quarta-feira, agosto 29, 2007

História da Polónia às três pancadas - X

Se há coisas de que os polacos se orgulham, é dos seus exércitos. Mas como em tudo na vida, os recursos são escassos. Por final do século XVII, a Polónia tinha várias frentes nas quais lutar, surgindo ainda um inoportuno ataque por parte dos Turcos, esses malandros. E se os polacos conseguiram dar um enxoval de porrada a esses tipos em 1673, e ainda por cima repetir a dose sobre os mesmos em Viena, pagaram esse esforço com juros pesados. Dado os esforços de guerra, os efectivos sofreram uma significativa diminuição. E não foi também possível manter territórios, que foram por exemplo para a Rússia (caso da Ucrânia) ou para a Prússia que pretendia tirar da Polónia o acesso ao mar báltico.
E no século seguinte inicia-se uma cada vez maior influência por parte da Rússia, e os reis polacos passaram a responder cada vez mais a imperadores como Pedro, o Grande. Acontecimento importante foi uma sessão do parlamento polaco que ficou conhecida por "Parlamento Silencioso" de 1717 (Silent Sejm, in English), que entre outras coisas limitou que o exército polaco-lituano a 24000. Desastre avistava-se.

terça-feira, agosto 28, 2007

Desportos da malta - Speedway

Pista oval, de terra, e um conjunto de motos a fazer um cagaçal desgraçado mandando terra para os lados enquanto andam de lado. Este é o conceito de corridas de Speedway. Pela Polónia, este é um desporto com alguma popularidade. Francamente, só assiti uma vez ao vivo a corridas destas, e apesar de gostar de coisas com motores, ovais sempre me aborreceram. Tem por vezes uns acidentes engraçados todavia.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Guia Mabor - Cafés/Bares II

Depois de um jantareco, e se o tempo não estiver de feição para ir para uma esplanada, um bom sítio para beber um café/bejeca/cocktail é sem dúvida o Paparazzi (http://www.paparazzi.com.pl/eng/index.php). Trata-se de uma (ainda) pequena cadeia de cafés/bares que está presente em algumas das principais cidades polacas, e lembra-me bastante o conceito da extinta cadeia tuga Cup&Cino. Se bem que este aqui na Polónia tem um target um pouco mais elevado, e as empregadas jeitosas já não são brasileiras, mas sim polacas. Sossegado, bem frequentado e com pinta, é um sítio que vale a pena uma espreitadela.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Política polaca

Como é do conhecimento geral, o Governo Polaco tem dado que falar nos meios internacionais nestes últimos dois anos. Dado que ainda tenho pouco conhecimento de causa, não tenho falado muito sobre isso no blog. Deixo todavia um link - em inglês - para quem queira ler um pouco mais da actividade política deste período ( http://www.wbj.pl/?command=article&id=38423&type=wbj ).
Decidi escrivinhar só umas palavritas agora, porque lá para Outubro devem haver eleições antecipadas, pois a coligação governamental foi para o brejo. E nem mesmo o facto do Presidente da República ser irmão gémeo do Primeiro-Ministro vai ajudar. Muito provavelmente, só "desajuda". Além desta particularidade de irmãos gémeos (que são chamados de patos) mandarem num país de 40 milhões de pessoas, há outro pormenor delicioso que só pode antecipar divertimento: o nome dos partidos. O partido dos gémeos chama-se Lei e Justiça (PiS) e é de uma direita conservadorazinha. Os comparsas da antiga coligação eram um hiper-populista partido Auto-Defesa (SO) e um hilariante Liga das Famílias Polacas, cujo líder beatíssimo transmite aquelas ideias bem conversadoras e intolerantes que são a risada por essa Europa fora. Os principais partidos da oposição, já têm nomes mais normais: Plataforma Cívica (PO) de centro-esquerda por exemplo.

