quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Diferenças culturais - a frontalidade polaca versus os rodeios portugueses

Há diferenças culturais em todos os contextos possiveis quando uma pessoa está num pais estrangeiro. A seguir, dois pequenos diálogos ficcionados, mas que podiam muito bem ser verdade. Um em Portugal outro na Polónia.
Em Portugal:
Cliente A – Olhe muito bom dia. O meu nome é Maria Albertina e estou a ligar da empresa Couves SA. Gostaria de saber se vendem o produto Y.
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – E com quem posso falar para poder encomendar isso?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Uhm, por esse preço vai ser complicado. Não dá para fazer aí uma atenção?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Sim, acho que consigo pagar a 30 dias, e assim já dá então para o desconto de 10%. E quando conseguem entregar isso?
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Se você conseguisse isso uma semana antes estava a ajudar-me imenso.
Fornecedor B – (resposta)
Cliente A – Pois, então veja lá o que consegue fazer quanto ao prazo. Mas pronto, vou enviar a nota de encomenda disso, e depois fico à espera da vossa confirmação. Bom dia, foi um prazer falar consigo, e vamos estando em contacto.

Na Polónia:
Cliente A – Bom dia. Chamo-me Kasia Basia, e ligo da empresa Bananas SA. Quero comprar o produto Y.
Fornecedor B: (alguns momentos). Bom dia. Isso nesse momento não temos em stock, custa N zlotys, pagamento no acto da encomenda e entrega a 4 semanas.
Cliente A: Ok, então envie os dados para poder validar a encomenda, incluindo os seus dados de conta bancária. Bom dia

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Serviço ao cliente na Polónia (existe ou nem por isso?)

No momento da escrita destas linhas encontrava-me num bar sentado numa mesa em lugar central, e com empregados de mesa a passar de um lado para o outro. Já lá iam passados uns morosos (ou merdosos) 20 minutos, e ninguém se dignou a dirigir-se a este reles personagem para o servir.
Pelo tempo que já ando pela Polónia, sei que este tipo de situações são corriqueiras, pois aqui não existe tanta pressão para consumir algo a partir do momento em que se põe o pé num bar. Agora porra, uma pessoa está sozinha num bar há mais de 20 minutos. Como se não bastasse ter de recorrer a uma caneta e papel para ocupar o tempo num bar, nem me dão a possibilidade de pedir uma bebida. Restou-me esperar mais 5 minutos e pus-me na alheta sem ter tocado em nada. Que bela trampa de atendimento. No whisky, no tip, no nothing for them.

sábado, janeiro 26, 2008

Arquipolacadas - III

As casas de banho normalmente não são dos tópicos mais discutidos em blogs. No entanto, e numa onda de contra-corrente aqui vai uma pequena abordagem, mais concretamente sobre os lavabos. É muito comum encontrar em casas velhas cubiculos que não têm mais do que a sanita (vulgo cagadouro). Assim, após uma pessoa realizar a tarefa nº1 ou nº2, tem de lavar as manápulas a outro cúbiculo onde está o lavatório.
Ora estando este processo disperso por dois locais, é expectável que indivíduos mais bácoros descurem a parte do lavatório. Posto isto, dar apertos de mão a polacos é sempre algo que enfrento com temor, pois ao invés de másculo aperto de mão, tento sempre algo o mais delicado possivel. Assunto de caca este, mas o ritmo de trabalho não permite uma melhor iluminação de ideias.Mea culpa.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Meu automóvel - II

Após a foto do post anterior, mais alguma informação sobre o meu bólide. A primeira mostra o lindissimo mas espartano painel de instrumentos. Ao que consta, este fiat, o 126 EL já contém alguns elementos do Cinquecento. Uhhhhh. Na outra foto, a caixa de velocidades de 4 e dois botões atrás, em que o da esquerda é o que serve para abrir o ar. Sem este botão para cima, arrancar com isto no inverno é mentira.
Em suma, o processo de andar com o carro é o seguinte: abrir a porta (quando o trinco não está congelado é à primeira), abrir botão do ar, dar à chave (se carro não anda à mais de um dia há que dar chave umas 5-10vezes até motor começar a trabalhar), andar uns 3-5min com o ar aberto (ou seja, o carro anda com ralenti acelerado).
Como características engraçadas há uma primeira velocidade que arranha que se farta quando engrenada e o prazer de condução obtido é nulo. Isto porque a capacidade de aceleração é indescritivel (por ser tão lenta), a velocidade máxima a que me atrevi a dar foram 90km (velocimetro). Com um carro tem 650cm3 e 24CV quando novo (o carro é de 1996, portanto com os 85000km que marca, deve ter agora uns 18CV) e também porque a partir dos 80km começa a saltitar dada a curta distancia entre eixos prefiro não me aventurar. Mas pronto, que esperar de um carro citadino elaborado nos anos 70? Consumos baixos não é de certeza, porque este guloso mama 9l/100km na cidade! O que é giro, pois o depósito de combustivel tem uns 12 ou 13l de capacidade.

