sexta-feira, maio 18, 2007

Espaço para a publicidade - III

Foto (desfocada) de um dos muitos mupis que têm em Cracóvia esta publicidade. Voos directos Lisboa-Cracóvia durante os meses de Verão pela Centralwings.

quarta-feira, maio 16, 2007

Investimento Portugal-Polónia

Vai decorrer no próximo dia 25 uma conferência dedicada ao estreitamento de relações entre a Polónia e Portugal. Organizado por uma empresa polaca, com a cooperação de organizações institucionais e empresariais, será de acordo com o programa uma oportunidade para potenciar a presença de empresas portuguesas na Polónia, bem como de partilha das experiências das empresas portuguesas que já estão presentes na Polónia há alguns anos (ex: Millennium BCP ou Jerónimo Martins). E esta já é a segunda vez que um evento deste género tem lugar, tendo o anterior ocorrido em 2005. E com sucesso pelos vistos. Para mais informações sobre o forúm New Europe Investment Roadmap - Poland to Portugal, vejam o sítio em http://www.roadshowpolska.pl/Pt/Kon/Kn_NEIPt.htm.
Ps: Desconfio é que o promissor mercado das carrinhas de bifanas, que ainda está por explorar na Polónia, não será abordado.

segunda-feira, maio 14, 2007

Cabelu

Como já referi antes, os senhores aqui na Polónia têm especial predilecção pelo corte à tropa, isto estus, rapado. Não é bem o meu estilo. Portanto, na hora de escolher um sítio para cortar a gadelha, optei pela solução mais fácil que se me apresenta: ir ao Jean Louis David cá do sítio. O que não é dificil, uma vez que julgo haver pelo menos 4 em Cracóvia. 40 Pln (€ 10), e há sempre alguém que fala inglês para eu conseguir explicar de forma básica como quero a trufa amanhada. Debalde as minhas explicações, ainda nunca me fizeram um corte de jeito. Se não fosse picuinhas quase que mais valia ir a um desses talhantes que cortam o cabelo por 10 Pln. Aliás, há duas coisas no Jean Louis David que me desagradam: só posso fazer marcação no próprio dia e ainda não apanhei nenhuma cabeleireira jeitosa.
Sei que ao não rapar o cabelo não me integro na sociedade como um polaco adoptivo, mas tal como no assunto dos sapatos em bico tomo a mesma posição: não gosto, não uso! A consequência é ser (ainda) mais facilmente identificado como estrangeiro mesmo antes de falar. Temos pena. Em relação aos cabelos das gajas, só posso dizer que a Polónia não tem assim tantas louras naturais quanto isso. Vê-se muito o tom louro-com-raízes-pretas.

sábado, maio 12, 2007

Guia Mabor - Cafés/Bares

Tal como já tinha referido em Março, o sítio que para mim tem melhor música é um café. Esse café chama-se Coffee Republic. Três salas de tamanho médio, umas cadeiras de metal que me lembram as de jardim mas com almofadas, com bastante luz durante o dia, similar a uma discoteca após o lusco fusco, com serviço na mesa ou ao balcão e empregadas de mesa vestidas de preto. É assim o sítio. A 50m da praça central, com um ar moderno, não é todavia um sítio fabulástico.
Todavia, é no campo da música que colocam que se destaca. Vezes houve em que durante a tarde enquanto lá estava, por mais de duas horas a música que passava era melhor do que ouvi em qualquer clube/discoteca em Cracóvia. House music. Aliás, o sítio durante a noite até oferece um espaço para dar um pézinho de dança até à meia noite, mas absurdamente estranho para mim, não consegue atrair lá muitos clientes. Isto porque para a larga maioria dos Cracovianos, preferem house music da que passa por exemplo na Rádio Orbital e pior. Por outras palavras, pirosada. Clientela normal dividida entre jovens adultos esclarecidos e estrangeirada. Melhor hora, será a do lanche. Aberto das 8.30h até à meia noite.