terça-feira, agosto 21, 2007

Procurar trabalho na Polónia

Uma das primeiras coisas que um polaco pergunta sempre, é porque escolhi a Polónia para viver/trabalhar. E mais estranho é ainda quando digo que gostaria de ficar por cá mais uns tempos. Isto porque, desde a entrada da Polónia na União Europeia tem-se assistido a uma sangria de jovens trabalhadores para o estrangeiro, principalmente porque os salários por estas bandas são baixos, e não lhes dão para garantir uma vida consumista aos padrões da europa ocidental.
Todavia, muitos dos tugas que aqui estão têm salários bem acima da média da Polónia, e isso garante um bom nível de vida, ou na gíria, "bolas, com esse salário aí és Rei". Pessoalmente, desde há demasiados meses procuro um outro trabalho na Polónia, mas convenhamos que apesar de o país estar a crescer bastante, não é muito fácil um português encontrar trabalho aqui. Mas o sacríficio e a esperança poderão valer a pena, pois caso se encontre um trabalho desafiante num país destes, isso normalmente significa responsabilidades muito maiores face ao que se teria em Portugal e um mais rápido desenvolvimento profissional.
Mas primeiro há que evitar os trabalhos mal pagos (tipo € 500/600 líquidos mês) e estupidificantes, mas que basicamente é bem bom para um jovem polaco. Depois é preciso mandar para os sítios certos, vulgo empresas portuguesas, que serão o mercado-alvo a atacar. E se o AICEP da Polónia dá uma ajuda preciosa ao fornecer na sua página (http://www.ambasadaportugalii.pl/ic.html ) links para as empresas que estão por aqui, em 99% dos casos acaba-se por não se conseguir enviar o CV para a pessoa mais indicada. Quanto a sítios polacos onde procurar trabalho, dou o exemplo de dois portais: http://www.pracuj.pl/, http://www.jobpilot.pl/. Claro que já andam por cá uma http://www.michaelpage.pl/ ou uma http://www.hays.pl/. Como nota final, apesar de cada vez mais os polacos falarem inglês (muitas das vezes não muito bom), dá sempre jeito saber alguma coisa de polaco para trabalhar por aqui.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Fumar na Polónia

Pelo que pude aperceber-me, na Polónia existem mais pessoas a fumar que em Portugal, e em termos de cigarros diários o número é quase idêntico. Ou então não, isto porque este é um assunto que me aborrece. Existem no entanto algumas diferenças bem notórias entre os dois países, a saber: o preço na Polónia é cerca de 1/3 inferior; existem muito mais marcas disponíveis e as mulheres têm aqui um gosto especial por um tipo de cigarros mais finos, mais compridos e mais caros (que em Portugal têm um público-alvo bem específico e mais restrito).
Mas a diferença maior reside no nível de civismo que por aqui se observa. Não só se vê mais pessoas à porta de edifícios a fumar, como em locais públicos (tipo restaurantes/cafés/discotecas), a fumarada é bem menor que em Portugal, mesmo quando muito dos sítios são caves. Aliás, já vi que em algumas discotecas nem é permitido estar na pista de dança de cigarro acesso sendo os prevaricadores alertados quer por seguranças quer por outros frequentadores. Aprovado! Assim sendo, apesar de continuar a ser incomodado e muito por actos egoístas de fumadores, sou-o em menor nível do que em Portugal.

terça-feira, agosto 14, 2007

As escolhas do professor IX

Para qualquer língua, quando se está a iniciar a aprendizagem da leitura, quer-me parecer que as melhores opções para começar passam por BD. Como ainda hoje gosto de livros em que patos andam semi-nus, este foi o primeiro livro em polaco que comprei: Poza Swiatem 9. Alguns poderão dizer que 254 pág. logo para começar é algo de ambicioso, mas não. Deu para fazer algo engraçado: ler uma história mais ou menos de mês a mês, e assim fui vendo como evoluia o polaco. Além do mais, os diálogos nestes livros são normalmente os mais usados em linguagem do dia a dia, isto se excluir-mos os nomes das invenções do Professor Pardal, por exemplo.

sexta-feira, julho 27, 2007

Momentos em família

Um pai a mostrar ao filho como funciona uma metralhadora. Que bonito. E tive pena de não ter conseguido tirar uma foto momentos antes, quando o petiz tão enternecido tinha uma metralhadora do exército nos seus braços. Desgraçados dos meus familiares, que tendo 2 caçadeiras em casa, nunca me deixaram mexer nas mesmas enquanto era criança. Devia ter crescido na Polónia, onde as crianças têm mais oportunidades, e mesmo uma melhor educação.

