quarta-feira, outubro 08, 2008

Monos Comunistas II

Num post do ilustre Misha de 15 de Março de 2008, é possivel ler um olhar realista sobre a principal estação de comboios não só da Polónia, mas também de Varsóvia: http://mishanapolonia.blogspot.com/2008_03_01_archive.html. Mas também tinha de dar o meu bitaite.
Tendo como vista frontal o estalinista Palácio da Cultura e Ciência, é ladeada actualmente por um Hotel de 5 estrelas e um centro comercial/edifício de escritórios bastante moderno, torna-se ainda mais fácil caracterizar esta estação. Se fosse inglês, conseguiria usar só uma palavra: shithole! Em português, o significado mantém-se: um buraco de merda!
Todas as descrições são poucas, pois a verdadeira essência deste espaço está na míriade de cheiros que estranham-se e entranham-se (nas narinas e na roupa) sempre de cada vez que por lá se circula. E sim, aqueles túneis com lojas e kebabs, minha nossa. Para quem não conhece, imagine o Centro Comercial da Mouraria espalhado por uma dúzia de corredores subterrâneos de 2,5m de altura, com todas aquelas lojas e ainda à mistura sítios a fazer bifanas/chamuças/farturas.
E sim, é possível ter um retrato claro das desigualdades sociais após um quarto de hora a observar os utilizadores da estação. Mas em boa verdade digo, que Santa Apolónia também pouco melhor é do que este pardieiro.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Já que se fala em marcar jantaradas - Restaurantes "portugueses" na Polónia

Aqui vão algumas referências aos sítios onde é possível (nuns sítios mais, noutro menos) comer comida portuguesa.
Em Cracóvia, a opção passa pelo Le Scandale (www.lescandale.pl), pois o chefe que por lá anda agarrado ao tacho é um ilustre alentejano. E já ouvi boas críticas acerca dos seus bifes.
Ainda em Cracóvia há outro restaurante (www.piri.com.pl) que apesar de não ter um chefe tuga, tem lá o caldo verde, frango piri-piri ou bacalhau. Só podem ter melhorado desde a última (e única) vez que lá fui, onde entre outras coisas se tinham esquecido/lido mal a receita de que as batatas no caldo verde eram supostas estarem trituradas e não em cubinhos.
Em Poznań não conheço nenhum restaurante onde se possa comer comida tuga.
Quanto a Varsóvia, tem o restaurante (www.portucale.pl) na Polónia com comida mais próxima da portuguesa, e onde é possível comer o famoso bitoque pagando Euro 12 (provavelmente por causa de o bitoque na Polónia vir com mostarda e ervinhas em cima da chicha e ovo). Neste restaurante o chefe/dono (português), ou já se esqueceu de como são em Portugal ou (o meu palpite) teve de modificar um pouco alguns pratos para adaptar os pratos ao gosto dos polacos. Não tem uma longa lista de pratos, alguns deles definitivamente estão longe do que é comida portuguesa (nunca mais me esqueço da sopa de espinafres....com caldo branco), mas só pelos excelentes pastelitos de bacalhau já vale a pena. Tem ainda boa vinhaça e outros produtos tugas à venda....por um preço um pouco maior do que a Biedronka.
Recentemente vi na net que há outro restaurante (www.bluecactus.pl) em Varsóvia que tem na carta algumas coisas portuguesas. Não conhecia, nem nunca lá fui, portanto é por vossa conta e risco.

Mas sinceramente, para jantarada tuga, o melhor é sempre fazer em casa de alguém algum prato com bacalhau e pronto!! Ou, então ide ao Rooster. Há em Cracóvia, Poznan, Varsóvia, que têm sempre umas pernas e peitos saborosos.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Estereótipo do Homem Tuga na Polónia

