terça-feira, abril 22, 2008

Estereótipo da Aldeia Polaca

Casas feias, muitas sem sequer estarem pintadas logo de aspecto modesto, ruas de terra batida cheias de buracos, descampados, uma chaminé de uma central térmica enorme como pano de fundo.
Não é preciso procurar muito para encontrar estas imagens, e neste caso esta foto foi tirada numa pequena localidade uns 30km para sul de Poznań. Para mim, o que me causa mesmo estranheza é a chaminé, pois saudades tenho quando a rua da casa dos meus pais era de terra batida e com buracos (sinónimo de sossego).
Ps: Não, não cresci num bairro clandestino se foi isso que pensaram!

quarta-feira, abril 16, 2008

Guia Mabor - Restaurantes III

Quem for a Poznań, é muito provável que não escape sem ir a um restaurante/cervejaria/hotel situado na praça central chamado Brovaria. Sito num edifício impec, quando se entra o bar está à esquerda, à direita uma zona mais reservada, e subindo uns lanços de escadas a parte do restaurante, cuja decoração predominante é constituida por maquinaria para fazer cerveja. E visto isto, o melhor que têm a fazer é dar meia-volta e sair dali. E o porquê deste meu conselho, é que o atendimento é no mínimo reles. Das várias vezes em que lá fui, ora esperei 30minutos para alguem se dirigir a mim para eu pedir uma cerveja, ora me deram comida fria. A pior de todas as situações foi entrar no restaurante às 22.40h, sentar-me e pedir a lista para jantar, esperar uns 10minutos até alguém vir ter conosco para perguntar o que queriamos, e dizer com a maior das latas "ah, já não servimos jantares porque a cozinha fechou às 23h". Só me deu vontade de perguntar em português a este come-m**** se ele não queria ser violado analmente por indivíduos africanos por brincar desta maneira com o meu estômago. Hélas, não estava sozinho, pelo que não foi possivel fazer peixeirada.
Por isso, o meu conselho é que vão sim senhor ver este sítio, mas que nem um cêntimo seja gasto neste engodo para turistas que ainda por cima é mau. Sítios com cerveja caseira não faltarão, e a comida não é nada de especial.

quinta-feira, abril 10, 2008

As escolhas do professor XI

Foto tirada numa pequena livraria situada dentro de uma igreja.
Apenas um pequeno comentário: em vez de um W.T. Walsh a escrever sobre Fátima, acho que teria ficado muito mais contente ao ver este livro se o autor fosse um J.M. Silva ou um A.C. Lopes. Mas até na escrita de livros religiosos fica patente a dificuldade em Portugal se afirmar no exterior.

segunda-feira, abril 07, 2008

Viagens na terra de outros - Gniezno

Curta referência para uma cidade, que entre os portugas é conhecida como a Guimarães polaca. Isto porque Gniezno é conhecida (ou pelo menos tem a pole-position) como tendo sido a primeira capital da Polónia. Fica a cerca de 50km para leste de Poznań, e é das poucas cidades polacas onde estive que efectivamente tem algumas ruas com inclinação. Tendo sido visitada à pressa e com um dia chuvoso, não há fotos de jeito para mostrar. Não é de todo a cidade mais popular em termos turísticos, e em meio dia facilmente se vêem todos os pontos mais interessantes do burgo.
Depois de uma história rica, hoje em dia Gniezno é mais conhecida por ter muitos stands de automóveis, obviamente na sua maioria vindos em atrelados desde a Alemanha. E ao fim de semana, aquilo parece uma enorme feira.