quinta-feira, maio 10, 2007

Desportos da malta - Voleibol

Já por várias vezes ouvi no meu trabalho falar-se em combinar ir jogar vólei. Em Portugal isto não é propriamente muito comum, a não ser que seja na praia. Mas também, Portugal não é vice-campeã mundial masculina em vólei. E este último campeonato mundial foi acompanhado com bastante interesse pela plebe.
Não sei se é da região onde estou (sul), mas não me parece que os polacos sejam assim tão mais altos do que os tugas em termos médios. Mas o que é certo, é que tal como na selecção de futebol, também no vólei a estatura média é significativamente superior à portuguesa. Mas também, eles são 40 milhões, por isso é mais fácil encontrar torres. Em relação às mulheres, também elas se safam bastante bem neste desporto. Só por curiosidade, na selecção feminina, somente duas delas têm menos de 1.80m. Chiça.

segunda-feira, maio 07, 2007

Medo

Bomba nuclear? Aquecimento global? Se um jogador de futebol se irá lesionar antes de um jogo da Champions League? Tudo isto são questões importantíssimas e que inquietam bastante a organização masculina. Todavia, existe outra coisa que causa muito mais medo aos homens, do que isto. E não, não tem nada que ver com família ou doenças. Mais importante ainda.
É pois o medo de estar num evento social e ver uma brasa de costas ao longe, ir-se aproximando dela e cada vez mais ir confirmando que se trata de um verdadeiro avião, e quando finalmente o ângulo de visão o permite, verifica que se trata de um gajo. E por gajo entenda-se também uma gaja com ar de gajo, isto porque por melhor que seja um corpo feminino, se tiver feições masculinas, a dúvida de que houve por ali operações plásticas em Marrocos ou assim, está sempre a pairar no ar.
Isto tudo a propósito de uma "cantora" polaca (que também faz umas coisas em representação) bastante famosa, cuja cara não se coaduna de todo com o corpo. Fontes polacas insistem veementemente de que se trata efectivamente de uma mulher. Mas eu, tenho sérias dúvidas se não se trata de um traveca/travesti/transqualquercoisa. O que é facto é que esta senhora - Kayah de seu nome - devia ser proibida de andar na rua e principalmente durante a noite. Porque quando se vê a cara da "senhora", um homem pode muito bem ter um enfarte. De susto!
Ps: Após ver esta foto, constato que a Cesária Évora até tem a sua beleza...

sexta-feira, maio 04, 2007

Maluquice em Cracóvia

Ouvi dizer que para a semana vai haver em Cracóvia e em outras cidades da Polónia o equivalente à queima das fitas. Chama-se Juwenalia. Se bem percebi, os estudantes irão até à praça central para "simbolicamente" tomar conta da cidade. Eu não sei como é na Polónia, mas a ideia que eu tenho de poder nas mãos dos estudantes não é muito positiva. Além disso, existe uma enorme regressão da organização social, pois basicamente deverá passar a existir somente um bem de consumo relevante: cerveja.
De 7 a 13 de Maio dias de maluquice acontecerão por Cracóvia. Decerto. Reportagem prometida. E estou ansioso por assistar a alguns dos concertos, como por exemplo de: Paprika Korps, Vavamuffin, DJ Mafia Mike, Voo Voo e nos quais deposito maiores expectativas, Cool Kids of Death.

segunda-feira, abril 30, 2007

Museus

Museus. Aí estão sítios que não visito amíude. Falta de tempo não é desculpa. Desinteresse, isso sim é a razão. Até porque não posso dizer que se deve aos preços dos bilhetes, porque pelo menos em Cracóvia, e julgo que em outras partes do país, existem muitos museus que aos Domingos têm entrada livre.
Fantástico, pode-se então concluir do parágrafo anterior. Eu não seria tão entusiasta. Primeiro, nem todos têm entrada livre ao Domingo. Segundo, entrada livre significa mais pessoas, logo menos descanso para apreciar o museu. E houve algo que se passou à cerca de umas semanas que me irritou profundamente. Estava eu no Castelo em Cracóvia, e queria ir ver os aposentos reais. Fiz de propósito para ir num Domingo para poupar uns trocos, chego à bilheteira e confirmo que a entrada era gratuita, mas tinha mesmo assim de ir levantar um papelucho. E não é que a rapariga me diz que já não havia bilhetes. Isto às 14h. Fiquei foi sem perceber bem se o limite de bilhetes só ocorre no Domingo quando eles são livres ou sempre. Facto é que, quem chegar num Domingo ao início da tarde ao Castelo Wawel, arrisca-se a não ver as melhores partes, mesmo que queira. Como solução de recurso fui ver um sino de oito toneladas. Não é bem a mesma coisa que aposentos reais, não é não.