quinta-feira, julho 26, 2007

Arquipolacadas

Não é que o centro de Cracóvia seja exactamente como o de Praga, p.ex., onde mesmo quase todos os prédios têm as fachadas impecavelmente conservadas, e segundo sei, os proprietários na República Checa até recebem apoios para as pintar. Mas o que é verdade, é que cada vez mais fachadas vão ganhando novas cores. No centro histórico o problema julgo que nem tenha sido tanto a poluição vinda dos automóveis, mas sim, oriunda dos complexos indústriais na periferia de Cracóvia. A coisa boa, é que por aqui estes tipos de prédios não têm tanta pedra como em Portugal (que é mais difícil de limpar, logo mais caro). Cada vez que me lembro por exemplo do número de prédios na Av. da Liberdade que estão completamente encardidos de sujidade, até me apetece chorar.
Nas fotos, pode-se ver dois exemplos de prédios bem característicos, e que por acaso estavam na mesma esquina. Um pintado de fresco e o outro já não vê tinta à séculos. Prédios de dois/três andares, com fachadas largas, tectos altos e sempre com cave. E as áreas deste tipo de apartamentos, são normalmente bem generosas (p.ex., salas de 40m2). Casas de ricos nesta zona, claro está (ou pelo menos foram).

segunda-feira, julho 23, 2007

Sandaliu

Assírios, Egípcios, Gregos, Romanos são só alguns exemplos de povos que nos tempos antigos usavam sandálias como calçado. Devido a climas quentes, é um tipo de calçado que permite deixar a maior parte do pé EXPOSTA para uma maior circulação de ar, e evitar a transpiração que traz associada o famoso chulé.
Por isso, não sei se é porque a Polónia nunca foi convenientemente ocupada por uma destas civilizações fans da sandália como Portugal foi, mas a verdade é que por aqui eles decidem inventar. Quer dizer, a maior parte dos homens, justiça seja feita às fêmeas. De acordo com a foto abaixo, pode-se ver como entre a sandália e o pé, é colocado um acessório (vulgarmente conhecido como meia) que não raras vezes é de cor branca (!). Porquê? Não sei. É esquisito? Não tenho nenhuma dúvida em relação a isso. Confortável? Duvido. Mais uma para o saco do choque cultural.

sexta-feira, julho 20, 2007

História da Polónia às três pancadas - IX

Continuando a falar do período da República dos Nobres, no início do séc. XVII começou a marcar-se o declínio da Polónia. No campo religioso, a intolerância começou a aumentar com a maior aproximação a Roma. Entre outras coisas, os ortodoxos da Ucrânia não gostaram muito disto e começaram-se cada vez a aproximar mais de Moscovo.
Além disso, durante cerca de 60 anos a Polónia foi liderada por membros católicos da Dinastia Waza (oriunda da Suécia). Os suecos (protestantes que eram) também não gostaram muito da brincadeira. Para compor o ramalhete, o Ducado da Prússia iniciou uma campanha de expansão territorial na zona do Báltico.
Definido nos livros de história como um dos reis mais "ovelha negra" da Polónia, o reinado de Jan Kazimierz (1648-68) teve acontecimentos desastrosos: revolta dos Cossacos na Ucrânia, uma invasão vinda do Norte por parte da Suécia, ataques vindos da Prússia, assim como invasões ainda de Muscovitas, Tártaros e rapaziada da Transilvânia. O país ficou de pantanas e pelo menos 1/4 da população foi-se. Facto marcante desta altura foi o início do uso do Liberum Veto (em 1652), em que um único voto do Parlamento Polaco (Sejm) era suficiente para encalacrar a acção governativa pois não havia unanimidade. Com tamanho poder de veto, a nobralhada começou a abusar deste instrumento e assim começou a grande Polónia a ir pelo brejo.

terça-feira, julho 17, 2007

Espaço para a publicidade - V

Onde é que já vi algo parecido com este anúncio? Bom, salvo as diferenças nas percentagens. E na língua. E realmente este não é o Jorge Gabriel.

