.....
Ps: Felizmente estas opiniões são minoritárias, sendo a maior parte dos comentários de polacas satisfeitas com o seu gajo.

sexta-feira, maio 28, 2010

Mitos IX - Carne na Polónia é barata

Que a carne na Polónia não é grande espingarda já aqui expliquei (http://divinapolonia.blogspot.com/2007/03/cuidadinho-com-paparoca.html). Que para os polacos o conceito de churrasco passa predominantemente por salsichas (aka, restos comprimidos numa forma cilíndrica) também já se sabe. Faltava dizer que a carne é cara. Especialmente se se tratar de carneiro. À excepção de Zakopane, em mais nenhum restaurante noutra cidade que visitei encontrava carneiro.
Nos supermercados também não encontrava carneiro. Foi portanto com grande alegria que já em Varsóvia consegui comprar num supermercado umas costeletas de carneiro. O preço é que traduz a explicação: 50 Pln/kg, o que na altura dava uns 13Eur. Como é que um país com tanto espaço, com tanta agricultura e pecuária não consegue ter carne de carneiro mais barata foi um dos quebra-cabeças que me atormentava diariamente. Logo, carne na Polónia é barata o tanas. Barato são os restos, as partes piores.
Ps: Escusado será dizer que com estas três costeletazitas para uma pessoa, um tipo fica à míngua. E não vi embalagens maiores.

terça-feira, maio 25, 2010

Ikea.....e o burro é o polaco??

Enquanto em Portugal vai para aqui um arraial só porque hoje a Ikea abriu a 3ª loja no burgo, na Polónia e desde a 1ª aberta em 1991, já são 8 as lojas do mobiliário da chavezinha em L.
Como é natural, situam-se nas maiores cidades polacas, tendo também na capital duas lojas. Regra geral, a área de influência num raio de 15km ronda sempre no mínimo 700000 pessoas, e das quatro que visitei estavam sempre com bastante afluência. À minha custa a Ikea polaca ainda facturou algumas centenas de polónios. Só por uma cama cheguei a pagar 179Pln (aprox 44 €) ....ui ui.

Ps: Curiosamente, esta mesma estrutura de cama em Portugal custa 40€.

terça-feira, maio 18, 2010

domingo, maio 16, 2010

As escolhas do professor XII

O livro chama-se Poland, e pertence a uma colecção chamada Modern World Nations. Quem o publicou em 2008 foi um geógrafo cultural chamado Zoran Pavlovic (nascido algures pelos balcãs) mas actualmente a viver nos EUA.
Como esperava, o livro é super-ligeiro, comprimindo em 120 páginas uma caracterização da Polónia (cultura, pessoas, história, geografia, economia, política, etc). É pois uma boa leitura para quem não conhece nada da Polónia e/ou não tem pachorra para ler muito.

sábado, maio 15, 2010

Cinema polaco II - Bronson afinal era Buchinsky

Pese embora tenha nascido nos EUA, a sua família veio do sul da Lituânia (numa cidade que após a I GG pertencia à Polónia). Pelo que dizer que ele tem origem polaca até é abusivo, a começar pelo seu aspecto. Pesquisando um pouco na wikipédia, rapidamente surge a explicação: é que o seu pai tinha descendência Tártara.
Acho pois que na Polónia, quando se fala de cinema em vez de se perder tempo com Wajda ou o criminoso foragido do Polański, Charles Buchinsky (ou Bronson) é que merece ser a referência. Pelo menos para mim é-o. Quantos filmes não vi eu dele, em que sendo um pai de família uns mauzões lhe matavam/raptavam/violavam a mulher e/ou filha(s), pelo que ele num acto de raiva e vingança aviava todos à porrada e ao tiro. Pelo que das duas uma, ou os filmes dele eram sempre o mesmo, ou a RTP repetia sempre aquele filme.

quarta-feira, maio 12, 2010

Antroponímia II

Já por aqui foi dado um lamiré sobre os nomes dos polacos. Agora vou focar-me na sina que muitos deles carregam quando têm de dizer mesmo só o primeiro nome a um estrangeiro que não perceba patavina de polaco.
Um Władysław ou mesmo um Andrzej percebe-se que optem por transformar o seu nome em algo mais anglo-saxónico. Agora, como eu cheguei a ouvir pessoalmente, apresentarem-se como Peter (em vez de Piotr) ou Martin (Marcin) já é exagero. Já me bastou ter ouvido muitíssimas vezes a malta ter dito o meu nome mudando uma letrita no fim para aquilo soar a espanhol para ficar cheio de azia, quanto mais ser eu próprio a amputar o meu nome. Cruzes credo.
Ps: No caso de uma polaca, provavelmente um estrangeiro também não percebe muito bem o seu nome, mas aí já não é um problema linguístico, mas de desconcentração.

terça-feira, abril 27, 2010

Polishspotting (no Porto) V

Três chavalos polacos num comboio suburbano no Porto.

segunda-feira, abril 19, 2010

Smoleńsk, 10.4.2010...

