domingo, junho 17, 2007

Museus - à noite

Há cerca de mês e meio falei acerca de museus. Pois nem a propósito, o mês passado houve a noite dos museus, em que por € 0,25 era possível visitar uns 15 ou 20 museus/sítios históricos. Excelente ideia pois a adesão dos Cracovianos foi imensa e a cidade estava cheia de pessoas (e ao contrário dos fins de semana de Verão, não eram de Manchester) até à 1 da manhã. Verdade que as filas para entrar em alguns sítios eram enormes, mas por exemplo valeu a pena por exemplo para ir ao Castelo Wawel durante a noite.
Se calhar em Portugal também existem eventos destes. Eu nunca tinha ido, mas desconfio que em Portugal não há. Se por exemplo já dei com o nariz na porta do Palácio da Pena às 5 da tarde, muito menos ir lá de noite. Se Cracóvia não deve ter a melhor noite da Polónia, quase decerto, é a mais animada culturalmente.

sábado, junho 16, 2007

Espaço para a publicidade - IV

Isto não é bem publicidade, mas prontos. É uma placa de pequenas dimensões no exterior de um prédio. No entanto, ao contrário de um normal Doutor ou Advogado, esta placa diz "Penetrator". O que é exactamente não sei, mas que o nome soa bem, soa.

quarta-feira, junho 13, 2007

Páteo das Surpresas

Algo que acho bastante piada na Polónia são os páteos dos edifícios. Principalmente nos centros históricos, muitos deles são uma autêntica caixa de surpresas. Esplanadas, restaurantes, hóteis,lojas...ou parques de estacionamento. Muito interessante pois alguns deles estão mesmo em prédios cuja fachada da rua até mete medo ao susto, mas uma vez nas traseiras tudo pode mudar de figura.
Da primeira vez que notei isto fiquei algo surpreendido, pois pensava que o conceito de páteo era algo predominantemente árabe, mas dá a ideia que também na Polónia a arquitectura também priveligiou o convívio entre a vizinhança. Escusado será dizer que nos prédios novos, este espírito já está bem mais diluido.

domingo, junho 10, 2007

Parabens a Cracóvia - 750 anitos

Foto 1: Panorâmica geral e um coro bué grande
Cracóvia celebrou durante os primeiros dias de Junho os seus 750 anos de existência. Festa da grossa houve por aqui, bandeirinhas por toda a parte da cidade e um palco belíssimo na praça central, com espectáculos bastante interessantes.
Foto 2: Uma senhora aos berros


Foto 3: Barbudo a dar ao serrote


Foto4: Valsada










quarta-feira, junho 06, 2007

Dia de Portugal na Polónia

Celebra-se no próximo dia 10 de Junho o dia de Portugal. Mas eu estou na Polónia. Como cidadão consciencioso que sou, estou registado na Embaixada Portuguesa na Polónia. E por isso fui convidado para celebrar o dia de Portugal e do Camões em Varsóvia, mas no dia 11 (porque 10 calha a um domingo) para que não se estrague o fim de semana às pessoas julgo eu. Assim sendo conto ter a oportunidade de após uns valentes meses, deitar o dente a um bom velho pastel de nata, e se os compatriotas convivas não forem muito lambões, experimentar um pastelzito de bacalhau (também estou à espera de ver o fiel amigo por lá) e emborcar um cálice de Porto à pato. Tenho é de estudar o hino, porque não vejo tantos jogos de futebol quanto isso, e há lá umas partes que não me lembro bem.

