terça-feira, junho 23, 2009

Velharias - públicas - nas estradas polacas

Não é por acaso que andei muito mais de comboio do que de autocarro durante as viagens pela Polska. É de todo apreciável esta imagem de autocarros com um ar bem comuna (e velho). Pronto, exagero. O da direita não deve ter mais do que 25 anos. Por outro lado também se pode dar o caso de até terem se calhar só uns 15 anos, mas usando a tecnologia e aspecto dos anos 70.
Nota: Bem, ao menos estes da foto não andavam em zonas de montanha (mais exigentes mecanicamente p. ex. ao nível travões) por isso também a insegurança será relativa. E se foram aguentando inverno após inverno, e ainda dão ao pedal, é porque são rijos.
Nota2: Também me lembram os Mercedes automáticos com matrículas começadas por K e que durante os seus 25 anos na Alemanha já tinham dado boas voltas ao conta-quilómetros....usados no transporte escolar na minha terriola!

sábado, junho 20, 2009

Viagens na terra de outros - Płock

Na senda da exploração da Polónia menos conhecida, desta vez uma cidade que até fica relativamente perto de Varsóvia. Płock, a cerca de 120km noroeste da capital.
Aliás, e como se pode ler no site www.ump.pl/en/ , esta pequena mas histórica cidade situada numa colina ao lado do maior rio polaco foi no século XI a capital da Polónia.
No meu guia de viagem refere-se que a zona antiga da cidade é conhecida localmente como "pequena Cracóvia" dada a aglomeração de edifícios importantes em pequeno espaço. Pois, só mesmo localmente se pode comparar a Cracóvia (principalmente por quem nunca foi a Cracóvia). Mas num dia soalheiro de Verão, não será uma visita em vão. O centro apesar de pequeno é agradável, as vistas para o rio e para a planície também, tem um curioso anfiteatro moderno na encosta com vista para o rio ou as praias fluviais.
Além disso, brevemente (início Agosto) vai ocorrer no areal do rio o festival anual de música electrónica (www.audioriver.pl/), portanto se calhar a melhor altura para ver a cidade animada.


quarta-feira, junho 17, 2009

Mulheres....e o burro é o polaco???

Um polaco, vá onde vá, é inevitável que ouça da parte de um interlocutor estrangeiro algo do género: "....realmente, as polacas são umas jeitosas!". Fácil para ele, só tem de confirmar que é verdade.
Já um português, volta na volta, e mesmo de pessoas de países que nem deviam falar muito (p.ex. Espanha) ouve coisas como: "...ah, as portuguesas são muito baixinhas.." ou "...pois, em Portugal só há morenas de cabelos encaracolados e pandeiro grande.." e ainda "...quando tive em Portugal, reparei que as mulheres não se vestem nada de especial...". E por mais que uma pessoa tente explicar que não é bem assim, o estigma já não sai da mente de quem disse isto!!

quinta-feira, junho 11, 2009

Moda portuguesa na Polónia

Esquecimento meu, só falar disto após ter acontecido. Pois é, o Miguel Vieira esteve presente na Fashion Week Poland (http://www.fashionweek.pl/english.php) em Łódź.
Acho que esta foto ilustra bem o valor acrescentado que as propostas do Miguel trouxeram. Aliás, e nem traduzindo uma parte do que surge no site do evento, sobre os trapos do Vieira diz-se isto: "...In an extremely seductive environment, we send the luxury of Hitchcok women, mysterious and feminine, to the enchantment of a Dandy, the graciousness of a Geisha and the courage of a Samurai..". Realmente, eu ao ver polacas com sobrancelhas pensadas de vermelho pensei logo: grande Miguel, que (relativa) pena que tenha sido só este desfile.