domingo, janeiro 06, 2008

Meu automóvel

Não é branco como eu pretendia, mas ao menos é uma cor que ajuda a encontrar o carro nos parques de estacionamento.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Polónia e a Língua Portuguesa

Numa discoteca, um pequeno excerto de uma conversa com uma polaca:
Eu: Pois, sou de Portugal.
Ela: Ai sim? Olha, sei dizer uma palavra em português.
Eu: Sabes? Qual?
Ela: Pila!
Eu: Ahah.
Ela: Eheh.
(.....)
Não cheguei a saber onde a rapariga aprendeu tão singela palavra, mas também não interessa, pois é sempre simpático ouvir português falado por esse mundo fora.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Mitos - na Polónia faz frio como o diabo

Aquando da minha presença por terras lusas agora no Natal, das perguntas de lugar-comum que as pessoas vão fazendo, está destacada a: "então, aqui faz menos frio, hein?". A resposta, não é de todo linear. É verdade que agora, estão -7 graus na rua. Está a nevar. Tenho de andar com um casaco que me transforma numa espécie de boneco da Michelin.
Mas frio à séria, mesmo mesmo, é aquele que passo no meu quarto da minha santa terrinha em Portugal. Ali sim, passo frio, de manhã, ao acordar enquanto procuro incessantemente, em trajes menores e com as partes pudendas a arrefecer, as minhas vestimentas. Talvez seja por ser umas águas furtadas, ou as janelas deixarem entrar vento como o camandro, ou por não ter aquecimento central, ou um misto de tudo. Verdade, verdadinha, é que passo mais frio em Portugal do que na Polónia. Aqui (Polónia), as casas estão quentes, os locais de trabalho quentes estão, é socialmente aceite andar com ceroulas, e pode-se andar de gorro sem ser conotado imediatamente como chunga. Portantos, em Portugal faz menos frio o tanas. E nem sequer falei de como o frio aqui é mais seco, ao passo que em Portugal aquilo se mete pelos ossos adentro, que parecem picadas senhores.

domingo, dezembro 16, 2007

One way ticket.....

to somewhere...... p.f.2.u.I.P.

terça-feira, novembro 20, 2007

Polónia social

Polónia, país com crescimento bestial, desemprego diminui brutalmente, centros comerciais a abrir que nem cogumelos, malta a especular em apartamentos, and soione. Mas como em tudo na vida, há sempre as pessoas menos favorecidas.
A imagem não é bem visivel, mas foca-se em duas pessoas que andam com carrinhos de mão, pelo centro da cidade (neste caso, Wrocław), para recolher basicamente lixo (cartões, plástico, etc). Claro está que para recolher lixo, é necessário procurar nos caixotes do lixo, e já por várias vezes vou a por o lixo nos contentores, e lá está uma pessoa à procura de coisas que para mim não têm valor, mas que para outros servem de meio de sobrevivência. Isto são o tipo de situações que dão sempre que pensar. Mas tal como em Portugal, também aqui, a minha acção fica pela reflexão de como ajudar estas pessoas.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Parque Automóvel III - Estacionamento em cima do passeio

Uma pessoa ao ver esta imagem pode pensar que estes tipos são uns selvagens na estrada. Sim, são, mas há explicação. Então, não é que está tudo a estacionar em cima do passeio como acontece p. ex. em Portugal. Se o passeio existe, devia ser respeitado e usado pelos peões, certo? Errado. Segundo o sinal cuja fotografia se encontra abaixo, é assim que se deve estacionar. Metade do carro em cima do passeio, a outra metade fora. Baril. Agora, duas perguntas. A primeira é o que acontece se a pessoa não estacionar o carro exactamente ao meio? O polícia poder-se-á dirigir ao condutor e perguntar “então o meu amigo não sabe que devia por o seu veículo automóvel um pouco mais em cima do passeio?”. A segunda é até que ponto isto pode ser aplicável a todos os automóveis. Imagine-se por exemplo uma Iveco Daily Grande Volume (a.k.a. carrinha branca usada pelos feirantes e grande para caraças). Se a mesma estacionar desta forma, facilmente bloqueia uma rua de sentido único como era este o caso.
Eu pessoalmente prefiro subir passeios em Portugal. Estraga mais o carro é certo, mas dá mais pica. O subir uma roda de cada vez, o patinar caso seja um passeio mais alto e o carro tenha tracção dianteira, ou mesmo a possibilidade não tão remota quanto isso de bater com o queixo do carro no passeio e lixar o cárter. Tudo coisas divertidas.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Guia Mabor - Clubes II

