segunda-feira, setembro 24, 2007

Parque Automóvel III - Táxis



Regra de ouro que me disseram é: "epá, coiso e tal, quando precisares de um táxi, não apanhes um ao acaso na rua, mas telefona para uma central antes." Curioso, porque eu que pensava que para apanhar um táxi numa zona central bastava acenar na rua, e um que estivesse livre pararia. Mas pronto, para evitar barretes dos grandes, todos os polacos têm o número de redes de taxis no seu telemóvel.
Quanto ao taxistas em si mesmo, e como sou estrangeiro vou caladinho que nem um rato, para diminuir a probabilidade de ser endrominado, se bem que já por uma vez um me perguntou qual o melhor caminho para ir (ainda para mais numa cidade que não é a em que vivo). Valeu que sabia naquele caso onde era, pois se não soubesse, já imaginava uma voltinha grande em Varsóvia. O estilo de condução, bom, é razoável, havendo no entanto tansos com T grande a conduzir. Da última vez, apanhei um que errou um desvio na auto-estrada e dirigiu-se para uma saida, corrigindo isso mesmo em cima pisando todo o tipo de linhas possíveis numa estrada. 1 km mais à frente vez inversão de marcha devido a trânsito parado (ainda na auto-estrada em obras,com uma faixa para cada lado separada por cones). Mas a cereja do bolo era foi ir com o carro a 80km e fazer uma saida de AE sem mudança engatada e a chover bemzinho, mas era algo normal, pois sempre que podia lá ia o carro a 80 ou 90km em ponto morto. Não admira que a embraiagem já tivesse entregue a alma ao criador.
Os bólides em si, podemos ver mais variedade que em Portugal. Naturalmente, que os Mercedes são a escolha mais vista para os mais recentes e de qualidade. Mas, depois há toda uma míriade de outras coisas a gasolina, muitas delas importadas em 53ª mão de não sei que país (p. ex. audi 100 2.8, opel omega 3.0 V6, bmw 735i ou o meu favorito até agora, um bmw M5 de 1985).

quarta-feira, setembro 19, 2007

As escolhas do professor X

Espaço agora para a imprensa. Como se pode ver pelo título, uma revista destinada aos assuntos deste país. Escrita em inglês, naturalmente tem como público-alvo a estrangeirada que por aqui vive e trabalha. De periocidade mensal, cerca de 50/60 pág. e com um custo de quase € 4, não é propriamente barata. O seu enfoque vai naturalmente para a área financeira e de negócios (mercados financeiros, mercado de trabalho, imobiliário, por ex.), com algumas páginas também destinadas à política interna. Não sendo leitor assíduo, é uma boa forma para ter umas luzes do que se vai passando por aqui para quem não saiba nada de polaco. Palavra apenas para a assinatura da revista: se for para a Polónia, custa € 25, se for para a Europa € 100. Deve ser enviada pelo correio embrulhada em ouro...http://www.polandmonthly.pl/.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Viagens na terra de outros - Lublin

Quando me falam em Lublin, imediatamente me vem à ideia o facto de esta ter uma parceria com Viseu, como se pode ver pela foto. Agora, felizmente para a Polónia, a obsessão por rotundas ainda não chegou aqui. Situada no Leste da Polónia, Lublin é bastante conhecida pelas suas Universidades, nomeadamente Universidade Católica de Lublin cuja reputação é apreciável. Além disso, foi nesta cidade que surgiu o primeiro Instituto Camões na Polónia.
Sendo a maior cidade do leste, é significativamente mais pequena que Cracóvia (talvez tenha uns 350000 - 400000 hab). E dada a sua localização geográfica, também não é de estranhar que seja um pouco mais pobre. O centro histórico por exemplo encontra-se ainda algo degradado, mas nota-se um esforço de rehabilitação em curso. Com uma história de população judia bastante forte, pelo menos a cidade foi poupada a destruição durante a II Guerra Mundial, todavia durante os anos do comunismo, parece que o abandono foi palavra de ordem. Uma cidade interessante e bonita para visitar, mas que ainda está um pouco fora de mão para os turistas. De Cracóvia para Lublin (que em linha recta dista +- 300km, demorei 6 horinhas de comboio).
Nota: Foi aqui que também vi pela primeira vez trolei-bus, ou seja, autocarros que funcionam com aquela estrutura dos eléctricos no tejadinho. Curioso.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Hábitos de comida