domingo, abril 06, 2008

Da Polónia a Portugal num Fiat 126P

Porque os tempos mudam, as modas já não são as mesmas que à 4/5 anos atrás, e também porque não se proporcionou a situação, não foi possível no meu regresso a Portugal trazer uma polaca. No entanto, entendi que devia trazer uma boa recordação da Polónia, pelo que quase ou tão valioso que uma mulher, é um carro. E como carro polaco já tinha, após algumas semanas de preparação, eu e o meu Fiat 126P EL fizemo-nos à estrada de armas e bagagens.
Num acto de serviço público, e porque entendo que pode ser útil aos muitos interessados em fazer uma viagem de 3900km ou mais num Fiat Maluch, decidi criar um blog à parte somente dedicado ao meu pequenito amarelo. Desta vez, o mesmo será (mal?) escrito em inglês para que todas as pessoas que me ajudaram nesta viagem possam perceber. Como é visível pela foto, de facto cheguei a Portugal no carro, e isso prova duas coisas: o carro é fiável e eu consigo conduzir sem ter pata de urso. Brevemente, num blog perto de si (
http://fiat126pf.blogspot.com/).

quinta-feira, março 27, 2008

Piada sobre polacos

Quando vi esta piadola num site de um tuga (http://jogodasueca.blogs.sapo.pt/) que viveu na Suécia, tinha de colocar isto no meu blog. Portanto, inauguro aqui a rubrica: piadas sobre polacos.
A- Sabes o que é que os polacos fazem quando viajam para a Suécia?
B- Não.
A- Enchem a bagageira do carro de álcool e metem-se no ferry. Quando chegam à Suécia, vendem as bebidas e ficam logo com 3 meses de salário do país deles.
B- Então mas se trazem tanto álcool não têm de declarar na alfândega?
A- Pois, realmente se forem apanhados vão para a prisão. Mas enquanto estão presos recebem o equivalente a 2 meses de salários na Polónia.

quarta-feira, março 26, 2008

Primeiras-Damas = sinal desenvolvimento

Na foto acima podemos ver de branco a primeira-dama da Polónia (a economista Maria Kaczynski). Nós em Portugal temos a nossa Maria Cavaco (professora de literatura portuguesa). Em França, quem é a primeira dama: Carla Bruni! Pergunta de algibeira: qual destes países é o mais desenvolvido?
Nota: Apre, que a senhora polaca....minha nossa que parece saída de um filme (do Fantasporto).

terça-feira, março 25, 2008

Universidade na Polónia - trabalhar/estudar

Quando falei deste assunto esqueci-me de relatar em como é bastante mais natural os estudantes universitários aqui trabalharem. Quer seja somente nas férias (a apanhar vegetais ou frutas num qualquer país durante o verão) ou mesmo durante o normal período escolar. Nunca mais me esqueço da teoria dos professores da universidade onde andei a "estudar", em que eles diziam que não deviam haver trabalhadores-estudantes ali, porque era para um curso para ser levado a tempo-inteiro. E é minha forte sensação de que em Portugal ainda persiste o provincianismo de que o estudante que tenha de trabalhar é um coitadinho desfavorecido.
Ao passo que na Polónia muitos mais estudantes estudam e trabalham ao mesmo tempo. Agora, que mantenho a minha sensação que o ensino na Polónia é mais fácil de cumprir, mantenho. Mas se em Portugal somos mais exigentes (algumas vezes, com poucas razões lógicas para tal), também pecamos por muitos estudantes sairem das faculdades sem nunca terem trabalhado. O que é que é melhor? Como diria a Vera Roquette, agora escolha.

domingo, março 23, 2008

E nos entretantos estamos na Primavera 2008

Nevões nestes primeiros dias de primavera, e ao mesmo tempo alguns dos dias mais bonitos e com mais luz que apanhei na Polónia. Foto tirada no meio do nada, algures pelo centro da Polónia.

terça-feira, março 18, 2008

Cogumelos

Cogumelos, uma paixão polaca na sua culinária. Apesar de não ser grande entusiasta de cogumelos, é do melhorzito que já comi aqui na Polónia. Esta foto, como se pode perceber foi tirada a uma venda de rua, pelo que é muito fácil encontrar estes fungos à venda. Mais info em http://www.cracow-life.com/poland/polish-mushrooms.