Para se ser um português “normal” (ou recém-chegado) na Polónia, são respeitados os seguintes pontos:
a) ou andam com cabelo quase rapado mas com barba de 4 dias (ao estilo Prison Break), ou então cabelo a mandar para o comprido (um estilo italiano tímido);
b) ter feições/cor de pele que levam os polacos a pensarem que são ou do Sul da Europa ou do Norte de África (tudo igual para eles, pois portugueses são considerados exóticos);
c) ter uma larga colecção de camisas aos quadrados (a calça creme é um opcional);
d) numa ida a uma discoteca, são facilmente identificáveis os grupos de tugas, pois se ainda é cedo (e não estão ainda suficientemente bêbados) estão encostados a pilares/paredes, sítios com um ângulo de visão amplo, de copo na mão, a fazer movimentos de 180º ou mais graus com o pescoço para olhar para a fauna que os rodeia, e partilhando entre eles um repetitivo: “dasse, aquela parece um helicóptero – boa e gira”, ou um mais sucinto “casava-me já!!”.
e) Por último, o ícone máximo. Se não conseguiram identificar o mamífero pelas características acima referidas, não há espiga. Basta ter o sapato de vela, e está identificado. E o autêntico marinheiro tuga (que em 95% dos casos nunca andou de barco à vela) é tão fiel ao seu sapatinho que até pode ser avistado com aquilo em pleno inverno.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Parque Automóvel IV - Bólides estrangeiros/comunistas

Vermelho, temos um magnífico Śkoda 105. Um carro de família com um motor traseiro fraquinho (1000 cc e 44 cv), assim como tração atrás. Não sendo propriamente um best-seller nas estradas polacas, também não é assim tão dificil avistá-los. Este é feio (e também dos primeiros a sair no final da década de 70), mas há outros da mesma família que eram um pouco mais bonitos....errr, menos feios. http://en.wikipedia.org/wiki/Å koda_105/120
De branco pintado, um bastante mais raro Dacia 1310. Não estou a ver a razão de nos anos 80 terem saído muitas destas belezas do país do shor Ceauşescu para a Polónia. Mais ou menos da mesma idade do colega de post, tem um motor um pouco maior (1300cc e 54cv) e tracção dianteira. Mais info em http://en.wikipedia.org/wiki/Dacia_1310.
De entre estes dois não compraria nenhum. Mas uma vez que falei em Śkodas, aproveito para pôr aqui a foto de um que vi em Praga. É um 110r julgo eu, bastante modificado (ficou pior que o original como é costume na xunificação) mas mesmo assim com piada.

terça-feira, setembro 23, 2008

Espaço para a publicidade - VII

Já tem uns meses, mas aqui vai o link para um anúncio polaco feito pelo shor Cleese a um banco:
http://www.youtube.com/watch?v=sv4sQEKroa8

segunda-feira, setembro 22, 2008

Guia Mabor - Cafés/Bares III

Em Poznań, e mesmo na Polónia, não encontrei melhor bar do que este para estar sentadinho em confortáveis sofás, ouvir boa música, bater papo, ver a sempre presente Fashion TV e beber uns copitos a seguir ao jantar. E com sorte, se ficar numa das mesas perto das janelas dá para ter uma vista gira sobre a praça central. A foto não está grande espingarda, é verdade...O sítio chama-se Shark, e é nada mais do que um prédio situado na praça central de Poznań. Rés-do-chão ocupado pelo balcão e umas 3 mesitas, se formos para a cave é a pista de dança (normalmente sempre às moscas). Subindo, no 1º e 2º andar estão 4 salas com uns sofás brancos...lindérrimos. Normalmente preenchido ou por casalinhos ou por pequenos grupos, é o sítio indicado para começar a noite sossegado.
Não sendo o sítio mais cool de Poznań actualmente, continua a ser o mais bonito na minha opinião.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Momento cutchi cutchi

...ou a primeira vez que vi um esquilo.

quarta-feira, setembro 17, 2008

GPL....e o burro é o polaco??