terça-feira, junho 05, 2007

Guia Mabor - Clubes

Em Cracóvia, tal como já disse, não nenhuma discoteca que me faça dizer: "epá, coiso e tal sim senhor, aqui está um sítio de categoria". Assim sendo, vou-me focar em dois sítios que não sendo espectaculares, são emblemáticos de Cracóvia. Os nomes são Łubu Dubu e Kitsch. E encontram-se ambos neste lindíssimo prédio bem perto do centro. Aliás, este prédio só tem bares/discotecas (existem mais dois, mas não vou dissertar sobre eles).
O Łubu Dubu é basicamente um apartamento grande (cerca de 200m2), cujas paredes levaram umas valentes marretadas, e ficou portanto com a sala do bar, duas salas para abancar e uma para dançar. A música é eminentemente dos anos 80 (uma coisa revivalista portanto) com decoração a condizer ainda mais velha (frigoríficos, rádios velhos, etc...). Vale pela originalidade e por se ouvir Depeche Mode, Duran Duran, Abba, porcaria de rock polaco, LCD Soundsystem. Dia ideal para ir: 5ª. Hora ideal: por volta das 24h.
O Kitsch, fica por cima do outro clube e ocupa todo o último piso (cerca de 350m2). Das primeiras vez que ouvi falar deste sítio, as frase eram entrecortadas com adjectivos do tipo roto, rabeta, maricas. Mas francamente, é apenas um sítio gay-friendly e onde sinceramente já fui várias vezes e nunca vi nada de excepcional (talvez porque também não procuro). Bom, a não ser um pequeno show de travestis. Pronto, e também há um varão de inox no meio da pista de dança. Tem duas pistas de dança (a mais pequena com techno) em que a maior passa música comercial, que não é nada de especial. Até cerca da uma da manhã, parece que se está numa matiné, tal é a quantidade de adolescentes ou malta com menos de 20 anos. Mas lá para as 3 da matina as crianças vão dormir. E por aqui a noite é longa, sendo um dos sítios favoritos para os bebedolas acabarem a noite. Está ao rubro no fim de semana por volta das 3 da matina, e sei de pessoas que já sairam de lá às 10 da manhã. Porquê? Não sei. Maricas e lésbicas pelo sítio: há, mas só o homofóbico mais inveterado se pode sentir incomodado aqui.
Ps: Já agora, quando tirei estas fotos fui interpelado duas vezes. Parece que é proibido tirar fotos neste prédio. Na segunda vez tive mesmo de mostrar todas as fotos que tirei. Estranhíssimo.
Ps2: Ambos os sítios são bastante javardolas, e raramente não levo com cerveja em cima. E a probabilidade de um edifício residencial, velho e com todo o aspecto que não foi reforçado para aguentar o aumento de carga devido às centenas de pessoas nestes bares vir abaixo um dia destes, não é tão pequena quanto isso. Enquanto não acontece, é divertido sentir o chão tremer com a malta aos saltos.

sexta-feira, junho 01, 2007

As escolhas do professor VIII

Aqui está outro livro de um jornalista/escritor polaco, Ryszard
Kapuscinski, que faleceu em Janeiro último. Este livro é fruto de uma porrada de viagens que o autor fez pelo império da União Soviética após a II Grande Guerra Mundial. Fiquei deveras surpreendido com a dimensão da minha ignorância em relação à União Soviética e aos países que a compunham. Não posso deixar de confessar que infelizmente não li o livro todo uma vez que o perdi algures num avião da Sky Europe. Não tive pois a oportunidade de ler a parte sobre a altura após a queda da União Soviética. Para quem estiver interessado em saber um pouco mais sobre a queda deste império, é um livro porreirito.

segunda-feira, maio 28, 2007

Pepinu

Não gosto. Mas por aqui, parece que está por todo o lado na comida. Não só o comem bastantes vezes com refeições quentes, mas se não estou em erro, algumas pessoas até ao pequeno-almoço. Porquê?? Porquê?? Pior ainda, são uns pepinos de menor tamanho e algo diferentes (mais doces) que vêm em frascos tipo pickles, e que por vezes serve para acompanhar shots de vodka. Já descobri mesmo na Internet garrafas com este nome: Blackwood's Cucumber Vodka. Isto uma pessoa habitua-se a muita coisa nesta longa e sinuosa estrada que é a vida, mas chegar a um balcão de um bar e pedir: "era um vodka pepino, ohfáxavor", se não impossível, é tão provável como passar a gostar do meu chefe.