Falar da noite de Cracóvia, e não mencionar o Cień (www.cienklub.com/) é um pecado e um hino à ignorância. Por isso, é chegada a altura de falar do melhor clube/discoteca de Cracóvia. Bem localizado, a 3m pé da praça central, este é o melhor sitio para sair à noite a partir da 1 da matina. A música, das 27 ou 32 vezes que lá fui, só em duas delas foi aceitável (predomina o house, mas nada de especial). As instalações são numa cave. Durante os fins de semana, há um número excessivo de gajos (estrangeiros muitos). Não raras vezes tem de se pagar para entrar, e nem sempre é líquido que se consiga entrar numa 6ª ou sábado. Até agora, nada de muito positivo.
Mas começa por ter porteiras a fazer triagem das pessoas. Malta com mau aspecto /podre de bêbada dificilmente entra. Para uma cave, consegue ter duas pistas de dança, três bares, uma zona VIP, e duas salas para relaxar/conversar/testar o material. Quanto à clientela, é a história do ovo e da galinha para saber quem chegou depois de quem. Se as polacas hiper-produzidas com pernas até ao pescoço e saias até ao umbigo à procura de patrocinadores, ou se os estrangeiros à procura de uma relação duradoura de uma noite. Pessoalmente, é um bom sítio para ir durante uma 4ª/5ª feira por volta da meia noite com o espaço a meio gás, mas livre das hordas de turistas. A principal vantagem, e única razão porque ia muitas vezes a este sítio tem a ver com o facto de ser um sítio bastante seguro. 3 ou 4 seguranças com antebraços da largura de uma cintura normal, também garantem que as pouquissimas situações que vi alguém ser expulso, sejam feitas com prontidão. Além disso, é dos poucos sítios que aguenta até para lá das 3 da manhã (o que na Polónia equivale às 6 da matina em Portugal)
Em noite excepcionais, o espaço duplica com a abertura de um primeiro andar contíguo, que basicamente é um apartamento enorme. Mas só muito raramente acontece.

quinta-feira, novembro 01, 2007

bbbbrrrrRRRRUUUUMMMmmmnnnn

Depois de 8 anos a viver em Lisboa, houve várias coisas a que me habituei. E uma delas foi a ter como vizinho, fiel mas algo barulhento, o ruido de um qualquer Airbus ou Boeing a fazer a aproximação à pista de aterragem sobre toda a cidade. E não é que agora em Poznań volto a ter esse bonito espectáculo. Isto porque por aqui o aeroporto está mais ou menos à mesma distância do centro da cidade como a Portela.
E muito sinceramente, por aqui ainda não me apercebi de uma enorme discussão em mudar o aeroporto regional por questões de segurança como em países mais atrasados. Claro está que também aqui, o sítio onde está o aeroporto tem espaço para uma belíssima e grande urbanização dentro dos limites da cidade. Mas pelo que percebo, na zona de Poznań existem muitos pequenos lagos, pelo que a mudarem o aeroporto, provavelmente teriam de fazer aterros, desvios de cursos de água, fundações especiais (ou seja, tudo factores que num país normal, essa localização deixasse de imediato de ser considerada).

quarta-feira, outubro 31, 2007

Bebes tugas II

Se comprar vinho português no estrangeiro é algo que sai sempre caro, hoje tive a prova do contrário. Um rosé a €2,5, um alentejano a €2,5 e um Porto a €5. Claro que há pequenos detalhes que me deixam apreensivo quanto aos produtos que adquiri em termos de qualidade. Para começar, o Rosé tem um nome que não me diz nada. O alentejano, idem idem, aspas aspas. Já o Porto, fornece um pouco mais de informação, mas nem tanto de segurança. A seguir às palavras Porto e Tawny, o que surge em letras maiores é o simbolo do Pingo Doce. É uma boa marca, mas francamente, ter numa garrafa de Porto o nome de um Supermercado dá para ficar de pé atrás. Mas tendo em conta o sítio onde comprei as garrafas, está de acordo com o que um cliente-alvo da Biedronka procura.

