domingo, março 28, 2010

Viagens na terra de outros - Piła

Uns 150km a norte de Poznań fica a cidade de Piła (diz-se Piua). Só fui lá em trabalho, por isso não deu para conhecer praticamente nada. Todavia, e tendo em conta a paisagem envolvente, percebe-se completamente a razão do nome da terra, que significa serra (de serrar) em português. De facto, toda esta região é bastante bonita devido às suas florestas cerradas de pinheiros, salpicadas aqui ou ali por pequenos lagos.
A cidade em si, fruto da destruição na IIGG, foi praticamente arrasada (90% do centro histórico), pelo que não exisitem muitos edifícios de influência alemã como eu esperava - a cidade foi prussiana/alemã entre 1772 e 1945. Cidade pequena (75000hab) segundo me foi dado a entender, sofre bastante com falta de motivos para os jovens permanecerem na cidade. Para mais info, ver www.pila.pl/.

terça-feira, março 16, 2010

Franchising à polaco

No lado esquerdo estão os logos das marcas originais dos States. À direita, a interpretação polaca. Quais direitos de master franchising qual carapuça.
Isto só me lembra aquelas marcas de motos que existem na China, cópias da Honda, Suzuki ou Yamaha e onde só mudam uma letra do nome da marca.

domingo, março 14, 2010

Toponímia na Polónia

A terriola nesta foto deve ser um dos equivalentes polacos à nossa Vila Real de Santo António, ie, terra com nome grande como o camandro. Lido agora, até é bastante fácil de pronunciar, algo que à data da foto nem por isso pois era um recém chegado na Polónia.
Isto lembra-me a dificuldade que tive nos primeiros dois meses para pronunciar o nome de uma rotunda onde passava todos os dias (duas vezes) chamada Rondo Grzegórzecka. Quase que dei em doido por essa minha incapacidade de aprendizagem.
Claro está que depois há os clássicos. Os fáceis Łódź ou Wrocław, mas que muitos Erasmus não conseguem aprender em 6 meses (ou quadros de empresas com vários anos de Polónia) como já testemunhei. Um intermédio como Szczecin. E claro, a famosa localidade de Szczebrzeszyn, cuja pronúncia (ou tentativa) para mim é o suficiente para poder avaliar o nível de polaco de um estrangeiro.

segunda-feira, março 08, 2010

Pilas murchas.....e o burro é o polaco???

Pois é. Em Portugal este grupo etário dedica o seu tempo a estar nas mesas do jardim a jogar a uns quaisquer jogos de cartas mais ou menos propensos a batotas.Na Polónia, como se pode ver pelas fotos, há pilas murchas que passam o tempo a exercitar o cérebro de uma maneira um pouco mais estimulante: jogando xadrez. Já agora, as mesas aqui ao pé do rio tinham mesmo tabuleiros de xadrez no seu tampo.


E aos rapazolas, só compete aprender com eles.
Nota: No ranking de países, a Polónia está no 13º lugar.......Portugal em 56º (atrás da Colômbia). http://ratings.fide.com/topfed.phtml