Choque cultural no bar

Não é meu costume andar a roubar (pelo menos durante os últimos 15 anos tenho-me mantido limpo), mas não resisti ao ver esta foto no blog http://joaolopesmarques.blogspot.com/ (um tuga residente no país das estoinas), em colocá-la também aqui.
Em 2 anos de Polónia nunca tinho visto este 3º cocktail da lista, mas já agora isto ler-se-á algo como "miia extra". Como não há muito tempo para escrever, fica somente este post infantil...sem mais nenhumas piadas adicionais.

sábado, junho 06, 2009

Crianças, para a Polónia rapidamente e em força

E digo isto no seguimento das palavras do excelso Tiagowski para uma reportagem no DN, as quais passo a citar: "Sinto que o mapa da Europa é infinitamente mais pequeno do que imaginava em criança". A dita reportagem está em http://dn.sapo.pt/gente/interior.aspx?content_id=1255369 (edição de 6.6.2009, caderno Gente).
Há todavia alguns pontos que me deixam na dúvida, a saber:
- Logo no início faz-se referência ao facto de ter aulas de polaco. Mas nada depois se diz sobre quais os resultados dessas aulas, sobre quanto tempo necessitou até começar a falar polaco;
- A parte dos terríveis invernos e de que "podem passar-se meses sem que vejamos a luz do Sol". Exagero, puro e duro. Agora podem haver situações em que de facto isso aconteça, principalmente se durante o fim de semana se apanhar uma bezana, deitar-se às 6 da matina e acordar às 4 da tarde. Aí sim, claro, não vê o Sol. A Polónia não é nenhuma Bélgica ou Holanda, paises sim com tempo realmente cinzento.
- A páginas tantas a jornalista refere que desde a adesão da Polónia à UE houve uma desvalorização da moeda local face ao Euro. Falso. Aliás, teria sido muito estranho se isso tivesse ocorrido. Um país entrar numa situação de maior estabilidade, de maior investimento, e a moeda desvalorizar. Mesmo com a grande desvalorização do Zloty nos últimos 9 meses (face à crise mundial), a cotação continua acima do valor que tinha quando entrou na UE (1 Maio 2004). Aliás, umas linhas a seguir o Tiagowski refere que "...houve uma melhoria enorme no nível de vida médio que a classe média apresenta e têm hoje um poder económico bastante superior...". Então primeiro diz-se que os preços aumentaram e a moeda desvalorizou, para depois se referir que houve melhoria no nível de vida?? Quer dizer que houve então um aumento salarial de tal modo que compensou os dois primeiros efeitos? Kafka não daria melhor aula de Economia!
Em todo o caso, cada vez mais parece que a Polónia está na moda. Só quando eu lá estive é que ninguém se lembrou de me contactar também para entrevistas. Malandros!

sexta-feira, maio 29, 2009

Para reflexão.....

Ontem ouvi esta que me deixou a pensar. Aquelas palavras que o padre quer que um casal repita no acto do casamento, se calhar deveriam ser repensadas. Principalmente a parte do "...até que a morte nos separe...". Isto é tudo muito bonito de ser dito, mas lembremo-nos de uma coisa: se calhar quando estas palavras começaram a surgir, a esperança média de vida não ultrapassaria os 45 anos!
Ps: sim, este post é um pouco fora de contexto.

quinta-feira, maio 28, 2009

Mitos V - Os polacos são todos uns insensíveis com as mulheres

Falso. E porque não me apetece escrever muito, ficam aqui dois links para provar que na Polónia acima de tudo está a defesa da sua gaja!!
http://www.youtube.com/watch?v=M2llenyKLaQ&feature=related
e
http://www.youtube.com/watch?v=Aak3qX5PJS4

quarta-feira, maio 27, 2009

Guia Mabor - Clubes IV

Houve um clube em Poznań que de facto encaixou que nem uma luva no estereótipo (errado) que tinha de discoteca de país de Lest....da Europa Central. O Tapas Bar (http://www.tapas.pl/english/main.htm).
Como o nome deixa adivinhar, é acima de tudo um bar de tapas, mas com um clube na cave. A entrada é relativamente carota, a miudagem fica à porta, e os habitués podem ser basicamente caracterizados da seguinte forma: eles entre os 28-40 anos, tendencialmente vestidos de preto e muitos conduzem BMW ou Mercedes pretos com vidros fumados; elas super-produzidas, louras (verdadeiras ou não interessa agora) e com ar de quem não trabalha muito.
Colado à pequena pista de dança está uma zona “privada” com mesas de onde os esposos/namorados/amantes/sponsors podem controlar as suas chicas a bailar. Consta que em noites certas, o sítio fica ao rubro. Quando lá fui porém, as noites foram banais. Aliás, parece-me mais é que se um tipo se arma em carapau de corrida, é o sítio indicado para arranjar um trinta e um dos diabos com algum dos habitués...