Abordando mais uma vez o tema da comida, uma análise a um dia normal de um polaco. Pequeno-almoço de pão, queijo e fiambre às 8 da matina. O almoço tanto pode ser às 12h ou após sair do trabalho às 16h, composto de uma sopita das deles e um pratito de panadinhos com batatinhas e saladinha. Jantar, bem, muitas das vezes não há propriamente um jantar na interpretação tuga. Há sim, umas sandochas comidas antes das 19h. A partir daí, tragam a jola, sff, que já não se come mais nada. Ou seja, há só uma refeição quente por dia. Escusado será dizer que um português normal não se habitua a este ritmo facilmente.

terça-feira, setembro 11, 2007

Portugal-Polónia o rescaldo

Muito e muito obrigado aos jogadores da selecção por este sólido empate contra esse portento do futebol que é a Polónia. É preciso um tipo ter azar. Emigro para um país que jogou contra Portugal em futebol, e não consegui celebrar nenhuma vitória.
Como não estava em Cracóvia no dia do jogo, tive de o ir ver num restaurante/café de uma outra cidade. Ao contrário de Portugal, não havia muitos bares/restaurantes onde pudesse ver a bola, havendo alguns que tinham TV, mas estavam a passar música (duh!). Estranho, porque estava no centro de uma das maiores cidades da Polónia.
Não porque tenha vergonha do meu país, mas para manter low-profile, nada de t-shirt da selecção e durante o jogo estive o mais caladinho possível. Mas julgo que o facto de não celebrar os golos da Polónia terá denunciado o facto de não ser polaco. Resta-me ao menos uma coisa positiva disto, um comentário de um dos senhores que estava ao meu lado: "Como é que eles conseguem correr tanto?". Desta vez até correram, mas pelos vistos não chegou.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Arquipolacadas - II

Existem vários pormenores que se notam nos edifícios por esta terra fora. Um deles é a maneira como são assinalados os números das portas nas zonas mais antigas. Têm uma espécie da lanternazita, onde está escrito o número da rua bem como o nome. Além disso, existem as placas, em que ainda adicionam o bairro da cidade.
Outra das coisas, é como em muitos edifícios, existe na parede exterior uma placa indicando onde estão localizados canos do gás, e se não me engano, isto deve dar jeito no inverno quando existe bués de neve.

terça-feira, setembro 04, 2007

Papel Higienicu

Nem tinha reparado muito neste facto, mas uma compatriota alertou-me para o facto de ainda ser possível comprar na Polónia papel-higiénico à unidade. Confesso que ainda não vi isto noutro país da Europa, e que se calhar este devia ser um indicador de desenvolvimento tido em consideração nas estatísticas económicas. Claro está que se vende os tradicionais 4-pack, 6-pack e afins, mas em alguns supermercados, lá estão os rolos solitários para aquelas pessoas que têm um salário de merda, e que para poupar uns trocos, vão comprando este item à unidade. Além do mais, e julgo que pela foto não é muito perceptível, a qualidade do mesmo não é grande coisa. Cor acinzentada, grosseiro e quiçá áspero. Auch.

quarta-feira, agosto 29, 2007

História da Polónia às três pancadas - X

Se há coisas de que os polacos se orgulham, é dos seus exércitos. Mas como em tudo na vida, os recursos são escassos. Por final do século XVII, a Polónia tinha várias frentes nas quais lutar, surgindo ainda um inoportuno ataque por parte dos Turcos, esses malandros. E se os polacos conseguiram dar um enxoval de porrada a esses tipos em 1673, e ainda por cima repetir a dose sobre os mesmos em Viena, pagaram esse esforço com juros pesados. Dado os esforços de guerra, os efectivos sofreram uma significativa diminuição. E não foi também possível manter territórios, que foram por exemplo para a Rússia (caso da Ucrânia) ou para a Prússia que pretendia tirar da Polónia o acesso ao mar báltico.
E no século seguinte inicia-se uma cada vez maior influência por parte da Rússia, e os reis polacos passaram a responder cada vez mais a imperadores como Pedro, o Grande. Acontecimento importante foi uma sessão do parlamento polaco que ficou conhecida por "Parlamento Silencioso" de 1717 (Silent Sejm, in English), que entre outras coisas limitou que o exército polaco-lituano a 24000. Desastre avistava-se.

