terça-feira, abril 07, 2009

Playboy....e o burro é o polaco?

Saiu há pouco mais de uma semana o primeiro número da edição portuguesa da Playboy. Mais uma vez, a Polónia ganha esta comparação. Já em Abril do ano passado, um amigo de um amigo tinha comprado uma revista da edição polaca. Pronto, ok, até se pode perceber que por ser um país maior, fez mais sentido que tivesse antes que Portugal. Por outro lado, é bastante mais católico que Portugal, e ver fotos ousadas de crentes nas páginas de uma revista vendida ao público em geral não deve agradar ao clero. Mas tudo isso é irrelevante quando se olha para a capa da revista tuga.
Quero deixar já claro que qualquer adolescente....minto, qualquer miudo a partir dos 8 anos sente mais interesse por ver modelos em fato de treino num folheto do Lidl, do que esta capa! Há tanta coisa mal que o embaraço da escolha de por onde começar é grande. Têm uma modelo que é café-com-leite e o fundo também fica a cinzento? E que fundo é aquele? Rochas dum molhe em Paço de Arcos ou da lua? A pose da Mónica é suposto ser o quê, uma varina? E como é que tendo ela um sorriso bonito, apanham esta expressão que tem a sensualidade de uma ameba?

Vou fugir ao lugar comum de comparar isto com a mítica revista Gina. Antes dizer que portugueses como o José Vilhena que tanto fizeram pelas publicações de teor malandreco devem estar a pensar que de facto isto está entregue à bicharada, tal a falta de qualidade. Mais do que isso, esta capa é no fundo o retrato de um país. Um país onde ninguém quer pensar, onde não se ousa, onde se assume que por se ter um par de qualidades o sucesso já está garantido faça-se o que fizer. Pior, é um país cinzento. E teso, pois nem há dinheiro para imprimir uma capa da Playboy com cor. Basta comparar com uma capa polaca....ou mesmo russa. E depois ainda dizem na Polónia que Portugal é um país onde a malta anda sempre alegre e a rir. O tanas, e a prova está dada. Até me dá vontade de rir, sim.....mas um riso amarelo.

sábado, março 28, 2009

História da Polónia às três pancadas - XV

Até 1914 (início da bagunça da I Guerra Mundial), a Polónia continuou mais ou menos no mesmo ritmo de sofrimento e de divisão. Principalmente nas regiões sujeitas a domínio da Prússia e da Rússia. E para estes impérios, já não bastava saber que havia respeitinho pelo imperador/rei. Tinha de existir um verdadeiro processo de integração dos polacos relativamente à língua, ao sistema de educação e à religião. Já no caso do império Austro-Húngaro, eram mais flexiveis quanto à autonomia a dar. Como se sabe hoje, e à posteriori, estes impérios não tiveram sucesso em erradicar (ou enfraquecer bastante) a cultura polaca, sendo de destacar a importância da igreja católica neste movimento de resistência, como elemento de coesão.
No entretanto, com o despoletar da guerra, a posição dos vários impérios variou significativamente. Isto porque com a necessidade de ganhar alianças, foram oferecendo "doces" aos polacos. Primeiro os russos e depois os alemães/austriacos. E em 1916 foi inclusive instaurado um "Conselho de Regência" que serviu de base à futura restauração da independência polaca em 1918 (após o fim da guerra). 123 anos de divisão chegaram ao fim. 11 de Novembro de 1918, início da segunda república polaca.

segunda-feira, março 16, 2009

Alvissaras. Acabei o relato da viagem de Fiat126P

Quase um ano depois da viagem feita, isto foi mais do que difícil. Para quem não me conhece, a conclusão que tira é que eu demorei um ano a escrever porque não sei inglês :). Não é verdade, foi mesmo falta de vontade. Mas pronto, já está no www.fiat126pf.blogspot.com, todo o relato da viagem.
Honestamente, não tem grandes pontos de interesse. Não fiz a viagem com intuitos turísticos, e por um lado, muitas vezes as melhores histórias sobre viagens de carro são sobre os problemas que surgem. Felizmente, nesse aspecto, foi quase quase isenta de problemas.
Fruto de uma preparação de várias semanas, da ajuda de amigos polacos que percebiam de mecânica e me resolveram os problemas mais prementes, e de uma paciência de jó que eu tive ao longo da viagem de modo a poupar o mais possível esta lata de sardinhas amarela. E há que dizê-lo, uma pontinha de sorte, tendo em conta que ninguém me pediu os documentos do carro. É que nem sequer estava registado em meu nome (livrete, seguro, inspecção)....Também faz parte!
http://www.youtube.com/watch?v=lxOq2U6w0yE