quinta-feira, maio 21, 2009

História da Polónia às três pancadas - XVI

Coube a um senhor chamado Józef Piłsudski assumir as rédeas da renascida Polónia. E uma (se não a mais difícil) das principais tarefas passou pela definição das fronteiras do país. Após 123 anos de regabofe em que os três impérios vizinhos fizeram gato sapato do país, era importante saber o que era neste momento a Polónia.
Por um lado Piłsudski (que acabou por ganhar) defendia uma Polónia mais vasta, onde a tolerância étnica e religiosa predominasse (aliás, ele mesmo era oriundo da Lituânia), mesmo que para isso tivesse de haver confrontação pura e dura. Uma outra facção, eminentemente mais nacionalista, queria uma Polónia de polacos católicos, e logo de menor dimensão.
A definição das fronteiras foi basicamente uma grande bagunça (até faziam fronteira com Roménia e a Letónia), mas convém destacar duas coisas:
- a Guerra Polaca-Soviética (1919-20), cujo desenlace final fez com que a Polónia recuperasse significativos territórios da Lituânia (incluindo Vilnius), Bielorrússia e Ucrânia (que outrora fizeram parte da Polónia confederada do séc XVIII);
- Danzig (em polaco Gdańsk) deixou de ser alemã e passou a ser uma cidade-estado;


Explicação do mapa Polónia em 1921 em: http://www.rootsweb.ancestry.com/~polwgw/p1918.html

quarta-feira, maio 20, 2009

Desempregados, para a Polónia rapidamente e em força

Mesmo que por hipótese académica fosse minha vontade esquecer a Polónia, é difícil. Estava muito bem a almoçar e vejo esta reportagem no jornal da SIC (http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Portugal-2009/2009/5/desemprego-leva-a-apostar-no-estrangeiro.htm). E um dos países onde falaram com um português foi a Polónia.
Foi uma visão optimista aquela que este professor da língua do poeta zarolho e do dramaturgo dos folhos transmitiu sobre procurar emprego. Citando: "..um português médio com um curso superior....será facilmente absorvido pelo mercado de trabalho aqui na Polónia desde que domine o inglês...". Faltou-lhe somente falar dos fringe benefits de trabalhar na Polónia :).

terça-feira, maio 12, 2009

Top of the Poles II

Graças ao último post desta compatriota (http://retratosdevarsovia.blogspot.com/), lembrei-me da música que mais punha a malta aos saltos nas discotecas polacas em 2007...2008...e suponho que em 2009 ainda mexa muito pézinho :).
A música chama-se: "A gdy jest już ciemno", e a banda chama-se Feel. Este é o link: http://www.youtube.com/watch?v=FNsaNdCt89g. Muito, muito boa música.....para ganhar um festival da Eurovisão (e escrevo isto com um ar sério, pois também gosto bastante da música).
Ps: Para quem não apanhar um boi de polaco, aqui está a tradução em inglês da letra: http://www.allthelyrics.com/forum/polish/42224-feel-a-gdy-jest-ju-ciemno.html. Já agora, a canção chama-se "Quando já é lusco-fusco" e basicamente é sobre uma relação amorosa através de telepatia :).

sexta-feira, maio 01, 2009

Velharias - gémeas das polacas - nas estradas tugas


Ainda tinha eu o meu Maluch, e passeando por Lisboa em Setembro passado, dou de caras com este bébézinho. Em apreciável estado de conservação, mesmo apesar de dormir na rua. Com direito a cromados catitas e tecto em lona. Um sucesso nos anos 70, aposto.

quinta-feira, abril 30, 2009

Política.....e o burro é o polaco???