domingo, julho 15, 2007

Tristeza portuguesa

A Polónia é um país no qual nasceram bastantes pessoas que já ganharam o prémio Nobel. A saber: Nobel da Paz - 3 ; Nobel da Física - 3; Nobel da Química - 2; Nobel da Literatura -5 ;Nobel da Medicina - 1. E os polacos orgulham-se disso com toda a razão.
E Portugal o que tem até ao momento? Temos o Egas Moniz, cujas descobertas no campo da neurocirurgia e mais concretamente na Lobotomia, lhe valeram o prémio. E depois, há um ignóbil que vive numa ilha ventosa e que vai ainda escrevendo uns livros, que tem um prémio da Literatura do qual não me orgulho nada. É que cá para mim, o seu cérebro, tal como o de alguns portugueses que partilham de ideias comuns às que este néscio expressou no Diário de Notícias de 15.07.2007, poderá ter sido submetido a uma lobotomia. Só assim se explica que frases como "Acabaremos por integrar-nos" (em Espanha) possam sair da boca de um português. Ou então é do calor.
Se na Polónia noto um excesso de nacionalismo, Portugal após a revolução de 1974 entrou num caminho perigoso de desprezo pela nação, pela sua independência e pela sua história. Eu não sou daqueles que anda com bandeirinhas no carro, ou em casa, ou que usa sempre o cachecol (nem tenho) quando joga a selecção de futebol nacional. Mas não sendo saudosista porque não vivi na época, há duas coisas muito importantes que no meu entender devem ser respeitadas acima de tudo: Família e Pátria. Por isso, este caduco podia ir adiantando a sua profesia e mudar de nacionalidade. Já. Ontem mesmo.

quinta-feira, julho 12, 2007

Investimento Directo Estrangeiro - 7º

Pelo que ainda me quer parecer, e ajudado pela controvérsia do bloqueio da Polónia às conversações entre a União Europeia e a Rússia, pode-se pensar que este ainda é um atraso de país. Sem dúvida que o Governo de coligação que está no poder tem umas grandes maçãs podres, e não tem feito muito para ajudar a desenvolver o país. Mas tal como li algures, o facto de não mexerem muito, e se entreterem com fait-divers como descobrir as inclinações sexuais de um boneco que pelos vistos é rabeta (o Teletubbie violeta), até é bom para o país. Assim não fazem tanta porcaria em áreas realmente importantes. A prova de que mais vale estar quieto. Por enquanto está a ser benéfico, no futuro se calhar nem por isso.
Isto tudo como prelúdio a mais uma notícia que li, e que segundo o relatório de uma das Big-Four, a Polónia está no 7º lugar como destino priveligiado para investir, mesmo apesar de um governo inepto e instável. China, E.U.A, Índia, Alemanha, Rússia e Reino Unido à frente deles. Curto e grosso, isso deve-se a uma posição central na Europa, salários baixos e um mercado doméstico potencial de razoável dimensão. Quanto a quantidade de mão-de-obra oferecida já tenho as minhas dúvidas, pois a quantidade de jovens a "fugir" para a Irlanda ou Reino Unido é brutal. Para saber mais, ler relatório (em inglês) em http://www.portugalnews.pt/imgupload/polonia1077.pdf.
Ps: Também eu pertenço ao número de empregos que foram criados o ano passado na Polónia pelo Investimento Directo Estrangeiro. É pena por várias razões, a principal das quais é que à custa disso, postos de trabalho foram perdidos em Portugal.

Desportos da malta - Basket

Outro desporto que goza de popularidade pela Polónia é o basketball. Não tendo propriamente equipas e uma selecção nacional de topo, também não uns coxos autênticos nisto. Têm por exemplo uma equipa na Euroliga (Portugal nicles) chamada Prokom Trefl Sopot, portanto assumo que são melhores que nós. Se bem, que pelo que li, o 5 principal desta equipa é composto por um Americano, um Lituano, Greco-Sérvio, um Porto-Riquenho e alvissaras, um Polaco. Em termos de resultados da selecção, pelo que pesquisei, nada de relevante. Quanto ao feminino, só tive tempo para procurar fotos.

terça-feira, julho 10, 2007

E assim acontece em Cracóvia - ida à ópera

Esta é a fachada principal do edifício da ópera aqui por Cracóvia. E pela primeira vez na minha vida, fui a uma ópera, e de facto correspondeu às minhas expectativas. Não gostei. Não porque era uma má peça, não devido à más interpretações, por erro dos músicos, mas simplesmente porque me aborrece ouvir alguém aos berros. O edifício está bem restaurado por dentro e por fora, fiquei no 2º nível, com um preço de cerca de Eur 11/12. Pormenor engraçado, a hora de início do espectáculo: 18.30h - um bocadinho cedo de mais para os hábitos tugas. Mas isso não impediu o facto de a casa estar a 70% (como seria de esperar, a maioria dos espectadores pertencia ao clube dos velhadas com dinheiro, muitos dos quais turistas, salpicada aqui e ali por alguns jovens).