domingo, março 08, 2009

Arquipolacadas - VI

A imagem de marca estereotipada de um país ex-comunista são os prédios todos iguais uns aos outros. É verdade sim que existem muitos bairros com bisarmas deste género. Edifícios de 10-12 pisos, colados uns aos outros, iguais, e com uma consensualmente (feia) cor de cimento.
Mas na maior parte das vezes, existem espaços verdes em seu redor, o que de certa forma alivia a dor....

terça-feira, março 03, 2009

Espírito Santo na Polónia

Ele há coisas do diabo. Então Portugal tem um Banco cujo nome é Espirito Santo, e esse mesmo banco ainda não está na Polónia?? Como é possível? Num país fervorosamente católico, com um nome destes, os cliente vinham que nem pãezinhos quentes. E é que nem sequer era preciso traduzir para polaco. Ainda para mais, numa altura de crise como esta, que melhor fiel para os depósitos que......o Espírito Santo?
Eu bem sei que volta na volta se fala do Millennium sair da Polónia, que mesmo quando os tempos não eram de crise já era dificil entrar na banca comercial, mas realmente é uma pena o BES ainda não ter entrado na banca comercial. Estão pela Polónia sim senhor, mas entretidos com banca de investimento. Uma estratégia errada. Ao invés de estarem nos seus modernos e confortáveis escritórios em Varsóvia, deviam era andar a abrir balcões pela Polónia rural, de gentes conservadoras....e acima de tudo, crentes. Assim, depois não esperem milagres.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Viagens na terra de outros - Bydgoszcz

Não é tão grande como Łódź, aliás tem menos de metade do tamanho, mas é outra Manchesterzinha da Polónia (teve o seu grande desenvolvimento no séc. XVIII). Na verdade, esta cidade industrial era da Prússia até 1920, e isso nota-se bem na arquitectura.
A cidade está localizada a 60km noroeste de Torún, e apesar de ser muito menos interessante que Torún do ponto de vista turístico, nota-se que tem um algum dinamismo económico (tem um aeroporto e tudo....ok, só duas companhias voam para lá, mas isso são detalhes...).
Só parei uma horita na cidade, por isso nem posso formar grande opinião sobre a cidade. Não deslumbra é verdade, mas também não é nenhum horror. Peca é por estar um pouco fora de mão em termos de acessos (rodoviários e ferroviários também). Mais info em http://www.bydgoszcz.eu/.

sábado, fevereiro 21, 2009

1/3 Padres polacos são potenciais Padre Amaro

No dia 19 saiu esta pérola:
"Mais de metade dos sacerdotes polacos preferia estar casado, enquanto que quase um terço reconhece já ter quebrado o voto do celibato, indica uma sondagem hoje publicada pelo jornal Dziennik".
O único pensamento que me ocorre, é que com as beldades jovens que se vêem nas igrejas polacas, há muito mais propensão a isto acontecer. Já em Portugal, um padre mesmo jovem só tem atenção de beatas de mais de 65 anos, o que torna bem mais fácil o acto do celibato....

Noção temporal....e o burro é polaco?


Com o número 5, temos um horário de tram (eléctrico) de Cracóvia. O outro, é da Carris. Na Polónia, ao olhar para o horário sei que na estação onde estou, vai passar num dia de semana às 21.38h um tram. Ponto final.
Em Lisboa, se eu por exemplo estiver no Bairro Calhariz, é um pouco mais complicado de saber a que horas passa o dito. Primeiro há a distinção entre dias úteis de Verão, dias úteis de Inverno e dias úteis de férias escolares. Mas o melhor é que não há hora exacta de passagem. O método em Portugal é o seguinte: tem-se horários de partida do autocarro da estação inicial, e depois vários parciais a cada 5-7 estações. Ou seja, se o autocarro sai de Alcantara às horas x, então até Calhariz são pelo menos 6+5+5 minutos, portanto vou ter de subtrair isso à hora que quero.....e o diabo a sete. Raios parta!!
Ou seja, isto é mais um reflexo da incapacidade da maioria dos portugueses cumprir horários. E istolembra-me um sketch deste senhor (
http://www.youtube.com/watch?v=GzLfTJYIdb8) onde ele fala do atraso de vida que é viver em Portugal.