Para bom entendedor, um parágrafo chega para perceber onde esta breve notícia em destaque quer chegar. São os políticos que este país onde nasci pariu....e que tão claros exemplos proporcionam à juventude actual.
"European People's Party Congress is opening in Warsaw today. Leaders of the 13 European Union countries as well as seventeen hundred delegates have arrived to Poland's capital to discuss five major topics including climate and demographic changes as well as financial crisis, threats to security and the role of Europe in the modern world.
Among them will be Jose Manuel Barroso, the 11th president of the European Commission. His political activity began in his college days. He was one of the leaders of the underground Reorganising Movement of the Proletariat Party, later Communist Party of the Portuguese Workers. In December 1980, Barroso joined the right-of-centre PPD or Democratic Popular Party later Social Democratic Party where he remains to the present day
"

Viagens na terra de outros - Włocławek

Esgotadas as principais cidades que eu visitei, não quer dizer que as outras de menor dimensão não mereçam também alguma atenção. Eis chegada a altura de visitar o país profundo, as terriolas, ou em inglês, go off the beaten track. Włocławek. Cidade localizada no centro da Polónia, com o simpático Wisła como vizinho, com mais de 750 anos de história, até pode ter alguns pontos interessantes de visitar. Pois....uhm...não tem! Ok, quem for à net lá descobre que têm uma catedral a mandar para o grande, mas é só isso. Desde a minha primeira visita à Polónia (onde passei de autocarro pelas zonas pobres do nordeste polaco para chegar a uma decrépita estação de autocarros em Varsóvia, para apanhar um comboio na horripilante estação central) que não tinha tamanho choque de pobreza. Ponho só umas fotos da stary rynek (com frente de rio) e da rua principal de acesso à cidade, e nem vale a pena comentar muito mais. Parecia que estava a fazer uma viagem ao passado comunista.


















Até devia ter tirado mais e melhores fotos, mas sinceramente senti-me mal, pois sendo um estrangeiro a tirar fotos a um sítio que de bonito tinha pouco, nunca fica bem para quem nos rodeia. Ora, se isto era o estado em que estava a antiga praça central da cidade, valeria a pena ver o resto? Até tinha mais algum tempo, mas dei foi corda aos sapatos em direcção ao carro. Ok, que não faz mal nenhum visitar sítios pouco conhecidos, mas esta cidade de 117.000 pessoas nem sequer é mencionada uma única vez no meu guia da Polónia (que tem 700 páginas). Mas claro, teimoso e chico esperto, fiz uma paragem aqui com a ideia de provar que havia uma falha no livro. Não há falha.


Bem, mas se é um facto que esta era uma zona bastante ao abandono (pobre mesmo), o actual centro da cidade apresentava um ar normal. Entenda-se aqui normal no contexto de uma cidade que sofreu na pele as invasões nazis, e foi reconstruida à la comuna. Apesar disso, a paisagem em redor da cidade (excluindo a zona industrial com as suas torres fumarentas) é bastante verde, com a vantagem de um largo rio ali perto, convidando a passeios de bicicleta ou no rio, aliviando um pouco este ar depressivo.

Ps: há todavia que tirar o chapeu aos senhores do posto de turismo do sitio. No site deles: http://www.it.wloclawek.pl/ , a panoramica da stary rynek é bastante mais animadora. Eu sei que sou mau fotógrafo, mas o tipo/a que achou algo de bonito neste sítio, deveria repetir o trabalho....por exemplo na Amadora. Podia ser que também conseguisse outro milagre. Um artista, sem dúvida.


