Uma mirada rápida diz-me que apesar de vestir um blazer verde claro (mas forte), tem um ar másculo. Mas pelas suas feições, português duvido que seja. Reparo agora que tem cabelo rapado. “Alto lá!” penso eu, será de caras adivinhar a nacionalidade deste tipo: se tiver sapatos em bico e à aladino já sei a resposta. Calça sapatos normais.
Ele não está sozinho. Acompanham-no uma rapariga com os seus 27/30 anos, morena, look esquerda caviar, bem como um jovem que se ia divertindo a fazer umas fotos com a sua reflex semi-profissional tirando partido da beleza do restaurante.
Não estou longe deles, 3 metros no máximo. Mas a mescla de vozes dos clientes e o volume da música dificulta que consiga ouvir o que conversam. Ou melhor, perceber em que língua falam. Conseguir ouvir uma frase completa revela-se tentativa falhada. Mas também não preciso de mais. Um “prz”, outro “dz”, ou mesmo um “prostu” provam que estava certo no meu palpite inicial. Polaco. Só podia.
Decido nem sequer tentar meter conversa, até porque a fila estava a avançar e eu ainda nem sequer tinha escolhido o hamburguer.






Sabendo que na Polónia já começou a fazer calor, mas pêras só existem se importadas, convém pois pensar qual o tipo de fruta que mais se adequa. Amoras silvestres, cerejas, framboesas, moranguinhas....??