terça-feira, agosto 28, 2007

Desportos da malta - Speedway

Pista oval, de terra, e um conjunto de motos a fazer um cagaçal desgraçado mandando terra para os lados enquanto andam de lado. Este é o conceito de corridas de Speedway. Pela Polónia, este é um desporto com alguma popularidade. Francamente, só assiti uma vez ao vivo a corridas destas, e apesar de gostar de coisas com motores, ovais sempre me aborreceram. Tem por vezes uns acidentes engraçados todavia.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Guia Mabor - Cafés/Bares II

Depois de um jantareco, e se o tempo não estiver de feição para ir para uma esplanada, um bom sítio para beber um café/bejeca/cocktail é sem dúvida o Paparazzi (http://www.paparazzi.com.pl/eng/index.php). Trata-se de uma (ainda) pequena cadeia de cafés/bares que está presente em algumas das principais cidades polacas, e lembra-me bastante o conceito da extinta cadeia tuga Cup&Cino. Se bem que este aqui na Polónia tem um target um pouco mais elevado, e as empregadas jeitosas já não são brasileiras, mas sim polacas. Sossegado, bem frequentado e com pinta, é um sítio que vale a pena uma espreitadela.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Política polaca

Como é do conhecimento geral, o Governo Polaco tem dado que falar nos meios internacionais nestes últimos dois anos. Dado que ainda tenho pouco conhecimento de causa, não tenho falado muito sobre isso no blog. Deixo todavia um link - em inglês - para quem queira ler um pouco mais da actividade política deste período ( http://www.wbj.pl/?command=article&id=38423&type=wbj ).
Decidi escrivinhar só umas palavritas agora, porque lá para Outubro devem haver eleições antecipadas, pois a coligação governamental foi para o brejo. E nem mesmo o facto do Presidente da República ser irmão gémeo do Primeiro-Ministro vai ajudar. Muito provavelmente, só "desajuda". Além desta particularidade de irmãos gémeos (que são chamados de patos) mandarem num país de 40 milhões de pessoas, há outro pormenor delicioso que só pode antecipar divertimento: o nome dos partidos. O partido dos gémeos chama-se Lei e Justiça (PiS) e é de uma direita conservadorazinha. Os comparsas da antiga coligação eram um hiper-populista partido Auto-Defesa (SO) e um hilariante Liga das Famílias Polacas, cujo líder beatíssimo transmite aquelas ideias bem conversadoras e intolerantes que são a risada por essa Europa fora. Os principais partidos da oposição, já têm nomes mais normais: Plataforma Cívica (PO) de centro-esquerda por exemplo.

terça-feira, agosto 21, 2007

Procurar trabalho na Polónia

Uma das primeiras coisas que um polaco pergunta sempre, é porque escolhi a Polónia para viver/trabalhar. E mais estranho é ainda quando digo que gostaria de ficar por cá mais uns tempos. Isto porque, desde a entrada da Polónia na União Europeia tem-se assistido a uma sangria de jovens trabalhadores para o estrangeiro, principalmente porque os salários por estas bandas são baixos, e não lhes dão para garantir uma vida consumista aos padrões da europa ocidental.
Todavia, muitos dos tugas que aqui estão têm salários bem acima da média da Polónia, e isso garante um bom nível de vida, ou na gíria, "bolas, com esse salário aí és Rei". Pessoalmente, desde há demasiados meses procuro um outro trabalho na Polónia, mas convenhamos que apesar de o país estar a crescer bastante, não é muito fácil um português encontrar trabalho aqui. Mas o sacríficio e a esperança poderão valer a pena, pois caso se encontre um trabalho desafiante num país destes, isso normalmente significa responsabilidades muito maiores face ao que se teria em Portugal e um mais rápido desenvolvimento profissional.
Mas primeiro há que evitar os trabalhos mal pagos (tipo € 500/600 líquidos mês) e estupidificantes, mas que basicamente é bem bom para um jovem polaco. Depois é preciso mandar para os sítios certos, vulgo empresas portuguesas, que serão o mercado-alvo a atacar. E se o AICEP da Polónia dá uma ajuda preciosa ao fornecer na sua página (http://www.ambasadaportugalii.pl/ic.html ) links para as empresas que estão por aqui, em 99% dos casos acaba-se por não se conseguir enviar o CV para a pessoa mais indicada. Quanto a sítios polacos onde procurar trabalho, dou o exemplo de dois portais: http://www.pracuj.pl/, http://www.jobpilot.pl/. Claro que já andam por cá uma http://www.michaelpage.pl/ ou uma http://www.hays.pl/. Como nota final, apesar de cada vez mais os polacos falarem inglês (muitas das vezes não muito bom), dá sempre jeito saber alguma coisa de polaco para trabalhar por aqui.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Fumar na Polónia