domingo, julho 08, 2007

Parque Automóvel II

Aqui estão mais algumas fotos de bólides clássicos que se podem ver a circular pela Polónia. De branco temos um Polski Fiat 125p. Um canhão, como se pode ver pela foto. Um milhão e meio destas coisas foram produzidas ao longo de 24 anos. As outras duas fotos referem-se à famosa marca Trabant, da antiga República Democrática Alemã. Feio como o caraças diga-se de passagem, mas funciona (dois cilindros, dois tempos e refrigeração a ar), se bem que já não se vêem muitos por aqui. Para saberem mais sobre estes carros, é só colocar estes nomes no google, e pronto.







sexta-feira, julho 06, 2007

E nos entretantos estamos no Verão

Mínimas de 10ºC e máxima de 20. Probabilidade de chover de 50%. E vento. É assim um dia normal de julho na Polónia. Assim, não é de estranhar que as opções para os polacos irem para a praia passam por destinos como a Croácia, Egipto ou Bulgária. E por exemplo, muitas pessoas que vão até à Croácia, vão de automóvel. Mínimo 12 horinhas e cerca de 1000km. Tivesse eu carro na Polónia, e também faria estes km...Ah, inveja! Já agora, face às circunstâncias metereológicas, o risco de incêndios nas florestas polacas durante o verão é bastante reduzido.

quinta-feira, julho 05, 2007

Que horas são?

Seria de estranhar dadas as vicissitudes da língua polaca, que as horas fossem algo fácil de dizer/perceber. Não são. E se em conversação formal as coisas nem são muito complicadas bastando usar uma declinação, no estilo informal é um regabofe. Isto porque na Polónia o sistema de dizer as horas é tipo germânico. Por exemplo, para as 8.30h, tem de se dizer "30 para as 9". Que apressados do caraças. Pior: 8.25 diz-se "5m para 30m para as 9h". Rídiculo e exagerado. Quem se lixa como sempre, é o estrangeiro que quer só saber que horas são e fica às aranhas.

terça-feira, julho 03, 2007

Mota-Engil

Das várias empresas portuguesas de construção que andam pela Polónia, a Mota-Engil é a que tem maior dimensão neste mercado (ver http://www.mota-engil.pl/en/). Na cidade onde estou é também onde eles têm a sede e até é conhecida pelos polacos. Obras que já vi deles são a construção da auto-estrada entre Cracóvia e Zakopane, ou no centro de Wroclaw a fazer um edíficio que não percebi se seria escritório ou residencial.
Associado à sua implantação neste país, também é possível encontrar por cá outra empresa participada, a Martifer, a fazer e montar instalações metálicas. Assim sendo, os portugueses por muitos paises para onde emigrem, parecem talhados geneticamente para "trabalhar nas obras".

sábado, junho 30, 2007

Viagens na terra de outros - Rzeszów

Pertinho da fronteira com a Ucrânia e a 150km de Cracóvia para Leste, a cidade de Rzeszów tem cerca de 170.000 habitantes. Localizada numa região com maior peso e história agrícola, a cidade não é tão campónia quanto se poderia pensar. Para mais informação, ver http://www.erzeszow.pl/en/. Admito que estava a contar encontrar maiores contrastes nesta cidade a nível de arquitectura e de pessoas, mas tirando a zona em redor da estação de comboio e um monumento comunista horripilante com uns 20 metros de altura, todo o centro da cidade está bem cuidado e nem é feio. E a nivel de feições, nada de muito diferente quando comparado a Cracóvia. Pelo que li também, esta é e sempre foi das zonas mais pobres da Polónia, portanto muita rapaziada polaca emigrou destas bandas para outras paranças.
Aliás, até do outro lado do rio, tem uma zona bem grandinha de blocos de prédios recentes a dois passos do Castelo, prova do dinamismo da cidade. Já agora, durante o Domingo em que lá estive não vi nem uma igreja. Estavam abertas sim senhora, mas sempre com missas. E não só, a lotação estava esgotada, pois haviam sempre umas dezenas de pessoas a assistir à missa na rua e ouvindo através dos microfones colocados sobre a porta de entrada.