Se calhar não é! Também na Polónia os preços dos combustíveis são altos, mas ao menos lá as pessoas têm uma atitude mais proactiva. Ao passo que em Portugal, o número de veículos a GPL é praticamente residual (se ultrapassar os 50.000 já é muito), na Polónia esse número já ultrapassou largamente a barreira do milhão de veículos. Preço da gasolina na Polónia = 4,6PLN. Preço GPL na Polónia: 2,15 PLN. Por isso, as contas não são complicadas de fazer.E deve ser só em Portugal que as pessoas são obrigadas a colocar um autocolante para informar os outros que se tem um carro a GPL. Mas mesmo que o Estado (ou as gasolineiras ou ambos) não tivessem imposto esta parvoice do autocolante, sei que na mente do português típico andar com um depósito adicional de combutivel no carro é um desprestígio tremendo para o seu status. Vamos que o Antunes do 3º esquerdo descobre que afinal o Golf anda a GPL? Nada disso, o português prefere andar a comprar carros a gasóleo (supostamente para poupar no combustivel) para depois passar longos quartos de hora em filas de bombas de gasolina de hipermercados. Preço da gasolina em Portugal = € 1,45. Preço GPL = € 0,72.
Ps: Também, assim como assim, se em Portugal o GPL passasse a ser popular, era provável (com 110% de certeza) que os impostos sobre este combustivel disparariam em flecha.
Ps2: Tinha-me esquecido de referir este pormenor bem importante. Na Polónia, é bastante comum mesmo ver "bombas de combustível" exclusivamente dedicadas a GPL. Coloco bombas entre aspas porque muitas das vezes não passam de um depósito de 25.000lts à vista, com uma bomba de abastecimento instalada num qualquer terreno agrícola, ou stand automóvel.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Arquipolacadas - IV

Sei que não é/foi só a mim que me calhou viver em casas com soluções arquitectónicas esquisitas, mas com o mal dos outros posso eu bem. Evitei (e paguei mais por isso), para por exemplo evitar apartamentos em que na casa de banho constasse o esquentador/cilindro. Durante uns 3 meses aluguei um apartamento nessa situação e mesmo com a porta da casa de banho toda aberta, era sempre um stress a pensar em possiveis fugas de gás.
Mas, nesta posta, é para falar da minha casa de banho da casa que tive em Poznań que tinha dois pormenores engraçados (entenda-se estúpidos). O melhor deles é que a porta da dita era praticamente toda de vidro (um pouco baço, mas não o suficiente). Ou seja, privacidade era coisa que não existia. Mas isto até nem era problema com visitas femininas.
O segundo detalhe, é que não só era estúpido como perigoso. Então não é que alguém decidiu que era boa ideia colocar uma tomada eléctrica na parede junto a uma das extremidades da banheira?? Eu nunca experimentei, mas desconfio que se por acaso uma chuveirada acertasse na tomada, era capaz de causar aborrecimentos chocantes.
Como piéce de resistence, o dono do apartamento trabalhava em arquitectura de interiores!

terça-feira, setembro 09, 2008

Algumas das que eu conheci....

Houve uma portuguesa que se revelou o caso típico. Não muito sofisticada, nos seus vinte e poucos, muitas vezes com um ar absorto, instável, revelou-se um namoro difícil. Feito de avanços e recuos até finalmente me dizer que sim, nunca na verdade pareceu interessada em mim, sabia por isso que seria uma relação complicada e com pouco futuro. E foi.
Quanto a uma espanhola, essa sim, levou-me a mergulhar de cabeça. Trintona, experiente, ambiciosa, sedutora. Tinha todas as qualidades que eu procurava numa, ou pelo menos, pensava eu que as tinha. Quando pensei que a relação iria evoluir para algo (ainda) mais sério, pôs-me “as malas à porta”, terminando abruptamente tudo.
Deixando para o fim a pior, esta era sofisticada, rica e muito experiente. Daquelas a quem já nem se pergunta a idade. Feia, muito feia. Mas na altura em que me nos conhecemos tinha algo que eu queria, por isso decidi que iria usá-la (e ela também me usou).
E já chega de estórias sobre mim...