sexta-feira, abril 27, 2007

Numismatikowska

Como a imaginação não abunda numa sexta-feira, este post é dedicado à moeda polaca, Złoty. Este é um nome que já vem de vários séculos atrás, embora nem sempre tenha sido a única moeda usada na Polónia. Złoty é também adjectivo que significa dourado. Em termos de câmbio, actualmente 1 Euro vale 3,8 Złoty, mais coisa menos coisa.
As moedas, bem, são uma chatice, pois existem ainda em circulação moedas de 1 grosz. O grosz é o nome que se dá aos cêntimos, portanto, pode-se concluir o valor que tem uma moeda de 1 grosz. Ou de 2 groszy. Lixo, puro lixo. Não sei porquê, mas guardo-as. Além destas, existem as de 5, 10, 20, e 50 groszy. Seguidas das de 1, 2 e 5 Złoty. De forma não surpreendente, as moedas são mais bonitas do que as de Euro portuguesas. Gosto particularmente da de 5. E da de 2.
Quanto às notas, os valores são de 10, 20, 50, 100 e 200. As de 200, confesso que ainda não pus a vista em cima. Por cobardice e forretice ainda não fiz o teste de deixar uma nota ir à máquina de lavar para ver se resiste. Duvido. E não tenho a certeza se já referi no blog, mas nos estabelecimentos de comércio de cada vez que entrego uma nota, fazem questão de a levantar e olhar para a mesma. Ainda não percebi porque o fazem.
Como curiosidade, até há cerca de 12 anos havia na Polónia notas em circulação no valor de até 2 Milhões de Złoty! Desconfio que a inflação devia ser alta pelos anos 80 e 90.

quinta-feira, abril 26, 2007

Espaço para a publicidade - II

Outdoor grandito algures num campo adjacente à auto-estrada, no caminho entre Opole e Katowice. Se a rua não for conhecida, é complicado sacar o número de telefone enquanto se conduz.

quarta-feira, abril 25, 2007

Sacu plasticu

Local: Cracóvia. Situação: Compras de supermercado. Que compras: pão, três latas de fruta, uma lata de feijão, dois pacotes de sumo (2L cada), três pacotes de bolachas e um garrafão de 5L água. Distância a percorrer com as compras: 100m. Duração do trajecto: 5min. Serei lento? Não terei força suficiente? Algo inesperado sucedeu? Nada disso. Culpado: o saco de plástico (4 neste caso).
Pela Polónia, nos supermercados não se paga pelos sacos de plástico (pelo menos de forma directa). Todavia, o que "oferecem" são frágeis coisas que com segurança suportam no máximo 1.5kg. E se os objectos tiverem arestas um pouco mais fortes, a probabilidade de o saco se rasgar é grande. São coisas transparentes, sem publicidade nenhuma, e semelhantes ao que em Portugal se usa para pôr a fruta. Que se evite o desperdício e tudo e tudo, coiso e tal sim senhor, mas porra, aqui cada vez que venho do supermercado fico com o coração nas mãos só de pensar que qualquer dia as minhas compras espatifam-se todas no chão, porque estes forretas têm uns sacos de plástico hiper-frágeis. A analogia que faço com isto será para o mundo do papel-higiénico. Há aquele mais barato, e que na maior parte das situações desenrasca, mas que por não ser de folha dupla, fica na loja. Há situações na vida em que não se deve arriscar.
Outra coisa onde se nota que os polacos são hiper-poupados é nos guardanapos. Quando vou ao meu estabelecimento de fast-food favorito (cujo nome começa por M, e acaba em ALDS), é naturalíssimo receber só um guardanapo. Só um!