terça-feira, outubro 30, 2007

E assim acontece em Poznan - cabras

Já lá vai quase um mês a viver em Poznan, e ainda não tinha falado da maior atracção turística do burgo, aquilo que toda a gente que visita a cidade ouve ou ouviu. As cabras. E afinal o que são as cabras? Bem, a historieta essa não a vou contar, também não interessa muito. A realidade é que todos os dias, ao meio dia, um relógio na praça central activa um mecanismo em que saiem duas cabras de madeira, que ao jeito de cucos, dão marradas uma na outra, 12 vezes. Eu, como fui obrigado, tive de assistir a esta parolice. Que uma pessoa que esteja a passar por ali, e por acaso seja meio dia, admito que seja razoável parar uns momentos para observar. Agora, fazer daquilo uma quase atracção turística, oh meus amigos. Ao menos em Cracóvia, trabalhava-se a sério. De hora a hora, todos os dias, lá ia um desgraçado tocar um clarim numa torre de uma igreja. Agora aqui, é um mecanismo automático, e as cabras nem um pio (salvo seja) dão. Não admira pois que Cracóvia atraia muitas mais pessoas em termos de turismo, e francamente, não é com relógios com cabras que se atrai multidões. Mesmo assim, ainda há labregos (eu incluido) que perdem tempo, dão cabo do pescoço, e fotografam este evento fenomenal.

terça-feira, outubro 16, 2007

E vão três....apartamentos na Polónia

Para que não se pense que o blog morreu, espero conseguir voltar a escrever ao ritmo que vinha escrevendo até aqui. Este interregno deveu-se sobretudo a uma mudança de cidade (agora Poznań - que para os ignorantes em geografia polaca fica a meio caminho entre Varsóvia e Berlim, ou entre Moscovo e Paris). Portanto, isto traduziu-se em procurar de novo palheiro onde me abrigar. Para descontentamento meu, verifico que os preços por aqui tão taco a taco com Cracóvia. Depois de pesquisas em www.gratka.pl/dom, www.szybko.pl, http://oferty.gazetadom.pl/oferty, não consegui encontrar o que procurava. A saber, uma casa decente, cujo anúncio fosse por parte de um particular. Assim sendo, e porque tinha bastante urgência, fui vítima do roubo legal das agências imobiliárias. Tive de pagar um mês de renda a uma agência, para alugar o apartamento que me pareceu interessante (e sim, o dono do apartamento, também paga à agência, mamando a mesma dos dois lados - CHULOS).
Referência final ao facto de por uma casa cujo preço suplanta em larga escala o salário mínimo nacional polaco, eu não ter direito a uma porra de uma cama (tenho sim um bem muito mais essencial como é a máquina de lavar louça). E quando tive a audácia de perguntar ao dono: "atão, não se consegue orientar para aqui uma caminha?", a resposta de espanto que tive foi algo de "cama? então tens ai dois sofás". Pois, então no dicionário português-polaco, cama deve vir traduzida como sofá-cama. Que me*#a do camandro.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Ponto de situacao

Depois de uma oferta de trabalho para a Polonia, fui ate Portugal carregar baterias para enfrentar o novo desafio que tenho pela frente. Mas nem tudo em Portugal me agradou. Antes pelo contrario. Este e pois um post off-topic, e prometo que nao se vai repetir muito. Mas vamos la a vaca fria.
Coisas que nao tao bem em Portugal: eleicoes do PSD com um debate baseado em quem pode votar para as eleicoes; a Floribela ainda da na TV (e acho que ela tambem pos hiper-super-giro silicone para ficar mais crescidita; ainda na Floribela, o Unas participa naquilo; fiquei com a sensacao que o Manuel Luis Gouxa afinal e um machao equiparavel ao grande Zeze (isto quando o comparo com especimes como o Claudio Ramos ou Nuno Eiro). Por ultimo, o pais continua num marasmo economico-social de chorar como uma Madalena.
Coisas positivas: o Joao Pedro Pais e a Mafalda Veiga andam a dar concertos juntos, o que e bom, porque ao menos nao sao dois maus cantores em dois concertos distintos.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Parque Automóvel III - Táxis