quinta-feira, agosto 21, 2008

Choque cultural num café

Não aconteceu comigo, mas sim com um amigo de um amigo. Mas como é um episódio tão delicioso e tão explícito sobre um dos choques culturais que um português enfrenta na Polónia, que não resisti a colocar aqui uma descrição aproximada da situação.
Um tuga está numa cafetaria, está a beber à pressa um café e depois dá-lhe a fome e vê uma quiche numa vitrina. Segue-se o seguinte diálogo:
Tuga: Olhe, por favor era esta quiche.
Empregado: Com certeza, vou aquecer então.
Tuga: Ah, deixe estar, não é preciso aquecer. Estou com pressa.
Empregado: Pois, mas a quiche tem de ser aquecida.
Tuga: Ouça, por mim não tem problema comer fria.
Empregado: Um momento então, vou falar com o meu chefe.
(.....) o tempo a passar, e lá vem o chefe para dizer ....
Chefe: Fria não pode ser. A quiche tem de ser aquecida.
Face a isto, o português deixa o café, vira as costas e vai-se embora!
Análise da situação por parte de um português: atrasos de vida dum corno. se o cliente diz que não se importa de comer aquilo frio, porque carga de água não servem a porcaria da quiche? Só porque não é normal??? Estes tipos são incapazes de fazer algo que não esteja previsto.
Análise (hipotética) da situação por parte do empregado polaco: se me dizem que a quiche é para servir aquecida, eu só a dou aquecida. Vamos que dava isto frio ao cliente, o homem depois ficava mal disposto por aquilo ter sido servido frio, eu levava nas orelhas do meu chefe, era despedido, exigiam-me uma compensação por danos ao cliente, etc..... Nah nah, o cliente até pode querer frio, mas se me dizem que é para vender quente, eu só vendo quente. E mai nada.

terça-feira, agosto 19, 2008

Visita Presidente da República à Polónia

Pois é, vem cá à Polónia no início de Setembro S. Ex.ª o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e eu não estarei cá. Bem, oportunidades para o ver não me faltaram pois se ele até deu aulas na minha faculdade e eu nem escolhi a cadeira que ele leccionava...
Mas a razão porque escrevo é sobre o programa da visita que pode ser facilmente encontrado na net, e que tem uma parte que acho interessante: "O Presidente Kaczynnski e Senhora oferecerão um banquete em honra do Presidente Cavaco Silva e da Dra. Maria Cavaco Silva, os quais retribuirão com um concerto da fadista Mariza, no Teatro Nacional de Varsóvia, seguido de recepção."
Portanto, a conclusão é a de que aqui está o PR polaco a oferecer não uma jantarada, mas um banquete. E como é que o PR português paga a conta: mete a Mariza a cantar! Assim é fácil pagar a dolorosa.
Eu gostava era de saber, se eu como plebeu também poderei passar a usar este método para pagar jantares aqui na Polónia. Não tendo nenhuma fadista mundialmente famosa para cantar por mim, teria de ser eu a cantar. Mas sendo eu uma cana rachada/desafinado/inculto, acho que o máximo que poderia trautear seria alguma canção dos Ena Pá 2000. Acho que no máximo, e com muito boa vontade do dono, conseguiria pagar um meio pierogi com a cantoria :(

segunda-feira, agosto 18, 2008

Metro em Varsóvia

Começando pela descrição básica, o metro em Varsóvia resume-se a uma única linha, com umas 20 e picos estações ao longo de uns 15km. Preço viagem: 2,80pln, mas nem sequer existem máquinas de venda automática de bilhetes. Regra geral as estações têm um ar asseado e nada claustrofóbicas.
Mas é no interior das carruagens (limpas e espaçosas) que se verifica o mais interessante. Por comparação ao metro de Lisboa, e escolhendo uma linha (a Verde) ao acaso, sabemos que andar de metro envolve todo um conjunto de experiências olfactivas (raramente agradáveis) provenientes de pessoas originárias de vários continentes. Em Varsóvia, não. Andei de metro (de dia e noite), e posso afiançar que nas carruagens em que me sentei, seria o único estrangeiro. Isto nada mais é do que o retrato fiel do pouco cosmopolitismo que ainda se sente na Polónia. Todavia isso não quer dizer que não existam experiências olfactivas causadas pelo calor de Verão no metro de Varsóvia. Existem, mas de produção (quase exclusiva) nacional.