terça-feira, abril 24, 2007

História da Polónia às três pancadas - VI

A Lituânia era um dos últimos países pagãos da europa do século XIV, o que era algo estranho portanto que se tivesse unido com um país católico como a Polónia. Assim, foi normal que esta paganice acabasse, e após a união, houve baptismos em barda de malta lituana.
Mas foi no aumento do poderio militar que reside uma das principais razões/vantagens para esta união. Assim sendo, foi-lhes possivel começar a vencer o reino dos Cavaleiros Teutónicos, e cuja batalha mais conhecida foi a de Grunwald, em 1410. A machadada final contra este reino foi a guerra dos treze anos (1454-66), tendo eles ficado somente com uma parte do nordeste da Polónia chamada Prússia Leste. E a cidade de Danzig (hoje Gdansk) ficou com uma situação de meias-tintas, pois se por um lado era independente e dominada por mercadores estrangeiros, também respondia em última instância ao rei Polaco.
Ultrapassados estes, as preocupações viraram-se mais para as ameças vindas do leste (nomeadamente e mormente os Tártaros e os Muscovitas). Não havia sossego, bolas.

domingo, abril 22, 2007

Especial Polónia - Diário Económico - Comentários

Começando pelas curiosidades sobre opiniões expressas nos artigos do DE, e pelo mais trivial possível: sítios para sair à noite em Varsóvia, de acordo com alguns tugas ai residentes. Ao ler as suas sugestões, entre outros, um nome vem muitas vezes à baila: Cinnamon. Ou em português, o Canela. Muito bem, para quem não saiba, este restaurante/clube fica bem perto do monumento ao Soldado Desconhecido, e num prédio de escritórios. É uma loja grande, com uma tenda para um páteo, pouquíssimo espaço para dançar à vontade, música nada de especial (house comercial/pop) e com garrafas de Moet & Chandon a 300 Pln (eur 75). Já vi num guia de Warsaw o comentário acerca deste sítio como algo do estilo: "se conseguirem passar os idiotas dos porteiros, entraram no melhor de Plastic Warsaw". Resultado: Clientela com uma forte componente de estrangeirada (expatriados), média etária 30 anos, demasiados bombeiros (entenda-se, homens), e os 30% de mulherio é o que se espera - superficial mas p.b. (entenda-se podre de boa). Há sítios melhores e mais confortáveis em Varsóvia, sem dúvida.
É mencionado também no artigo, que viver em Varsóvia pode custar entre 1000 e 5000 Eur. O mesmo tipo de raciocínio aplicado por exemplo à compra de um carro (pode variar entre 250 e 100000 Eur). Não vivendo em Varsóvia, mas já tendo visitado várias vezes, só posso dizer que com 1000 Eur por mês, um jovem português e solteiro fará lá a mesma vida com esse dinheiro que faria em Lisboa tendo de ser independente em tudo. Nada de extravagâncias portanto.
A frase mais surpreendente é: "Os polacos só se excedem em termos de violência, quando o assunto é futebol.". Falso. Se é verdade que o futebol é um potenciador de violência, o busílis da questão está na quantidade de alcóol absorvida. E como para muitos polacos, uma saída à noite tem de ter bastantes copos, há outros pretextos para além do futebol que pessoas bêbadas recorrem. E ser estrangeiro, para uma minoria (mas não tão pequena assim), pode servir como pretexto. Mas concordo que Varsóvia e a Polónia tem mais segurança que Portugal.
Quanto à agilização do processo de criação de empresas, acredito perfeitamente que seja possível conseguirem tornar isso mais rápido. Para mim, a nível pessoal as coisas até foram rápidas. Talvez algumas ajudas passam pelo facto de não ter cartão de contribuinte (tenho uma fotocópia), ou não ter cartão de residente (tenho fotocópia). De certeza coisas como estas aceleram os processos.
Palavra final para os gémeos Kaczynski. É verdade que não são os indivíduos mais fotogénicos e atraentes. E muitos polacos fazem pouco deles, nomeadamente do Primeiro-Ministro. Que o homem seja solteiro, nada de mal nisso. Que viva com a mãe, mostra apego à família e se calhar a senhora até é viuva e sentir-se-ia muito mal sozinha, e ele como bom filho faz o sacrifício. Agora, que o senhor apareça em público com pelos de gato nas calças, com a breca.

quarta-feira, abril 18, 2007

Especial Polónia - Diário Económico

A semana passada surgiu no Diário Económico um especial sobre a Polónia. Admito que me escapou isto, e teve de ser uma amiga portuguesa, em Portugal, a chamar-me a atenção para isto. O site é http://diarioeconomico.sapo.pt/, e basta ir à parte que diz: Especial Polónia. Alguns dos links para alguns textos podem não funcionar, pelo que para os ler, tive que fazer a pesquisa pelo título de cada um, um a um. Mas li-os.
Ainda são algumas páginaszinhas sobre a Polónia, e prometo que com mais tempo irei emitir uma opinião mais específica em relação a algumas divergências de opinião relativamente aos assuntos abordados. Fico é triste de não ter sido consultado para este especial sobre a Polónia. Chuif.