Regra de ouro que me disseram é: "epá, coiso e tal, quando precisares de um táxi, não apanhes um ao acaso na rua, mas telefona para uma central antes." Curioso, porque eu que pensava que para apanhar um táxi numa zona central bastava acenar na rua, e um que estivesse livre pararia. Mas pronto, para evitar barretes dos grandes, todos os polacos têm o número de redes de taxis no seu telemóvel.
Quanto ao taxistas em si mesmo, e como sou estrangeiro vou caladinho que nem um rato, para diminuir a probabilidade de ser endrominado, se bem que já por uma vez um me perguntou qual o melhor caminho para ir (ainda para mais numa cidade que não é a em que vivo). Valeu que sabia naquele caso onde era, pois se não soubesse, já imaginava uma voltinha grande em Varsóvia. O estilo de condução, bom, é razoável, havendo no entanto tansos com T grande a conduzir. Da última vez, apanhei um que errou um desvio na auto-estrada e dirigiu-se para uma saida, corrigindo isso mesmo em cima pisando todo o tipo de linhas possíveis numa estrada. 1 km mais à frente vez inversão de marcha devido a trânsito parado (ainda na auto-estrada em obras,com uma faixa para cada lado separada por cones). Mas a cereja do bolo era foi ir com o carro a 80km e fazer uma saida de AE sem mudança engatada e a chover bemzinho, mas era algo normal, pois sempre que podia lá ia o carro a 80 ou 90km em ponto morto. Não admira que a embraiagem já tivesse entregue a alma ao criador.
Os bólides em si, podemos ver mais variedade que em Portugal. Naturalmente, que os Mercedes são a escolha mais vista para os mais recentes e de qualidade. Mas, depois há toda uma míriade de outras coisas a gasolina, muitas delas importadas em 53ª mão de não sei que país (p. ex. audi 100 2.8, opel omega 3.0 V6, bmw 735i ou o meu favorito até agora, um bmw M5 de 1985).

quarta-feira, setembro 19, 2007

As escolhas do professor X

Espaço agora para a imprensa. Como se pode ver pelo título, uma revista destinada aos assuntos deste país. Escrita em inglês, naturalmente tem como público-alvo a estrangeirada que por aqui vive e trabalha. De periocidade mensal, cerca de 50/60 pág. e com um custo de quase € 4, não é propriamente barata. O seu enfoque vai naturalmente para a área financeira e de negócios (mercados financeiros, mercado de trabalho, imobiliário, por ex.), com algumas páginas também destinadas à política interna. Não sendo leitor assíduo, é uma boa forma para ter umas luzes do que se vai passando por aqui para quem não saiba nada de polaco. Palavra apenas para a assinatura da revista: se for para a Polónia, custa € 25, se for para a Europa € 100. Deve ser enviada pelo correio embrulhada em ouro...http://www.polandmonthly.pl/.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Viagens na terra de outros - Lublin

Quando me falam em Lublin, imediatamente me vem à ideia o facto de esta ter uma parceria com Viseu, como se pode ver pela foto. Agora, felizmente para a Polónia, a obsessão por rotundas ainda não chegou aqui. Situada no Leste da Polónia, Lublin é bastante conhecida pelas suas Universidades, nomeadamente Universidade Católica de Lublin cuja reputação é apreciável. Além disso, foi nesta cidade que surgiu o primeiro Instituto Camões na Polónia.
Sendo a maior cidade do leste, é significativamente mais pequena que Cracóvia (talvez tenha uns 350000 - 400000 hab). E dada a sua localização geográfica, também não é de estranhar que seja um pouco mais pobre. O centro histórico por exemplo encontra-se ainda algo degradado, mas nota-se um esforço de rehabilitação em curso. Com uma história de população judia bastante forte, pelo menos a cidade foi poupada a destruição durante a II Guerra Mundial, todavia durante os anos do comunismo, parece que o abandono foi palavra de ordem. Uma cidade interessante e bonita para visitar, mas que ainda está um pouco fora de mão para os turistas. De Cracóvia para Lublin (que em linha recta dista +- 300km, demorei 6 horinhas de comboio).
Nota: Foi aqui que também vi pela primeira vez trolei-bus, ou seja, autocarros que funcionam com aquela estrutura dos eléctricos no tejadinho. Curioso.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Hábitos de comida

Abordando mais uma vez o tema da comida, uma análise a um dia normal de um polaco. Pequeno-almoço de pão, queijo e fiambre às 8 da matina. O almoço tanto pode ser às 12h ou após sair do trabalho às 16h, composto de uma sopita das deles e um pratito de panadinhos com batatinhas e saladinha. Jantar, bem, muitas das vezes não há propriamente um jantar na interpretação tuga. Há sim, umas sandochas comidas antes das 19h. A partir daí, tragam a jola, sff, que já não se come mais nada. Ou seja, há só uma refeição quente por dia. Escusado será dizer que um português normal não se habitua a este ritmo facilmente.