segunda-feira, agosto 11, 2008

História da Polónia às três pancadas - XII

(terceira via)....que passou por nada mais nada menos do que retalhar a Polónia. Coube à Prússia providenciar esta ideia em que os três impérios (Prússia, Rússia e Aústria) poderam molhar o pão na sopa (entenda-se, ficar com partes da Polónia). Isto ocorreu no ano da graça do senhor de 1772 e constituiu a primeira partição em que 30% da área do país foi com os porcos. Sem contar muito do fim, outras se seguiriam.
Face a isto, o que decide a Polónia fazer? Desenvolveu um programa de reformas que visava aumentar as liberdades do seu povo, e ao mesmo tempo incentivar o êxodo da população que se encontrava sob poder dos três impérios. Eu não sabia, mas a Polónia foi o 2º país (a seguir aos States) a criar uma constituição onde conceitos como liberdade, separação de poderes, governo, parlamento constavam. Sem ser um historiador (nem coisa que se pareça), criar uma constituição enquanto rodeado de países imperialistas na europa totalitária desta altura que já tinham invadido o país, foi no mínimo uma ideia.....arrojada. Outros poderão pensar em outros adjectivos, mas eu fico-me por arrojada e ao menos tentaram resistir. Ideia esta que deu para o torto: 1793 Rússia invade de novo, mais território para eles e para a Prússia (que ficou com Gdańsk - na altura Danzig).
No ano seguinte, liderado por Tadeusz Kościusko (heroi durante a guerra civil dos EUA), os polacos ainda ganharam uma batalha importante face aos russos mesmo se com bastante piores armas. Mas, a lei do mais forte prevaleceu e em 1795 lá se fez uma partilha do que sobrava da Polónia. Era a garantia do prolongamento de um período mais do que negro da história deste país. A partir de 1797 nem o nome Polónia já era usado. Vendo o desenho, e comparando em termos de áreas, facilmente se percebe quem foi o carrasco principal.
Nota: Sim, a Polónia antes desta molhada, e fruto da sua aliança com a Lituânia ainda se mandava para o grande.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Espaço para a publicidade - VI

Quem com mais de 25 anos não se lembra deste desenho animado?? Pois é, só que agora o malandro anda aqui na Polónia a incentivar tesos a gastarem ainda mais dinheiro e por inerência da singela taxa de juro, a ficarem ainda mais tesos.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Mitos II - na Polónia nenhuma mulher tem bigodito

Chocante para alguns, falso para outros, mas para mim é a triste verdade. Todavia, parte de mim não deixa de estar de certa forma contente, pois ao menos não se pode dizer que é só em Portugal que há mulher com o buçozinho. Buçozinho que com o evoluir da idade se transforma num orgulhoso e por vezes vistoso bigode, em plena harmonia com as vestes negras usadas por tanta reformada por esse interior português.
A grande diferença é que tendo as polacas uma coloração de cabelo tendencialmente mais clara que as minhas compatriotas, a "penugem facial" é menos visivel à distância. Todavia, em olhares à queima-roupa, é possivel comprovar que aproximadamente em igual percentagem das portugueses, há ali em demasiada fêmea pelito a mais por cima do lábio superior. O buço polaco pode ser mais louro, mais discreto, mas ele anda por aqui. Buáááááááá....
Ps: as minhas amigas que me perdoem esta questão fracturante, mas tentei ser o mais imparcial e assertivo possivel.