quarta-feira, abril 11, 2007

Páscoa - o rescaldo

Como não me preparei convenientemente, já muitos outros emigras tugas falaram das tradições pascais. É só verificar alguns dos sites que estão nos links do lado (Tiagowski, J2P, Lugar da Esperança, Conhecimento do Inferno, Sem Fim) para perceber um pouco mais da Páscoa polaca.
Resta-me pois apenas fazer um rescaldo de como correram estes dias. Quer em Cracóvia, quer em Wroclaw, as cidades estavam ao mosquedo. Pouquíssimas pessoas a circular, restaurantes fechados (muitos), supermercados fechados (quase 100%). Julguei mesmo ver bolas de feno a rodar, qual cidade do faroeste americano. Isto porque, esta é mesmo uma altura em que os Polacos se dedicam a passar com as famílias, em casa. A excepção a isto, é para irem até às igrejas, levando consigo uma cestinha de ovos pintados para benzer.
Já agora, e após conversas com nativos, parece que tal como com o anúncio do J&B, a tradição já não é o que era. Houve muita moçoila que não levou sequer uma gotita de água em cima (e não, não são feias). E até eu tive medo de apanhar gangs de miúdos a molharem-me, e afinal, nicles, neribi. Quanto a mim, eu só não sai à rua de balde ou mesmo penico de água na mão, porque sendo estrangeiro, podia ser dificil explicar porque andava a molhar o pessoal. Talvez para o ano.

terça-feira, abril 10, 2007

As escolhas do professor VII

Este livro como se poderá deduzir, não é especificamente sobre a Polónia. É antes uma análise transversal de vários acontecimentos que ocorreram no mundo durante este ano - 1968. Com uma perspectiva americana nítida, é dado também enfoque especial aos movimentos sociais, particularmente os movimentos estudantis.
A guerra do Vietnam e os protestos contra a mesma; o assassinato de Martin Luther King e a luta contra o racismo nos EUA; os movimentos estudantis na Polónia durante Março; os desenvolvimentos em Cuba; o Maio de 68 em Paris; a Primavera de Praga e a consequente invasão pelas forças do Pacto de Varsóvia, são só alguns exemplos do que é abordado. Assim, é possível perceber melhor o enquadramento em que ocorreram os protestos dos estudantes polacos contra a falta de liberdade, sendo já nessa altura evidente a importância dos líderes Jacek Kuroń, Karol Modzelewski e Adam Michnik, assim como a influência dos acontecimentos na vizinha Checoslováquia.
Não sendo um livro brilhante, é fácil de ler, pecando a meu ver por se dispersar em pormenores desnecessários, pelo que páginas houve que foram saltadas por mim.

domingo, abril 08, 2007

Espaço para a publicidade

Outdoor em tamanho XL a uma cadeia de lojas de vestuário, numa parede lateral de um prédio de 3 andares em Wrocław.

quarta-feira, abril 04, 2007

Modas

Os polacos fartaram-se de andar à batatada durante séculos. São um povo de lutadores, como toda a gente sabe. E de facto esse espirito parece ter passado bem para as populações mais jovens, ou pelo menos para um grupo não tão pequeno deles. Isto porque nunca estive num país onde visse tanta gente, e especialmente jovens a usar roupa com padrões de camuflado do exército. E não se julgue que são só os polacões, de cabelo rapado que usam isto. Também se vêm (demasiadas) gaijas e putos com este tipo de roupas.
Confesso que me parece um pouco estranho, esteticamente está ao mesmo nível ou mesmo abaixo do fato de treino, e por vezes parece mesmo rídiculo em certos contextos sociais. Falando sem muito conhecimento de causa, desconfio que isto sejam influências dos partidos de extrema-direita, facção política que na Polónia tem algum peso. E eu a pensar que tendo deixado de andar no inter-regional para Lisboa, já não veria mais fardas. Afinal, vim parar a um país, onde 1 em cada 10 gajos é um Telmo, vestidos como na tropa!