domingo, fevereiro 28, 2010

EDP Renováveis na Polónia - Energia Eólica

Em finais de 2007, a EDP Renováveis entrou no mercado da energia eólica na Polónia. Para ser totalmente correcto, foi a EDP (através da Neo Energia) que adquiriu a empresa polaca Relax Wind Parks detentora de 1022 MW de portfolio bruto por 54 ME. Só em 2008 é que ocorreu o spin-off. Em todo o caso, na Polónia a subsidiária chama-se Neolica Polska.
Nestas coisas da energia eólica, é sempre preciso sempre ter uma análise crítica face aos valores de MW em pipeline. É que quando se fala que têm 1000MW, quer dizer que no total de projectos que estão a trabalhar, esse é o valor se tudo corresse a 100%. Não corre. Aliás, desde o início até à entrada em operação de um parque eólico, nunca menos de 7 anos. Daí a EDP ter entrado na Polónia logo pela compra de uma empresa que já tinha pelo menos um parque a jeito de começar a ser construido. Foi pois em 2009 que entrou em funcionamento o parque de Margonin (fica uns 120km a norte de Poznań) com uma capacidade de 120MW e que faz parte de um parque planeado que quando finalizado terá 240MW. E com 120MW é o parque de maior dimensão na Polónia, sendo que o segundo tem praticamente metade da dimensão, estando assim de acordo com o objectivo da EDP Renováveis de ser o líder na Polónia. Convém referir que a potência eólica instalada na Polónia é de 725MW (tendo duplicado sempre entre os anos 2005 e 2008), em Portugal são 3535MW e na Alemanha (que em termos de condições de vento é muito similar à Polónia) são 25100MW.
É pois um mercado com uma capacidade instalada diminuta, e em que o principal óbice a um maior crescimento nem é tanto a burocracia (que é grande e chata), mas sim as fracas condições da rede eléctrica. A zona com melhores condições de vento situa-se na plana faixa de costa entre Gdańsk e Szczecin, e de facto foi onde surgiram a maioria dos primeiros parques de média dimensão pois aqui é relativamente fácil encontrar ventos de 7 ou 8m/s. Mas uma vez que é uma zona com pouca população, a rede eléctrica é fraca, o que dificulta/impossibilita mais ligações. Na Polónia, zonas elevadas só no sul, e o vento é demasiado inconstante, por isso ao contrário de Portugal, as torres estão sempre em planícies.
Além do mais, outro grande problema são os carecas da Quercus lá da Polónia. É que as zonas com melhor vento ficam quase invariavelmente em zonas de protecção natural, e ainda se mantém aquele mito de que as pás das torres são uma chacina para a passarada. Tendo em conta que centrais eléctricas a carvão são aos pontapés na Polónia, é curioso que se ponham tantos obstáculos ambientais à energia eólica.

domingo, fevereiro 21, 2010

História da Polónia às três pancadas - XVIII

Pese embora o início oficial da 2ª Guerra Mundial seja a 1 de Setembro de 1939, já no ano anterior com a anexação da Aústria e da Checoslováquia tinha ocorrido o prelúdio da mesma. França e o Reino Unido não declararam guerra à Alemanha nessa altura, mas em Março de 1939 assinaram um acordo com a Polónia em que garantiam o seu apoio à sua manutenção de independência. O facto é que em Agosto de 1939 foi assinado o acordo de partilha entre alemães e soviéticos e a 1 de Setembro deu-se a invasão militar.
A Wehrmacht começou pela cidade de Gdańsk (para os alemães Danzig), os polacos lutaram e muito, mas quando a 17 de Setembro os soviéticos invadiram pelo leste da Polónia (cumprindo o tratado assinado), se dúvidas houvessem, a Polónia estava condenada. O Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha logo no dia 3 de Setembro, mas os factos é que no final de Setembro toda a Polónia estava invadida. Todavia não existiu uma rendição formal por parte dos polacos, passando o governo para o exílio em Inglaterra através de Władysław Sikorski. Apoio efectivo e militar por parte dos aliados França e Reino Unido não chegou nesta altura da invasão.

sábado, fevereiro 20, 2010

Monos Comunistas IV - Spodek

Esta é a foto do Spodek, em Katowice, e pelo que consta ainda é o maior pavilhão multiusos da Polónia. Inaugurado em 1971, até é injusto apelidar isto de mono pois até tem o seu interesse arquitectónico e acima de tudo de engenharia. Infelizmente, só tive a oportunidade de passar lá ao pé, não chegando a entrar. A verdade é que mesmo agora este edifício parece algo estranho. Mais info em inglês em http://en.wikipedia.org/wiki/Spodek.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Todo Terreno na Polónia