terça-feira, junho 26, 2007

Guia Mabor - Restaurantes II



Na época do comunismo na Polónia, foi inventado um conceito de restauração chamado Bar Mleczny (tradução rápida para Bar de Leite). Para quem queira saber mais sobre o que é isto, facilmente encontra explicação na Internet. Em poucas palavras é um restaurante de comida rápida polaca, destinado às pessoas com menores rendimentos, mas em que todos podem lá ir. Subsidiado pelo estado, neste momento o seu número é bastante menor do que era antes de 1989. Mas mesmo em pleno centro de Cracóvia, é possível encontrá-los.
Decidi portanto ir a um deles, e tive várias surpresas: a comida até nem é má (boa mesmo, tendo em conta que são receitas polacas); entre as bebidas é possível comprar coca-cola/fanta; os tabuleiros vêm do IKEA (!); e neste a que fui até havia microfone para falar para a cozinha. Quanto a preços, uma refeição pode ficar por uns € 3.

quinta-feira, junho 21, 2007

Reflexões de vão de escada - o rabiosque das polacas


Desde que estou na Polónia já por várias vezes ouvi uma frase liminar: "as polacas não têm rabo!". Ponto primeiro é que eu discordo. O segundo ponto é como se define um bom rabo? Porque se for a bunda brasileira, o formato coração que é o expoente de um bom rabo, dispenso. É que aquela ideia que um rabo tem de ter chicha em abundância para ser bom, para haver algo a que se agarrar, não pega.
Pequeno, firme, rijo. É assim o rabo típico das polaquinhas. E não me venham cá com histórias de que é genético, da constituição óssea e pardais ao ninho. Como não comem, elas não ficam é com um rabo tipo bombardeiro, como se vê em certos e determinados países. O facto de elas gostarem de fazer desporto também ajuda a ter um bom pandeiro. Portanto, se for um gajo que diga que elas não têm rabo ele só pode ser um tosco. Se for uma gaja a dizer isso, bom, é inveja pura e simples.

quarta-feira, junho 20, 2007

História da Polónia às três pancadas - VIII

Em 1569, e como forma de solucionar uma crise de sucessão, foi assinado o Tratado de Lublin que estabeleceu a união entre as repúblicas da Polónia e da Lituânia. E um par de anos depois foi criado algo a que se chamou a República dos Nobres. Em poucas palavras, neste sistema o rei era na prática dominado pela nobreza, como se fosse um funcionário, tendo de se submeter a eleições. Existia uma espécie de Parlamento, e competia a um conjunto de senadores ainda outras coisas como lançar impostos ou declarar guerra.
Para a época isto foi um grande avanço em termos de democracia, pois o rei não tinha o poder supremo. Mas por outro, uma nobreza com tamanho poder, pode insistir no feudalismo em cada uma das suas áreas de poder. Isto não era nem foi bom para a Polónia, pois não é dificil perceber que a plebe não devia gostar muito de um sistema tão feudalista em pleno século XVI e XVII.
Este sistema de eleição de reis permitiu ainda eleger "gestores" estrangeiros (por ex. da França, Hungria ou Suécia). Curiosidade ainda, li algures que destes reis eleitos constou um religioso fervoroso, um homossexual, um glutão, e mesmo um pai de 300 filhos.

segunda-feira, junho 18, 2007

Desportos da malta - F1

Robert Kubica. Piloto polaco de F1. E a razão para os polacos prestarem tanta atenção ao desporto. Puto nascido em Cracóvia, tem 22 aninhos e é o primeiro polaco a por o rabo num F1. Começando em 2006, e a mais de meio da época, conseguiu sacar um 3º lugar e uma volta mais rápida no ano de estreia pela BMW. Este ano, ainda não foi ao pódio, e no último grande prémio (Canadá) o homem espatifou o bólide todo, terminando de com o carro de pernas para o ar. Mas tá fino.
Já agora, que saiba não existe na Polónia nenhum circuito em condições para receber F1, e acho que corridas de automóvel em circuito não são ainda muito populares pela Polónia. Por isso é que na Polónia, ele só deve ter conduzido karts. Carros a sério, começou em Itália.