sábado, fevereiro 07, 2009

Monos Comunistas III - Prendas

Até parecia mal falar de monos comunistas e não fazer referência ao Palácio da Ciência e Cultura em Varsóvia que foi uma prenda da Rússia à Polónia em 1955. O que me demorou um pouco de tempo a descobrir foi que também Riga (Letónia) foi presenteada com algo muito similar (mas com sensivelmente metade da altura).
E já diz o sábio povo que não há duas sem três. Portanto, quem constroi dois mamarrachos em país alheio, não o faria também no seu próprio país?? Claro que fez. Aliás, foi construido anos antes (1953) o edifício da Universidade de Moscovo, que esse sim serviu de inspiração para as outras duas "ofertas" e que até 1990 foi o mais alto edifício na Europa.
Aqui se vê a ortodoxia e coerência (ou falta de imaginação) soviética: pegaram num projecto que resultou em Moscovo, e toca a decalcar isso noutros países a escalas menores. É um pouco como aquela tia que no Natal oferece aos sobrinhos pares de meias (com ou sem raquetes), mostrando um esforço em dar a prendita, mas sem se ralar muito a pensar em coisas diferentes. E claro está que há-de chegar o dia em que os sobrinhos se fartarão das prendas de trampa.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Sport Lizbona Benfika

Foto tirada na praça central de Cracóvia, algures durante o verão de 2006. Os mais atentos decerto verão a particularidade da foto!!



Para os mais pitosgas, aqui vai outra foto focada no que interessa.

Para quem duvidava dos 6 milhões, eles também andam pela Polónia (e não, não são só os pedreiros da Mota-Engil)!

sábado, janeiro 31, 2009

Guia Mabor - Restaurantes IV

Dom Vikingów (www.domwikingow.pl). Quem já foi a Poznań decerto se lembra deste nome. Um autêntico 4 em 1 situado em plena praça central. Café-restaurante-bar-clube. Tal como o nome indica é um restaurante de inspiração não polaca. Dinamarquesa mais concretamente. No rés-do-chão o bar e parte do restaurante, no 1º andar restaurante e na cave 3 salas constituem o clube.

Basicamente, este deve ter sido (e ainda é) o restaurante mais óbvio para expatriados e turistas estrangeiros em Poznań, pois só para dar um exemplo, da sua longa lista de vinhos estão lá 7 portugueses. A decoração é elegante (e as empregadas também), a comida (dinamarquesa) não sei se é boa ou má (cara era) e o número acima da média de quarentões no bar é garante do toquezinho deprimente.

Cinema polaco a passar a perna ao português

É ponto assente que o cinema português é algo menor face ao polaco, e um dos últimos filmes portugueses (Second Life) prova isso de forma cabal. Começa logo mal quando escolhem para actor principal do filme um polaco gadelhudo - Piotr Adamczyk - que mais parece um Granger com 38 anos. Não sendo suficiente, anda à molhada ao mesmo tempo com a Liliana Santos e com a Sandra Cóias. Pois é, assim como há muitos portugueses a casar com polacas, convém lembrar que há polacos a safarem-se com portuguesas (e sim, eu sei, dirão algumas más línguas: "bom proveito!").Pior, ao ver a biografia do homem, li que um dos últimos papeis dele em filme foi como o papa João Paulo II. Eu imagino a linha de pensamento do responsável para o casting: "...epah, então quem é que nós havemos de escolher para estar no meio das desnudadas Liliana e da Sandra enquanto batem pratos??? Já sei, um polaco que fez de papa!... ". Do mal o menos, alguém limpa o sebo ao gajo.
E já agora, porquê um título em inglês? Se era para dar um ar mais internacional à coisa, eu por mim sugeria era terem o Manuel de Oliveira como co-realizador. Isto porque é o mais conhecido além portas, e o seu gosto por longos planos estáticos decerto seria aqui apreciado pelo público em geral.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Velharias - tugas - nas estradas polacas III