terça-feira, abril 03, 2007

Guia Mabor - Restaurantes

Um dos ícones da restauração em Cracóvia, e com uma rede de outros restaurantes pelas principais cidades da Polónia é o Rooster (www.rooster.pl). Por cerca de Eur 6 é possível comer bemzinho, numa localização excelente a 2 passos da praça central, com uma boa esplanada no 1º andar e tudo. Tem é um pequeno senão. A clientela do restaurante é maioritariamente masculina e oriunda das ilhas britânicas. Desconfio que seja devido aos trajes das empregadas: um top branco e uns calçõeszitos vermelhos que das duas uma - ou são 3 números abaixo ou encolhem sempre na máquina de lavar.
Especialidades da casa: Peitos e pernas.

segunda-feira, abril 02, 2007

E nos entretantos estamos na Primavera

Primavera. Ou em Polaco, Wiosna. Passaritos a cantar, sol radiante, folhas a despontar, sorrisos nas faces das pessoas. Pois não foi bem isso que aconteceu no primeiro dia de primavera em 2007 na Polónia. Ao invés, nos primeiros dias caiu mesmo neve.
Mas tudo isso já parece agora bem para detrás das costas. De facto, na última semana de Março e até agora têm estado uns dias espectaculares de sol. E já as flores voltaram a ser plantadas nos jardins, e as árvores começam a ficar mais coloridas. Aliás, a título de curiosidade, em polaco o mês de Abril chama-se Kwiecień, muito próximo de nome dado às flores (Kwiat). Para quem queira fazer turismo na Polónia, recomendo este e os próximos meses, isto porque no Verão a probabilidade de apanhar umas chuvadas de categoria não é pequena. Maio, já tenho marcadinhos 10 dias de férias, para se tudo correr bem, um vá para fora cá dentro na Polónia. Ah, que bonita que é a Primavera.

quinta-feira, março 29, 2007

História da Polónia às três pancadas - V

Ficou por dizer que foi durante o reinado de Kazimierz o Grande que foram implementadas leis que protegiam os judeus das perseguições de que estes eram alvo já durante o século XIV. Por isso, a partir desta lei de 1346 houve uma significativa entrada de judeus, que só testemunha a abertura política/social que a Polónia tinha naqueles tempos.
Depois da morte deste rei, e depois de alguns acontecimentos que não me apetece (tentar) explicar, houve uma rainha polaca que casou com o Grande Duque da Lituânia, e como não teve filhos e morreu cedo, foi com este duque - Władysław Jagiełło - que se iniciou a maior aliança na história da Polónia, assim como uma nova dinastia (Jagiellonians em inglês). Esta aliança durou 187 anos. E há cerca de 500 anos atrás, a Lituânia era bem, bem maior do que é agora, estendendo-se por exemplo até ao Mar Negro incluindo grande parte dos territórios da actual Ucrânia. A Polónia e a Lituânia tiveram portanto poder por estas alturas.

quarta-feira, março 28, 2007

E assim acontece em Cracóvia

Cracóvia é uma cidade com uma actividade cultural bastante intensa. Todavia, até ao momento este escriba tem priveligiado outras actividades fora do seu horário de trabalho, que pela falta de interesse nem serão mencionadas. Deixo somente uma pista: os teatros não fecham às 6 da manhã.
E se alguns podem alegar falta de conhecimento do que se passa, eu não. Num rasgo de alguma inteligência, decidi perguntar se havia na net algum site com os eventos culturais em Cracóvia. Até agora o melhor site que achei foi este: www.karnet.krakow.pl. E o dito até tem muitos conteúdos em inglês, portanto mais uma desculpa que não posso usar.
Serve o presente post portanto para deixar este link a quem esteja/visite/pretenda visitar/seja-curioso-sobre-o-que-se-passa-a-milhares-de-km-de-distância em Cracóvia, na esperança que usufruam do mesmo melhor que eu. Mas também não me posso considerar surpreso pela minha atitude aqui na Polónia. Já em Portugal era no que às artes diz respeito, um....como dizer...bronco. Sim, é isso.