quarta-feira, julho 30, 2008

Falhas de comunicação com a Polícia

Situação: Vou a guiar numa estrada qualquer pelo sudeste polaco, a pisar um pouco no acelerador, mas sem excessos dentro das localidades. Acabo de fazer uma curva e numa recta de uns 600/700m a descer está lá uma placa que a mim me parecia dizer inicio de concelho. Abrando para uns 90 e picos e Páás: polícia com pistola-radar, e encosta moço! Saltando detalhes, e (se calhar feito nabo por não falar apenas inglês) dialogando com eles em polaco, a informação de que vinha a 91km/h numa zona de 50km/h. Quando eles me apanharam a 91km/h não havia uma barraca sequer em redor (só 500m à frente, e apenas duas casas). Mas não me valia a pena estar a por em causa se aquilo era uma localidade ou não, pois esse seria um jogo viciado.
Fiz portanto, o que as regras de cortesia mandam. Juntamente com os documentos do carro, estava uma notinha de 100PLN. Para meu aborrecimento não lhe tocaram, lá continuou a escrivinhar e depois lá me diz um deles:
Polícia- Pois, o que o senhor fez dá direito a x pontos, e a uma multa de 300 ou 400PLN. Quanto é que prefere pagar?
Eu- 300, claro.
Polícia- Tem dinheiro consigo?
Eu- uhm.....uhm....300 não tenho. só tenho 200. Então como é que vamos fazer?
Polícia- Ah, daqui a uns 5km há uma caixa multibanco....
Então, eu subo a parada de uma possivel "contribuição pessoal" para os 200pln, e mesmo assim eles não aceitam? Que porra, tinham logo de me calhar polícias certinhos.
Ps: ainda ouvi deles o comentário "epá, nunca tinhamos mandado parar um português. Franceses, Alemães, mas nunca um português". Estive quase vai não vai para dizer parabens. Não disse.

terça-feira, julho 29, 2008

Custo de Vida em Varsóvia 2008

De acordo com um estudo da consultora Mercer, Varsóvia ocupa a 35ª posição mundial (nas cidades analisadas) relativamente a custo de vida para trabalhadores expatriados. Os resultados estão no site: http://www.mercer.com/costoflivingpr.
Sem entrar em grandes análises, e de acordo com este ranking, é mais barato viver por exemplo em Munique, Bruxelas, Melbourne. Lisboa neste estudo está na 57ª posição.
Portanto, para quem esteja a pensar vir para a Polónia trabalhar, lembre-se de usar este estudo nas negociações salariais para depois não ter surpresas desagradáveis.
Nota: Neste resultado, não é alheia a forte valorização do Złoty.

quarta-feira, julho 23, 2008

Comparação antropológica dos Festivais de Verão: Polónia vs Portugal

Este é um assunto no qual não posso falar com conhecimento de causa, mas a ideia que eu tenho dos festivais de Verão em Portugal é, e pegando no exemplo do Sudoeste, a seguinte:
Pontos Positivos:
- Bom cartaz de bandas
Pontos Negativos:
- Publico-alvo são adolescentes e jovens adultos que se querem livrar dos pais por uns dias para fumar umas brocas, e que no final da época dos festivais ainda vão à Festa do Avante;
- O local é uma confusão dos diabos, calor intenso, e pó. muito pó.
- Apesar da proximidade da praia, existem sempre demasiadas pessoas que parece que já não tomam banho à semanas.
Por comparação, deixo aqui um link para um vídeo de um festival de música electrónica que ocorre todos os anos numa praia na Polónia. Descubram as diferenças, que nem vou perder tempo a escrever a minha opinião. Todavia, apostaria o meu Fiat 126P na resposta que dariam os Chemical Brothers se lhes perguntarem: "então, preferem actuar no Sudoeste ou no Sunrise Festival na Polónia?"
Ps: Para a população masculina, se não tiverem tempo podem passar por exemplo ao minuto 4.45...

sexta-feira, julho 18, 2008

Carcanhol

Wednesday, July 5, 2006
1 Euro (EUR) = 4.00482 Polish Zloty (PLN)
Friday, July 18, 2008
1 Euro (EUR) = 3.21560 Polish Zloty (PLN)
O engraçado (ou nem tanto), é que ainda não me habituei a fazer as contas com 3. Mas quando vejo os extractos das transferências, então apercebo-me da realidade.
Nota: Face ao dólar, e em igual período de tempo, a moeda valorizou 50%!