Esta foto já é velhinha -set 2006 - e foi tirada em Oświęcim (Auschwitz em Alemão). Não cheguei a conhecer os proprietários e só há pouco tempo resolvi pesquisar na net se havia alguma informação. Há um blog (http://miniaventura.blogspot.com/) e tratou-se de jornalistas que fizeram Lisboa-Moscovo-Munique. E por falar em blogues de viagens, tenho ver se arranjo coragem para acabar o meu....
Ps: Viajar como estes dois está bem. Patrocínios com fartura, carro devidamente preparado por uma garagem antes da viagem, fizeram umas reportagens, dormir em hoteis, recepções nas embaixadas de Portugal (comes e bebes, claro está), e a páginas tantas ainda têm o displante de mencionar que o carro já ultrapassou os 30.000km!!!! Ah, e fizeram Lisboa-Moscovo-Munique porque decidiram apanhar um avião na Alemanha e mandar o carro por transporte. Uns lordes foi o que foi.

domingo, janeiro 25, 2009

Mitos III - As polacas são umas grandes malucas

Recorrentemente sou confrontado com afirmações/perguntas do género: " e as polacas, são umas gandas malucas, não!?".
Indo a um dicionário, os significados que surgem são algo como: doido, louco, tolo, pateta, idiota, etc. Portanto, não, as polacas não são doidas, loucas, tolas, patetas ou idiotas. A meu ver, o que as várias pessoas que vão fazendo estas afirmações (tendo a meu ver por base uma preconceituosa mentalidade judaico-cristã) deveriam perguntar era: "as polacas são mais divertidas/desinibidas/descontraídas?".
Mas neste tópico, um tipo tem de adaptar o discurso de acordo com quem faz a pergunta. Se for um gajo, a única resposta válida é: "...Ui!!! pchss.....cuidado.....do melhor!!! ". Se for uma rapariga, tem de ser algo como: "...sabes, a Polónia viveu durante muitos anos sob domínio de uma ditadura comunista bastante opressiva, pelo que a sua vivência em democracia ainda é relativamente recente. Desse modo, é natural que ainda vejamos nas pessoas comportamentos que nos parecem mais liberais face a Portugal, mas na verdade as polacas por exemplo têm uma maior ligação ao catolicismo....bla bla bla bla......zzzzzzzzzzzzz

História da Polónia às três pancadas - XIV

O século XIX foi sem dúvida negro na história da Polónia. Com o seu território tripartido pela Rússia, Aústria e Prússia foi dificil reconquistar a independência.
Das datas mais relevantes, assinala-se a insurreição (guerra) com a Rússia em Novembro 1830-1 em que soldados polacos tentaram matar o irmão do Czar da Rússia que mandava naquela parte da Polónia, em Janeiro de 1831 a assembleia polaca proclamou a sua independência face à Rússia. 180.000 soldados russos reestabeleceram a situação ainda nesse mesmo ano.
A segunda grande insurreição foi a 1863-4, mas em termos mais de guerrilha do que guerra propriamente dita. Nesta altura já as instituições políticas e militares estavam enfraquecidas ( nem sequer havia exército) e o destino dos revoltosos polacos sobreviventes foi a deportação para a Sibéria.
Mas se no campo militar as coisas correram mal, no campo da escrita as coisas nem tanto. Aliás, a escrita teve um papel fundamental em todo o acto da resistência. Certo que os maiores românticos da altura eram nativos da Lituânia, mas são igualmente polacos: Adam Mickiewicz, Juliusz Słowacki e Zygmunt Krasiński. O primeiro é considerado o maior poeta romântico polaco e da sua obra destaca-se o épico “Pan Tadeusz”. Não li (se nem li os Lusíadas na totalidade, também não vou ler épicos alheios), mas alguém que escreveu na wikipédia refere que o maior poema sobre a Polónia começa assim: “ O Lituânia, meu país....”.