sábado, março 15, 2008

Guia para portugueses recém chegados à Polónia

Foi recentemente disponibilizado na página do AICEP-Polónia (http://www.ambasadaportugalii.pl/ic.html) um muito útil guia para quadros portugueses recém-chegados à Polónia. Está bastante completo para uma primeira versão, mas porventura fruto de ser elaborado por uma organização institucional e por o público-alvo não ter sido aprofundado, existem algumas lacunas as quais passo a identificar:
1) Night clubs, strip clubs e afins? Não existe informação sobre isto. Mas também não é grave, pois é dificil andar por Varsóvia sem ver flyers destes estabelecimentos por tudo quanto é sítio na rua. Agora, o espaço que dedicaram a coisas irrelevantes como música clássica e ópera podia perfeitamente dar lugar a este ponto se o problema é a falta de espaço.
2) Discotecas. Aqui há um enorme erro de palmatória, isto porque recomendam os dois sítios de Varsóvia onde a fauna é mais rica, logo propensa a um recém-chegado ficar fora de si e com as expectativas no topo. É como dar a uma pessoa que está a aprender a conduzir um F1: despiste na certa. É de todo contraproducente uma pessoa que não conhece a Polónia ir a estes sítios antes de fazer pelo menos 3 meses aqui, para que haja um período de habituação. Além disso, no Platinium e no Cinnamon nem sempre é claro quem está a caçar quem.
3) Palavras e expressões em polaco. Escrever a tradução sem indicação de qual a fonética é quase equivalente a nada. Para nós, Łódż ou Lodz diz-se da mesma maneira. Já para não falar que faltam frase cruciais para iniciar uma conversa, algo do tipo: “Sabias que eu faço uns pequenos-almoços maravilhosos?”.

sexta-feira, março 14, 2008

Chá na Polónia

Da mesma maneira que em Portugal muitas pessoas bebem bicas de empreitada (entenda-se umas atrás das outras), pela Polónia a bebida de eleição é o chá. Pelo que me apercebi até ao momento, existem várias razões para esta boa gente beber à vontadinha uma litrada de chá por dia e passo à minha análise.
Primeiro é um produto barato, e fácil de fazer em todo o lado (fiquei surpreso ao ver em supermercados a quantidade de chaleiras eléctricas à venda nas prateleiras). Segundo, e tal como em Portugal se faz ronha usando a desculpa de ir beber um cafezinho, na Polónia também não é muito diferente, sendo aqui o bode respiratório para a ronha substituido pelo chá. Terceiro, como o “almoço” normal aqui é uma sandes por volta das 12/13h, o chá vai ajudando a enganar a fome até à primeira refeição quente do dia por volta das 16/17h. Quarto, ok a bebida é quente portanto em dias frios é bem vinda (escusado será dizer que eu não bebo nada dessas mariquices, sim porque chá é para rotos).
Para minha infelicidade perdi uma foto sublime e exemplificadora desta adição polaca que é o chá. Portanto, há falta da imagem, aqui vão as mil palavras. Imaginem um dia de Inverno, a chover, perto de zero graus por volta das 11h da manhã. Um trabalhador de fato de macaco, nas traseiras de uma carrinha das obras com um maçarico industrial nas mãos. A fazer o quê? Com o maçarico debaixo de uma chaleira de inox, que com 99% de probabilidade se destinava a aquecer água para o chá. Porra,como foi possível perder esta foto!

terça-feira, março 11, 2008

Sim, não, no tak = confusão

Não significa negação em português. No será em inglês. Nie em polaco. Mas em polaco, no significa sim (exemplo: No tak - sim, claro). E agora, isto já me começa a afectar o modo como eu falo português. Já sinto que pertenço àquele grupo de pessoas que inicia todas as respostas com a palavra não, do género: “Então, gostaste do filme? Não, foi espectacular” ou “Achas que devo esquecer a ideia de suicidio? Não, de facto deves”.
Isto é um hábito linguístico que é complicado de tirar e que vai exigir tempo, mas que tem de ser feito para meu bem. Senão, já tou a ver a situação extrema (hipotética atenção) que se pode gerar: “Então, aceita como sua esposa esta mulher? Não, aceito”. Aborrecido depois para explicar.....