Jipes é coisa que não vi muito na Polónia. SUV's sim, é fácil detectar uns quantos (inclusive aqueles sorvedores americanos de gasolina), com destaque para o RAV4 que se vende particularmente bem por estas bandas.
Mas com jeito, ainda se conseguem ver uns jipes usados no dia-a-dia. O primeiro dispensa apresentações, e é de facto um dos melhores jipes que se podem ainda hoje comprar. O preço é que é sempre puxadote. Como não podia deixar de ser, vi este Mercedes várias vezes em pleno centro de Varsóvia no mesmo sítio e só lhe falta o snorkel e mudar os pneus para ir para a lama em estilo.
O outro, é mesmo um puro e duro e vi-o em Rzeszów (sudeste da Polónia). Demorei um pouco para saber qual a marca, mas acho que seja um UAZ-469. Feito na Rússia, a wikipedia dá mais umas luzes sobre jipe basicamente usado pelo exército. O Jeremy Clarkson já guiou um destes no Vietnam, e vamos lá, não ficou muito bem impressionado. Teve azar, pronto. Ou escolheu um péssimo exemplar. Mas, olhando para as especificações técnicas, um motor a gasolina com 2500cc, 75 cv e 1600kg de peso, e tendo visto alguns vídeos, todo o terreno com isto tem de ser prego a fundo. Por 5000 Pln (1250 Eur) já se consegue comprar um destes de 1992! Mas claro, comprar na Polónia um jipe do exército russo é particularmente estúpido.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Animação de Rua em Cracóvia - Coros

Ao passo que em Portugal, grupos corais é sinónimo de padrecas e beatas numa igreja praticamente vazia, na Polónia até na rua e de forma relativamente espontânea, se pode ouvir música coral. Isto foi gravado na principal rua de Cracóvia, Maio de 2007 salvo erro (chiça, quase 3 anos já passaram), estavam a praticar e ainda a ganhar uns trocos extra com o espectáculo de rua. 

domingo, fevereiro 07, 2010

Espaço para a publicidade - XI

O meu palpite é que isto tenha sido um anúncio fantasma, mas não deixa de oferecer uma concisa aula de polaco. 

sábado, janeiro 30, 2010

Guia Mabor - Clubes V

Este clube, o Terytorium (http://www.klubterytorium.pl/) não é propriamente o meu favorito em Poznań quer pela música quer pelo espaço em si. Começando pela música, normalmente varia entre house e música para pastilhados. Not my cup of tea.
Quanto ao espaço, tem um pequeno bar no lobbie de entrada, mas o clube propriamente dito é na cave. Se bem me lembro tem para aí umas 3 ou 4 salas com mesas onde dá para estar a conversar ou a fazer outra coisa qualquer, o que é a boa parte. A má, é mesmo a zona da pista. Decoração foleira, demasiado espalhafatosa, muita cor vermelha, a bolinha de cristal ao centro e de quando em quando libertam-se fumos (o que é sempre uma grande ideia numa cave).
O lado positivo da coisa é que é um clube frequentado por estudantes universitários, mas daqueles que tomam banho, e em termos de chatices com malta menos educada nunca lá vi.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Economia.....e o burro é o polaco???

Hoje pode-se ler que a Polónia foi o único país da EU-27 a evitar uma recessão, tendo o PIB em 2009 crescido 1,7%! http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601095&sid=aCs4D7W7S9bg.
Do outro lado da balança, os PIGS (onde Portugal se inclui) se não ganham juízo e começam a definir planos sérios para reduzir a despesa pública arranjam um caldinho para o EURO que não é brincadeira. http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aC3jMYma2bW4&pos=6 .

domingo, janeiro 24, 2010

E nos entretantos estão no Inverno

Se há coisas que me tiram do sério, são as pessoas mentirosas. E pelo que vou lendo em blogues de portugueses na Polónia, há muitos que escrevem inverdades melodramáticas, nomeadamente e mormente, sobre o inverno na Polónia.
E como a imagem acima comprova, desmascaro só aqui dois mitos que de forma recorrentemente incorrecta são invocados. O primeiro é que "se podem passar meses sem ver a luz do sol". Então que querem mais? Quatro dias seguidos de céu limpo ou pouco nublado, e decerto uns dias lindíssimos!! Só não veem o sol se não quiserem.
O segundo, é que existem sempre uns nevões do caraças, que cobrem os carros com vários palmos de neve, e que depois passam eternidades a limpar os carros, ou os passeios. Nesta previsão acima, não vejo nenhuma queda de neve, mas se calhar sou eu que estou a ver mal a coisa.
Ok, arrefece um pouco mais do que o habitual durante a noite, mas também, de noite é para estar em casa, não para andar ao laré.