sábado, janeiro 10, 2009

Frio....tb faz em Portugal

Como sei que na Polónia tem estado algum frio, queria demonstrar a minha solidariedade para aqueles que estão por esse país. Por isso, aqui está uma imagem de Lisboa num dia de temperaturas polares (deviam tar uns baixinhos 7 ou 8 graus). Ui ui

domingo, dezembro 14, 2008

Viagens na terra de outros - Malbork

Quem visita Gdańsk, dificilmente pode preterir uma saltada à cidade de Malbork, que fica a umas escassas dezenas de km a sul (a caminho para Varsóvia). A cidade em si, não tem mais nenhum interesse, a não ser pelo coiso de Malbork. Digo coiso, porque ainda me custa usar o nome castelo para definir uma coisa feita com tijolos. Nos tempos em que Portugal era um país à séria, o que se fez cá foram castelos mas com pedras. Calhaus mesmo. Não tijolos, pfff.
Bem, o que é facto é que este é o maior castelo gótico em tijolo do mundo. Aqui está um exemplo então da capacidade e engenho polaco! Ou daí talvez não, isto porque na verdade esta fortaleza foi construida pela Ordem dos Cavaleiros Teutónicos no século XIII, que de polacos tinham pouco (eram da Prússia). Ainda em processo de reconstrução após os danos da II Guerra, vale a pena uma visita de um par de horas.

Nota: As fotografias, que normalmente já têm garantida uma má qualidade, principalmente no caso da primeira foto, são absolutamente péssimas. Tudo porque o fotógrafo de serviço se esqueceu que em dias de chuva, convém limpar a objectiva de pingos de água ou embaciamentos.

domingo, dezembro 07, 2008

Flores...e o burro é o polaco??

Em Portugal, quando um homem por exemplo dá uma facadinha no matrimónio/namoro, sente-se na obrigação de chegar a casa com umas flores...para compensar. É justo.
Na Polónia, a vida está muito mais facilitada, pois é possivel efectuar este...processo estando em cidades ou mesmo países diferentes. Basta ir a uma florista numa qualquer cidade, escolher as flores e alguém as entregará por ele.
A sério, é bastante comum ver nas cidades floristas com este símbolo, é um negócio que floresce porque basicamente as pessoas na Polónia gostam bastante de oferecer flores. Isto aliado ao facto de que a dimensão do país é maior que a nossa, faz com que hajam mais pessoas deslocadas das sua terra natal. Além disso, este serviço também se estende aos milhões de polacos emigrados nos E.U.A., Reino Unido, Irlanda, etc...para que mesmo distante se possam oferecer as ditas flores (nos aniversários, quando alguém falece, no Natal, no dia do nome, para relembrar a namorada/mulher à distância que quem faz revisões no veículo é sempre só um e o mesmo, etc). Sei que em Portugal já há empresas a fazer este serviço, mas nem de perto tem a dimensão que existe na Polónia.www.pocztakwiatowa.pl/.
Ps: Tinha-me esquecido de traduzir. Poczta kwiatowa quer dizer, mais ou menos, correio floral.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Geladu

Esta foto foi tirado num dia de Verão, um típico dia de Verão diga-se de passagem. A chuver cães e gatos e os nativos polacos a comerem alegremente o seu gelado.
A pancada por gelados é grande na Polónia e é muito natural verem-se filas com um número razoáveis de pessoas só à espera de poder comprar o dito: em cone de baunilha e bem alto no topo. E se na Polónia estiverem à espera de temperaturas quentes para comer comprar gelados, estavam bem lixados. Bastam tar mais de 15 graus e a malta já se anda a lambuzar toda. O preço também ajuda, pois por 2Pln (0,5Euro já se compra o dito).
A adicionar a esta mania, mesmo no recato da intimidade(ou não), há uma expressão polaca cuja tradução para português é literalmente: "faz-me um gelado"....