domingo, maio 27, 2007

Viagens na terra de outros - Łódź

Da cidade de Łódź (que não se lê Lodz, nem Ludz, mas algo foneticamente parecido com "Udjê") não posso ainda falar muito uma vez que da única vez que lá estive, foi uma visita relâmpago com o objectivo bem claro de conhecer a vida nocturna. Mesmo assim, ainda deu para confirmar o porquê de se poder dizer que esta cidade é a Manchester da Polónia. O seu desenvolvimento deu-se no século XIX, pleno período da revolução industrial, pois a sua localização a 110km a sudoeste de Varsóvia também lhe dá uma posição central. Claro está que muitas das fábricas dessa altura já estão desactivadas e alguns espaços sofreram ou irão sofrer obras de reconversão para espaços comerciais e/ou residenciais.
Algumas curiosidades é o facto da cidade não ter uma praça central propriamente dita, sendo a zona mais movimentada uma longa rua (onde se passa tudo...ou quase tudo). Mas para facilitar a movimentação nessa rua existe um serviço de ....riquexós. A cidade está ainda a tentar assumir-se como um centro de cultura dentro da Polónia, o que é condizente com o seu estatuto de 2ª cidade com mais população a seguir a Varsóvia. Definitivamente não das primeiras cidades a visitar na Polónia, mas para quem esteja a viver por estas bandas, também não ficará demasiado desapontado e não é tão mau como se possa pensar. Pelo menos já vi que a vida nocturna até tem uns espaços simpáticos.

quarta-feira, maio 23, 2007

Auto-estradas na Polónia

Um país do tamanho de Espanha, tem neste momento aproximadamente uns 700/800km de auto-estradas. Manifestamente pouco. Todavia, fruto dos fundos estruturais da amiga União Europeia algum alcatrão será posto nas planícies deste país nos anos vindouros. Ainda por cima, como a Polónia irá co-organizar o Euro-2012 com a Ucrânia é mais uma razão para terem auto-estradas.
Há cerca de uns meses li numa revista que há uma auto-estrada ligando duas cidades a de cerca 700km de distância, cuja construção se realizará a partir dos dois extremos, juntando-se numa cidade mais ao menos no meio. Nada de complicado. Se conseguiram fazer isso no tunel do Canal da Mancha, numa auto-estrada devia ser limpinho. Mas parece que surgiram alguns problemas no planeamento, pois já após os planos de ordenamento elaborados, alguma alma mais esperta verificou que o ponto de encontro divergia nuns singelos 5km. Uma terminava a norte da cidade e a outra a sul. Brilhante.
As fotos são do troço de auto-estrada entre Wroclaw e Kraków. E parte foi construida por empresas portuguesas: MSF e Teodoro Gomes Alho & Filhos. E neste momento a Mota Engil também está na construção de auto-estradas (Kraków-Zakopane). Esta é uma das coisas em que Portugal tem know-how: espalhar alcatrão.

domingo, maio 20, 2007

História da Polónia às três pancadas - VII

Devido à grande força da Igreja Católica na Polónia, o movimento Renascentista também foi bastante forte na Polónia a partir do início do séc. XVI. Não foi somente nas casotas, igrejas e pinceladas que o renascimento se fez sentir com força, mas ao nível das ideias também. Foi por exemplo neste século que o shor Copérnico mandou a posta de pescada que a Terra afinal girava em torno do Sol (ver post 28/11/06). Foi um período aúreo no campo das ciências e literatura.
Os bitaites do Martinho Lutero e a posterior Reforma Protestante também tiveram um impacto bastante significativo na Polónia, especialmente nas regiões de maior influência alemã, bem como nos antigos territórios teutónicos. Quanto ao Calvinismo, muitos dos seus fans vinham da nobreza Lituana. Portanto para sumarizar, e dado que o meu conhecimento religioso é mais do que medíocre, só direi que durante o século XVI coexistiam, de forma mais ou menos pacífica, nesta união entre Polónia-Lituânia: Católicos, Ortodoxos, Protestantes, Judeus, Arménios, entre outros. Tendo em conta o território em causa era natural que existissem tamanhas diferenças. Não tão natural era o clima de tolerância que para a época era imenso e se calhar único.

sexta-feira, maio 18, 2007

Espaço para a publicidade - III

Foto (desfocada) de um dos muitos mupis que têm em Cracóvia esta publicidade. Voos directos Lisboa-Cracóvia durante os meses de Verão pela Centralwings.