domingo, abril 26, 2009

Polishspotting (em Lisboa) I

Este episódio aconteceu mesmo há uns minutos atrás quando tive de ir ao Pingo Doce comprar mantimentos. Quando já estava na fila para a caixa registadora, reparo que na fila ao meu lado estavam umas mãos firmes a segurar uma garrafa que me era familiar. Żubrówka! "Sim senhor, uma boa escolha" pensei eu de imediato.
Mas olhando melhor para esta pessoa que aparentava os seus 50-55 anos, de ar trabalhador e feições não portuguesas, tentei concentrar-me a ver se conseguia perceber a conversa que ele estava a ter com a mulher a seu lado, de modo a tentar adivinhar que língua falavam. Mas, por causa da barulheira, tentativa debalde. E eis que reparo, que já no tapete da caixa, estava lá um frasco com os icónicos.....tcharam.....OGÓRKI!!!
Ainda tive a esperança de descobrir que afinal tinha como vizinhos de quarteirão um casal Nowak (versão polaca do apelido Silva), mas lá consegui perceber pelo que diziam e também pelas feições, que o mais provável seria serem só ucranianos a comprar produtos polacos. Falso alarme.....
Nota: Escusado será dizer que em minha casa não entrará nem um frasco com esses pepinos pigmeus em conserva. Julgo ser esta a contrapartida de por vezes estar pelas Biedronkas pasteis de nata ou pêra rocha :)

sexta-feira, abril 24, 2009

Revoluções portuguesas e polaca...similares em alguns pontos

Pois é. Talvez o que vá escrever seja um pouco forçado na busca de pontos em comum entre Portugal e a Polónia. Mas o que é facto é que na última grande revolução que houve em cada um dos países há pontos em comum, a saber:
- foram revoluções sem sal nenhum. No caso português isto é particularmente grave, pois trata-se de um país latino, com fama de pessoas de sangue quente.... mas depois não se aplicaram os mesmo métodos que ocorreram por exemplo em Itália....ou na Roménia. É que já passaram mais de 90 anos desde que se assassinou um governante (Sidónio Pais) ditador em Portugal. No caso polaco, tal e qual. Não quero aprofundar muito agora, mas a transição da ditadura comunista para a liberdade polaca conseguiu ainda ser mais suave que em Portugal. Revoluções frouxas portanto;
- muitas pessoas com bigode assumiram posições de responsabilidade em ambos os países....com os resultados que se viram. Também que esperar de pessoas que escolhem ter um apêndice capilar entre o lábio superior e o nariz, cuja única vantagem que vejo é que possibilitam a dispensa de guardanapo quando se come sopa;
- à falta de sangue, a cor das revoluções foram mesmo assim o vermelho. Em Portugal na questão dos cravos, na Polónia com o símbolo do movimento Solidarność. Também era o mínimo, pois afinal são cores da bandeira dos respectivos países;

Mitos IV - Na Polónia há muito trânsito

Para as pessoas mais distraídas, isto até pode parecer verdade. Mas pensando um pouco e analisando as coisas, se calhar não é bem assim.
É garantido que andar de carro na Polónia pode ser um desafio à paciência, mas não é tanto por um excesso de automóveis (por exemplo comparando com Portugal), mas sim por falta de infraestruturas. Ou seja, é verdade que com o desenvolvimento dos últimos anos, muitas pessoas decidiram/poderam comprar carros com mais de 2 cilindros (Fiat Maluch deixou de ser produzido em 2000), mas não houve um igual aumento do número de estradas, circulares e auto-estradas que devia ser necessário.
O caso de Varsóvia é sintomático: uma capital de um país de 40 milhões de pessoas e não é servido por uma única auto-estrada!! Assim não admira que o trânsito seja grande, pois há muito tráfego de atravessamento que na prática tem de, e passe a redundância, atravessar a cidade. Bem que se põem limites horários nos quais não podem circular camiões em certas vias de acesso, mas é sempre um caldinho. E tal como Varsóvia, as outras cidades grandes padecem do mesmo problema: faltam circulares. Mas há que ser optimista: se Portugal consegue já ter 2860 km de auto-estradas, porque é que a Polónia não há-de cumprir a sua previsão de ter 2085km.... em 2013???? Mesmo assim, e a titulo de bitaite, nem em 2020 o país terá um sistema rodoviário adequado ao uso.