Pelo que pude aperceber-me, na Polónia existem mais pessoas a fumar que em Portugal, e em termos de cigarros diários o número é quase idêntico. Ou então não, isto porque este é um assunto que me aborrece. Existem no entanto algumas diferenças bem notórias entre os dois países, a saber: o preço na Polónia é cerca de 1/3 inferior; existem muito mais marcas disponíveis e as mulheres têm aqui um gosto especial por um tipo de cigarros mais finos, mais compridos e mais caros (que em Portugal têm um público-alvo bem específico e mais restrito).
Mas a diferença maior reside no nível de civismo que por aqui se observa. Não só se vê mais pessoas à porta de edifícios a fumar, como em locais públicos (tipo restaurantes/cafés/discotecas), a fumarada é bem menor que em Portugal, mesmo quando muito dos sítios são caves. Aliás, já vi que em algumas discotecas nem é permitido estar na pista de dança de cigarro acesso sendo os prevaricadores alertados quer por seguranças quer por outros frequentadores. Aprovado! Assim sendo, apesar de continuar a ser incomodado e muito por actos egoístas de fumadores, sou-o em menor nível do que em Portugal.

terça-feira, agosto 14, 2007

As escolhas do professor IX

Para qualquer língua, quando se está a iniciar a aprendizagem da leitura, quer-me parecer que as melhores opções para começar passam por BD. Como ainda hoje gosto de livros em que patos andam semi-nus, este foi o primeiro livro em polaco que comprei: Poza Swiatem 9. Alguns poderão dizer que 254 pág. logo para começar é algo de ambicioso, mas não. Deu para fazer algo engraçado: ler uma história mais ou menos de mês a mês, e assim fui vendo como evoluia o polaco. Além do mais, os diálogos nestes livros são normalmente os mais usados em linguagem do dia a dia, isto se excluir-mos os nomes das invenções do Professor Pardal, por exemplo.

sexta-feira, julho 27, 2007

Momentos em família

Um pai a mostrar ao filho como funciona uma metralhadora. Que bonito. E tive pena de não ter conseguido tirar uma foto momentos antes, quando o petiz tão enternecido tinha uma metralhadora do exército nos seus braços. Desgraçados dos meus familiares, que tendo 2 caçadeiras em casa, nunca me deixaram mexer nas mesmas enquanto era criança. Devia ter crescido na Polónia, onde as crianças têm mais oportunidades, e mesmo uma melhor educação.

quinta-feira, julho 26, 2007

Arquipolacadas

Não é que o centro de Cracóvia seja exactamente como o de Praga, p.ex., onde mesmo quase todos os prédios têm as fachadas impecavelmente conservadas, e segundo sei, os proprietários na República Checa até recebem apoios para as pintar. Mas o que é verdade, é que cada vez mais fachadas vão ganhando novas cores. No centro histórico o problema julgo que nem tenha sido tanto a poluição vinda dos automóveis, mas sim, oriunda dos complexos indústriais na periferia de Cracóvia. A coisa boa, é que por aqui estes tipos de prédios não têm tanta pedra como em Portugal (que é mais difícil de limpar, logo mais caro). Cada vez que me lembro por exemplo do número de prédios na Av. da Liberdade que estão completamente encardidos de sujidade, até me apetece chorar.
Nas fotos, pode-se ver dois exemplos de prédios bem característicos, e que por acaso estavam na mesma esquina. Um pintado de fresco e o outro já não vê tinta à séculos. Prédios de dois/três andares, com fachadas largas, tectos altos e sempre com cave. E as áreas deste tipo de apartamentos, são normalmente bem generosas (p.ex., salas de 40m2). Casas de ricos nesta zona, claro está (ou pelo menos foram).