sábado, janeiro 16, 2010

Aparte linguístico

Quando fui para a Polónia, fui com a ilusão de pensar que ia melhorar o meu inglês pois estaria a trabalhar num ambiente multicultural e num país estrangeiro. Vão pensamento, pois cedo me apercebi que ia piorar. E piorou.
Agora que estou em Portugal, estou a sentir que o meu nível de português também pode ser afectado negativamente, pois são muitos os portugueses que falam/escrevem mal à brava. E não me estou a referir aos adolescentes k eskrevem usando linguagem das mensagens escritas. Um amigo de um amigo enviou-me uma apresentação dada em aula por um professor universitário (e de uma universidade com renome.....só em Portugal, claro). Passo a enunciar alguns exemplos do que refiro:
"...As equipas ou indivíduos, a representar cada uma dos ministérios, deve ser diferentes..."
"...de acordo com o acima mencionada..."
"...clarificar se devem funcionário ou outros interessados deve fazer verificação de informação..."
"...as premissas e que essa análise de fundamenta..."
E escuso-me de colocar aqui as falhas na acentuação. Assim não surpreende que os alunos jovens de hoje falem cada vez pior português. A culpa primária acredito que não seja deles, talvez seja dos professores que enfim....nem sequer sabem para eles próprios.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Polishspotting (em Lisboa) IV

Quando? Um qualquer sábado, há dois meses atrás. Onde? Metropolitano, linha verde. Quem? Dois homens nos seus 40 anos.
Entraram na estação dos Anjos, com roupa de trabalho da construção e pese embora algum barulho, bastaram algumas palavras (incluindo kurw*) para confirmar que eram polacos. E pelo que falavam, deu para perceber que pelo menos de Lisboa ainda não tinham muito tempo. Isto porque um deles estava a dizer que tinham feito burrada ao seguir na direcção baixa-chiado e que depois tinham de mudar de linha duas vezes, quando na verdade iam para a cidade universitária. Tinham sem dúvida um sotaque forte, mas não consigo ainda identificar de onde são os sotaques polacos (o meu palpite é que seja do sudeste). Não me apeteceu meter conversa.

domingo, janeiro 10, 2010

Mitos VIII - Na Polónia só há polacos

Este ponto se calhar não é bem um mito. Em termos estritos, de facto já existem umas quantas dezenas de milhares de estrangeiros a trabalhar ou estudar na Polónia. Por exemplo não é dificil encontrar nas grandes cidades pessoas nos seus 40 anos que vieram por exemplo de paises africanos estudar para a Polónia e assentaram raízes. Ou refugiados. Ou vietnamitas que tipicamente trabalham na área de restauração. Ou estudantes da Bielorrússia ou Ucrânia que pela proximidade e pelo facto de a Polónia já ser da União Europeia escolhem-na para fazer a universidade. E claro, são visiveis os expatriados de países da Europa Ocidental e dos EUA, assim como as manadas de Erasmus.
Mas não me parece que se consiga identificar nenhuma grande comunidade estrangeira a viver na Polónia. Por exemplo, a comunidade polaca na Irlanda dá nas vistas pelo seu número e concentração (tal como p.ex. os brasileiros em Portugal). A mais relevante são os ucranianos, e só são cerca de 0,6% da população (cerca de 230000)
Já agora como nota de rodapé, convém ter algum cuidado quando se conhece algum estrangeiro para não começar logo a dizer cobras e lagartos acerca da Polónia. Conheci alguns estrangeiros com dupla nacionalidade/descendentes, de Portugal e dos EUA particularmente, mas felizmente nunca cometi nenhuma gafe grave.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Viagens na terra de outros - Białystok

Białystok, cidade praticamente a dois passos da fronteira com a Bielorrússia é também a maior cidade do Nordeste da Polónia. Zona pobre esta (das mais pobres da Polónia) pelo que olhando para esta cidade é dificil dizer que se trata do Centro da Europa. Não, é Leste da Europa.
Como cidade para fazer turismo, realmente existem dezenas de outras opções mais óbvias. Todavia, acima de tudo, como cidade fronteiriça existe uma forte mescla cultural. Até porque do outro lado está um país com uma ditadura à moda antiga, além de um passado de grande diversidade. Infelizmente, e como só fiz uma paragem de algumas horas entre uma viagem rumo à Lituânia não deu para explorar convenientemente a cidade neste ponto. Tem um palácio engraçado, umas igrejas (católicas e ortodoxas) e em termos de monumentos e de arquitectura é mesmo só isto.