quarta-feira, julho 16, 2008

Strike three - You're out

Esta é uma expressão usada num desporto (baseball) que nem sou grande fã, mas que neste momento se aplica à minha situação na Polónia.
E portanto, aqui vai o discurso que já começa a ser repetitivo: mais uma vez (por vontades alheias a mim), com elevada probabilidade irá dar-se a muito breve prazo a minha saida da Polónia. Provavelmente sairei de avião, mas se houver algum mecenas estou disposto a fazer uma nova viagem de Fiat126. Para isso teria de adquirir ainda um outro 126, mas isso são peanuts (para o eventual mecenas).
Por isso, este escriba vai entrar novamente em processo de mentalização para o regresso a Portugal. E que melhor ajuda, do que ler hoje a constatação desse iluminado chamado Vitor, de que o crescimento da economia portuguesa para 2008 e 2009 anda em redor dos 1,2%.
Ps: Para o bem ou para o mal, o ditado popular de que "à terceira é de vez" não se aplicou.

quinta-feira, julho 10, 2008

Top of Poles

Algo estranho está a começar a ocorrer-me com maior frequência. Cada vez mais vou descobrindo musicas polacas de que até gosto (e não,não só da Doda - louraça com um grande par de farois).
Actualmente, apesar da música já ter para aí uns 2 anos, ando a ouvir em repeat uma música chamada: "Nie stało się nic". Infelizmente, a minha inabilidade informática impede-me de pôr aqui o video (fica o link):

quarta-feira, julho 09, 2008

Criar uma empresa na Polónia...

é mais dificil do que no Kiribati (para os geograficamente analfabetos, é um país constituido por inúmeras ilhas no Pacífico). Todavia, é mais fácil do que na Macedónia, que de acordo com o ranking do Banco Mundial ficou no 75º lugar (imediatamente atrás da Polónia). Pelo meu conhecimento de causa, sim, é complicadote criar uma empresa na Polónia, pois por exemplo uma empresa de responsabilidade limitada leva na melhor das hipóteses 3 meses até estar totalmente formalizada.
Segundo este ranking ainda, se formos mais para leste, a Rússia está no lugar 106 e a Ucrânia no 139º lugar (de entre 178 analisados).

terça-feira, julho 08, 2008

Imagens do passado, mas tiradas no presente

Varsóvia - Julho 2008
Nota: Este casal a ensinar à juventude que lá por ser Domingo, estar um calor significativo, há que ir para o jardim vestido com classe.

quarta-feira, julho 02, 2008

Viagens na terra de outros - Gdańsk

Gdańsk, a cidade que fica na foz do principal rio da Polónia. Por esta constatação geográfica, é natural que esta tenha e seja uma cidade importante na Polónia. Constitui juntamente com duas outras cidades vizinhas (Sopot e Gdynia) a Trojmiasto (ie, três cidades), estando no top 5 das maiores do país.
Mais recentemente, a cidade é conhecida por ter sido o local dos estaleiros onde nasceu o movimento liderado por esse senhor de farfalhudo bigode chamado Lech Wałęsa. Todavia, a sua história é bem mais rica, uma vez que por largos periodos de tempo esta cidade foi alemã, prussiana, teutónica, and soione and soione. Não vou estar aqui a contar a história toda, mas acho suficiente mencionar que a invasão da Polónia por parte da Alemanha nazi começou por esta cidade.

Confesso que as expectativas que me foram criadas desta cidade foram bem elevadas, e uma vez lá, bem...soube-me a pouco. Talvez por ser uma cidade com muita influência alemã, ou por ter um centro histórico reconstruido, ou por lhe faltar uma praça central como Cracóvia ou Poznań, por ter ficado numas aguas furtadas em construção num hostel gerido por um hippie de 50 anos todo queimadinho do cerebro, ou por outras razões, ficou aquém do esperado.

De um modo geral, o centro está bem cuidado e é bastante agradável andar a pé e tem alguns edificios bastante curiosos e bonitos (aquela grua de madeira realmente interessante). Agora, não sei se foi por lá ter ido em Setembro e as pessoas estavam na praia (duvido, pois estava frio), não vi muito movimento no centro à noite. De qualquer das formas, espero lá voltar e porventura conseguir apreciar melhor esta cidade, que não sendo de todo feia, pareceu-me faltar-lhe vida.
Nota: Quando alguém lá for, há-de reparar na barbaridade do número de placas a indicar a proximidade de casas de banho. Cá para mim, isto deve ter a ver com as necessidades dos inúmeros turistas geriátricos alemães que por lá andam e para os quais esta informação deve ser vital.