segunda-feira, março 26, 2007

Desportos da malta - Saltos de Ski

Era eu catraio, e muitas vezes subi umas escadas e do topo mandei o meu corpo para baixo, deslizando por uma rampa, aterrando segundos depois no chão. Chamava-se a isto andar de escorrega. Os saltos de ski, para mim, pouco mais são do que um escorrega para adultos em que são necessários skis.
Todavia, aqui na Polónia, este é um desporto extremamente popular. Milhares de pessoas são capazes de ir para as montanhas para ver uns bacanos a descerem uma rampa, seguindo-se planagem durante alguns segundos numa posição meio esquisita e uma aterragem passados uns 100 metros. Qual a piada disto? Se calhar nao é muita, mas quando têm um desportista como o Adam Małysz que basicamente farta-se de ganhar competições, claro que o povão gosta. Já agora, cá para mim, o segredo do sucesso do senhor nos saltos, está no bigodinho. Não sei muito de física, mas aquilo deve funcionar como um apêndice aerodinâmico para dar estabilidade durante o salto. E a verdade é que ele ganha.

sábado, março 24, 2007

Centros Comerciais

Já por aqui referi o mercado dos centros comerciais na Polónia. E também julgo já ter dito que é um mercado em franco crescimento. Há cerca de uns quatro meses abriu em Cracóvia finalmente um centro comercial ao qual nós estamos habituados pela sua dimensão (tem 270 lojas por três pisos, e a titulo de comparação o Almada Forum tem 260), e com quase todas as marcas que há em Portugal (Zara, H&M, C&A, Pull & Bear por exemplo). Regra geral, os preços destas lojas são os mesmos ou mais caros do que em Portugal, pois por exemplo na Polónia a Zara tem um posicionamento mais elevado. Isso pode também explicar o facto de que vejo menos pessoas no centro comercial, e também andam com menos sacos na mão.
Nos centros comerciais em já estive, noto algumas diferenças em relação a Portugal. Os supermercados-âncora são mais pequenos, as dimensões das lojas também o são e o mais óbvio mesmo é a área de restauração. Por exemplo, em centros comerciais do tamanho de um Vasco da Gama, podem existir menos de 10 sítios para almoçar/jantar. Especificamente no caso do Galeria Krakowska, há algumas particularidades: não existe estacionamento subterrâneo (ao invés é ao lado e no topo do edifício; por causa disso o supermercado fica no último piso!; e a área central de restaurantes (10 +-) fica exactamente no meio do último piso (num ponto de passagem) existindo ainda alguns restaurantes no rés-do-chão (pelo que qualquer dia estou numa loja de roupa e ainda pode-me cheirar a grelhados).
Como a localização é excelente, ao lado da estação central e a 5min a pé da praça central e a 10min de minha casa, é fácil ceder à tentação de ir lá muitas vezes. Felizmente, já conheço alguns centros comerciais, pelo que não vou lá mais do que 2 ou 3 vezes por semana. 4 às vezes, pronto.http://www.galeria-krakowska.pl/index2.php

quinta-feira, março 22, 2007

Idiomas estrangeiros

Ainda sobre o tópico dos idiomas, é incrível a quantidade de anúncios que eu vejo por Cracóvia acerca de escolas de línguas. Naturalmente que as que têm mais saida são as de Inglês e Alemão. Se bem que o Espanhol também me parece bem popular, e se não estou erro, mais apreciado que o Italiano e Francês. Mesmo escolas com Polaco para estrangeiros já existem algumas, o que é sintomático da dinâmica que esta cidade tem, sendo eu um cliente dessas escolas.
Esta aposta nas línguas pode ter para mim várias explicações. A principal é a de que a vontade de emigrar é enorme, e dá jeito saber já algo da língua do país de destino antes de emigrar. Outra tem a ver com o turismo, em força por esta cidade, e nunca se perde nada em saber umas quantas línguas. E uma área que está em cada vez maior crescimento são os centros de serviços partilhados de empresas multinacionais, que deslocalizam para a Polónia, República Checa ou Hungria por exemplo, parte das suas estruturas (contabilidade, recursos humanos, sistemas de informação, etc) para de uma forma centralizada servirem vários paises da Europa. Como estes danados têm uma língua difícil à brava, cheia de sons esquisitos, aprender qualquer uma das línguas acima mencionadas é como roubar um doce a uma criança.