quarta-feira, maio 16, 2007

Investimento Portugal-Polónia

Vai decorrer no próximo dia 25 uma conferência dedicada ao estreitamento de relações entre a Polónia e Portugal. Organizado por uma empresa polaca, com a cooperação de organizações institucionais e empresariais, será de acordo com o programa uma oportunidade para potenciar a presença de empresas portuguesas na Polónia, bem como de partilha das experiências das empresas portuguesas que já estão presentes na Polónia há alguns anos (ex: Millennium BCP ou Jerónimo Martins). E esta já é a segunda vez que um evento deste género tem lugar, tendo o anterior ocorrido em 2005. E com sucesso pelos vistos. Para mais informações sobre o forúm New Europe Investment Roadmap - Poland to Portugal, vejam o sítio em http://www.roadshowpolska.pl/Pt/Kon/Kn_NEIPt.htm.
Ps: Desconfio é que o promissor mercado das carrinhas de bifanas, que ainda está por explorar na Polónia, não será abordado.

segunda-feira, maio 14, 2007

Cabelu

Como já referi antes, os senhores aqui na Polónia têm especial predilecção pelo corte à tropa, isto estus, rapado. Não é bem o meu estilo. Portanto, na hora de escolher um sítio para cortar a gadelha, optei pela solução mais fácil que se me apresenta: ir ao Jean Louis David cá do sítio. O que não é dificil, uma vez que julgo haver pelo menos 4 em Cracóvia. 40 Pln (€ 10), e há sempre alguém que fala inglês para eu conseguir explicar de forma básica como quero a trufa amanhada. Debalde as minhas explicações, ainda nunca me fizeram um corte de jeito. Se não fosse picuinhas quase que mais valia ir a um desses talhantes que cortam o cabelo por 10 Pln. Aliás, há duas coisas no Jean Louis David que me desagradam: só posso fazer marcação no próprio dia e ainda não apanhei nenhuma cabeleireira jeitosa.
Sei que ao não rapar o cabelo não me integro na sociedade como um polaco adoptivo, mas tal como no assunto dos sapatos em bico tomo a mesma posição: não gosto, não uso! A consequência é ser (ainda) mais facilmente identificado como estrangeiro mesmo antes de falar. Temos pena. Em relação aos cabelos das gajas, só posso dizer que a Polónia não tem assim tantas louras naturais quanto isso. Vê-se muito o tom louro-com-raízes-pretas.

sábado, maio 12, 2007

Guia Mabor - Cafés/Bares

Tal como já tinha referido em Março, o sítio que para mim tem melhor música é um café. Esse café chama-se Coffee Republic. Três salas de tamanho médio, umas cadeiras de metal que me lembram as de jardim mas com almofadas, com bastante luz durante o dia, similar a uma discoteca após o lusco fusco, com serviço na mesa ou ao balcão e empregadas de mesa vestidas de preto. É assim o sítio. A 50m da praça central, com um ar moderno, não é todavia um sítio fabulástico.
Todavia, é no campo da música que colocam que se destaca. Vezes houve em que durante a tarde enquanto lá estava, por mais de duas horas a música que passava era melhor do que ouvi em qualquer clube/discoteca em Cracóvia. House music. Aliás, o sítio durante a noite até oferece um espaço para dar um pézinho de dança até à meia noite, mas absurdamente estranho para mim, não consegue atrair lá muitos clientes. Isto porque para a larga maioria dos Cracovianos, preferem house music da que passa por exemplo na Rádio Orbital e pior. Por outras palavras, pirosada. Clientela normal dividida entre jovens adultos esclarecidos e estrangeirada. Melhor hora, será a do lanche. Aberto das 8.30h até à meia noite.

quinta-feira, maio 10, 2007

Desportos da malta - Voleibol

Já por várias vezes ouvi no meu trabalho falar-se em combinar ir jogar vólei. Em Portugal isto não é propriamente muito comum, a não ser que seja na praia. Mas também, Portugal não é vice-campeã mundial masculina em vólei. E este último campeonato mundial foi acompanhado com bastante interesse pela plebe.
Não sei se é da região onde estou (sul), mas não me parece que os polacos sejam assim tão mais altos do que os tugas em termos médios. Mas o que é certo, é que tal como na selecção de futebol, também no vólei a estatura média é significativamente superior à portuguesa. Mas também, eles são 40 milhões, por isso é mais fácil encontrar torres. Em relação às mulheres, também elas se safam bastante bem neste desporto. Só por curiosidade, na selecção feminina, somente duas delas têm menos de 1.80m. Chiça.