..traduz-se na maior tragédia ocorrida na Polónia desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Com certeza que a morte de um presidente de um país (mesmo que a maioria da população até discordava fortemente das suas posições) num acidente de avião já é algo de trágico em si mesmo.
Mas morrer o presidente, a cúpula do exército, um conjunto de figuras políticas muito relevantes da luta anti-comunista num acidente com um avião russo, na Rússia, a escassos km de Katyń (onde há 70 anos foram executados 20000 militares da elite polaca pelos russos) para onde iam para prestar homenagem às vítimas é daquelas situações em que mesmo quem não acredite em nenhuma entidade suprema, pelo menos questiona-se sobre a existência ou não de algo como destino ou sina. E em tudo isto, a carga simbólica é avassaladora.
Ps: E até no funeral de Lech Kaczyński, mais uma ironia histórica. O mais alto representante estrangeiro presente foi o presidente da Rússia, não tendo estado nenhum governante dos países aliados da II Guerra Mundial (Reino Unido, França, EUA).

domingo, abril 11, 2010

A história por vezes repete-se...

...e o que aconteceu em Smoleńsk prova esta triste circunstância. E é inevitável pensar na suprema ironia dos vários factos em torno desta tragédia para a Polónia.
Na esperança que isto aumente a união dos polacos, as minhas sentidas condolências (moje najgłębsze kondolencje).

terça-feira, abril 06, 2010

Espaço para a publicidade - XII

Horas a fio que este pobre homem estava na rua a segurar o malfadado placard. Fiquei sem saber se a escolha da indumentária era da autoria do próprio ou imposição do patronato. Aposto porém na segunda. Um excelente exemplo de publicidade à moda antiga, directamente do centro de Cracóvia.

domingo, março 28, 2010

Viagens na terra de outros - Piła

Uns 150km a norte de Poznań fica a cidade de Piła (diz-se Piua). Só fui lá em trabalho, por isso não deu para conhecer praticamente nada. Todavia, e tendo em conta a paisagem envolvente, percebe-se completamente a razão do nome da terra, que significa serra (de serrar) em português. De facto, toda esta região é bastante bonita devido às suas florestas cerradas de pinheiros, salpicadas aqui ou ali por pequenos lagos.
A cidade em si, fruto da destruição na IIGG, foi praticamente arrasada (90% do centro histórico), pelo que não exisitem muitos edifícios de influência alemã como eu esperava - a cidade foi prussiana/alemã entre 1772 e 1945. Cidade pequena (75000hab) segundo me foi dado a entender, sofre bastante com falta de motivos para os jovens permanecerem na cidade. Para mais info, ver www.pila.pl/.

terça-feira, março 16, 2010

Franchising à polaco

No lado esquerdo estão os logos das marcas originais dos States. À direita, a interpretação polaca. Quais direitos de master franchising qual carapuça.
Isto só me lembra aquelas marcas de motos que existem na China, cópias da Honda, Suzuki ou Yamaha e onde só mudam uma letra do nome da marca.

domingo, março 14, 2010

Toponímia na Polónia

A terriola nesta foto deve ser um dos equivalentes polacos à nossa Vila Real de Santo António, ie, terra com nome grande como o camandro. Lido agora, até é bastante fácil de pronunciar, algo que à data da foto nem por isso pois era um recém chegado na Polónia.
Isto lembra-me a dificuldade que tive nos primeiros dois meses para pronunciar o nome de uma rotunda onde passava todos os dias (duas vezes) chamada Rondo Grzegórzecka. Quase que dei em doido por essa minha incapacidade de aprendizagem.
Claro está que depois há os clássicos. Os fáceis Łódź ou Wrocław, mas que muitos Erasmus não conseguem aprender em 6 meses (ou quadros de empresas com vários anos de Polónia) como já testemunhei. Um intermédio como Szczecin. E claro, a famosa localidade de Szczebrzeszyn, cuja pronúncia (ou tentativa) para mim é o suficiente para poder avaliar o nível de polaco de um estrangeiro.

segunda-feira, março 08, 2010

Pilas murchas.....e o burro é o polaco???

Pois é. Em Portugal este grupo etário dedica o seu tempo a estar nas mesas do jardim a jogar a uns quaisquer jogos de cartas mais ou menos propensos a batotas.Na Polónia, como se pode ver pelas fotos, há pilas murchas que passam o tempo a exercitar o cérebro de uma maneira um pouco mais estimulante: jogando xadrez. Já agora, as mesas aqui ao pé do rio tinham mesmo tabuleiros de xadrez no seu tampo.


E aos rapazolas, só compete aprender com eles.
Nota: No ranking de países, a Polónia está no 13º lugar.......Portugal em 56º (atrás da Colômbia). http://ratings.fide.com/topfed.phtml