Mas, esta cidade é berço de duas pérolas polacas. A primeira, é o facto de ser o principal centro de produção de álcool da Polónia e de onde é oriunda a magnífica Żubrówka. A segunda, e mais interessante, é que foi nesta cidade que nasceu o Esperanto, língua criada pelo judeu Ludovic Zamenhof. Fundamental citar o extracto de uma das suas cartas para explicar a necessidade de criar a língua no final do século XIX: "The place where I was born and spent my childhood gave direction to all my future struggles. In Bialystok the inhabitants were divided into four distinct elements: Russians, Poles, Germans and Jews; each of these spoke their own language and looked on all the others as enemies. In such a town a sensitive nature feels more acutely than elsewhere the misery caused by language division and sees at every step that the diversity of languages is the first, or at least the most influential, basis for the separation of the human family into groups of enemies. I was brought up as an idealist; I was taught that all people were brothers, while outside in the street at every step I felt that there were no people, only Russians, Poles, Germans, Jews and so on. This was always a great torment to my infant mind, although many people may smile at such an 'anguish for the world' in a child. Since at that time I thought that 'grown-ups' were omnipotent, so I often said to myself that when I grew up I would certainly destroy this evil"

domingo, dezembro 20, 2009

Varsóvia e o ambiente

Antes da Cimeira de Copenhaga saiu um ranking no "The Economist" sobre as capitais mais verdes da Europa. Foram analisadas 30. Varsóvia ficou em 16º (como base de comparação, Lisboa ficou em 18º). http://w1.siemens.com/press/pool/de/events/corporate/2009-12-Cop15/European_Green_City_Index.pdf .
Aliás, do grupo de países do "Leste", Varsóvia só fica atrás de Vilnius e Riga (capitais de países com 3/4 milhões de pessoas, logo de comparação enviesada), estando por isso de parabens. Nas várias sub-categorias destaca-se o 5º lugar (em conjunto com Oslo!) no que diz respeito à política ambiental governamental. Pelos vistos, existe um Comité específico para a protecção ambiental que fez um plano todo catita.
Pela negativa, destacam-se as emissões de CO2 (20º) devido às centrais termo-eléctricas a carvão); a gestão da água (25º) sendo um mix de grande consumo e muito desperdício; gestão do lixo (24º) e transportes (24º). Neste último capítulo, refira-se que o mais difícil está feito, ou seja, a adesão da população aos transportes públicos - 70% das pessoas que fazem trajecto pendular para o trabalho (em Lisboa o valor nem chega a 45%). O problema reside no congestionamento de tráfego, fruto de falta de infraestruturas rodoviárias decentes (nomeadamente circulares) e também na vetustez dos meios de transporte públicos.

sábado, dezembro 12, 2009

Velharias - gémeas das polacas - nas estradas tugas II

Aqui está algo que não se vê muito na Polónia: um Fiat 126 num reboque. Não porque eles não avariem, mas porque nem sequer são merecedores de tal luxo.

domingo, dezembro 06, 2009

Espaço para a publicidade - X

Sim, é uma modelo/atriz polaca a viver nos EUA. Desconfio que as suas avózinhas devem estar a atravessar um mau momento se vivem na Polónia.
Já agora, não serão este tipo de atitudes completamente exploradoras e degradantes. Recorrentemente esta associação (PETA) força seres belos mas quiçá não muito inteligentes a horas de tortura como vemos nesta foto: uma mulher nua, a segurar um objecto metálico contra o seu corpo, tendo debaixo de si umas dezenas de canídeos.
Ok, tudo bem que isto chama a atenção para os animais abandonados. Mas será que não é contraproducente esta abordagem totalmente sexista e superficial??? Quem é que defende os direitos das mulheres?