terça-feira, setembro 11, 2007

Portugal-Polónia o rescaldo

Muito e muito obrigado aos jogadores da selecção por este sólido empate contra esse portento do futebol que é a Polónia. É preciso um tipo ter azar. Emigro para um país que jogou contra Portugal em futebol, e não consegui celebrar nenhuma vitória.
Como não estava em Cracóvia no dia do jogo, tive de o ir ver num restaurante/café de uma outra cidade. Ao contrário de Portugal, não havia muitos bares/restaurantes onde pudesse ver a bola, havendo alguns que tinham TV, mas estavam a passar música (duh!). Estranho, porque estava no centro de uma das maiores cidades da Polónia.
Não porque tenha vergonha do meu país, mas para manter low-profile, nada de t-shirt da selecção e durante o jogo estive o mais caladinho possível. Mas julgo que o facto de não celebrar os golos da Polónia terá denunciado o facto de não ser polaco. Resta-me ao menos uma coisa positiva disto, um comentário de um dos senhores que estava ao meu lado: "Como é que eles conseguem correr tanto?". Desta vez até correram, mas pelos vistos não chegou.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Arquipolacadas - II

Existem vários pormenores que se notam nos edifícios por esta terra fora. Um deles é a maneira como são assinalados os números das portas nas zonas mais antigas. Têm uma espécie da lanternazita, onde está escrito o número da rua bem como o nome. Além disso, existem as placas, em que ainda adicionam o bairro da cidade.
Outra das coisas, é como em muitos edifícios, existe na parede exterior uma placa indicando onde estão localizados canos do gás, e se não me engano, isto deve dar jeito no inverno quando existe bués de neve.

terça-feira, setembro 04, 2007

Papel Higienicu

Nem tinha reparado muito neste facto, mas uma compatriota alertou-me para o facto de ainda ser possível comprar na Polónia papel-higiénico à unidade. Confesso que ainda não vi isto noutro país da Europa, e que se calhar este devia ser um indicador de desenvolvimento tido em consideração nas estatísticas económicas. Claro está que se vende os tradicionais 4-pack, 6-pack e afins, mas em alguns supermercados, lá estão os rolos solitários para aquelas pessoas que têm um salário de merda, e que para poupar uns trocos, vão comprando este item à unidade. Além do mais, e julgo que pela foto não é muito perceptível, a qualidade do mesmo não é grande coisa. Cor acinzentada, grosseiro e quiçá áspero. Auch.

quarta-feira, agosto 29, 2007

História da Polónia às três pancadas - X

Se há coisas de que os polacos se orgulham, é dos seus exércitos. Mas como em tudo na vida, os recursos são escassos. Por final do século XVII, a Polónia tinha várias frentes nas quais lutar, surgindo ainda um inoportuno ataque por parte dos Turcos, esses malandros. E se os polacos conseguiram dar um enxoval de porrada a esses tipos em 1673, e ainda por cima repetir a dose sobre os mesmos em Viena, pagaram esse esforço com juros pesados. Dado os esforços de guerra, os efectivos sofreram uma significativa diminuição. E não foi também possível manter territórios, que foram por exemplo para a Rússia (caso da Ucrânia) ou para a Prússia que pretendia tirar da Polónia o acesso ao mar báltico.
E no século seguinte inicia-se uma cada vez maior influência por parte da Rússia, e os reis polacos passaram a responder cada vez mais a imperadores como Pedro, o Grande. Acontecimento importante foi uma sessão do parlamento polaco que ficou conhecida por "Parlamento Silencioso" de 1717 (Silent Sejm, in English), que entre outras coisas limitou que o exército polaco-lituano a 24000. Desastre avistava-se.

terça-feira, agosto 28, 2007

Desportos da malta - Speedway

Pista oval, de terra, e um conjunto de motos a fazer um cagaçal desgraçado mandando terra para os lados enquanto andam de lado. Este é o conceito de corridas de Speedway. Pela Polónia, este é um desporto com alguma popularidade. Francamente, só assiti uma vez ao vivo a corridas destas, e apesar de gostar de coisas com motores, ovais sempre me aborreceram. Tem por vezes uns acidentes engraçados todavia.