segunda-feira, maio 07, 2007

Medo

Bomba nuclear? Aquecimento global? Se um jogador de futebol se irá lesionar antes de um jogo da Champions League? Tudo isto são questões importantíssimas e que inquietam bastante a organização masculina. Todavia, existe outra coisa que causa muito mais medo aos homens, do que isto. E não, não tem nada que ver com família ou doenças. Mais importante ainda.
É pois o medo de estar num evento social e ver uma brasa de costas ao longe, ir-se aproximando dela e cada vez mais ir confirmando que se trata de um verdadeiro avião, e quando finalmente o ângulo de visão o permite, verifica que se trata de um gajo. E por gajo entenda-se também uma gaja com ar de gajo, isto porque por melhor que seja um corpo feminino, se tiver feições masculinas, a dúvida de que houve por ali operações plásticas em Marrocos ou assim, está sempre a pairar no ar.
Isto tudo a propósito de uma "cantora" polaca (que também faz umas coisas em representação) bastante famosa, cuja cara não se coaduna de todo com o corpo. Fontes polacas insistem veementemente de que se trata efectivamente de uma mulher. Mas eu, tenho sérias dúvidas se não se trata de um traveca/travesti/transqualquercoisa. O que é facto é que esta senhora - Kayah de seu nome - devia ser proibida de andar na rua e principalmente durante a noite. Porque quando se vê a cara da "senhora", um homem pode muito bem ter um enfarte. De susto!
Ps: Após ver esta foto, constato que a Cesária Évora até tem a sua beleza...

sexta-feira, maio 04, 2007

Maluquice em Cracóvia

Ouvi dizer que para a semana vai haver em Cracóvia e em outras cidades da Polónia o equivalente à queima das fitas. Chama-se Juwenalia. Se bem percebi, os estudantes irão até à praça central para "simbolicamente" tomar conta da cidade. Eu não sei como é na Polónia, mas a ideia que eu tenho de poder nas mãos dos estudantes não é muito positiva. Além disso, existe uma enorme regressão da organização social, pois basicamente deverá passar a existir somente um bem de consumo relevante: cerveja.
De 7 a 13 de Maio dias de maluquice acontecerão por Cracóvia. Decerto. Reportagem prometida. E estou ansioso por assistar a alguns dos concertos, como por exemplo de: Paprika Korps, Vavamuffin, DJ Mafia Mike, Voo Voo e nos quais deposito maiores expectativas, Cool Kids of Death.

segunda-feira, abril 30, 2007

Museus

Museus. Aí estão sítios que não visito amíude. Falta de tempo não é desculpa. Desinteresse, isso sim é a razão. Até porque não posso dizer que se deve aos preços dos bilhetes, porque pelo menos em Cracóvia, e julgo que em outras partes do país, existem muitos museus que aos Domingos têm entrada livre.
Fantástico, pode-se então concluir do parágrafo anterior. Eu não seria tão entusiasta. Primeiro, nem todos têm entrada livre ao Domingo. Segundo, entrada livre significa mais pessoas, logo menos descanso para apreciar o museu. E houve algo que se passou à cerca de umas semanas que me irritou profundamente. Estava eu no Castelo em Cracóvia, e queria ir ver os aposentos reais. Fiz de propósito para ir num Domingo para poupar uns trocos, chego à bilheteira e confirmo que a entrada era gratuita, mas tinha mesmo assim de ir levantar um papelucho. E não é que a rapariga me diz que já não havia bilhetes. Isto às 14h. Fiquei foi sem perceber bem se o limite de bilhetes só ocorre no Domingo quando eles são livres ou sempre. Facto é que, quem chegar num Domingo ao início da tarde ao Castelo Wawel, arrisca-se a não ver as melhores partes, mesmo que queira. Como solução de recurso fui ver um sino de oito toneladas. Não é bem a mesma coisa que aposentos reais, não é não.