domingo, março 09, 2008

História da Polónia às três pancadas - XI

Portanto, no início do século XVIII, com um modelo de governação fraco, e com a cada vez maior interferência dos governantes russos na gestão dos assuntos da Polónia (que sempre esteve e ainda está na fronteira entre a europa ocidental e a europa que fala russo, a funcionar como uma rolha) as coisas começaram mesmo a descambar forte e feio. Episódio elucidativo foi quando após terem elegido legalmente um rei em 1733, houve uma intervenção vinda de leste para colocar à frente da Polónia um rei mais porreiro (para os interesses russos, claro) e esse rei teve de bazar para França.
A meio deste século e por vontade do rei da Prússia, andou-se por aqui á batatada entre Polónia e Prússia numa região chamada Silésia, que a Polónia....uhm, perdeu. O objectivo seguinte da Prússia era conquistar mais território na praia (entenda-se a parte sul do Báltico).
Em 1763 surgiu um novo rei para a Polónia, que pelos vistos até tinha dado umas berleitadas (amante) com Catarina a Grande da Rússia, mas este rei tinha ideias um pouco mais reformistas para a Polónia. Convém referir que a principal fonte para estas ideias reformistas vinha de França, para onde aquele rei (Stanisław Leszczyński) que foi eleito uns anos antes se exilou. Esta foi a altura em que o iluminismo francês (Voltaires e companhia) se expressava pela Europa, e o Stanislau até escreveu em França um livro chamado “Voz livre como garantia de liberdade”. Ora como haviam ainda na Polónia algumas pessoas capazes de pensar, sentimentos de rebelião começaram a intensificar-se na segunda metade do século. E o rei que foi eleito com o apoio da Rússia em 1763 até nem desencorajava isto.
É bom de ver que a malta na Rússia tinha de encontrar uma solução para isto. Ou seria por meios políticos impedindo todas e quaisquer reformas, ou por meios militares com uma invasãozita para pôr os malandros dos polacos na ordem. Só assim, a Rússia podia ter descanso no seu quintal para a Europa. Mas ambas as soluções dariam bronca porque iam causar um alvoroço dos diabos, inclusive com a vizinhança imperial da Prússia e da Aústria. Impunha-se encontrar uma solução, uma terceira via.....

sexta-feira, março 07, 2008

Chat: Gadu-Gadu

Este é um print-screen do programa de chat mais popular na Polónia e todos os que já estiveram na Polónia mais de 2 dias já decerto ouviram e/ou são/foram utilizadores disto. Pela Polónia, os nativos já ouviram falar e usam o Msn Messenger ou o Skype, mas o mais usado pela juventude ainda continua mesmo a ser este: Gadu-Gadu de seu nome (http://www.gadu-gadu.pl/).
Não sei o que quer dizer Gadu, somente usei isto umas duas vezes, mas é mais corriqueiro ser somente referido por GG. E prova da enorme capacidade de adaptação que os portugueses têm, se fizermos uma pesquisa por nomes como p.ex. João, surgem 13. Que cheira-me que só usem o GG para as suas (tentativas de) pescarias internacionais.....e não é somente para isso que isto serve???

terça-feira, março 04, 2008

Universidade na Polónia

As minhas limitações intelectuais, temporais, e linguísticas não me permitem ter um conhecimento mais profundo do sistema de ensino na Polónia. Mas um dos pré-conceitos mais comuns que nós temos em Portugal é que a qualidade do ensino nos países do Leste é bastante superior ao nosso. Não sei porque nunca estudei numa Universidade na Polónia, por isso não posso responder com franqueza, mas apenas lançar algumas atuardas que podem ajudar a uma possivel resposta:
- é normal existir uma disciplina de inglês nas universidades e que cujos resultados contam para a média académica;
- o sistema de ensino ainda está muito baseado no sistema tradicional: o professor diz, logo é verdade absoluta, e é necessário empinar isso para descarregar nos exames;
-existe um livrinho, que volta na volta é necessário carimbar pelos professores, reitores, etc e tal após exames/trabalhos, e ai de quem perder esse livro;
- é normal ouvir um estudante polaco dizer que está a fazer dois cursos. E nem sempre relacionados, do tipo, sim estou a estudar Biologia e Economia. Isto das duas uma. Ou faz dos polacos super-estudantes pois só pessoas extra-ordinárias conseguem fazer dois cursos em simultâneo, ou o nível de exigência fica abaixo do que nós temos em Portugal.....
Acho que já dei a minha opinião. Ups.