segunda-feira, julho 23, 2007

Sandaliu

Assírios, Egípcios, Gregos, Romanos são só alguns exemplos de povos que nos tempos antigos usavam sandálias como calçado. Devido a climas quentes, é um tipo de calçado que permite deixar a maior parte do pé EXPOSTA para uma maior circulação de ar, e evitar a transpiração que traz associada o famoso chulé.
Por isso, não sei se é porque a Polónia nunca foi convenientemente ocupada por uma destas civilizações fans da sandália como Portugal foi, mas a verdade é que por aqui eles decidem inventar. Quer dizer, a maior parte dos homens, justiça seja feita às fêmeas. De acordo com a foto abaixo, pode-se ver como entre a sandália e o pé, é colocado um acessório (vulgarmente conhecido como meia) que não raras vezes é de cor branca (!). Porquê? Não sei. É esquisito? Não tenho nenhuma dúvida em relação a isso. Confortável? Duvido. Mais uma para o saco do choque cultural.

sexta-feira, julho 20, 2007

História da Polónia às três pancadas - IX

Continuando a falar do período da República dos Nobres, no início do séc. XVII começou a marcar-se o declínio da Polónia. No campo religioso, a intolerância começou a aumentar com a maior aproximação a Roma. Entre outras coisas, os ortodoxos da Ucrânia não gostaram muito disto e começaram-se cada vez a aproximar mais de Moscovo.
Além disso, durante cerca de 60 anos a Polónia foi liderada por membros católicos da Dinastia Waza (oriunda da Suécia). Os suecos (protestantes que eram) também não gostaram muito da brincadeira. Para compor o ramalhete, o Ducado da Prússia iniciou uma campanha de expansão territorial na zona do Báltico.
Definido nos livros de história como um dos reis mais "ovelha negra" da Polónia, o reinado de Jan Kazimierz (1648-68) teve acontecimentos desastrosos: revolta dos Cossacos na Ucrânia, uma invasão vinda do Norte por parte da Suécia, ataques vindos da Prússia, assim como invasões ainda de Muscovitas, Tártaros e rapaziada da Transilvânia. O país ficou de pantanas e pelo menos 1/4 da população foi-se. Facto marcante desta altura foi o início do uso do Liberum Veto (em 1652), em que um único voto do Parlamento Polaco (Sejm) era suficiente para encalacrar a acção governativa pois não havia unanimidade. Com tamanho poder de veto, a nobralhada começou a abusar deste instrumento e assim começou a grande Polónia a ir pelo brejo.

terça-feira, julho 17, 2007

Espaço para a publicidade - V

Onde é que já vi algo parecido com este anúncio? Bom, salvo as diferenças nas percentagens. E na língua. E realmente este não é o Jorge Gabriel.

domingo, julho 15, 2007

Tristeza portuguesa

A Polónia é um país no qual nasceram bastantes pessoas que já ganharam o prémio Nobel. A saber: Nobel da Paz - 3 ; Nobel da Física - 3; Nobel da Química - 2; Nobel da Literatura -5 ;Nobel da Medicina - 1. E os polacos orgulham-se disso com toda a razão.
E Portugal o que tem até ao momento? Temos o Egas Moniz, cujas descobertas no campo da neurocirurgia e mais concretamente na Lobotomia, lhe valeram o prémio. E depois, há um ignóbil que vive numa ilha ventosa e que vai ainda escrevendo uns livros, que tem um prémio da Literatura do qual não me orgulho nada. É que cá para mim, o seu cérebro, tal como o de alguns portugueses que partilham de ideias comuns às que este néscio expressou no Diário de Notícias de 15.07.2007, poderá ter sido submetido a uma lobotomia. Só assim se explica que frases como "Acabaremos por integrar-nos" (em Espanha) possam sair da boca de um português. Ou então é do calor.
Se na Polónia noto um excesso de nacionalismo, Portugal após a revolução de 1974 entrou num caminho perigoso de desprezo pela nação, pela sua independência e pela sua história. Eu não sou daqueles que anda com bandeirinhas no carro, ou em casa, ou que usa sempre o cachecol (nem tenho) quando joga a selecção de futebol nacional. Mas não sendo saudosista porque não vivi na época, há duas coisas muito importantes que no meu entender devem ser respeitadas acima de tudo: Família e Pátria. Por isso, este caduco podia ir adiantando a sua profesia e mudar de nacionalidade. Já. Ontem mesmo.