sexta-feira, abril 27, 2007

Numismatikowska

Como a imaginação não abunda numa sexta-feira, este post é dedicado à moeda polaca, Złoty. Este é um nome que já vem de vários séculos atrás, embora nem sempre tenha sido a única moeda usada na Polónia. Złoty é também adjectivo que significa dourado. Em termos de câmbio, actualmente 1 Euro vale 3,8 Złoty, mais coisa menos coisa.
As moedas, bem, são uma chatice, pois existem ainda em circulação moedas de 1 grosz. O grosz é o nome que se dá aos cêntimos, portanto, pode-se concluir o valor que tem uma moeda de 1 grosz. Ou de 2 groszy. Lixo, puro lixo. Não sei porquê, mas guardo-as. Além destas, existem as de 5, 10, 20, e 50 groszy. Seguidas das de 1, 2 e 5 Złoty. De forma não surpreendente, as moedas são mais bonitas do que as de Euro portuguesas. Gosto particularmente da de 5. E da de 2.
Quanto às notas, os valores são de 10, 20, 50, 100 e 200. As de 200, confesso que ainda não pus a vista em cima. Por cobardice e forretice ainda não fiz o teste de deixar uma nota ir à máquina de lavar para ver se resiste. Duvido. E não tenho a certeza se já referi no blog, mas nos estabelecimentos de comércio de cada vez que entrego uma nota, fazem questão de a levantar e olhar para a mesma. Ainda não percebi porque o fazem.
Como curiosidade, até há cerca de 12 anos havia na Polónia notas em circulação no valor de até 2 Milhões de Złoty! Desconfio que a inflação devia ser alta pelos anos 80 e 90.

quinta-feira, abril 26, 2007

Espaço para a publicidade - II

Outdoor grandito algures num campo adjacente à auto-estrada, no caminho entre Opole e Katowice. Se a rua não for conhecida, é complicado sacar o número de telefone enquanto se conduz.

quarta-feira, abril 25, 2007

Sacu plasticu

Local: Cracóvia. Situação: Compras de supermercado. Que compras: pão, três latas de fruta, uma lata de feijão, dois pacotes de sumo (2L cada), três pacotes de bolachas e um garrafão de 5L água. Distância a percorrer com as compras: 100m. Duração do trajecto: 5min. Serei lento? Não terei força suficiente? Algo inesperado sucedeu? Nada disso. Culpado: o saco de plástico (4 neste caso).
Pela Polónia, nos supermercados não se paga pelos sacos de plástico (pelo menos de forma directa). Todavia, o que "oferecem" são frágeis coisas que com segurança suportam no máximo 1.5kg. E se os objectos tiverem arestas um pouco mais fortes, a probabilidade de o saco se rasgar é grande. São coisas transparentes, sem publicidade nenhuma, e semelhantes ao que em Portugal se usa para pôr a fruta. Que se evite o desperdício e tudo e tudo, coiso e tal sim senhor, mas porra, aqui cada vez que venho do supermercado fico com o coração nas mãos só de pensar que qualquer dia as minhas compras espatifam-se todas no chão, porque estes forretas têm uns sacos de plástico hiper-frágeis. A analogia que faço com isto será para o mundo do papel-higiénico. Há aquele mais barato, e que na maior parte das situações desenrasca, mas que por não ser de folha dupla, fica na loja. Há situações na vida em que não se deve arriscar.
Outra coisa onde se nota que os polacos são hiper-poupados é nos guardanapos. Quando vou ao meu estabelecimento de fast-food favorito (cujo nome começa por M, e acaba em ALDS), é naturalíssimo receber só um guardanapo. Só um!

terça-feira, abril 24, 2007

História da Polónia às três pancadas - VI

A Lituânia era um dos últimos países pagãos da europa do século XIV, o que era algo estranho portanto que se tivesse unido com um país católico como a Polónia. Assim, foi normal que esta paganice acabasse, e após a união, houve baptismos em barda de malta lituana.
Mas foi no aumento do poderio militar que reside uma das principais razões/vantagens para esta união. Assim sendo, foi-lhes possivel começar a vencer o reino dos Cavaleiros Teutónicos, e cuja batalha mais conhecida foi a de Grunwald, em 1410. A machadada final contra este reino foi a guerra dos treze anos (1454-66), tendo eles ficado somente com uma parte do nordeste da Polónia chamada Prússia Leste. E a cidade de Danzig (hoje Gdansk) ficou com uma situação de meias-tintas, pois se por um lado era independente e dominada por mercadores estrangeiros, também respondia em última instância ao rei Polaco.
Ultrapassados estes, as preocupações viraram-se mais para as ameças vindas do leste (nomeadamente e mormente os Tártaros e os Muscovitas). Não havia sossego, bolas.