segunda-feira, março 03, 2008

Post 200 - ponto de situação

Por coincidência, ou para os mais místicos, destino, este post 200 vai ser dedicado a anunciar a minha provável saida da Polónia no final de Março e o regresso a Portugal após quase 2 anos que passaram rápido de emigrante por estes lados.
No entanto também sei que também em Portugal vou estar atento a novas oportunidades profissionais que sejam interessante para trabalhar aqui, de preferência para empresas portuguesas que estejam a iniciar a sua actividade neste mercado imenso e onde existem tantas oportunidades de negócio. Sei todavia, que a minha vontade de continuar a trabalhar pelo estrangeiro me poderá levar (como já esteve prestes a acontecer) a países mais a leste como por exemplo a Roménia o que levaria à criação de um novo blog (nota: não, não seria CiganaRoménia!).
Quantos mais posts irá ter este blog, e se irá viver para além de Março não sei, e só o futuro dirá. E assim acontece... pela Polónia.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Diferenças culturais - a frontalidade polaca versus os rodeios portugueses

Há diferenças culturais em todos os contextos possiveis quando uma pessoa está num pais estrangeiro. A seguir, dois pequenos diálogos ficcionados, mas que podiam muito bem ser verdade. Um em Portugal outro na Polónia.
Em Portugal:
Cliente A – Olhe muito bom dia. O meu nome é Maria Albertina e estou a ligar da empresa Couves SA. Gostaria de saber se vendem o produto Y.
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – E com quem posso falar para poder encomendar isso?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Uhm, por esse preço vai ser complicado. Não dá para fazer aí uma atenção?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Sim, acho que consigo pagar a 30 dias, e assim já dá então para o desconto de 10%. E quando conseguem entregar isso?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Se você conseguisse isso uma semana antes estava a ajudar-me imenso.
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Pois, então veja lá o que consegue fazer quanto ao prazo. Mas pronto, vou enviar a nota de encomenda disso, e depois fico à espera da vossa confirmação. Bom dia, foi um prazer falar consigo, e vamos estando em contacto.

Na Polónia:
Cliente A – Bom dia. Chamo-me Kasia Basia, e ligo da empresa Bananas SA. Quero comprar o produto Y.
Fornecedor B: (alguns momentos). Bom dia. Isso nesse momento não temos em stock, custa N zlotys, pagamento no acto da encomenda e entrega a 4 semanas.
Cliente A: Ok, então envie os dados para poder validar a encomenda, incluindo os seus dados de conta bancária. Bom dia

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Serviço ao cliente na Polónia (existe ou nem por isso?)

No momento da escrita destas linhas encontrava-me num bar sentado numa mesa em lugar central, e com empregados de mesa a passar de um lado para o outro. Já lá iam passados uns morosos (ou merdosos) 20 minutos, e ninguém se dignou a dirigir-se a este reles personagem para o servir.
Pelo tempo que já ando pela Polónia, sei que este tipo de situações são corriqueiras, pois aqui não existe tanta pressão para consumir algo a partir do momento em que se põe o pé num bar. Agora porra, uma pessoa está sozinha num bar há mais de 20 minutos. Como se não bastasse ter de recorrer a uma caneta e papel para ocupar o tempo num bar, nem me dão a possibilidade de pedir uma bebida. Restou-me esperar mais 5 minutos e pus-me na alheta sem ter tocado em nada. Que bela trampa de atendimento. No whisky, no tip, no nothing for them.

sábado, janeiro 26, 2008

Arquipolacadas - III

As casas de banho normalmente não são dos tópicos mais discutidos em blogs. No entanto, e numa onda de contra-corrente aqui vai uma pequena abordagem, mais concretamente sobre os lavabos. É muito comum encontrar em casas velhas cubiculos que não têm mais do que a sanita (vulgo cagadouro). Assim, após uma pessoa realizar a tarefa nº1 ou nº2, tem de lavar as manápulas a outro cúbiculo onde está o lavatório.
Ora estando este processo disperso por dois locais, é expectável que indivíduos mais bácoros descurem a parte do lavatório. Posto isto, dar apertos de mão a polacos é sempre algo que enfrento com temor, pois ao invés de másculo aperto de mão, tento sempre algo o mais delicado possivel. Assunto de caca este, mas o ritmo de trabalho não permite uma melhor iluminação de ideias.Mea culpa.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Meu automóvel - II