sábado, dezembro 05, 2009

História da Polónia às três pancadas - XVII

À semelhança de Portugal, também os anos 20 na Polónia foram ricos em molhada social e política, incluindo o assassinato de um presidente. Na mesma data que ocorreu em Portugal, Maio de 1926, um golpe militar é feito pelo Piłsudski (que retornou ao poder) para acabar com a bandalheira. O governo que o Marechal instituiu designou-se por "Sanacja", uma palavra eufemística para autoritarismo.
Aliás, e como a história o veio a provar, com vizinhos liderados por um propagandista de bigode rídiculamente pequeno e por um seu homónimo responsável entre outras barbáries pelo Holomodor, o destino da Polónia era inevitável. E negro.
Entalado entre estas duas potências, bem que se assinaram pactos de não-agressão, se procuraram apoios quer da França quer do Reino Unido, muito provavelmente mais bem que mal se recusou uma aliança com a Alemanha para invadir a Rússia, mas em 1935, vítima de doença, Piłsudski faleceu. Mas também, com a assinatura do pacto Molotov-Ribbentrop em 1939 nem 10.000 Piłsudskis valeriam para salvar a Polónia.
Ps: Por sugestão do médico, ainda passou alguns meses na Madeira para ver se a sua doença melhorava, mas contra um cancro do fígado, não basta o clima semi-tropical da ilha portuguesa-que-na-verdade-está-em-África.
Ps2: O seu epíteto foi o "benevolente", o que demonstra bem o que gostavam dele. Um ditador....benevolente. Um paradoxo.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Top of the Poles V

Música pop, com muitas pitadas electrónicas. Ou vice-versa. Chamada de atenção para o video-clip, que é um back-to-basics no que à creatividade diz respeito: gaja boa, com roupa justa a dançar, a fazer poses libidinosas e a levar uma chuveirada.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Opinião de um emigrante na Suiça sobre polacas

Extracto de um diálogo tido hoje no aeroporto de Lisboa com um emigrante português na casa dos 40 e tais a caminho do seu trabalho na Suiça:
"........
Eu - Pois, já estive emigrado mas foi na Polónia
Ele - Ah, Polónia, sim. (pausa).... Na zdrowie.
Eu - (sorriso)
Ele - Há lá uma polaca no meu trabalho. As polacas são todas boas. Mas car****, andar com uma polaca é impossível. São muita mandonas.
Eu - (outro sorriso)
Ele - O gajo dela, se ela lhe diz para ele não beber mais, ele não bebe. Fo**-**! Parece um caniche nas mãos dela. Deus me livre.
Eu - Eu sei. Elas são mesmo assim, elas é que mandam neles. Porra.
......... "

domingo, novembro 08, 2009

Guia Mabor - Cafés/Bares V

Com o tempo frescote que já faz na Polónia, sítios onde se sirva chocolate quente são sempre bem vindos. O Cacao Republika que surge nesta foto situa-se praticamente na praça central de Poznań, e é sem dúvida o sítio mais óbvio para procurar um bom chocolatinho.
Pequeno (pese embora os dois pisos), tem assim aquele ar de casa de chá onde as velhotas vão, mas os frequentadores são tipicamente sub-30. Muito difícil de arranjar um lugar, e ainda para mais lugar em sofás, mas vale a pena ir tentando, pois é o sítio mais.....doce da cidade :). Tem é o inconveniente de fechar muito cedo.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Embaixada Portugal na Polónia - site

Tempos houve em que algures no canto direito deste torpe espaço havia um link para o sítio da Embaixada Portuguesa na Polónia. Agora não há, e já vai para alguns meses. Não porque não ache que não seja relevante, mas porque pura e simplesmente ele já não existe.
No antigo endereço (http://www.ambasadaportugalii.pl/), o que agora está é uma anedota de blog cuja explicação para a sua existência já foi ventilada aqui: http://portuguesesnapolonia.pl/viewtopic.php?f=4&t=299&p=2326&hilit=embaixada#p2326.
É que se por um lado faz-se um alarde dos investimentos portugueses na Polónia, da importância do turismo religioso polaco em Portugal, o ano passado foi lá o senhor Silva e uma troupe de empresários, por outro depois não há dinheiro para se manter sequer um sítio de internet. É que o antigo sítio não era nada de especial, mas pelo menos na área do AICEP tinha ainda alguma informação relevante. Onde essa informação pára agora, desconheço. Pior, no antigo endereço da embaixada jazem agora uns quantos parágrafos em polaco prenhes de lugares comuns pouco abonatórios para Portugal.
PS: Nem é necessário frisar muito que a Polónia por seu turno tem um sítio digno da sua Embaixada em Portugal.