quinta-feira, julho 12, 2007

Investimento Directo Estrangeiro - 7º

Pelo que ainda me quer parecer, e ajudado pela controvérsia do bloqueio da Polónia às conversações entre a União Europeia e a Rússia, pode-se pensar que este ainda é um atraso de país. Sem dúvida que o Governo de coligação que está no poder tem umas grandes maçãs podres, e não tem feito muito para ajudar a desenvolver o país. Mas tal como li algures, o facto de não mexerem muito, e se entreterem com fait-divers como descobrir as inclinações sexuais de um boneco que pelos vistos é rabeta (o Teletubbie violeta), até é bom para o país. Assim não fazem tanta porcaria em áreas realmente importantes. A prova de que mais vale estar quieto. Por enquanto está a ser benéfico, no futuro se calhar nem por isso.
Isto tudo como prelúdio a mais uma notícia que li, e que segundo o relatório de uma das Big-Four, a Polónia está no 7º lugar como destino priveligiado para investir, mesmo apesar de um governo inepto e instável. China, E.U.A, Índia, Alemanha, Rússia e Reino Unido à frente deles. Curto e grosso, isso deve-se a uma posição central na Europa, salários baixos e um mercado doméstico potencial de razoável dimensão. Quanto a quantidade de mão-de-obra oferecida já tenho as minhas dúvidas, pois a quantidade de jovens a "fugir" para a Irlanda ou Reino Unido é brutal. Para saber mais, ler relatório (em inglês) em http://www.portugalnews.pt/imgupload/polonia1077.pdf.
Ps: Também eu pertenço ao número de empregos que foram criados o ano passado na Polónia pelo Investimento Directo Estrangeiro. É pena por várias razões, a principal das quais é que à custa disso, postos de trabalho foram perdidos em Portugal.

Desportos da malta - Basket

Outro desporto que goza de popularidade pela Polónia é o basketball. Não tendo propriamente equipas e uma selecção nacional de topo, também não uns coxos autênticos nisto. Têm por exemplo uma equipa na Euroliga (Portugal nicles) chamada Prokom Trefl Sopot, portanto assumo que são melhores que nós. Se bem, que pelo que li, o 5 principal desta equipa é composto por um Americano, um Lituano, Greco-Sérvio, um Porto-Riquenho e alvissaras, um Polaco. Em termos de resultados da selecção, pelo que pesquisei, nada de relevante. Quanto ao feminino, só tive tempo para procurar fotos.

terça-feira, julho 10, 2007

E assim acontece em Cracóvia - ida à ópera

Esta é a fachada principal do edifício da ópera aqui por Cracóvia. E pela primeira vez na minha vida, fui a uma ópera, e de facto correspondeu às minhas expectativas. Não gostei. Não porque era uma má peça, não devido à más interpretações, por erro dos músicos, mas simplesmente porque me aborrece ouvir alguém aos berros. O edifício está bem restaurado por dentro e por fora, fiquei no 2º nível, com um preço de cerca de Eur 11/12. Pormenor engraçado, a hora de início do espectáculo: 18.30h - um bocadinho cedo de mais para os hábitos tugas. Mas isso não impediu o facto de a casa estar a 70% (como seria de esperar, a maioria dos espectadores pertencia ao clube dos velhadas com dinheiro, muitos dos quais turistas, salpicada aqui e ali por alguns jovens).

domingo, julho 08, 2007

Parque Automóvel II

Aqui estão mais algumas fotos de bólides clássicos que se podem ver a circular pela Polónia. De branco temos um Polski Fiat 125p. Um canhão, como se pode ver pela foto. Um milhão e meio destas coisas foram produzidas ao longo de 24 anos. As outras duas fotos referem-se à famosa marca Trabant, da antiga República Democrática Alemã. Feio como o caraças diga-se de passagem, mas funciona (dois cilindros, dois tempos e refrigeração a ar), se bem que já não se vêem muitos por aqui. Para saberem mais sobre estes carros, é só colocar estes nomes no google, e pronto.







sexta-feira, julho 06, 2007

E nos entretantos estamos no Verão

Mínimas de 10ºC e máxima de 20. Probabilidade de chover de 50%. E vento. É assim um dia normal de julho na Polónia. Assim, não é de estranhar que as opções para os polacos irem para a praia passam por destinos como a Croácia, Egipto ou Bulgária. E por exemplo, muitas pessoas que vão até à Croácia, vão de automóvel. Mínimo 12 horinhas e cerca de 1000km. Tivesse eu carro na Polónia, e também faria estes km...Ah, inveja! Já agora, face às circunstâncias metereológicas, o risco de incêndios nas florestas polacas durante o verão é bastante reduzido.