quinta-feira, novembro 27, 2008

Choque cultural nos supermercados

Em Portugal, quando estamos nalgum estabelecimento comercial e se decidimos de facto pagar (cada vez mais pessoas aderem ao popular 5-finger-discount) por aquilo que queremos levar para casa, ou se paga com cartão ou com dinheiro.
Comparando com a Polónia, e acho que já referi isso algures, pagar com cartão não é assim tão comum. Muitas das vezes, mesmo para para um cartão de débito ao invés de digitar o pin, temos de assinar. Além disso, não raras vezes o cliente paga uma taxa por transacção. Logo, a malta tendencialmente paga em guito.
Em pagando em guito, em Portugal a coisa mais normal é não só a pessoa que está na caixa estender a mãozinha para receber o dinheiro, como depois nos devolver o troco directamente sobre a nossa mão. São hábitos bonitos, que demonstram uma relação de proximidade como só os latinos na Europa sabem ter (o exemplo Sarkozy-Merkel com as palmadinhas no ombro do franciú ao chanceler alemão; perdão, à chanceler). Ou então uma maneira de propagar doenças mais facilmente...
Mas na Polónia, em todo o sítio há uma pequena base ligeiramente côncava onde cliente e vendedor colocam o dinheiro. Não há cá contacto físico coisa nenhuma. Várias vezes estendi a mão para receber o troco e a senhora do outro lado coloca ao invés as moedinhas (algumas do tamanho de uma cabeça de alfinete) nessa base. E não sendo vidente, acho que o que ia no espírito dessa pessoa seria algo do género: "deves tar a pensar que eu te vou tocar oh estrangeiro porcalhão". Germofobia ou apenas hábitos diferentes? Num sei...

terça-feira, novembro 18, 2008

Vinhaça portuguesa na Polónia - Adega

Já aqui tinha falado na possibilidade de comprar vinho português na Biedronka. Mas além dessa possibilidade (limitada a uns 3 ou 4 vinhos), há uma cadeia de lojas que só vende vinhaça tuga (entre outros produtos nacionais). O nome das lojas é Adega (algo que julgo de fácil pronúncia para os polacos) e o site é http://www.norpolska.pl/ que tem os produtos comercializados.
O dono é um português que começou este negócio por volta de 2002 em Poznań, e neste momento já vai com 14 lojas espalhadas por Auchans e Tescos em várias cidades polacas. Em traços gerais, a maioria das lojas localizadas em zonas comerciais de hipermercados têm cerca de uns 10m2, apenas um colaborador para atendimento ao público, e um público-alvo da classe média. Como muitos dos produtos que esta adega vende são em Portugal propriedade da Unicer (vinhos, a Superbock, cafés), isto na minha opinião continua a ser um balão de ensaio que está a correr bem até que consigam estar criadas condições para se verem nas prateleiras dos supermercados polacos vinhos portugueses (além do obrigatório Vinho do Porto). Porque é triste ver tanto vinho do Chile, África do Sul, Austrália, e Portugal que até está só a 3500km da Polónia, não consegue ganhar dimensão e preços competitivos para educar a nação polaca a descurar um pouco os shots de vodca para uns cálices de vinho.
Os preços é que em relação ao mesmo produto em Portugal, a conta obrigatória é multiplicar sempre o preço por 2 ou 3 (no mínimo). Há que dar para o transporte, e impostos, e mudança de rótulos e uma margenzinha de lucro....
Na foto, a montra da loja nº1, em pleno centro de Poznań, a dois passos da praça central.

sábado, novembro 15, 2008

Fast food polaca - Zapiekanka

Era quase imperdoável da minha parte não falar da comida rápida polaca mais famosa: a zapiekanka. Se calhar a foto não é muito óbvia, mas trata-se grosso modo de uma baguete cortada ao meio, em que põem lá para cima qualquer espécie de carnes/fiambre/cogumelos/molhos e o diabo a sete, levam aquilo ao forno e tá feito. Para mim nada mais é que a versão polaca de uma pizza. O preço é acessível a quase toda a gente (entre 1 e 2 aerios), sendo mais barata que os kebabs. Faz parte da experiência de viver na Polónia, comer de quando em quando uma (eu contava fazê-lo talvez a partir do 3ºou 4º ano...).