Após a foto do post anterior, mais alguma informação sobre o meu bólide. A primeira mostra o lindissimo mas espartano painel de instrumentos. Ao que consta, este fiat, o 126 EL já contém alguns elementos do Cinquecento. Uhhhhh. Na outra foto, a caixa de velocidades de 4 e dois botões atrás, em que o da esquerda é o que serve para abrir o ar. Sem este botão para cima, arrancar com isto no inverno é mentira.
Em suma, o processo de andar com o carro é o seguinte: abrir a porta (quando o trinco não está congelado é à primeira), abrir botão do ar, dar à chave (se carro não anda à mais de um dia há que dar chave umas 5-10vezes até motor começar a trabalhar), andar uns 3-5min com o ar aberto (ou seja, o carro anda com ralenti acelerado).
Como características engraçadas há uma primeira velocidade que arranha que se farta quando engrenada e o prazer de condução obtido é nulo. Isto porque a capacidade de aceleração é indescritivel (por ser tão lenta), a velocidade máxima a que me atrevi a dar foram 90km (velocimetro). Com um carro tem 650cm3 e 24CV quando novo (o carro é de 1996, portanto com os 85000km que marca, deve ter agora uns 18CV) e também porque a partir dos 80km começa a saltitar dada a curta distancia entre eixos prefiro não me aventurar. Mas pronto, que esperar de um carro citadino elaborado nos anos 70? Consumos baixos não é de certeza, porque este guloso mama 9l/100km na cidade! O que é giro, pois o depósito de combustivel tem uns 12 ou 13l de capacidade.

domingo, janeiro 06, 2008

Meu automóvel

Não é branco como eu pretendia, mas ao menos é uma cor que ajuda a encontrar o carro nos parques de estacionamento.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Polónia e a Língua Portuguesa

Numa discoteca, um pequeno excerto de uma conversa com uma polaca:
Eu: Pois, sou de Portugal.
Ela: Ai sim? Olha, sei dizer uma palavra em português.
Eu: Sabes? Qual?
Ela: Pila!
Eu: Ahah.
Ela: Eheh.
(.....)
Não cheguei a saber onde a rapariga aprendeu tão singela palavra, mas também não interessa, pois é sempre simpático ouvir português falado por esse mundo fora.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Mitos - na Polónia faz frio como o diabo

Aquando da minha presença por terras lusas agora no Natal, das perguntas de lugar-comum que as pessoas vão fazendo, está destacada a: "então, aqui faz menos frio, hein?". A resposta, não é de todo linear. É verdade que agora, estão -7 graus na rua. Está a nevar. Tenho de andar com um casaco que me transforma numa espécie de boneco da Michelin.
Mas frio à séria, mesmo mesmo, é aquele que passo no meu quarto da minha santa terrinha em Portugal. Ali sim, passo frio, de manhã, ao acordar enquanto procuro incessantemente, em trajes menores e com as partes pudendas a arrefecer, as minhas vestimentas. Talvez seja por ser umas águas furtadas, ou as janelas deixarem entrar vento como o camandro, ou por não ter aquecimento central, ou um misto de tudo. Verdade, verdadinha, é que passo mais frio em Portugal do que na Polónia. Aqui (Polónia), as casas estão quentes, os locais de trabalho quentes estão, é socialmente aceite andar com ceroulas, e pode-se andar de gorro sem ser conotado imediatamente como chunga. Portantos, em Portugal faz menos frio o tanas. E nem sequer falei de como o frio aqui é mais seco, ao passo que em Portugal aquilo se mete pelos ossos adentro, que parecem picadas senhores.

domingo, dezembro 16, 2007

One way ticket.....

to somewhere...... p.f.2.u.I.P.