domingo, abril 22, 2007

Especial Polónia - Diário Económico - Comentários

Começando pelas curiosidades sobre opiniões expressas nos artigos do DE, e pelo mais trivial possível: sítios para sair à noite em Varsóvia, de acordo com alguns tugas ai residentes. Ao ler as suas sugestões, entre outros, um nome vem muitas vezes à baila: Cinnamon. Ou em português, o Canela. Muito bem, para quem não saiba, este restaurante/clube fica bem perto do monumento ao Soldado Desconhecido, e num prédio de escritórios. É uma loja grande, com uma tenda para um páteo, pouquíssimo espaço para dançar à vontade, música nada de especial (house comercial/pop) e com garrafas de Moet & Chandon a 300 Pln (eur 75). Já vi num guia de Warsaw o comentário acerca deste sítio como algo do estilo: "se conseguirem passar os idiotas dos porteiros, entraram no melhor de Plastic Warsaw". Resultado: Clientela com uma forte componente de estrangeirada (expatriados), média etária 30 anos, demasiados bombeiros (entenda-se, homens), e os 30% de mulherio é o que se espera - superficial mas p.b. (entenda-se podre de boa). Há sítios melhores e mais confortáveis em Varsóvia, sem dúvida.
É mencionado também no artigo, que viver em Varsóvia pode custar entre 1000 e 5000 Eur. O mesmo tipo de raciocínio aplicado por exemplo à compra de um carro (pode variar entre 250 e 100000 Eur). Não vivendo em Varsóvia, mas já tendo visitado várias vezes, só posso dizer que com 1000 Eur por mês, um jovem português e solteiro fará lá a mesma vida com esse dinheiro que faria em Lisboa tendo de ser independente em tudo. Nada de extravagâncias portanto.
A frase mais surpreendente é: "Os polacos só se excedem em termos de violência, quando o assunto é futebol.". Falso. Se é verdade que o futebol é um potenciador de violência, o busílis da questão está na quantidade de alcóol absorvida. E como para muitos polacos, uma saída à noite tem de ter bastantes copos, há outros pretextos para além do futebol que pessoas bêbadas recorrem. E ser estrangeiro, para uma minoria (mas não tão pequena assim), pode servir como pretexto. Mas concordo que Varsóvia e a Polónia tem mais segurança que Portugal.
Quanto à agilização do processo de criação de empresas, acredito perfeitamente que seja possível conseguirem tornar isso mais rápido. Para mim, a nível pessoal as coisas até foram rápidas. Talvez algumas ajudas passam pelo facto de não ter cartão de contribuinte (tenho uma fotocópia), ou não ter cartão de residente (tenho fotocópia). De certeza coisas como estas aceleram os processos.
Palavra final para os gémeos Kaczynski. É verdade que não são os indivíduos mais fotogénicos e atraentes. E muitos polacos fazem pouco deles, nomeadamente do Primeiro-Ministro. Que o homem seja solteiro, nada de mal nisso. Que viva com a mãe, mostra apego à família e se calhar a senhora até é viuva e sentir-se-ia muito mal sozinha, e ele como bom filho faz o sacrifício. Agora, que o senhor apareça em público com pelos de gato nas calças, com a breca.

quarta-feira, abril 18, 2007

Especial Polónia - Diário Económico

A semana passada surgiu no Diário Económico um especial sobre a Polónia. Admito que me escapou isto, e teve de ser uma amiga portuguesa, em Portugal, a chamar-me a atenção para isto. O site é http://diarioeconomico.sapo.pt/, e basta ir à parte que diz: Especial Polónia. Alguns dos links para alguns textos podem não funcionar, pelo que para os ler, tive que fazer a pesquisa pelo título de cada um, um a um. Mas li-os.
Ainda são algumas páginaszinhas sobre a Polónia, e prometo que com mais tempo irei emitir uma opinião mais específica em relação a algumas divergências de opinião relativamente aos assuntos abordados. Fico é triste de não ter sido consultado para este especial sobre a Polónia. Chuif.