sexta-feira, novembro 07, 2008

Parque Automóvel V - Opel made in Poland

Assim como na Roménia há uma marca chamada Dacia (da qual a Renault é dona) que anda a fazer carros novos com muita tecnologia de há 10 anos atrás, também na Polónia há exemplos desses. O carrinho na foto é conhecido na Polónia como Opel Astra II Classic, e ainda continua à venda a par com a versão mais recente do Astra. Claro está que o público alvo são aquelas pessoas que querem comprar um familiar compacto novo, não querem (ou têm para) gastar muito dinheiro e não fazem questão que o design seja o mais recente. No caso do motor 1.4 a gasolina com 90 cavalos, pode-se comprar um actualmente por Euro 12100. Em Portugal, o Corsa 1.0 começa por Euro 13000.
Tinha de falar deste carro, pois durante uns meses foi o carro de rent-a-car que tive. Azul. Como carro de trabalho cumpre, mas definitivamente não é carro para grandes conduções. Os 90 cavalos servem para fazer muito barulho (se bem me lembro, em 5ª a 100km/h já ia às 3500rpm), recuperações fracas, e se é verdade que dá os 180km/h reais (marcou-me 190), a partir dos 130 tem uma dificuldade enorme de ganhar velocidade (sim, sei que é de ter uma 5ª virada mesmo para poupar consumos). Quanto à estabilidade deixa muito a desejar a partir dos 150, sendo um verdadeiro fiar na virgem. Em termos de picadeiro, também fraco: piões mediocres e com o ABS a actuar em estradas de terra as travagens exigem outra postura. Mas pronto, para quem precise de alugar/comprar um carro na Polónia, se escolher este não vai mal servido. É mais barato que carros recentes, e serve perfeitamente para trabalhar.
Ps: E não sei se era do meu carro ou de todos, mas o acelerador demorava um tempo enorme entre eu pisá-lo e ter resposta do motor. Resultado era que em média, deixava o carro ir abaixo umas 2 ou 3 vezes por dia. Patético.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Arquipolacadas - V

Na foto é possível vislumbrar indícios de que isto pertence a uma cozinha. Está lá o lava-louça (mas sem espaço para pôr os pratos a escorrer). Vemos azulejos e no canto inferior direito aquela coisa é um frigorífico. Faltaria só portanto um fogão. E faltava mesmo, não havia fogão aqui para o pobre emigra. Mas para "colmatar" - pfffff - isso, tinha à minha disposição uma placa eléctrica com uma só base e que deu para esturricar várias vezes aquilo que queria cozinhar. Et voilá, temos aqui uma cozinha polaca de um apartamento modesto.
Sim, porque a cozinha não era mais do que um lado (máximo 1.20m comprimento) do corredor de entrada do "apartamento". Do lado oposto do estreito corredor estava a casa de banho, o que há que dizer que até podia ser visto por um prisma positivo, pois era possivel tar muito bem sentadinho no WC e com um ligeiro estender de braço, dar um jeito na frigideira.
Nota: Para os que não sabem, este foi o apartamento que a simpática empresa que me levou para a Polónia me providenciou para ficar durante o primeiro mês. Não se tratou de poupança de custos ou de pura sacanice, não senhora. Eu vejo que apenas quiseram providenciar uma sensação de aconchego só ao alcance de um apartamento com....15m2, num rés-do-chão, em que a cama ocupava 2/3 do quarto e sem uma mesa para comer.

sábado, novembro 01, 2008

Guia Mabor - Clubes III

SQ. Duas letras que querem dizer boa música na Polónia, pois esta é de longe a discoteca com melhor música na Polónia. O nome completo é SQ Klub (http://www.sqklub.pl/index.php), fica em Poznań e tive o prazer de ir lá várias vezes nunca ficando desapontado com a música pois tem um nível de qualidade ao melhor do que se faz internacionalmente. Comparando com Portugal, o mais parecido é o Lux. Mas no SQ há menos gaijas da esquerda caviar e menos rotos/metrossexuais que no Lux (também os há, mas antes isso que tipos com ar de hooligan).Se ainda se mantém a agenda, recomendo vivamente ir lá a uma quinta-feira (disco, funk and soul music). Com a grande vantagem que nunca é demais realçar de poder entrar às 24h e já tar uma casa composta (começa a perder ritmo a partir das 2h, às 6ªs ou sabados, vá lá, até às 3 da manhã está bom).
O espaço fica numa cave do centro comercial mais popular e central da cidade, é bastante espaçoso (uma espécie de open-space de 400m2 com uns pilares pelo meio), uns simpáticos sofás brancos (ver foto abaixo), um comprido balcão e a mesa de DJs ao centro de uma das paredes e quase ao nível da pista. Fortemente recomendada uma visita para quem não conhece e gosta de boa música.