domingo, abril 19, 2009

Guia Mabor - Cafés/Bares IV

Após ter ido ao site deste bar, e ter de imediato um aviso do meu anti-virus de que havia um cavalo de troia a tentar entrar no meu Acerzito, já nem devia escrever mas era nada. Mas que se lixe. O bar chama-se Lizard King, e é uma versão polaca do estilo de bar americano com música rock ao vivo. Fácil de achar, pois está num dos cantos da praça central de Poznań, também dá para morfar alguma coisa.
Às horas dos concertos, arranjar lugar sentado é complicado, pois sem dúvida esta é uma opção demasiado óbvia para todas as pessoas que visitam a cidade (polacos ou estrangeiros, novos ou não tão novos). Não tive grande tempo para ir lá muitas vezes, e além disso esta já é uma cadeia de bares que existe em várias cidades. Ah, e pronto, rock polaco ainda me custa um pouco a perceber (mas sei que os músicos têm qualidade). Se bem me lembro, pelo menos Poznań, Łódż e Kraków têm um. Ah, o de Cracóvia é num sítio bem catita, um antigo teatro, mas eu pessoalmente gostava mais do bar que existia lá anteriormente (em 2006/07)...
Pelas razões que expliquei no início, não coloco um link para o sítio porque aquilo está cheio de viroses. Vai um link de um concerto no de Kraków: http://www.youtube.com/watch?v=dZYw5iCWVa0.

quinta-feira, abril 09, 2009

E nos entretantos estamos na Primavera II

Quando em meados de Março começou a fazer calor em Portugal, um sábio taxista saiu-se com esta pérola poética: "....com este tempo, a frutaria já se está a descascar. Vê-se para aí muita pêra madura!".
Sabendo que na Polónia já começou a fazer calor, mas pêras só existem se importadas, convém pois pensar qual o tipo de fruta que mais se adequa. Amoras silvestres, cerejas, framboesas, moranguinhas....??

terça-feira, abril 07, 2009

Playboy....e o burro é o polaco?

Saiu há pouco mais de uma semana o primeiro número da edição portuguesa da Playboy. Mais uma vez, a Polónia ganha esta comparação. Já em Abril do ano passado, um amigo de um amigo tinha comprado uma revista da edição polaca. Pronto, ok, até se pode perceber que por ser um país maior, fez mais sentido que tivesse antes que Portugal. Por outro lado, é bastante mais católico que Portugal, e ver fotos ousadas de crentes nas páginas de uma revista vendida ao público em geral não deve agradar ao clero. Mas tudo isso é irrelevante quando se olha para a capa da revista tuga.
Quero deixar já claro que qualquer adolescente....minto, qualquer miudo a partir dos 8 anos sente mais interesse por ver modelos em fato de treino num folheto do Lidl, do que esta capa! Há tanta coisa mal que o embaraço da escolha de por onde começar é grande. Têm uma modelo que é café-com-leite e o fundo também fica a cinzento? E que fundo é aquele? Rochas dum molhe em Paço de Arcos ou da lua? A pose da Mónica é suposto ser o quê, uma varina? E como é que tendo ela um sorriso bonito, apanham esta expressão que tem a sensualidade de uma ameba?

Vou fugir ao lugar comum de comparar isto com a mítica revista Gina. Antes dizer que portugueses como o José Vilhena que tanto fizeram pelas publicações de teor malandreco devem estar a pensar que de facto isto está entregue à bicharada, tal a falta de qualidade. Mais do que isso, esta capa é no fundo o retrato de um país. Um país onde ninguém quer pensar, onde não se ousa, onde se assume que por se ter um par de qualidades o sucesso já está garantido faça-se o que fizer. Pior, é um país cinzento. E teso, pois nem há dinheiro para imprimir uma capa da Playboy com cor. Basta comparar com uma capa polaca....ou mesmo russa. E depois ainda dizem na Polónia que Portugal é um país onde a malta anda sempre alegre e a rir. O tanas, e a prova está dada. Até me dá vontade de rir, sim.....mas um riso amarelo.

sábado, março 28, 2009

História da Polónia às três pancadas - XV

Até 1914 (início da bagunça da I Guerra Mundial), a Polónia continuou mais ou menos no mesmo ritmo de sofrimento e de divisão. Principalmente nas regiões sujeitas a domínio da Prússia e da Rússia. E para estes impérios, já não bastava saber que havia respeitinho pelo imperador/rei. Tinha de existir um verdadeiro processo de integração dos polacos relativamente à língua, ao sistema de educação e à religião. Já no caso do império Austro-Húngaro, eram mais flexiveis quanto à autonomia a dar. Como se sabe hoje, e à posteriori, estes impérios não tiveram sucesso em erradicar (ou enfraquecer bastante) a cultura polaca, sendo de destacar a importância da igreja católica neste movimento de resistência, como elemento de coesão.
No entretanto, com o despoletar da guerra, a posição dos vários impérios variou significativamente. Isto porque com a necessidade de ganhar alianças, foram oferecendo "doces" aos polacos. Primeiro os russos e depois os alemães/austriacos. E em 1916 foi inclusive instaurado um "Conselho de Regência" que serviu de base à futura restauração da independência polaca em 1918 (após o fim da guerra). 123 anos de divisão chegaram ao fim. 11 de Novembro de 1918, início da segunda república polaca.

segunda-feira, março 16, 2009

Alvissaras. Acabei o relato da viagem de Fiat126P

Quase um ano depois da viagem feita, isto foi mais do que difícil. Para quem não me conhece, a conclusão que tira é que eu demorei um ano a escrever porque não sei inglês :). Não é verdade, foi mesmo falta de vontade. Mas pronto, já está no www.fiat126pf.blogspot.com, todo o relato da viagem.
Honestamente, não tem grandes pontos de interesse. Não fiz a viagem com intuitos turísticos, e por um lado, muitas vezes as melhores histórias sobre viagens de carro são sobre os problemas que surgem. Felizmente, nesse aspecto, foi quase quase isenta de problemas.
Fruto de uma preparação de várias semanas, da ajuda de amigos polacos que percebiam de mecânica e me resolveram os problemas mais prementes, e de uma paciência de jó que eu tive ao longo da viagem de modo a poupar o mais possível esta lata de sardinhas amarela. E há que dizê-lo, uma pontinha de sorte, tendo em conta que ninguém me pediu os documentos do carro. É que nem sequer estava registado em meu nome (livrete, seguro, inspecção)....Também faz parte!
http://www.youtube.com/watch?v=lxOq2U6w0yE

domingo, março 08, 2009

Arquipolacadas - VI

A imagem de marca estereotipada de um país ex-comunista são os prédios todos iguais uns aos outros. É verdade sim que existem muitos bairros com bisarmas deste género. Edifícios de 10-12 pisos, colados uns aos outros, iguais, e com uma consensualmente (feia) cor de cimento.
Mas na maior parte das vezes, existem espaços verdes em seu redor, o que de certa forma alivia a dor....

terça-feira, março 03, 2009

Espírito Santo na Polónia

Ele há coisas do diabo. Então Portugal tem um Banco cujo nome é Espirito Santo, e esse mesmo banco ainda não está na Polónia?? Como é possível? Num país fervorosamente católico, com um nome destes, os cliente vinham que nem pãezinhos quentes. E é que nem sequer era preciso traduzir para polaco. Ainda para mais, numa altura de crise como esta, que melhor fiel para os depósitos que......o Espírito Santo?
Eu bem sei que volta na volta se fala do Millennium sair da Polónia, que mesmo quando os tempos não eram de crise já era dificil entrar na banca comercial, mas realmente é uma pena o BES ainda não ter entrado na banca comercial. Estão pela Polónia sim senhor, mas entretidos com banca de investimento. Uma estratégia errada. Ao invés de estarem nos seus modernos e confortáveis escritórios em Varsóvia, deviam era andar a abrir balcões pela Polónia rural, de gentes conservadoras....e acima de tudo, crentes. Assim, depois não esperem milagres.